segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Quatro aniversariantes em uma só festa!

Ontem comemoramos em grande estilo, quatro aniversários. A princípio seriam três: Da Adriana (que fez dia 28/08), da Dudinha (que vai fazer dia 04/09) e do Bruno (que vai fazer dia 08/09).
Depois fiquei sabendo que a Kelly perguntou se podia comemorar o do Nicolas também. Ele fez em Março e como não fizeram festa, ela quis aproveitar a ocasião.
A princípio a organização ficou por conta da Karen, Adriana e Bruno, que se encontraram algumas vezes para planejar a festa. Depois incluíram a Eliane para ajudar. Sei que esses encontros foram para definir quem ia levar o que (comes e bebes), e também para ver quais seriam os “temas”, que ficaram assim: Dudinha – Frozen. Adriana e Bruno – Festa Havaiana ou Lilo e Stitch. Nicolas – Bem 10.
O Henrique “bancou” o aluguel da chácara e o Buffet, que foi nota 10!
A chácara é muito boa. Tem dois salões. Um estava com mesas redondas, com toalhas de tecidos. Ali foi servido o almoço. No outro salão foram arrumadas as mesas dos bolos – com as decorações. Como o almoço foi servido após as 13hs, algumas pessoas levaram pratos de salgados. Isso para ninguém morrer de fome até que o almoço fosse servido.rss Pessoal “porreta”... Pensaram em tudo!
A piscina de bolinha também ficou nesse segundo salão. Em frente tinha a piscina (do lado de fora, é claro!). E no fundo, tinha uma cobertura onde colocamos o videokê. Tinha também uma cama elástica. Ou seja, tinha diversão pra todo mundo. Tinha até camas e colchões para quem quisesse dar um cochilo.
E assim rolou a festa. Cada um fazendo o que queria. Com muita animação. Na hora de cantar “parabéns” foi o mais engraçado. Dá para imaginar o pessoal indo de mesa em mesa cantando.rss
Primeiro a mesa do Nicolas. Depois passamos para a mesa da Dudinha e por último da Adriana e Bruno. Foi muito divertido. Pena que foi um dia só. Podia ter sido quatro, não é?

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Aniversário da Adriana

Hoje é aniversário da Adriana. A minha irmãzinha... A caçulinha. A mimadinha. A bicudinha. A manhosinha. Ah! Mas hoje ela não é mais TUDO ISSO. rss
Continua sendo a caçulinha. Isso não tem como. Mimadinha... Um pouco. Porém, não sei dizer desde quando ela deixou de ser manhosinha e bicudinha, para se tornar a mulher de fibra que é hoje.
De quando ela era criança eu lembro uma ou outra coisa. Muito pouco. Eu cresci, convivi e  brinquei mais com a Silvana, que veio logo depois de mim. Eu e a Adriana temos 03 anos de diferença.
Lembro-me da Dri usando um pijama. Ela colocava a cintura da calça (quase) no pescoço. Lembro também dela de uniforme do patrulheiro. Ela indo trabalhar no Curtume.  Na escola não lembro quase nada. Costumo dizer que depois que ela passou pela escola Hercy Moraes, eles colocaram grade no pátio. Porque será hein?
Agora, se tinha uma coisa que ela era boa, era no vôlei. Dava umas cortadas! Eu nem entendia como ela conseguia cortar – na rede – sendo baixinha. Ela era muito boa como levantadora também.
Ela foi madrinha do meu primeiro casamento. Do segundo também.rss
Em 1990 foi pela 1ª vez para o Japão. Acredito que foi depois do Japão que ela se tornou a mulher que é hoje.
Tempos depois, em 1997 ela casou-se com o Henrique. Não tiveram filhos. Acho que porque ela já tem filhos demais, afinal a Dri é uma mãe para todos. Sem exceção! Precisou dela, pode contar!!
Ela já me ajudou inúmeras vezes. Quando eu me separei, ela acolheu a mim, os três filhos e agregados em sua casa. Deixou com que eu usasse seu telefone, me deixou treinar na academia, onde ela e o Sérgio eram sócios. Treinei sem pagar. Ela quis até pagar faculdade para mim, na época. Eu que não quis.
Mas não é só comigo que ela é assim. Faz o que pode - e o que não pode por todos... Pai, mãe, sogra, sogro, irmãos, cunhados, sobrinhos, amigos. E sabe-se lá quem mais...
Então se tem uma palavra que define a minha irmã é “Prestativa”. Uma pessoa que tem um coração grandioso e bondoso!
Mas ela tem outras qualidades. É linda e jovial. Parece que o tempo não passa para ela.
É muito sincera. Às vezes até demais. De vez em quando fala o que a gente não quer (mas que infelizmente precisamos) ouvir.
Tem algumas coisas que sei que ela gosta muito. De tomar café, de dormir, de ler. Ah, e de ir à casa da minha mãe. Sei que ela bate ponto – todo dia.
Então, essa é minha irmã Adriana. Uma pessoa maravilhosa que eu amo demais! Uma pessoa a quem eu devo muito, a quem eu sou eternamente grata.
E hoje que ela está completando mais um aninho, eu desejo de todo o coração que ela desfrute de toda a felicidade do mundo. Porque ela, mais do que ninguém... Merece!! 
Henrique e Adriana


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Apague a luz, Amor!

Quarta-feira é dia de ir ao teatro? Nãaaao!
Mas quando o ingresso é “na faixa”, a gente faz um esforço. Até porque ultimamente está difícil ganhar ingresso.
Sinceramente! Ficamos muito indecisos se íamos ou não. A peça ia ser às 20hs30min, no teatro Castro Mendes. Aquele teatro é fora de mão. Não tem estacionamento. E quarta-feira é dia de Pilates. Tudo contribuía para não irmos.

O Zé até pesquisou sobre a peça, a fim de pensarmos bem. A sinopse é essa:

“Apague a Luz, Amor!” mostra os personagens Terceu (Luiz Humberto) e Selma (Isabela Dentini), os mesmos da peça “A Última Página”. O casal protagoniza um embate enquanto personagens reais, ao mesmo tempo em que suas versões fictícias, Luli&Zuzi, criados por eles mesmos, servem como alento para aqueles dias ‘escuros’, quando se sentem perdidos e entediados na vida real.
 Com o passar dos anos, eles descobrem-se dependentes e reféns de seus personagens fictícios. Então, decidem pôr um fim na fantasia e assumem de vez o papel de protagonistas de uma nova história real.
 Selma acredita que não há outra maneira de transitar pelo casamento a não ser encarando o compromisso por um prisma realista, e se coloca de forma direta na relação com o marido. Já Terceu procura pelos quatro cantos de seus sonhos o ponto de retorno, para poder voltar ao caminho que o levará à realidade para viver feliz com Selma.
Ficha técnica:
“Apague a Luz, Amor!”
Texto, cenografia e direção geral: Luiz Humberto Siqueira
Direção de atores: Leny Goes
Elenco: Isabela Dentini e Luiz Humberto
Assistente de direção, fotografia e stand-in: Cinthia Fiore
Arte gráfica: Dinho Bomfim
Audiovisual: Robson Clério
Trilha Sonora: Alberto Cohon e Oscar Oliveira

Achei interessante o enredo e achei que devíamos ir. E assim fizemos. Saí do trabalho direto para a academia. Da academia para o teatro. Chegamos meia hora antes.
O teatro estava vazio. Percebemos que quase todos se conheciam. Provavelmente parentes e amigos dos atores.
O cenário da peça era bem simples. Composto de uma cama, dois criados mudos, uma penteadeira, uma tábua de passar roupa, uma cadeira, uma escada.  O primeiro a entrar em cena foi Terceu. Nos primeiros minutos fiquei mais preocupada em descobrir de onde eu o conhecia. Enfim o reconheci.  Assisti a uma peça com ele. Foi no ano de 2010, a peça... “Os Machões”. Já a atriz eu achei que parecia demais com uma ex-colega de trabalho, a Jeniffer.
O figurino mais simples ainda. Terceu usou em quase toda a peça um roupão. E Selma uma camisola preta.
O enredo não é muito estranho para a gente. Afinal, quem não constrói fantasias para apimentar o relacionamento?  Quanto à interpretação dos atores, achei excelente. Tem que ser muito bom para falar por mais de uma hora, sem esquecer o texto. Houve momentos de risos. Momentos de tensão.  E a nossa avaliação... Aprovado! Valeu a pena!
No final sortearam alguns brindes. E os atores ficaram no saguão – na saída – para fotos e cumprimentos.

Eu com o ator Luiz Humberto
Zé com a atriz Isabela Dentini


Eu... Descompensada.

Eu ando meio descompensada nos últimos dias. O psicológico ainda está abalado.
Andei dando trabalho na academia. E duas vezes!
Na primeira vez a pressão caiu. 8x5. Imagine! Para mim, que a média é 14x10. Bom, sei que fiquei branca. Quase desmaiei. Fiquei tão mal, que optei por ficar sentada no chão do banheiro, até o mal estar passar. E a pressão estabilizar.
A segunda vez foi na última segunda-feira. Estava no 3º aparelho. Ainda na 1ª rodada. Senti uma dor forte na cabeça. O Diogo - nosso professor, já veio medir minha pressão. 20x16. Parei ali mesmo.
Eu já nem sei o que faço. Se aumentar a dose do medicamento a pressão cai. Se tomar como de costume, acontecem esses picos.
Eu fico triste porque é involuntário. Tento me cuidar ao máximo. E, é nessas horas que penso. De que adianta eu cuidar do físico, se o psicológico não está bem!

domingo, 16 de agosto de 2015

Thermas Water Park - São Pedro

O Zé viu ficou com vontade de ir conhecer o Thermas, desde que viu as fotos da minha mãe, com o Sandro, Silvana e Nicolas na piscina. Eles foram durante a semana, no finalzinho de Julho.
Eu falei para ele combinar de ir durante a semana, aproveitar que o Sérgio está de férias. Só que o Thermas só abre durante a semana - nas férias.
Ou seja, fora de época de férias, só nos finais de semana e feriados. Deu certo para irmos ontem. Quem já estava certo de ir, começou a agitar o pessoal. A Karen até montou um grupo no WhatsApp. Ele serviu principalmente para dar as dicas do que levar. Ou coisas que não podíamos esquecer.
Fomos em dois carros. Com a Adriana, foram minha mãe e a Shirlei. No carro do Zé, eu, Sergio, Karen e Dudinha.
Saímos antes do almoço. Chegando lá eu já comecei a “causar” na entrada – logo após passar as catracas. Os “revistadores” perguntaram seu tinha “bronzeador” na sacola. Eu disse que sim. Eles disseram que eu não podia entrar com aquilo. Eu teria que voltar no carro para guardar. Eu não queria. O carro estava longe. Ele falou que se fosse “protetor” podia. Aí eu já não sabia se, o que eu tinha na sacola era bronzeador, ou protetor. E dei a sacola para ele olhar. Na verdade, o senhor estava querendo que eu, ou entrasse ou saísse logo. Tinha mais gente para ele revistar. Fora que o pessoal de casa estava todo à minha volta, já querendo saber o que estava acontecendo.
Eu não sabia, mas o que eu levava comigo era protetor. Que coisa! Culpa do Zé. É ele que compra. rss
Após esse episódio, passamos no banheiro para trocar. Em seguida descemos para as piscinas. Pegamos uma mesa próxima à piscina de água mais quente.
Antes de entrar na água, eu quis comer. A Dri e a Shirlei também. Então comemos um cachorro quente. E bebemos refrigerante.
Entramos na piscina. Um pouco de cada vez. Sempre ficava um na mesa. Melhor né?
A Dudinha ficou mais tempo na água, do que fora dela. Estou para conhecer alguém que goste mais de água do que essa menina.
Já passava das 15hs quando minha mãe foi almoçar. Passado um tempinho eu e o Zé fomos também. Quer dizer. Eu não almocei. Já tinha comido cachorro quente. Comi um salgadinho de frango. Logo chegaram a Karen e a Dudinha para almoçar também.
Lá é bastante animado. Tem diversão para todo mundo. Vários toboáguas. Opções variadas para se alimentar. Piscina para todo o lado. Além de funcionários cuidando do local, e animando os visitantes. Como nós ficamos ao lado do palco. Ali rolou muita música com dançarinos (provavelmente colaboradores do Thermas). Depois teve apresentação (competição) dos visitantes (corajosos) que dançaram ou cantaram. Teve brincadeiras na água também.
E assim passamos um dia maravilhoso. Muito sol. A água estava uma delícia. O lugar estava cheio, mesmo assim deu para aproveitar bastante.
Saímos de lá estava começando a escurecer. Passava das 19hs. Saímos enroscando, pois, a cada lugar que a gente passava, dava uma paradinha para tirar fotos. Até a Dudinha ficou tirando fotos. De tudo. E de todos.
Essa foto foi a Dudinha que tirou

Fomos embora... Pretendendo voltar. E espero que logo!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Aniversário Letícia

Ontem a Letícia fez aniversário. Completou 21 anos de vida!
E nós, juntamente com ela, comemoramos. Apesar da tristeza em nosso coração pela partida do nosso pai. No fundo nós sabemos que ele gostaria que fosse assim.
Eu procuro pensar assim: E se fosse eu que tivesse partido? Com certeza eu não ia querer que deixassem de comemorar – de celebrar a vida – por minha causa.
Como era dia de academia, eu e o Zé fomos após o treino. A Adriana e Henrique foram após o curso de inglês. Dessa vez a minha mãe não foi. Além dos já citados, foram também: Karen, Sérgio, Dudinha e Alexandre. A Shirlei, Marquinhos, Silvana, Eliane, Gabriel, Felipe e Danilo. Além dos donos da casa Bruno, Fernando e a aniversariante. Apesar de ser tudo de improviso, estava muito gostoso. Compramos dois sanduiches de metro, refrigerantes e um bolinho. A Dudinha e o Felipe se divertiram com os cachorros. O Tate, a Sookie e o Bob - filhote. A atração da noite ficou por conta do filhotinho e da vela.
O tempo colaborou. Estava uma noite estrelada. Quase não fez frio.
E nesse clima, conversamos, rimos, comemos e bebemos. Enfim, nos divertimos muito!!

O Discípulo da Madrugada

Em O Discípulo da Madrugada, Padre Fábio de Melo nos apresenta um personagem religioso e bem-intencionado que tem sua vida modificada ao se tornar amigo de Jesus, antes de presenciar sua crucificação.
Ao ouvir a pregação de Jesus, esse homem sente ruir a estrutura que até então dava sentido à sua vida. Desalojado em si mesmo, ele inicia uma aventura encantadora pelos caminhos da liberdade interior.
Um personagem que tem um pouco de todos nós. Ou muito. É preciso observá-lo de perto, pois pode ser que o conheçamos bem. Pode ser até que a identificação seja tão profunda que, sem receios, possamos dizer: este sou seu.


Precisava ler para distrair a mente. Os livros do Padre Fábio me acalmam. “O Discípulo da Madrugada” eu ganhei da Enandra - presente de amigo secreto. Enfim, chegou a hora de lê-lo. Fiz isso em menos de uma semana. Não foi difícil, afinal sou fã do Padre Fábio. De tudo que ele faz. Das músicas. Das palestras. Dos livros.
Para mim, ele é um poeta na arte de escrever. Faz a gente viajar no tempo e viver o que ele descreve. Ou seja, não é difícil nos reconhecermos nos personagens que ele nos apresenta.
O livro é basicamente dividido em duas partes. Na primeira somos levados a rever os últimos momentos de Jesus – o julgamento e a crucificação – pelos olhos do Discípulo da Madrugada.
Na segunda o Discípulo da Madrugada nos conta como conheceu Jesus. Vimos então, a saber, como – ou porque – o mesmo passou a ser nomeado “O discípulo da madrugada”.
A narrativa do Padre Fábio, como sempre é muito suave. Costumo dizer que o Padre Fábio é muito paciente com os seus leitores, pois utiliza palavras de fácil entendimento. Assim como Jesus utiliza que utilizava parábolas nas pregações.
Foi uma boa escolha ler esse livro, nessa fase que estou vivendo. Fez-me aproximar mais de Jesus e de seus ensinamentos.

O trecho abaixo, bem como a sinopse foi extraído do livro.

 “Irrompendo a muralha humana que o rodeava, Maria chegou perto de Jesus. Ele se assustou ao vê-la. Breve parada durante a subida dolorosa. A vida inteira precisou se acomodar naquela pequena fração de tempo.
Protegido em minha covardia, pude ver o encontro dos olhos, a hora da despedida. Dele uma só palavra, nascida da dor, coberta de lágrimas: ‘Mãe!’. Ela respondeu: ‘Estou aqui, meu filho!’.
E depois o silêncio. O olhar penetrando corpos e desvendando almas, rasgando o histórico da encarnação, alcançando o mistério que um dia foi comunicado por um anjo e que os entrelaçou, unindo assim, definitivamente, o tempo e a eternidade.”

terça-feira, 11 de agosto de 2015

E depois que meu pai se foi...

Não está nada fácil.
Ontem tive que tirar a foto do meu pai, que estava no porta retrato, na sala.
Cada vez que eu o via, desabava a chorar.

Pós-escrito de 01/09/2015: 
Amanhã vai fazer um mês que o meu pai se foi. Quanta saudade!!
E amanhã a família estará reunida novamente, só que dessa vez no cartório, para assinar a escritura.
Às vezes fico admirada do quanto estamos sendo fortes. Minha mãe então... Está me surpreendendo. O amor (a dedicação) que ela tinha pelo meu pai eu nunca vi igual.
Não falamos muito sobre o meu pai. Cada um evita como pode. Sabemos que se falarmos dele, a tristeza vai tomar conta. Sabemos também que o tempo e Deus são nossos aliados. Com a ajuda deles estamos conseguindo passar por essa etapa.

Pós-escrito de 17/09/2015:
Hoje bateu saudades do meu pai. Mais que os outros dias.
deve ser porque liguei na minha mãe.
Quantas vezes eu fiz isso e meu pai que atendia.
Queria poder ouvir a voz dele de novo.


Pós-escrito de 10/10/2015:
Já se passaram mais de dois meses. Se parar para pensar, parece que foi ontem. Só que eu não paro.
Aliás, pelo que percebi ninguém tem parado. Nem para pensar. Nem para falar. Nada que nos faça "cair na real" de que meu pai não está mais entre nós.
Ontem conversando com a Eliane, ela falou: _Ah, eu vou na vó e faço de conta que o vô está no bar. E que eu fui embora antes de ele voltar.
Fogo é quando eu vou na mãe e vejo as fotos dele. Dá uma tristeza. E não tem jeito... Dá um aperto no peito, e os olhos começam a lacrimejar.
Quanto tempo será que vai ser assim?

Pós-escrito de 03/11/2015:
Essa noite eu sonhei com o meu pai. Deve ser porque ontem foi dia de "Finados".
Sonhei que meu pai ia me levar de carro, em algum lugar - não sei ao certo se era trabalho ou escola. E tinha que estar nesse lugar às 8h. Só que ao chegar onde meu pai estava (não sei que lugar era aquele), vi em um relógio que estava na parede que já eram 8h. Então falei para ele que não precisava mais ele me levar. Não ia dar tempo.
Eu acordei um pouco agitada. Ao acordar lembrei que meu pai já tinha falecido, e quis voltar a dormir imediatamente. Para ver se via ele novamente. Para falar com ele, de acordo. Não consegui mais... Dormir... Falar com ele.

Pós-escrito de 04/12/2015:
Hoje a Shirlei conseguiu acabar com o meu dia. Sem querer, mas acabou!
Como sempre faço antes de ir para o trabalho, eu dou uma olhada nas mensagens do WhatsApp e Facebook.
E quando abro o facebook o que vejo? Fotos do meu pai. Ela tinha postado na noite anterior. Ela dizia ter desabado, ainda mais com a proximidade do Natal. Primeiro que passaremos sem ele.
Meu coração apertou. Meus olhos se encheram de lágrimas. Fiquei muito triste. E pensei na minha mãe. Ela vai ficar triste também. Pensei até em ligar para ela na hora do almoço, mas desisti.
E é assim que estamos levando. Uma hora um desaba. Outra hora o outro. Um tenta apoiar o outro. Mesmo sentindo muito também.
Eu sinto muitas saudades do meu pai. Tanto que procuro não pensar muito nele. Também procuro não ver fotos dele. Tudo isso é motivo para chorar.

Sei que uma hora vai passar. Vai ficar só a saudades. Sem a tristeza. Mas por enquanto, é assim que fico. Que ficamos! 



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Imaginar é preciso

Já se passaram cinco dias. Lembro como se fosse ontem. Se bem que faço o possível para não me lembrar. Quando as lembranças começam a surgir na minha mente, eu mais que depressa procuro me distrair.
Uma das minhas distrações está sendo arrumar formas - estratégias - para me enrolar. 
Logo de cara pensei: Vou imaginar que meu pai está na casa dele. Só que tem um problema E quando eu for lá?
Como vi que essa estratégia não ia funcionar, eu comecei a pensar em outra.
Então, por enquanto decidi que vou imaginar que ele viajou. Foi para o Japão! Meus irmãos foram. Alguns ficaram pouco tempo. Alguns mais tempo. A Ellen foi e ainda não voltou. Ele foi lá, visitar a Ellen e conhecer o Rafael – seu bisneto.
Vamos ver quanto tempo consigo sustentar essa imaginação. Essa enganação! Sei que uma hora a minha imaginação vai me trair.
Mas, enquanto isso não acontece...
... O tempo vai passando.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

“Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso.
 E fui.

Clarice Lispector

Lembrei-me da frase acima, depois de presenciar minha mãe, guardando a dor dela no bolso e se preocupando com o próximo.  
Por dois momentos ela fez isso.
O primeiro foi durante o velório do meu pai. Quando a Adriana – minha cunhada - foi cumprimentar minha mãe, ela perguntou pelos pais da Adriana.
E mais tarde, depois do enterro, já em sua casa, minha mãe disse para o Zé não esquecer, que no dia seguinte ele tinha que fazer uma simpatia, que ela ensinou.
Essa é a minha mãe! Mesmo com o coração partido, se lembrando dos problemas dos outros. 

Se eu soubesse...

Teria segurado mais uns minutinhos a mão do meu pai.
Mas como saber que aquele seria o último aperto de mão? 

Eu fui no Sábado na casa dos meus pais. Como "quase" sempre, meu pai estava em pé, embaixo da árvore que tem em frente da casa.
O Zé parou o carro ao seu lado. Ele brincou comentando sobre o possante - Logus.
Cumprimentei-o, minha mãe e a Adriana e entramos. Ele ficou ali fora. Entrou depois.
Ficamos lá dentro, tomando café e conversando.
Em um momento, ouvindo o periquito do meu pai cantarolando sai e comentei com meu pai - que já estava sentado na área - sobre o periquito.
Depois fomos embora. Tinha que estar às 17hs na casa da mãe do Zé, para passar a noite com ela.
Despedi de todos. Despedi do meu pai, como sempre faço. Um simples aperto de mão! Um simples tchau!!
No carro senti um aperto no peito. Tinha me esquecido de ir ao quarto me despedir do Álvaro.
Hoje eu fico tentando lembrar se meu pai falou alguma coisa diferente. Se ele fez algum gesto diferente. Se algum sinal me foi dado, e eu não dei conta. 
Mas, se seu soubesse...
Com certeza não teria "somente" segurado mais tempo a sua mão. Teria dado um abraço apertado, caloroso. E diria: Pai eu te amo!


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

As preferidas do meu pai

Além da minha mãe que sei, está sofrendo muito, eu me preocupo demais com a Adriana e a Eliane. As duas eram as mais apegadas ao meu pai.

Meu pai, apesar de ser vô da Eliane, foi um pai. A Eliane o considerava um pai. Tanto que quando casou, fez questão que ele entrasse com ela na igreja. E ele entrou... Todo orgulhoso.
Ele por sua vez a adorava. Ele foi buscá-las (Shirlei, Ellen e Elaine) no Ceará e desde então criou as duas como filhas. Chamava-a de galeguinha.
Sei que a Eliane está sofrendo, porém, ela tem o Felipe que a distrai. Que ameniza a dor.

Agora a Adriana, essa sei que está sofrendo. E muito! Ela paparicava o meu pai, como se fosse um filho. Dava - e fazia de tudo por ele. Ela não perdeu só um. Perdeu dois! Um pai... Um filho.
Mas meu pai também a paparicava. Lembro que ela “fez manha” que queria vestido de formatura, e ele comprou. Ele entrou com ela na igreja também. E que eu saiba, que eu me lembre, fez isso todo orgulhoso.

Então, estou muito preocupada. Triste e preocupada, pois, se estou sofrendo... Nem imagino como estão as três.

A intrusa

Ela chegou sem avisar.

Entrou sem pedir licença.

Levou sem pedir permissão.

Também, mesmo que avisasse, mesmo que pedisse licença, mesmo que pedisse permissão, nós não íamos deixa-la levar o nosso pai.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O pior dia da minha vida

Domingo, dia 02 de Agosto de 2015. Esse foi o pior dia da minha vida. Dia em que meu pai se foi.
Tanta coisa passa pela minha cabeça. Pensamentos desordenados.
O pesadelo começou às 11hs58min, quando,por incrível que pareça, estou com o celular na minha frente. Ele começou a tocar. Vi que era a Karen. Atendi.
_Marga. Sua mãe ligou para o Sergio. Disse que seu pai está gelado. Estamos indo para lá.
Desliguei o telefone. Chamei o Zé e saímos. Sensação? Medo... Desespero.
O caminho para a casa da minha mãe durou uma eternidade.
Razão e coração entraram em conflito. No coração, a esperança. A razão pedia para eu acordar.
Chegando perto da casa da minha mãe, vi muita gente nas ruas, olhando em direção à casa dos meus pais. Aí o desespero aumentou.
O Alvaro estava em frente ao portão. Vi o carro do SAMU e muita gente. Entrei correndo. Eu tremia.
Na sala, o Sergio desolado. Na copa Karen, Adriana e minha mãe, chorando. Ouvia pessoas falando (e barulhos dos equipamentos) no quarto. O Henrique estava lá. Eu também queria ir. A Karen fez sinal que não.
Começaram a sair. Eu, assim como os outros só sabia chorar.
Não tinha mais o que fazer. Tentaram, mas, meu pai já tinha falecido há algum tempo.
Meus irmãos foram chegando. Um a um. Sandro, Shirlei, Silvana, Marcos.
Antes que a Setec chegasse, fomos todos até o quarto e tivemos nosso último momento com o nosso pai. Ele ali, na cama. E nós em sua volta. Ali agradecemos a Deus pelo tempo que nos permitiu ter a presença dele conosco. Agradecemos por tê-lo levado sem sofrimentos. Temíamos uma doença prolongada, com sofrimentos para ele e para a família.
Não estávamos preparados. Essa é a verdade. Porém, vamos ter que aceitar e lutar para continuar vivendo... Mesmo sem a presença dele.