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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

As Baleias

Você não tem noção da minha felicidade quando o Bruno me mostrou o CD do Roberto Carlos, com a música As Baleias. Ele sabia que eu estava atrás do CD que continha essa música, acho que antes mesmo de nós começarmos essa vida de garimpeiros. Coloquei o disco para tocar assim que chegamos em casa

Agora, explicar por que eu gosto tanto dessa música, eu não tenho certeza.

Eu tinha quatorze ou quinze anos quando a ouvia.

Dizer que ela ficou na minha memória por ter sido composta como um protesto contra a prática da caça às baleias não seria verdade. Eu era apenas uma adolescente e não me preocupava com essas questões.

Arrisco dizer que essa música é importante para mim porque me transporta para uma época em que eu caminhava pelas ruas de terra do meu bairro. Um tempo em que as casas não tinham muros, as portas e as janelas ficavam escancaradas e, enquanto eu perambulava pelas ruas, ouvia as músicas que tocavam dentro das casas. As Baleias era uma delas.

Se fecho os olhos, consigo reviver tudo isso. Sinto saudades daquela menina, daquelas ruas, daquele tempo que não volta mais.

É uma saudade que não machuca. Pelo contrário: é uma saudade boa, daquelas que aquecem a alma e enchem o coração de alegria.

AQUI a música!

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Não querer ficar na escola

Do sofá da minha sala eu vejo o Colégio Adventista. E de manhã, enquanto coloco o calçado, fico observando os pais, deixando seus filhos.

Hoje um chamou a minha atenção. O pai parou a caminhonete, em cima da calçada, quase em frente a porta de entrada. Desceu do carro e foi até a porta com seu pequeno filho. Que deve ter uns cinco anos.

Ele voltou para o carro e quando estava entrando, o menino veio correndo para o carro. O pai desceu e foi para a porta da escola com o filho.

Ali eles ficaram. Pelo jeito, o pai tentando convencer o filho ficar. Uma outra vez ele virou para ir ao carro, mas o filho correu até ele.

Eu fiquei olhando. Vendo a cena e pensando. Por que será que o menino não quer ficar? Está sofrendo bullying? Não gosta da escola? Da professora? Dos coleguinhas? Ou ele está fazendo manha?

O que o pai deve fazer? Se levar embora e for manha, vai ficar refém do filho (nem parece que estou falando de uma criança). Se obriga a ficar e o menino está sendo oprimido, pode ser muito mal para o futuro dele.

E o tempo foi passando... Eu observando... E os dois lá...

Não sei como terminou, pois precisei ir trabalhar. Espero que tudo tenha terminado bem. Para ambos.

Eu espero que aquele pai tenha tido a sabedoria de entender o que está se passando com o filho. Porque eu não tive! Explico...

Passei por isso. Quando a Letícia estava na segunda 2ª série. Teve uma manhã que ela não quis ir para a escola.

Ela e o Danilo estudavam no período da manhã, na E.E.André Fort. E o Bruno na E.E.Profª Hercy Moraes. O Rubens levava os três de carro.

Naquela manhã a Letícia deu um show. Chorou. Gritou. Parecia uma perereca agarrada nos cantos da porta do carro. Sei que o Rubens não conseguiu que ela entrasse no carro.

Lembro que falei que ela ia ficar em casa, mas que, se pensava que ia ficar no vídeo game ou assistindo televisão, estava muito enganada.

Ela ficou em casa. E eu não me lembro de termos tido alguma conversa, de mãe para filha. De adulta para criança. Ao menos uma conversa. Esse episódio faz parte de mais um, da série “meus arrependimentos”.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Dia de assinar os papéis da separação

Estou numa fase de lembranças...

Dia 02 fez dez anos que meu pai faleceu. Dia 13 vai fazer três meses que a minha mãe faleceu. E hoje está fazendo 19 anos que o meu casamento com o Rubens, acabou. Foi no dia 11/08/2006 que eu e o Rubens assinamos o papel da separação. No ano de 2017 eu escrevi sobre aquele dia AQUI!

Hoje eu me lembro daquele dia, sem mágoas e sem rancores. Mas não foi assim no início. Nem da minha parte. Nem da do Rubens. Hoje eu e ele nos damos super bem. Nos encontramos nos eventos que envolve nossos filhos e neto. Eu estou casada com o Zé. Ele está noivo da Itamara. A vida seguiu seu curso. Como acontece na maioria dos casos. 

Hoje aquele dia faz parte das minhas lembranças... Assim como alguns episódios bons e outros ruins. Episódios felizes e episódios tristes. Acho que na vida somos assim... Pessoas que vivem de momentos e lembranças. Faz parte!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Trocando os CDs de Novelas - Parte 1

Como você já deve ter percebido sou fanática por trilhas sonoras de novelas. E esse fanatismo é antigo. Pensando aqui se já falei sobre isso aqui, no meu blog. Acho que não. E se falei, vai de novo.rsrs

Quando eu era casada com o Rubens, montei uma pasta “física” (porque hoje em dia tudo é virtual) e dei a ela o nome “Novelas”. Nessa pasta – que tenho até hoje – tem a lista com as novelas da Década de 70 e 80. E após a lista, em cada saquinho, dados de cada novela: Autoria, Direção, Data de estreia, Sinopse, Elenco e Trilha Sonora “Nacional e Internacional”.


Nem todas as novelas eu assisti. Quando eu não tinha o que fazer, não tinha televisão em casa. E quando passamos a ter televisão, eu já estava na época de trabalhar e estudar. Então assistia nas férias do meio e final de ano.

Mas as músicas, conhecia todas. Como não tinha tecnologia, a música chegava e ficava por um bom tempo, tocando nas estações de rádio. E no VOLVO. Você acredita que tinha um ônibus, na linha que fazia o meu bairro, que tinha rádio? Chique no úrtimo.rsrs Eu voltava do colégio ouvindo música. Que delícia. Quanta saudade!

Voltando a falar sobre a pasta, na mesma época eu encontrei uma comunidade do Orkut, que disponibilizava as músicas e as capinhas dos CDs de Trilha Sonora de Novelas. E como o Rubens tinha gravador de CD eu gravei e imprimi as capinhas.

No final do ano passado, o Victor descobriu na Shopee um vendedor que tem desses CDs. Imagine minha alegria ao saber disso. Na ocasião eu fiz uma lista com todos os CDs que eu gravei para, de pouco a pouco, adquirir o original.

No Natal ganhei três do Bruno. Junto com os CDs o vendedor colocou o contato dele, caso eu tivesse interesse em adquirir mais CDs, para procura-lo. E eu procurei.rsrs

Ele mandou uma lista de todas as novelas que ele tem. Falou que faria a promoção: comprando dez ganha um e frete grátis. Cada CD está 26 reais.

O Bruno e Victor compraram três: A Viagem Nacional e Internacional e Vamp. Eu comprei esses 👇

Desses CDs dois eu não tinha. A Sucessora e As Três Marias.

A Sucessora eu assisti alguns capítulos em 2023. Não consegui dar continuidade. Mas eu gostei bastante das músicas. Cheguei até fazer postagem de duas delas.

As Três Marias eu não assisti. Nunca nem tinha ouvido falar, até o ano de 2023, quando a Jacqueline foi no meu apartamento e perguntou se eu tinha uma música, que mais tarde pesquisei e vi que foi trilha dessa novela. 

quinta-feira, 16 de maio de 2024

A música de Motel

Hoje eu pedi para o Zé ir me buscar, depois do trabalho. Ultimamente tenho voltado caminhando, mas hoje estava cansada. Antes de ir para casa fomos comprar umas esfihas, que comemos acompanhada de vinho; e ao som de uma coletânea que comprei no sábado, no bazar.

Quando estava ouvindo o volume 1, eis que começou a tocar a música "Je T'aime Moi Non Plus" interpretado por Serge Gainsbourg & Jane Bikini.


Há tempos não escuto essa música. Porque ela não é uma música que toca nas rádios. E sabe por quê? É conhecida como música de motel. Se não me engano porque ela era trilha do comercial de um motel. Isso lá na década de 80. E porque a música tem uns gemidos e uns murmúrios que não dá para ficar ouvindo como qualquer outra música.

Sei que ao ouvir, comecei a rir. Até porque me lembrei que eu dançava nessa música. Corpinho junto. Rostinho colado. Vê se pode! Que vergonha!!

sábado, 28 de outubro de 2023

Alguns Objetos Antigos

Começo dizendo que não sou apegada as coisas. Somente cuido muito bem delas. Por isso duram uma eternidade.rsrs

Vou falar aqui de dois objetos que possuo há mais de 30 anos, que gosto demais, demais (até por isso os tenho até hoje). Dizer objeto é minimizar a importância deles na minha vida. Posso dizer sim, que são verdadeiros tesouros.

Vou mostrar por ordem de mais tempo comigo.

❤️ Um é o relógio de parede do Chaplin. Lembro de tê-lo ganhado do Rubens logo que nos casamos. Se não foi no ano de 1988, foi em 1989. Não mais que isso.



Sabendo que eu gostava do Chaplin, o Rubens comprou pra mim. Esse relógio é porreta! Acreditem se quiser, ele só parou por causa de pilha. A máquina ainda é a mesma. 

❤️ O outro é um móbile "mensageiro dos ventos", que eu ganhei de presente de "Amigo Secreto", do Sandro, no Natal de 1993. Esse vai fazer 30 anos comigo, em breve.


Além do móbile ser lindo, o som que ele emite, ao balanço do vento, da brisa, ou das nossas mãos, é "música para os ouvidos".

Tenho até as fotos de quando ganhei.



Da foto só ficou o móbile mesmo. O cabelo, a roupa, a magreza, ficou no passado.rsrs

domingo, 20 de agosto de 2023

Minhas artes

Só para deixar registrado... Um dia eu fiz arte. Mas não arte de criança. Que às vezes merece uns tapinhas.rsrs

Eu pintei tela. Na verdade fiz um curso onde pintei dois quadros. E foi só! Acho que na época eu devo ter chegado à conclusão que não tinha vocação. Ou dom.

Os quadros são esses abaixo.



Não sei dizer em que mês do ano de 1985 que os pintei. Aliás, só sei que foi em 1985 porque está na “assinatura”.rsrs

Mas eu tentei outro tipo de arte. Não lembro se foi antes ou depois dos quadros. Aprendi a fazer boneca de pano. Costurei e montei o corpo, costurei o calção e vestido. O cabelo era de fios de lã.  O que fiz com a boneca eu não sei. O que sei é que ela ficou muito bonita. Hoje em dia, quando eu passo nas bancas das feiras hippies – ou de artesanato – e vejo bonecas de pano, fico tentando encontrar uma parecida com a minha.

Hoje eu olho pra trás e fico pensando o que eu tinha na cabeça de ficar fazendo esses cursos. Será que eu estava tentando encontrar em mim, uma artista? Se estava, desisti logo, pois não lembro de ter tentado – ou feito – outras artes. Somente as de criança mesmo.rsrs

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Sonhando com um ex

Hoje tive um sonho muito estranho. Sonhei com um ex-namorado. Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou com um “ex”.rsrs

Quando acordei fiquei pensando porque teria sonhado com ele. Geralmente analiso meus sonhos. E muitos deles acontecem porque vi ou ouvi alguma coisa que tivesse relação. Mas, quanto ao sonho dessa madrugada, não falei, não ouvi e nem vi nada. Muito estranho.

O sonho não teve nada de mais. Esse ex, cujo nome é Mauro, foi importante na minha vida. Gostei dele, na época. E bastante. Ele morava duas quadras pra cima da minha rua. Eu o conheci jogando vôlei de final de semana. Namoramos (escondido) acredito que por mais de um ano. Ele era lindo. As meninas (das outras turmas) ficavam babando em cima dele. Na minha cara. Até porque poucas sabiam que eu e ele namorávamos. Lembro de uma vez que ele me mostrou uma cartinha de amor que recebeu de uma delas.

Ele também gostava de mim. Mas éramos bastante diferentes. Apesar de morar no mesmo bairro que eu, as condições de vida dele eram bem melhores. Eu já tinha trabalhado muito quando o conheci – doméstica, feirante, patrulheira. Ele não! Mesmo tendo uns anos a mais que eu. Ele estudava na Fundação Bradesco. Serviu o exército.

E reclamava (criticava) algumas coisas em mim. Reclamava de eu usar batom. Dizia que ficava o gosto do batom quando me beijava. Ou ele era chato, ou o batom que eu usava era muito sem-vergonha. Neste caso, muito provável a segunda opção.rsrs Uma vez ele me chamou de Baby Consuelo. Porque eu estava com as axilas peludas.😊 Depois de um tempo, a gente já não estava mais junto, eu falava que, se firmasse com ele, ia ser daquelas mulheres que ficam elegantes o dia todo. Mesmo que ficasse em casa. Na época chique era usar pantalona. E vamos combinar...  Eu estava muito longe de ser chique. Acho que ainda estou.rsrs

Enfim, não deu certo. E nem acho que foi por esses motivos. Não deu certo porque não era pra dar. Simples assim.

Falei um monte, mas o que eu queria mesmo falar quando sonhei com ele é de uma coisa “maluca” que eu fazia quando estávamos juntos. Nessa fase do namoro, eu trabalhava de dia em uma empresa de engenharia, e estudava a noite. Ele estudava no período da tarde.

Durante a semana a gente só se via se eu faltasse do colégio. E nos finais de semana. Eu tinha uma agenda, que usava no escritório e nela eu escrevia as siglas “VOM” e “NVOM”, que significavam “Vi o Mauro” e “Não vi o Mauro”. E no final do mês, eu tinha a capacidade de contar se eu mais via, ou não via ele. Era ou não era muito doida? Que fase!rsrs 

Essas coisas que comentei até aqui, são lembranças que me vieram hoje. Por causa do sonho. Mas tem uma frase dita por ele que nunca me esqueci. Na época que ele falou eu mais critiquei que qualquer coisa. Foi uma noite que a gente (turminha da rua) queria ir a algum lugar que não devia ser muito seguro. Ele não quis ir. Então ele falou: “Prefiro ser um Covarde vivo a um Herói morto”. Hoje eu concordo plenamente com ele!

E para finalizar, ao acordar, fiz uma oração por ele. Pedi para Deus cuidar dele onde quer que esteja.🙏

sábado, 21 de janeiro de 2023

Jornada Psicanalítica 2023

Comentei no início do ano, aqui no meu blog, que estou com novos projetos em mente. Um deles é fazer um curso para me tornar Psicanalista. Imagino que muitos devem pensar que é o oposto do que sou hoje: Contadora. 

Mas vou contar uma história que muitos já sabem, ou pelo menos quem me ouve sabe. Quando eu terminei o colegial, isso em 1985 eu prestei vestibular para a faculdade de Psicologia. Era o que eu queria fazer. Porém, naquela época, em minha cidade tinha duas faculdades: PUCC e Unicamp. A primeira era (e continua sendo) muito cara. A segunda era (não sei se ainda é assim) período integral. Sendo assim eu não podia prestar em nenhuma das duas. Não ganhava o suficiente para pagar a primeira. E precisava trabalhar, então nem pensar na segunda. Enfim, prestei na faculdade da cidade de Itatiba. Eu saía do trabalho, pegava o ônibus na rodoviária e ia até lá. Fui cinco vezes. Me inscrever para o vestibular. Prestar o vestibular. E fui ver se meu nome estava na lista até a 3a chamada. Nesse meio tempo fui percebendo que eu não ia conseguir prosseguir, caso conseguisse entrar. Então deixei pra lá.

Os anos passaram... Muita coisa aconteceu. Casei. Separei. Comecei a trabalhar em um escritório e para trabalhar no departamento que eu estava era necessário ter faculdade de "Ciências Contábeis". Fiz!

Amo contabilidade. Mas o meu desejo de conhecer um pouco mais sobre a mente do "ser humano" continuou.

Então ano passado, passei a ser voluntária no "Pequeninos do Senhor" da igreja a qual pertenço. E lá conheci a Luciana e o Amauri. Um casal maravilhoso! Conversando com a Luciana, fiquei sabendo que os dois são Psicanalistas e quis saber mais. Antes de investir meu tempo e dinheiro no curso de formação, vou primeiro assistir alguns cursos online (gratuitos) para ver se é isso mesmo. 

Fiz um cadastro na "Escola Freudiana de Vitória" para assistir o curso abaixo que aconteceu hoje, o dia inteiro. Todas as palestras foram muito interessantes. Algumas linhas da psicanálise eu gostei mais. Outras, menos. Vi que precisa ter muita disciplina. E estudar muito. 


 Conteúdo:

01 – Apresentação do Congresso Internacional de Psicanálise

02 - Psicanálise, sua história e o tripé Psicanálitico – Prof. Alberto Mário Poltronieri

Psicanálise é uma ciência => Psico-análise => Psicanálise

Comprovado a existência do inconsciente no psiquismo humano

Inconsciente guarda informações que não acesso quando quero.

Psicanálise é a cura pela fala, reforçada por Freud e por Lacan

O Psicanalista precisa ter conhecimento teórico, passar por análise pessoal e ter supervisão

Metodologia: livre associação

Objeto de trabalho:

Segundo Freud a Psicanálise não pode ficar presa a nenhuma outra ciência: medicina, psicologia, etc.

Profissão de pessoas leigas que curam almas – Freud

03 - Estruturas: Aprofundamentos conceituais na Psicanálise: Neurose, Psicose e Perversão – Profa. Adriana Siquara

Material nos favoritos

Indicações de Livros:

Dicionário Amoroso da Psicanálise – Elisabeth Roudinesco

Neurose Fóbica => O pequeno Hans

Neurose Obsessiva => O Homem dos Ratos

Neurose Histérica => O Caso Dora

Psicose – O Caso Schreber

Psicose - Aimée

Fundamentos da Psicanálise de Freud a Lacan – Marco Antonio Coutinho Jorge

A Personalidade Normal e Patológica – Jean Bergeret 

A psicanálise trabalha com a individualidade da pessoa.

Estruturas clínicas: Neurose, Psicose e Perversão

Neurose: Obsessiva, Fóbica, Histérica.

O que eu não resolvo na minha mente (no meu psiquismo) vai refletir no meu corpo

Complexo de Édipo => acontece dos 3 a 5 anos de idade

Insatisfação => Por quanto tempo você fica satisfeito quando conquista algo?

Psicose: O Psicótico não sabe nomear as faltas. Tende a ter questões simbióticas com a mãe/cuidadora.

Indicação: Série: bates Motel

Perversão: Coloca máscara social moralista e por trás faz aberrações.

04 - Crianças e Adolescentes: As especialidades da clínica psicanalítica nos padecimentos psíquicos – Elizandra Souza

Juventude transviada (1955) – Jim (James Dean) encarna justamente o sentimento de impotência, de dúvida e de falta de sentido dessa mesma juventude.

Freud – Lacan – Anna Freud, Melaine Klein, Winnicott

A doença não deve ser privilegiada em detrimento do sujeito

05 - A clínica Psicanalítica e as contribuições de Donald Winnicott – Maria Teresa (Teca) Mendonça

06 - Psicanálise intercultural: O atendimento aos imigrantes, expatriados e profissionais em transição de carreira – Lucia Maria Godoy

07 - Tanatologia: A psicanálise na elaboração do luto – Maria Imaculada Poltronieri

08 – A hipnose na clínica Psicanalítica – Rachel Poubel de Souza

09 – Psicanalise & Sexualidade – Marília Ost Linhalis

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Saber porque está apanhando é justo!

Estava digitando o texto da postagem anterior e lembrei-me de um episódio da minha adolescência. Eu estudava no período da tarde, na EE Professor Doutor Norberto de Souza Pinto. Essa escola ficava perto de casa. Estudei nela até a quinta série. Na sexta série já fui para outra escola, estudar à noite. 

E acho que foi na quinta série que uma menina invocou comigo. Disse que ia bater em mim. Naquele tempo as brigas aconteciam no final das aulas. O "vou te pegar na saída" era uma palavra que vira e mexe a gente ouvia pelos corredores. 

Eu não sei porque a menina queria bater em mim. A gente não estudava na mesma sala. Eu não paquerava nenhum menino - que poderia ser que ela estivesse de olho. O nome dela era Maura. Ela era mais alta e mais encorpada que eu.  

Fugi, fugi, até que não teve mais jeito. Chegou o dia. Na saída já tinha muitos alunos na rua, próximo da escola, só esperando a briga começar. Ou melhor... Eu apanhar. Porque eu não tinha chance nenhuma contra ela.

Vejo a imagem. Eu e ela, frente a frente. Então eu perguntei à ela:

_ Por que você quer bater em mim?

Ela respondeu:

_ Não sei. 

Acho que aí a ficha dela caiu, pois ficou me olhando e, por fim, desistiu. E cada uma seguiu seu caminho.

Se foi bem assim que tudo aconteceu, eu não sei. Mas isso que escrevi são lembranças que sempre ficaram na minha memória. E me lembro sempre quando vejo situações em que a pessoa está fazendo – ou vai fazer – alguma coisa, sem saber a razão de estar fazendo.

Às vezes, uma simples pergunta, pode acalmar uma tempestade. Evitar grandes transtornos. Ou, no meu caso, evitar de levar uma surra.rsrs

segunda-feira, 10 de maio de 2021

E o dia do nascimento faz diferença?

E falando em aniversário, ontem na casa da minha mãe surgiu um assunto que há muito tempo vem me intrigando.

Minha vida inteira, ouvi minha mãe falando que, se eu tivesse nascido uma hora depois, a gente teria ganhado presentes. Isso porque eu nasceria no dia das mães. Segundo minha mãe, o bebê iria ganhar o enxoval completo – inclusive o berço. E a mãe ia ganhar um presente.  

Comentei com o Marcos que acho que a mãe estava enganada. Eu não nasci na véspera do dia das mães, e sim alguns dias antes. Ou, se nasci na véspera do dia das mães, fui registrada em dia errado. Por quê?

Um tempo atrás resolvi pesquisar no Google, que dia foi o dia das mães, no ano de 1967. E choquei! Foi no dia 14 de Maio. Ou seja! Então eu nasci no dia 13 de Maio. E não dia 11, como estou registrada.

Para ver se não estava enganada, ali, diante do Marcos, Nilda, Zé e minha mãe, pesquisei novamente. Confirmado: 14 de Maio de 1967 – Dia das Mães. Agora como provar? Não tem como. Porque eu não nasci no hospital, e sim em casa.

Eu até ficaria bem feliz, se soubesse que o meu dia é 13 de Maio. Porque sou devota de Nossa Senhora de Fátima e o dia dela é 13 de Maio.

Enfim, continuo sem saber quem se enganou. Se foi meu pai, ao me registrar e colocar o dia 11. Ou minha mãe, por achar que eu nasci somente uma hora antes do dia das mães. Ele já se foi. E ela não lembra. O jeito é colocar uma pedra em cima dessa história. 

Antigamente eu era ligada em horóscopo. Em numerologia. Nessas coisas de que o nome, o dia do nascimento, ou o ano, tinham a ver com a personalidade da pessoa. Será que tem mesmo? E, no meu caso, dois dias fariam diferença em alguma coisa? 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

José Feliciano - Everybody Loves Me (Studio Version)

Se alguém pede pra eu falar um ano que foi maravilhoso, eu digo 1981. E nem foi.rsrs

Aliás, na época eu não achava nada bom. Vivia revoltada. Coisas de adolescente.

Mas, vendo muito tempo depois, foi um ano de coisas novas... Me formei no Patrulheiro. Comecei a trabalhar em um emprego legal. Escritório de Contabilidade. Até então tinha sido só de babá, feirante e empregada doméstica. Estava com o coração em paz (com relação ao amor).

Por isso, as músicas da década de 80 foram muito marcantes na minha vida. E esta, do José Feliciano foi uma delas. Gostava demais. E continuo gostando, pois, ao ouvi-la só tive lembranças boas. E o coração ficou alegre.  

“Everybody Loves Me” é faixa do álbum José Feliciano. Neste álbum teve também a música “I Wanna Be Where You Are”, que adoro e já postei AQUI.



José Montserrate Feliciano García (Lares, Porto Rico, 10 de setembro de 1945) é um cantor e violonista porto-riquenho radicado nos Estados Unidos continental.

Jose Feliciano nasceu cego, em uma família pobre, com mais onze irmãos. Aprendeu sozinho a tocar acordeão, e aos nove já tocava no "The Puerto Rican Theater", no Bronx, Nova Iorque, para onde sua família havia emigrado quando ele tinha cinco anos. Sempre autodidata, passou a praticar o violão, tendo como professor apenas alguns discos. Ganhou vários prêmios e homenagens. Feliciano é considerado como o primeiro músico latino a penetrar no mercado de música de língua inglesa, abrindo caminho para outros após ele.

Já na adolescência, começou a tocar para ajudar a família. O primeiro salto na carreira profissional ocorreu em um festival em Mar del Plata, Argentina, onde foi visto por um executivo da RCA, que o incentivou a gravar um disco com músicas hispânicas, dando origem aos singles Poquita Fe e Usted. Sua fama alastrou-se com o lançamento de " Light My Fire " (Doors Music Co. ASCAP 1 de junho de 1968).

José Feliciano, ao longo de sua carreira, recebeu 45 discos de ouro e platina; foi indicado 16 vezes para o Grammy, recebendo o prêmio em seis ocasiões, a mais recente delas em fevereiro de 2009, pelo álbum "Senor Bachata". Em 1996, uma escola pública do Harlem foi renomeada "The Jose Feliciano Performing Arts School" pela prefeitura de Nova Iorque e, em 2001, Feliciano recebeu o "Doutorado em Letras Humanas" pela Universidade Sagrado Coração, em Fairfield, Connecticut.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Feliciano

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Eu e a Congregação Cristã no Brasil

Como na postagem anterior contei que um dia eu pertenci a religião “Congregação Cristã no Brasil”, vou explicar como cheguei à ela.

Eu estava trabalhando na Orsatti. Uma empresa de terraplenagem que ficava no bairro Mansões Santo Antônio. Trabalhei lá de 20 de Janeiro de 1988 a 25 de Setembro de 1988. Nesta empresa conheci a mulher que fazia a limpeza. Não lembro ao certo, mas acho que o nome dela era Nice. Dona Nice.

Eu comecei a admirar umas atitudes dela. Por exemplo. Um dia a gente estava conversando. Eu, ela e outros funcionários. Quando começou-se a falar de uma pessoa que não estava ali, a dona Nice imediatamente se retirou. Aconteceu várias vezes. E teve uma vez que eu estava com um problema. E pedi conselho à ela. Ela ouviu e se retirou. Voltou um tempo depois (não sei dizer ao certo quanto tempo) com o conselho. Então perguntei porque ela não falou na hora. Ela falou que tinha ido conversar com o Senhor. Disse que tinha ido ao banheiro dobrar os joelhos e orar, pedindo uma resposta.

Eu gostava muito de conversar com ela. E foi assim que ela me convidou para ir à igreja dela. Ela morava no Jardim São Marcos - ou Jardim Santa Mônica. Esses dois bairros são colados. No fim andava pelos dois. Porque lembro de ter ido na igreja do São Marcos na do Santa Mônica. Fui várias vezes no culto da noite. Fui também de fim de semana. Até começar a ir na igreja que tinha perto da minha casa. Não lembro em qual fui batizada. Com certeza em nenhuma dessas três. Talvez uma na cidade.

Deixei de usar calça comprida. Só usava saias abaixo do joelho. Doei meus brincos, anéis e pulseiras. Provavelmente devo ter deixado de raspar pernas e axilas. Coisas proibidas para adeptos dessa religião.

Nessa época eu já estava noiva do Rubens. Não faço a menor ideia do que ele pensou de tudo isso. Na verdade, a gente não estava bem. Ficávamos indo e vindo.

Uma noite estava no culto, na igreja perto de casa. Teve um momento que falaram no microfone que o Rubens estava na porta e queria falar com Margareth. Não sei porque não ouvi o recado. Só fiquei sabendo quando cheguei em casa e o Rubens estava me esperando. Ele disse que tinha ido à igreja para falar comigo.

Ele foi pedir minha mão em casamento. Disse que o pai dele falou que era pra gente decidir. Ou casava ou separava de vez. O pai dele falou isso porque foi ele que construiu nossa casa (foi o pedreiro). E estava cansado de começar e parar. Pois, cada vez que a gente brigava... Parava a construção.

Eu aceitei o pedido do Rubens e nos casamos no dia 22 de Outubro daquele mesmo ano. Menos de um mês depois do pedido. Por eu não estar frequentando a religião católica e o Rubens não fazer questão, não nos casamos no religioso. E depois de casada não voltei à Congregação.

Hoje, escrevendo esta história, vejo que tudo aconteceu muito rápido. De tudo, o que ficou bem gravado para mim, foram os dois exemplos da Dona Nice: Nunca ficar em um lugar onde estejam falando de quem não está presente. E sempre, antes de tomar alguma atitude, ou falar alguma coisa, dobrar os joelhos e conversar com Deus!

Se aplico isso na minha vida? Nem sempre! Infelizmente!!

Resgatada pelo Padre Marcelo Rossi

Na década de 90, eu andava um pouco afastada da igreja. Tinha batizado os filhos na igreja católica, por mera formalidade. Tinha me afastado antes de me casar, quando comecei a frequentar a igreja evangélica “Congregação Cristã no Brasil”. Cheguei a batizar nela. Sobre isso conto em outra postagem.

Mas, no final dos anos 90 um Anjo me resgatou, levando-me de volta ao catolicismo. O Anjo 😇... Padre Marcelo Rossi. Ele e suas músicas🎶. Não sei se primeiro comecei a acompanhar ele e suas missas, e as músicas vieram depois. Ou se primeiro ouvi suas músicas e a partir delas, passei a acompanhá-lo. O que sei, é que por causa dele voltei a frequentar as missas. E fui mais além... Participava do Grupo de Oração e cheguei a atuar em alguns ministérios. Fui do ministério da saúde e da limpeza.rsrs Visitava doentes da comunidade e fazia faxina na igreja.

Fui uma vez em Santo Amaro, que era onde ele celebrava a missa. Fomos (eu, Silvana e alguns parentes) de ônibus (excursão). Sei que as celebrações aconteciam dentro de um barracão enooorme. Do lado de fora tinha várias barracas de alimentação e de lembrancinhas. Na época fomos porque meu tio Cláudio queria ver se conseguia uma bênção do Padre Marcelo. Sempre, depois da missa, o Padre recebia algumas pessoas em uma sala. Lembro que em um determinado momento, eu e a Silvana nos dirigimos na lateral do palco, e pedimos para falar com o coordenador, que organizava quem iria ser recebido pelo Padre. Expusemos o caso do meu tio. Ele estava com um caso muito grave no fígado. E deu certo! O padre recebeu meu tio. Ficamos muito felizes por ele.

Foi a única vez que fui. De vez em quando assistia as celebrações pela televisão. Mas as músicas... Essas eu ouvia sempre. E em alto e bom som.

Até hoje algumas músicas me deixam arrepiada. Fico tão emocionada a ponto de chorar. Algumas eu ainda quero ouvir bem alto. Para abalar “todas” as estruturas. Através delas quero expressar meu amor por Jesus! Ou dizer o quanto eu confio Nele e confio minha vida à Ele.

E porque estou falando sobre isso hoje. Porque estou trabalhando em casa. Estamos na Semana Santa e começo o dia colocando os dois CDs dele para ouvir.  Só não estou podendo aumentar muito o volume. Zé me despeja de casa.rsrs

terça-feira, 30 de março de 2021

All This Love - DeBarge

Acho esta música muito gostosinha de ouvir. Um ritmo suave. Uma melodia tão doce quanto as lembranças que ela me traz.

ALL THIS LOVE - DEBARGE 

All This Love é o segundo álbum de estúdio do grupo DeBarge, lançado pela Gordy Records em 22 de abril de 1982.

 


Quando ouço esta música me lembro do pessoal do escritório da Yochie Kitauchi. O escritório que comecei a trabalhar como patrulheira, em 1981. Lembro das meninas: Marci, Lilia e Silvia. Dos meninos: Audinir, Osvaldo e Livanil. Acredita que os nomes da Lilia, Marci e Audinir eu lembro completo? Só não vou colocar aqui para não expor.

O Osvaldo e o Livanil eram patrulheiros, como eu. O Osvaldo trabalhava na recepção e foi ele que me ensinou a preencher uns Relatórios de Despesas. Tinha que escrever retinho. E grampear os comprovantes tudo certinho. Sem ficar com rebarbas. Se ficava uma pontilha de fora, ou torto ele mandava eu fazer de novo. Eu odiava ele. Era adolescente, né?rsrs Cheguei a ir falar com a Meire - Assistente Social do Patrulheiro para arrumar outro lugar para eu ir trabalhar. Mas ela me aconselhou a aguentar, porque eles registravam. Então aguentei. Posso dizer que foi com o Osvaldo que eu aprendi a ser "chata" no trabalho, em se tratando de arrumar os documentos em pacotes, ou pastas.

Do Livanil, lembro que a gente ia almoçar na sede dos Patrulheiros. O escritório era na Regente Feijó. E os Patrulheiros na Avenida das Amoreiras. A gente almoçava e voltava a pé. Sei que quando a gente chegava no escritório, ele falava que já estava com fome de novo.rsrs

Eu lembro que a Marci e o Audinir namoraram. Lembro também do Audinir ter sofrido um acidente (acho que de bicicleta) e nós fomos visitar ele no hospital. Se não me engano era no Beneficência Portuguesa.

A Lilia era uma gracinha. A letra dela era uma arte. Toda rebuscada. Ela morava na Vila Boa Vista. Lembro de ter ido na casa dela.

A Silvia era muito séria. Acho que ela era a mais velha de todos os funcionários. E estava noiva. Eu a achava muito bonita. Era morena, baixinha e tinha olhos verdes. 

Trabalhei na Yochie de 1981 a 1983 como patrulheira. Em 01/08/1983 fui registrada e fiquei lá até 31/07/1985. Tiveram muitas outras pessoas que passaram pelo escritório. Mencionei somente esta galerinha, porque é deles que me lembro, toda vez que ouço esta música.

quarta-feira, 24 de março de 2021

It's My Turn - Diana Ross

Mais uma música que quando ouço dá aquele aperto no peito. Uma vontade de chorar. Mas é um aperto gostoso. Vontade de chorar de alegria. Porque me lembra de uma época muito boa da minha vida. O primeiro namoro. De dançar nas garagens das casas, abraçadinhos e com os rostos coladinhos. De um trabalho mais edificante (Patrulheiros). Muitas amizades (poucas permanecem até hoje). Muita diversão.  Era a fase da adolescência. Que pode ter sido difícil, mas isso não me lembro. E vamos combinar... Época de músicas boas. E inesquecíveis.  

 “It’s My Turn” não é a música que fez maior sucesso da Diana. Tanto que nem fez parte de trilha de novela. Mas, para mim, fez parte da trilha de uma época inesquecível da minha vida.

Para escolher o vídeo para postar, assisti vários. Um com a Diana cantando “ao vivo” em 1994. Tem um muito lindo “versão estendida” com imagens de vários chafarizes que jorram a água do chão, e que, além de mudar as cores (de vez em quando apagavam todos) as águas bailavam ao som da melodia. Muito, muito lindo. Vi um com a tradução, que fiquei mais inclinada a postar. Mas decidi pelo abaixo, que só mostra o rostinho da Diana. Bom que dá para sentir a música.




quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Maria Bethania - Mel


Hoje acordei cantando “ó abelha rainha, faz de mim, um instrumento de teu prazer, sim, e de tua glória, pois se é noite de completa escuridão...”.

Essa música é de 1979. Eu ouvia muito na Jacira, onde eu trabalhei de empregada doméstica. Gosto muito dela, mas daí acordar com ela na boca e na cabeça é um pouco estranho.  

Estava um pouco cabreira e foi então que lembrei que ontem fui à minha depiladora. Em um balcão na sala dela tinha alguns produtos. Perguntei o que eram. E ela me disse que era creme para os pés, da marca “Abelha Rainha”, que ela revende. Abelha Rainha é tipo Avon, Natura, Boticário e outros. Pelo que sei os produtos dessa marca só se compra através de catálogos. Não vende em lojas.

Então é certeza que foi por isso que hoje eu acordei cantando essa música. Coisa que parece bobeira, a cabecinha guarda. Só não sabia que o nome dela era “Mel”. Pra mim era “Abelha Rainha”.rsrs

Para quem não conhece a música, veja a letra e ouça AQUI!

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Os Embalos de Sábado a noite

Olha o filme que eu assisti ontem.rsrs Isso depois de rodar todo o catálogo da Netflix. Não tá fácil encontrar filme atual, que seja bom. Pelo menos para o meu gosto. De uns tempos para cá só sabem produzir filmes de terror, super heróis, drama, suspense... Não curto nada disso. Parece que acabou o humor e o romantismo. Então o jeito é assistir filme antigo.

Título original: Saturday Night Fever

Data de lançamento: 03 de julho de 1978 / 1h 58min

Direção: John Badham

Elenco: John Travolta, Karen-Lynn Gorney, Joseph Cali

Gênero: Musical, Drama, Romance

Nacionalidade: EUA

Sinopse: Tony Manero (John Travolta), um jovem do Brooklyn e um excelente dançarino de disco music, só encontra significado na vida quando dança, pois passar a semana trabalhando em uma loja de tintas não o gratifica de forma nenhuma. Assim ele se perfuma, se veste de um jeito fashion e vai para a discoteca no final de semana. Sob a influência de seu irmão, um padre frustrado, e de Stephanie (Karen Lynn Gorney), sua parceira de dança, começa a questionar a maneira como encara a vida e a limitação de suas perspectivas. Paralelamente Tony vive uma crise amorosa, enquanto se prepara para participar de um concurso em uma discoteca.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-608/

Dei play no filme e o Zé também sentou para assistir. Eu fiquei um pouco perdida, tentando lembrar como eu posso ter ido assistir este filme no cinema. Eu tinha 11 anos quando ele foi lançado. E não estou enganada, achando que o assisti no cinema. Porque fui. Isso eu lembro porque passamos um pequeno vexame. rsrs

Não sei com quem mais eu fui. Mas com a Silvana, certeza, pois foi ela que aprontou. Foi assim: Quando chegamos ao cinema o filme já estava passando. Entramos e estava muito escuro. E estava bem na cena que o John Travolta acorda e enfia a mão dentro da cueca. Imagina aquela tela enorme e a gente quase embaixo dele. Ao ver, a Silvana deu um grito. Continuamos entrando, tateando até encontrar um lugar para sentar. Aos poucos, conforme a vista foi acostumando começamos a ver o quanto o cinema estava lotado. E nos tocamos que todos viram quando entramos, e lógico... Ouviram o grito da Silvana.

Quanto ao filme, não lembrava quase nada. Só das músicas do Bee Gees e as danças. Estranhamos como era forte o racismo contra negros, latinos e homossexuais. Tony sai pela noite com amigos e juntos eles aprontam. Arrumam briga. O banco traseiro do carro que eles andam, é uma verdadeira cama de motel, pois sempre um deles está transando. Tony é o mais sensato. Mesmo assim é estúpido e esnobe com as mulheres. O filme tem cenas de briga, estupro, sexo.

Chega até ser engraçado assistir um filme desses hoje em dia. Tempos em que nada pode. E mais engraçado ainda é que eu lembro somente das coisas lindas: as músicas, as danças, o lindo do John Travolta. Não acredito que ver este filme influenciou os jovens da época a fazerem as coisas erradas que vemos no filme. Graças a Deus ficaram com as coisas boas. Porque até hoje, a coreografia da dança é imitada nos bailes. Coreografia aliás, vimos que era bem fraquinha. Mas, na época... Arrasou.rsrs

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Testemunho: Dinheiro para pagar a pizza

Outro testemunho que não me esqueço...

Não lembro bem a data. O Bruno ainda não tinha um ano.  Uma noite fomos com o Carlinhos e Silvana comer pizza em uma pizzaria que ficava no balão do Timbó. Na hora de acertar a conta, o Carlinhos deu um cheque e a gente ficou de depositar (ou dar para ele) a nossa parte no dia seguinte. Nem sei por que fomos com eles. A gente quase não tinha dinheiro para nada. Não sei se ele convidou e achamos que ele ia pagar. Enfim...

No outro dia, eu estava em casa, passando roupa, e estava muito preocupada em como iríamos fazer para arrumar o dinheiro. Eu passava roupa na sala, e de onde eu estava via o quintal. E foi quando vi minha mãe e o Sandro chegando. Minha mãe tinha o costume de ir até em casa pra ver a gente. Tomar café e bater papo. Nesse dia ela foi para deixar um dinheiro para o Rubens. Segundo ela, era porque o Rubens tinha feito uma manutenção no Passat dela e não tinha cobrado. Eu fiquei pasma, pois ela deu exatamente o valor que a gente precisava para cobrir a nossa parte do cheque.

Foi ou não foi por Deus? Esse foi um dia que jamais esqueci. Testemunho para o resto da minha vida!

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Trilha Sonora (novelas) - O Clone

Esta música me faz rir, pois me lembra dum episódio da minha vida: Foi no ano 2007/2008... Eu, Silvana e Letícia, agarradas, cada uma em uma parede da minha casa do Parque Santa Bárbara, dançando (ou pelo menos se contorcendo) ao som desta música. E tinha plateia. Henrique a Adriana viam a cena e deviam pensar que éramos loucas. Eu era. Tomava remédio. Agora a Silvana e a Letícia, sei não.rsrs

Lembrei agora porque há poucos dias acabou de ser reprisado no canal VIVA a novela O Clone, da qual ela faz parte da trilha sonora.

Quanto à novela. Eu assisti. Lembro que na época virou moda: a “dança do ventre”, a maquiagem que a Jade usava (nos olhos) e o anel que a Jade usava que tinha uma corrente que o unia a pulseira. Eu não aderi a nenhuma. Pra variar.rsrs

Enfim, compartilho como a vigésima sétima música da “trilha sonora – novelas”, a música “Whenever, Wherever”, com a Shakira. 

Abaixo o vídeo com a tradução. Fiquei em dúvida entre ele e sem a tradução. No segundo a gente repara mais na dança, no corpo, na Shakira. 



Na novela a música é tema de Karla, interpretada pela atriz Juliana Paes. Karla é enteada de Edvaldo (Roberto Bomfim), filha de Odete (Mara Manzan). Jovem e bonita, quer subir na vida pelos caminhos mais fáceis. Vive malhando e faz parte da turma que cultiva o “bumbum” como passaporte para a fama. Adora os jogadores de futebol, os cantores de pagode e as duplas sertanejas. No início da história, namora Xande (Marcello Novaes), a quem abandona para viver romances mais lucrativos. No decorrer da novela, dá o golpe da paternidade em Tavinho (Victor Fasano).