quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Esperança

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Mário Quintana
E com este poema eu encerro mais um ano, desejando muita ESPERANÇA para o ano vindouro. 
Feliz Ano Novo pessoal. Nos vemos em 2015!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sobre mim, e as músicas.

De vez em quando vou postar músicas que amo, e que me trazem lembranças de lugares, pessoas, situações. E essas lembranças podem ser tanto boas, como ruins. Não tenho preconceito.rss
Mas não vou postar só por isso. Para relembrar.  Vou postar principalmente porque, como todos - que me conhecem - sabem, música é “uma” das minhas paixões.
Só que tem um detalhe muito importante. Quando digo que gosto de música, deixo claro que, o que vem primeiro é a melodia. Eu vibro ao som de um instrumento de percussão.  Fico encantada ao ouvir o som de um violão. Enfim, sou apaixonada pelo som dos instrumentos musicais. Não vou especificar quais, até porque não conheço e não entendo nadinha deles.
Não que a letra não seja importante. Claro que é! Porém, vocês vão perceber – ou entender o que estou dizendo - quando eu postar algumas músicas, que a letra não tem nada a ver... COM NADA.
Ou seja, não tentem tentar desvendar o que eu estou querendo transmitir quando digo que gosto de “tal” música, porque vão perder tempo.rss
Acontece que não entendo nada, nada, nada de inglês.  Sou da geração do “enrolation” e “embromation”. Época em que a gente trabalhava e dava todo o dinheiro em casa. Estudava em escola pública, onde na aula de inglês tinha o básico do básico. Isso quando tinha. Pagar cursinho de inglês era só para quem podia. Internet não havia.
Mas nem tudo foi culpa da falta de recursos financeiros ou tecnológicos. Eu acho que não tenho o menor dom para falar inglês. Menos ainda para entender. Isso porque hoje tenho a oportunidade - tanto financeira como tecnológica - para aprender e não faço o menor esforço.
Bom, mas não estou aqui para meter o pau em mim.rss Estou só respondendo (antes mesmo dos questionamentos) que gosto de uma música quando a melodia me embala, me envolve. Quando toca lá no fundo do meu coração, fazendo-o pulsar apertadinho. Ou quando faz meu corpo balançar sem mesmo que eu perceba.
Certas músicas fazem isso comigo. E estarei dividindo-as com vocês. Se bem que... Já tenho feito isso!rss

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O que foi que eu fiz?

Ontem sobrou até pra mim. Tudo porque a Izabela pediu demissão.
Ela foi falar com o patrão e voltou muito chateada. Disse que ele foi hostil com ela. Falei para ela que a reação dele foi primeiramente porque não esperava (pelo menos não dela) e depois porque ele a considerava muito.
Depois disso, foi perceptível a mudança de humor dele. Falava com a voz alterada, com todos.
Não demorou muito e escuto: Margareth. Detalhe: Geralmente ele interfona.
Olhei para as meninas e perguntei: O Lucatto me chamou? E elas sinalizaram com a cabeça um sim.
Fui até a sala dele e ele pediu para eu localizar um documento.  Percebi que ele estava com o semblante bastante tenso.
Fiz o que ele pediu e graças a Deus deu a hora do almoço.
Já na cozinha as meninas começaram a me zuar.
A Carlinha disse que quando ouviu ele me chamar pelo nome, pensou: Nossa! O que será que a Margô aprontou.

Chamou pelo nome é que está bravo. O que eu fiz... Eu não sei.rss

sábado, 13 de dezembro de 2014

Trilha Sonora (novelas) - Coração Alado

A terceira música da série "trilha sonora - novelas" é uma nacional. Noturno com Fagner foi tema de abertura da novela Coração Alado. Confesso que não foi nada fácil escolher só uma, quando se tem "Meu Bem Querer", Só nos Resta Viver", "Quero Colo" entre outras. Mas eu gosto demais do Fagner. Por isso escolhi Noturno. E olha que, por enquanto estou me referindo à trilha nacional. E a internacional então? Está repleta de canções maravilhosas. Sendo assim, me aguardem, pois, com certeza voltarei com mais músicas dessa novela.
  


Título: Coração Alado
Horário: 20:00
Data de estréia: 11/08/1980
Canal do Programa: Rede Globo
Autoria: Janete Clair
Direção: Jorge Fernando, Roberto Talma


Sinopse: Juca Pitanga é um artista plástico talentoso, que deixa sua cidade natal, no norte do Brasil e vem para o sudeste para ter maior visibilidade em sua carreira. Na cidade grande, ele fica dividido entre o amor de duas mulheres: Catucha e Vivian. Num outro núcleo da novela, há a personagem Maria-Faz-Favor, que se submete aos caprichos do barão Von Strauss, um mal caráter que só a explora.

Elenco: 
Aracy Balabanian - Maria
Carlos Vereza - Gabriel
Chica Xavier - Carmem
Cissa Guimarães - Carla
Clementino Kelé
Debora Duarte - Catucha
Diogo Vilela - Gérson
Eva Todor - Hortência
Isabella Bicalho
Joana Fomm - Melissa
Leonardo Villar - França
Marcelo Picchi - Cláudio
Maria Zilda Bethlem - Glorinha
Monique Lafond - Danúbia
Myrian Rios - Xandinha
Ney Latorraca - Leandro
Nívea Maria - Roberta
Otávio Augusto - Fábio
Paulo Figueiredo - Anselmo
Sônia Clara - Luciana
Tarcísio Filho - Carlinhos
Tarcísio Meira - Juca
Vera Fischer - Vivian
Walmor Chagas - Karamy

Trilha Nacional:
Momentos (tema de Catucha) - Joana
Ponto de Interrogação - Luiz Gonzaga Jr.
Moda de Sangue (tema de Gabriel e Roberta) - Elis Regina
Escravo da Alegria - Vinicius e Toquinho
Só nos Resta Viver - Angela Ro Ro
Você e Eu, Eu e Você - Tim Maia
Lavadeiras - Denise Emmer
Ela e Eu - Maria Bethânia
Pássara - Francis Hime e Chico Buarque
Meu Bem Querer (tema de Vivian) - Djavan
Quero Colo - Fábio Jr.
Sem Companhia - Clara Nunes
Viajante (tema de Juca Pitanga) - Dominguinhos
Noturno (tema de abertura) - Fagner

Trilha Internacional:
The Winner Takes It All - ABBA
Survive - Jimmy Buffet
I'm So Glad That I'm a Woman - Love Unlimited
All Out Of Love (tema de Catucha) - Air Supply
First Be a Woman - Leonore O'Malley
After You - Michael Johnson
More Love - Kim Carnes
Sailing (tema geral) - Christopher Cross
I Love You Dancer - Voyage
Shine On - L.T.D.
Rescue-me - A Taste Of Honey
Roller Shake - La Flavour
Might Spirit - Commodores
You'll Never Know - Henry Mancini

E você... Viu alguma música da trilha nacional ou internacional que te traz recordações?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Da importância da oração


Um homem recebeu, certa vez, a visita de alguns amigos.
- Gostaríamos muito que nos ensinasse aquilo que aprendeste todos estes anos – disse um deles.
- Estou velho – respondeu o homem.
- Velho e sábio – disse outro. – Afinal de contas, sempre te vimos rezando durante todo este tempo. O que conversas com Deus? Quais são as coisas importantes que devemos pedir?
O homem sorriu.
- No começo, eu tinha o fervor da juventude, que acredita no impossível.
Então, eu me ajoelhava diante de Deus e pedia para que me desse forças para mudar a humanidade.
“Aos poucos, vi que era uma tarefa além das minhas forças. Então comecei a pedir a Deus que me ajudasse a mudar o que estava à minha volta.
- Neste caso, podemos garantir que parte de seu desejo foi atendido – disse um dos amigos. – Seu exemplo serviu para ajudar muita gente.
- Ajudei muita gente com meu exemplo; mesmo assim, sabia que não era a oração perfeita. Só agora, no final de minha vida, é que entendi o pedido que devia ter feito desde o início.
- E qual é este pedido?
- Que eu fosse capaz de mudar a mim mesmo.

Paulo Coelho - Do livro "Histórias para pais, filhos e netos".

domingo, 7 de dezembro de 2014

Cuidando dos cabelos

Lembram do dia que eu tomei banho de molho de tarê? Que eu falei que o pior foi o cabelo? Tem fundamento.
Também, não é por menos! Cuidar deles, exige dedicação e um certo tempo. Tudo porque eu tenho que fazer hidratação frequentemente, pois além de eu ter cabelos secos, nos últimos anos tenho feito mechas. As mechas são para disfarçar os cabelos brancos que em menos de duas semanas começam a dar o ar da graça. Quando o meu cabelo era preto, não vencia pintar. Pelo menos hoje em dia retoco a cor uma vez ao mês.
Faço a hidratação em casa, uma vez por semana. No Sábado ou Domingo. Depende da vontade. Ou paciência.
Se eu pudesse. Se eu tivesse tempo ($$$) eu faria isso em um salão, mas isso não me pertence.rss
Já reclamei aqui no meu blog, em outra ocasião o quanto é sacal ser mulher. Todos esses cuidados tem hora que enche.
Bom, a minha hidratação dura mais ou menos 1 hora. É todo um ritual.
Levo para o banheiro: Livro, óculos, relógio, toalha de banho. Então começo: lavo o cabelo. Seco um pouco. Massageio com o creme repositor de massa capilar. Coloco a touca. Vejo no relógio que horas são. Coloco os óculos e sento-me no vaso. Com a tampa fechada, é claro.rss
Começo então a ler o livro escolhido para me acompanhar nesse momento de isolamento. Ah, esqueci-me de falar que fico trancada no banheiro durante todo esse processo.
É que quando conheci o Zé, ele um dia comentou que ver o companheiro (a) de touca na cabeça dá separação. Nem precisou falar duas vezes. Entendi.rss
Isso porque ele não viu essa touca de fazer hidratação. Horrorosa! De alumínio por dentro e cheia de bolinhas de isopor por fora. Dá pra imaginar a belezura que eu fico?rss
Passados 30 minutos, eu lavo o cabelo. Seco um pouquinho e depois coloco outro creme. Agora o desamarelador. Touca no cabelo por mais 10 minutos.
Depois de lavar o cabelo - pela terceira vez, já dá para abrir a porta do banheiro. Mas ainda não acabou! Ainda tem um balm protetor pós-reposição, e finalmente... Secar o cabelo.
Agora imaginem. Depois de eu ter passado por tudo isso, acidentalmente tenho o cabelo banhado por molho tarê. Não é para surtar?
Só para constar. Neste momento estou fazendo hidratação. Estou com aquela touca - linda - na cabeça.kkk E estou fora do banheiro... Estou na sala!! 
Hoje o Zé foi caminhar. Sendo assim: “let it go, let it go”.
Minha touca 

Meus filhos - Build



Essa música me lembra dos meus filhos. E uma época de nossas vidas.
Não que a letra diga algo sobre a gente. Se bem que o título definia uma nova fase de nossas vidas. A construção de novos caminhos...
Eu estava recém-separada.  Morávamos na casa do Santa Bárbara.
Lembro que a gente via o vídeo e cantávamos em um só coro: pa pa pa papel.
E ríamos de ver o ritmo – acelerado - do vocalista. Um pouco diferente do ritmo da música.rss
Então, é isso! Quando ouço essa música, lembro-me daquela época em que, apesar de eu estar pra baixo... Deixou saudades!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A mulher acabada

"Nunca houve retorno de irmãos, nem mesmo para breve visita. Eu confesso que desejei. Imaginei motivos. Quem sabe uma devolução de amor. Não é possível que a fraternidade não tenha deixado rastros. Um fio tênue de saudade talvez. Uma lembrança a ser dividida; um pedido de perdão que por acaso tenha sido gerado num breve engasgo de remorso, quando a consciência esclarecida faz vir à luz o erro cometido, não sei."

***
O que é pior: Sentir saudades de quem já se foi, morreu. Ou sentir saudades de quem vive e nos esqueceu? Eu acho que a segunda situação, pois além da saudade, fica também o sentimento da rejeição, do abandono voluntário. Afinal ninguém escolhe morrer, mas escolhe se quer visitar - ou não - um parente. 
O trecho acima foi um dos que mais me comoveu, até porque tenho irmãos e não suportaria ser esquecida por algum deles. 
Em "A mulher acabada" Pe.Fábio narra a estória de dona Florinda, uma senhora de mais ou menos 90 anos. Não que no livro conste a idade dela, mas baseada no que está escrito (e copiei a seguir), cheguei à essa conclusão. "Eu comecei nos idos de 1922, quando, numa manhã fria de junho, fui recebida pelas mãos ágeis da parteira Leonira. A casa já estava cheia. Minha mãe trouxe ao mundo oito filhos homens. Fui a última a nascer".
Ela cresceu cuidando dos afazeres domésticos, juntamente com a mãe. Paixão só teve uma, Rômulo. Um rapaz que trazia verduras até sua casa. Eles flertaram durante dois anos, mas, devido aos impedimentos dela (o autoritarismo dos irmãos,do pai, cuidar da casa, etc), ele acabou desistindo e casou-se com outra.
Os irmãos aos poucos foram casando e saindo de casa. Com a morte da mãe e depois do pai, ela passou a viver sozinha na casa. Ela e as lembranças do passado.
Uma tarde, tomando chá com as amigas, ela ouve uma dizer a outra o quanto estava acabada. Foi um tapa na cara dela. Mas, no fim, ela acaba concordando. Ela estava mesmo acabada! E não era só por causa da idade avançada, mas principalmente pelas frustrações da vida. O desprezo dos irmãos. Ser abandonada pelo homem amado. Tudo isso "acabou" com ela. Literalmente.
"Lugar de sofrer é na intimidade do lar. Os antigos sabiam disso. A espessura das paredes de minha casa me autorizam choro e gritos inconsoláveis. Foi o que fiz. Por duas horas e meia, debulhei-me em lágrimas diante do espelho de minha penteadeira. Depois de digerida a ofensa, tomei um café amargo e cheguei à conclusão de que Neusa estava coberta de razão. Estou mesmo acabada. O rosto que tenho não combina com inícios. Eu tenho cara é de fim, epílogo... O que sobrou são os créditos finais, assim como no cinema, quando, depois de longa projeção, o filme é reduzido a nomes que não nos interessam e que sobem lentamente ao som de uma trilha sonora triste perpassada por sons diminutos. Eu estou mesmo acabada."

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Também Queria Te Dizer


No monólogo “Também Queria te Dizer – Cartas Masculinas”, o ator Emilio Orciollo Netto mostra versatilidade ao interpretar seis homens que fazem desabafos sobre a condição masculina.
Dirigido por Vitor Garcia Peralta, o espetáculo traz uma compilação de cartas extraídas do best-seller “Tudo o que eu Queria te Dizer”, de Martha Medeiros. Nelas, homens expressam com sensibilidades suas angústias acerca de temas como culpa, traição, preferências sexuais, aborto, vida e morte ao narrar histórias engraçadas, trágicas e surpreendentes.

Sinopse extraída daqui, com pequenas alterações. 

Assistimos à peça acima no último Sábado - 29/11, no Teatro Brasil Kirin – Sessão das 21hs. Sou admiradora da Martha Medeiros. Também queria conhecer pessoalmente o Emilio Orciollo Netto. Sendo assim, não ficamos esperando para ver se ganharíamos no Correio Cult. O Zé comprou os ingressos. Escolheu as cadeiras E14 e 15.
O cenário bem simples. O ator com vestes simples e descalço. A interpretação fantástica. Enquanto ele falava, gesticulava... Eu ficava pensando. Meu Deus! Como consegue decorar tudo isso!
O monólogo dura quase uma hora. Das seis cartas, algumas prenderam mais a minha atenção. Tem a do rapaz que escreve para a mãe do amigo que morreu em um acidente de carro. Um pedido de desculpa por ter causado a morte do amigo, pois ele que dirigia o veículo. A outra é de um homem que está em um sanatório.   
No final, o ator agradece ao público a atenção, afinal, segundo ele um monólogo pode acabar sendo chato, mas que não é uma tarefa fácil para o intérprete. Ele justifica dizendo que, além da concentração no texto em si, o ator não pode se distrair com um ou outro acontecimento na plateia, como aqueles que chegam após o início do espetáculo, ou o barulho do ronco do expectador que está na primeira fila. Sério! Um homem dormiu. O Zé disse que ouviu. Pode isso? Que feio.
E no final ele nos presenteia com a carta abaixo.