terça-feira, 21 de março de 2017

Paciência - Lenine

Ontem, na academia, a Alcy - uma das alunas - estava comentando o quanto as pessoas andam estressadas no trânsito. Pelo jeito ela deve ter levado umas “cortadas” enquanto dirigia. E o assunto se estendeu noite adentro. Ou pelo menos até começarmos o treino.rsrs
E hoje ao acordar com a música que escolhi para o despertador, lembrei-me do assunto. Sabe por quê? A música que coloquei para despertar é “Paciência” com o Lenine. Desde quando ouvi, acho que foi ano passado, a letra me atraiu demais. A melodia mais ainda. Música oportuna para os dias atuais, onde todo mundo anda sem paciência.

Compartilho aqui o vídeo, para quem não conhece. E abaixo uns trechos da música:

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara

Tão rara

segunda-feira, 20 de março de 2017

O Discurso do Rei

Ontem terminei de ler...


Sinopse extraída da contra capa do livro:
 “O Discurso do Rei” - Como um homem salvou a monarquia britânica.
Baseado nos recém-descobertos diários de Lionel Logue, este livro nos traz a história de como um homem salvou a Família Real inglesa nas primeiras décadas do século XX – e não foi um primeiro-ministro ou um arcebispo de Canterbury. Foi um quase desconhecido, e autodidata, terapeuta da fala chamado Lionel Logue, a quem um jornal, nos anos 1930, intitulou de “o curandeiro que salvou o rei”.
Não era um aristocrata britânico, nem mesmo um inglês – Logue era um plebeu e, ainda, por cima, australiano. Foi, entretanto, o gentil e sociável Lionel quem, sozinho, levou o Duque de York, nervoso e com problemas de fala, a se tornar um dos maiores reis da Grã-Bretanha, depois que seu irmão Edward VII, abdicou em 1936 por amor à sra.Wallis Simpson.
Esta é a inédita história do relacionamento entre Logue e o ansioso futuro Rei George VI, coescrita pelo seu neto Mark e o Jornalista Peter Conradi.
O livro esclarece de forma surpreendente a intimidade entre os dois homens e o papel vital desempenhado pela esposa do monarca, a falecida Rainha Elizabeth, a Rainha-Mãe, em sua determinação de apoiar e salvar a reputação e o reinado do marido.

***
O livro é dividido em 16 capítulos, e o primeiro inicia com o título “Deus salve o rei”, onde nos leva ao dia 12 de maio de 1937, o dia da coroação do Rei George VI. Fiquei meio sem entender porque tanta tensão em volta de uma cerimônia e, mais tarde de um pronunciamento que o rei fez - ao vivo - pelo rádio, que foi transmitido ao povo. Mas, nos capítulos seguintes tudo começa a ser esclarecido.
Nos capítulos seguintes conhecemos:
- Lionel George Logue: seu nascimento, sua formação, seu casamento aos 27 anos com Myrtle, suas viagens, o nascimento dos filhos e como foram parar na Inglaterra até Logue conhecer Bertie, o Duque de York, futuro Rei George VI.
- O Rei - seu nascimento, sua infância, seus irmãos, seu casamento e suas dificuldades. Sendo a maior delas, a gagueira. E diante dessa grande dificuldade (e depois de passar uma vexame) em 1926 ele passa pela primeira consulta com Logue.
_ Edward – irmão mais velho do Rei - e o seu envolvimento com a sra.Wallis, que culminou na sua renúncia ao trono.
- Um pouco os acontecimentos da segunda guerra mundial, e as implicações no reinado de George VI. 
- E por fim, os constantes problemas de saúde tanto do Rei, como de Logue.
Porém, o grande propósito deste livro são os discursos do Rei, que não seriam tão significantes, se não fosse o fato de o mesmo ter problemas de fala.
Apesar de começar pelo capítulo da coroação do Rei, voltamos no tempo para conhecer e crescer junto, com cada personagem. 
O Rei se mostrou um homem muito esforçado, decidido e ao mesmo tempo, sabia das suas limitações e seus receios, tanto que, sempre que ia fazer um pronunciamento mandava chamar Logue, que lia o discurso e fazia as alterações necessárias. Geralmente, trocando palavras que, sabia que o Rei teria dificuldade por outras, porém, com o mesmo sentido.
E Assim, do primeiro ao último capítulo, temos sempre pronunciamentos do Rei, sendo um melhor que o outro, até o último, no Natal de 1951.

Minhas observações:
Não sou muito de “pararico”, então, inicialmente eu fiquei sem entender, porque tanto alarde por causa de um discurso. Confesso que, poucas vezes ouvi, ou prestei atenção em um pronunciamento do Presidente da República. Fiquei imaginando se eles também têm toda essa preocupação com entonação, paradas, tempo, etc.
Se bem que estamos falando de um Rei, não é? Tudo bem... Passei a admirar a pessoa do Rei George VI – após ler este livro, assim como admirei a Rainha Elisabeth quando assisti “The Crown”. Isso não quer dizer que concordo com toda a “pompa” que eles vivem, à custa do seu povo. Porém, vi que eles também são humanos. Também sofrem com as imperfeições, suas limitações, suas dificuldades. E acima de tudo, tem muitas responsabilidades.
Neste livro, as mulheres são muito evidenciadas na vida do Rei – sua mãe, e principalmente sua esposa que tem papel fundamental, sempre o apoiando. As filhas, Margaret e Elisabeth também são citadas em diversos capítulos.
Por outro lado, Logue também conta sempre com a presença e apoio da esposa Myrtle.
O fato do livro conter trechos das cartas trocadas pelo Rei e Logue, bem como partes dos discursos, tornam a leitura mais atraente.
Gostei bastante do livro, agora quero assistir ao filme. Para comparar, conhecer melhor os personagens e se possível entender melhor alguns pontos. Principalmente no que se refere a Geografia e a História. Nunca fui muito fã dessas matérias, então fico um pouco confusa quando começam a citar os lugares e os acontecimentos daquela época. Acho que vendo o filme vou me localizar melhor. 

domingo, 19 de março de 2017

Querendo levar vantagem

De uns dois anos para cá é só bomba que vemos nos noticiários. As maiores vindas do nosso governo. É a "Operação Lava Jato", que pelo jeito está longe de chegar ao fim.
Nos últimos dias, protestos por causa das "Reforma da Previdência", esse assunto pelo jeito, também vai dar muito "pano pra manga". Sexta-feira, estourou na mídia a "Operação Carne Fraca" envolvendo grandes empresas do ramo frigorífico, e também alguns políticos, que parecem já estarem acostumados as "maracutaias". 
Tudo isso que falei anteriormente está bombando na internet. Agora, a minha indignação é com o povo. Porque a gente vive falando que não adianta meter "o pau" no governo e afins, se você também quer tirar proveito de algo.
Olhem a cena que presenciei, hoje: Entrei no ônibus, passei pela catraca e sentei-me no primeiro banco.
Antes das catraca tem dois bancos. No primeiro (perto da porta), estava uma mulher, bem apessoada. Quando chegou na Av. Francisco Glicério, ela se levantou para descer no próximo ponto. 
Então o motorista disse a ela para mostrar o RG, pois para descer pela porta da frente, só idoso e outros que são permitidos. Ela começou a procurar dentro da bolsa. O ônibus em movimento. Ela quase caiu, então voltou a sentar, fuçando dentro da bolsa. Nisso chegou o ponto. O motorista perguntou se ela ia descer ali. Ela disse que sim. Levantou-se depressa e, com o cartão na mão passou no leitor, girou a catraca e desceu. 
Ou seja... Ela tinha o cartão (passagem). O que ela pretendia era dar uma de espertinha e descer sem pagar. Ah, fala sério! Onde vamos parar com tanta gente querendo levar vantagem?

Vou ser vovó?

Ainda não sei se é verdade. Meus filhos brincam muito comigo. Tanto que por várias vezes dei uma "de louca", tipo a dona Hermínia, do filme "Minha mãe é uma peça". 

Nunca sei quando estão contando uma mentira. Ou uma verdade!
O Danilo acabou de vir almoçar na minha sogra. Ela mora perto do trabalho dele, e como hoje estou cuidando dela, ele veio almoçar. 
Quando fui acompanha-lo até o portão, ele me deu a notícia de que a Deborah - namorada dele - está grávida.
Eu não acreditei. Falei para ele que só vou acreditar se a Deborah me contar.
Ele passou meu número para ela. Estou aguardando...


... E as 20h a Deborah mandou mensagem no WhatsApp. É verdade! Vou ser vovó!!
Como o Bruno, Fernando e Letícia já sabiam, e estavam só aguardando eu saber, começaram as felicitações.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A Alegria, a Tristeza, a Vaidade e a Sabedoria

foto do arquivo pessoal
Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos:
- a alegria; - a tristeza; - a vaidade; - a sabedoria; e mais todos os outros sentimentos, e por fim o amor...
Um dia, os moradores foram avisados que aquela ilha ia se afundar. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase afogando, o amor começou a pedir ajuda. Nisso, veio a riqueza, e o amor disse:
_ Riqueza, leve-me com você.
_ Não posso, há muito ouro no meu barco, não há lugar para você.
Ele pediu ajuda à vaidade que também vinha passando.
_ Vaidade, por favor, ajude-me.
_ Não posso ajudá-lo, você está todo molhado e poderia estragar meu barco novo!
Então, o amor pediu ajuda à tristeza:
_ Tristeza, deixe-me ir com você!
_ Ah, amor...! Estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Também passou a alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar.
Já desesperado, o amor começou a chorar. Foi quando uma voz o chamou:
_ Venha, amor, eu levo você!
Era um velhinho, mas o amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar-lhe o nome.
Chegando do outro lado da margem, ele perguntou à sabedoria:
_ Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?
A sabedoria respondeu:
_ Era o tempo!
_ O tempo? Mas por que só o tempo me trouxe?
A sabedoria respondeu:
_ Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.

Dê o tempo ao tempo, pois, no tempo certo, o tempo vai lhe dar tempo, para que lhe dê tempo de pensar e com o tempo aprender. Só o tempo apaga e relembra o que já se passou no tempo. O tempo ajuda, o tempo ensina, o tempo perdoa. Só o tempo, na sua essência, nos traz a sabedoria de discernir como agir.

Extraído do livro “As Mais Belas Parábolas de Todos os Tempos” - Vol.1 – Alexandre Rangel

segunda-feira, 13 de março de 2017

O lobo dentro de nós


Dentro de nós existem dois lobos:
O lobo do ódio e o lobo do amor.
Ambos disputam o poder sobre nós.
Qual lobo é o vencedor?
Aquele que melhor alimentamos.

Provérbio indígena

quarta-feira, 8 de março de 2017

A força da Mulher (parte 2)

Outra tragédia parecida já ocorrera em 8 de março de 1857. Operárias de uma fábrica de tecidos, também situada na cidade de Nova Iorque, fizeram uma grande greve e ocuparam a fábrica, reivindicando melhores condições de trabalho, tais como a redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Mais de 130 mulheres morreram queimadas, numa violência absolutamente desumana.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória a esse massacre de mulheres.
O Dia Internacional da Mulher em 08 de março, se tornou uma data oficial no ano de 1975, pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Muito já se fez pela igualdade da mulher, mas muito ainda é preciso fazer.
No dia em que todas as mulheres, em todas as partes do mundo, forem tratadas com dignidade e respeito, não apenas que merecem, mas que é direito de todo ser humano, a civilização terá dado um imenso passo em direção à igualdade, ao amor e à sua evolução.
Parabéns a todas as Mulheres!

Textos publicados na revista “Avenida” – Ano V – nº 33 – Fevereiro 2017

A força da Mulher (parte 1)

Fazia frio na madrugada do dia 25 de março de 1911 no imenso prédio que abrigava a fábrica têxtil Triangle Shirtwaist, instalada no edifício Asch com vista para o parque Washington Square em Manhattan, Nova Iorque. As costureiras se encolhiam para tentar se aquecer e forçavam os olhos para enxergar seu trabalho.
As luzes de umas poucas lâmpadas de gás lançavam largas sombras pela galeria e apenas com grande esforço se enxergava algo na semi-obscuridade daquele imenso salão.
Trabalhavam duro durante todo o longo dia e, mesmo de madrugada, a produção não parava. Cerca de 500 delas, nos três andares superiores do edifício Asch, estavam nesse horário em suas máquinas de costura a pedal, costurando camisas femininas. NO ar parado, milhares de fiapos de algodão criavam uma monótona dança flutuante. A um canto chamado, chamado “Canto dos Meninos”, diversas crianças dormiam sobre montes de retalhos de pano, as mais velhas, que ainda conseguiam vencer o cansaço, cortavam os fiozinhos das blusas, amontoadas às centenas a seu redor. Ajudavam suas mães e também a espantar o sono e a fome e eram chamados de “limpadores”. Suas mães, que não tinham com quem deixar os filhos, eram obrigadas a levá-los para a fábrica, pois não podiam faltar um dia sequer sob pena de demissão. Um letreiro pregado no galpão dizia: “Se não vens no domingo, nem penses em regressar na Segunda”. O salário pago, mesmo mínimo, era necessário. Recebiam por produção. As costureiras mais hábeis, entre 4 e 5 dólares por semana, o suficiente para o aluguel de um quartinho pobre nas vizinhanças. Quase nada sobrava para a alimentação delas e dos filhos, situação da maioria ali.
Às 4:50 da manhã, o grito: “Fogo”. As largas chamas se espalharam rapidamente pelo oitavo andar, alimentadas pelos retalhos de tecido. O alerta para o nono andar demorou a chegar e aí houve o maior número de vítimas. O pânico se instalou. Não havia nada para se combater o fogo e jamais elas haviam recebido qualquer treinamento para uma emergência como esta. Enquanto algumas tentavam desesperadamente salvar os filhos, outras correram para a única escada de incêndio do lado de fora do prédio, mas a escada, muito curta, era uma armadilha. As mulheres que estavam embaixo, pressionadas pelas colegas que desciam desesperadamente, caíam sobre pontas de aço dos portões abaixo, até que toda a escada veio abaixo. Testemunhas horrorizadas disseram depois que várias mulheres, com as roupas em chamas, pulavam das marquises e janelas.
Após o incêndio, bombeiros encontraram corpos carbonizados encolhidos sobre as máquinas. Quando as chamas alcançaram suas roupas, subiram às mesas e aí morreram.
Foram encontrados montes de cadáveres espremidos próximos às portas de saída. No nono andar os capatazes haviam fechado com chave a porta que dava acesso a uma escada para que as trabalhadoras não saíssem para descansar. O saldo dessa tragédia: 147 mortos, a maioria costureiras e seus filhos. Foi o maior incêndio de Nova Iorque até as Torres Gêmeas em 11 de Setembro de 2001.
Essa tragédia não foi a origem do Dia Internacional da Mulher, mas ficou marcada como uma data de protesto contra as péssimas condições de trabalho dos operários, principalmente as mulheres dessa época, e se tornou simbólica para a luta por melhores tratamentos a todos os trabalhadores, homens e mulheres.