terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Programa "Roda Viva" - A Reforma da Previdência

Ontem eu quis assistir ao programa “Roda Viva”. Queria saber mais sobre esse assunto que está deixando muita gente nervosa. O Zé é um deles! Fico ouvindo um falar daqui. Outro falar dali. A maioria "metendo o pau" na reforma. Nessas horas acho de bom tom ouvir o que pessoas gabaritadas tem a dizer. Não menosprezando a opinião de um e outro, mas nessas horas acho que deve ser "cada um no seu quadrado". O assunto é tão interessante, o bate papo foi tão produtivo, que o tempo voou. Eu fiquei muito satisfeita com o que ouvi. Acho que todos, antes de saírem por aí, julgando, deveriam assistir esse programa.


A matéria que vi durante o dia que despertou o meu interesse foi essa:

Um dos temas mais discutidos este ano no Brasil foi, além da corrupção, é claro, a reforma da Previdência. Um assunto que poderá mudar a vida de milhões de brasileiros, não pode ficar de lado e não ser debatido. Por conta disso o Roda Viva desta segunda, 04 de dezembro, vai debater o tema em sua edição temática e mais que especial.
Com apresentação de Augusto Nunes, o programa vai ao ar ao vivo, às 22h15, na TV Cultura, na página oficial da atração no Facebook e no canal do YouTube.

Entenda a reforma
A reforma da Previdência já está em discussão na Câmara há alguns meses. No entanto, segundo o próprio presidente da casa, Rodrigo Maia, ela ainda não tem coro suficiente para aprovação. Nesta edição do Roda Viva, especialistas discutem entraves do processo, como a questão das aposentadorias públicas e privadas. Além disso, sua importância e os reflexos sobre a economia no Brasil também são colocados em pauta.

O que irá mudar com a reforma proposta por Temer? Quem sairá ganhando? Quem sairá perdendo? Estas e outras perguntas serão respondidas e refletidas no programa desta segunda na rede Cultura.

A bancada
A bancada é composta pelo consultor do Senado, Pedro Nery; a economista Zeina Latif; o pesquisador da Fipe-USP e economista, Paulo Tafner; o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah; e o economista Fabio Giambiagi. O programa também conta com a participação fixa do cartunista Paulo Caruso.

Imperdível. O Roda Viva começa às 22h15

sábado, 2 de dezembro de 2017

Confraternização Mansuretes

Hoje foi a confraternização das Mansuretes. Todo ano a gente procura se reunir. Tem ano que tem mais gente. Tem ano que menos. Esse ano a Nina ofereceu a casa dela. Ela mora em Sumaré.
Bolo lindo e delicioso para comemorar o aniversário dessa mocinha linda e amorosa - a Nina!
Fizemos amigo secreto também. Nem todas que foram participaram. O valor do presente foi até 50 reais. Eu tirei a Priscila de Paula. E quem me tirou foi a Nina. Ganhei o livro que pedi + um par de brincos e uma fitinha da Aparecida do Norte. Para a minha amiga eu dei uma camiseta regata e um top que ela pediu. Eu representei a Rosi, que não pode ir. Entreguei o presente para a amiga dela (Tati) e quem tirou a Rosi foi a Amorim.
Da esquerda para a direita: eu, Grazy, Livia (com a filha Milena), Nina, Suzana, Priscila de Paula, Tatiane, Fabricia e Gisele

Nina entregando o presente para mim (amiga secreta dela)

O livro que eu pedi

Eu entregando o presente para a minha amiga Priscila de Paula

Eu representando a amiga secreta (Rosileni) da Amorim

Entregando o presente da amiga secreta da Rosi (Tati)
Para o almoço, cada uma levou um quilo de carne, ou linguiça, ou frango. E o que bebe. Eu levei 02 refrigerantes (limoneto) de 600ml. Além do churrasco, a Grazy fez arroz e uma pasta de alho. Tinha salada de alface. E de sobremesa, um bolo lindo e delicioso. O bolo foi para comemorar o aniversário da Nina que foi ontem.
A Nina não queria deixar a gente ir embora. Queria conversar mais.rsrs As últimas a sair da casa dela, foram eu, a Tati, a Amorim e a Valentina (filha dela).
Conheci essas meninas em 2007. São 10 anos de amizade muito bem cultivada. É sempre muito bom participar desses encontros. Recordar a época em que trabalhamos juntas. E falar dos projetos, dos problemas, das conquistas do dia a dia.
Nina entregando o primeiro pedaço do bolo para o Bernardo (filho dela)

Vinicius e Miguel - filhos da Gisele e Fabricia

mãe da Nina com a Milena (filha da Livia)

E termino dizendo que uma das Mansuretes – a Marcelle - não está mais presente conosco, mas estará sempre no nosso coração. Será sempre lembrada com muito amor!! E esses encontros continuarão... Por ela!!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Confraternização Academia 40+

Ontem foi a confraternização da academia 40+. É a terceira que participamos. Ano passado não deu porque eu fiquei doente. 
O Diogo marca sempre para a última quinta-feira do mês de Novembro. Por que eu não sei! Porque não é nada fácil ir treinar no dia seguinte. Até porque ele faz a gente “pegar pesado” por ter comido muito no dia anterior.rsrs
A confraternização foi na pizzaria Monte Belo, do Cambuí. O Diogo reservou 03 mesas compridas, totalizando 80 lugares. Achamos que ia sobrar lugar, mas não! Lotou. Tanto que alguns alunos ficaram no outro espaço. Um pouco separados. Esse ano juntou a academia do Centro de Convivência e Santa Cruz. E tem aluno que leva o companheiro (a). Até por isso que lotou! 
Eu e o Zé fomos os primeiros a chegar. Encontramos com a Vanessa (professora de Pilates) e o Rogério (namorado dela) na porta. Escolhemos uma mesa perto da janela e ficamos na beirada – fácil para sair e locomover. Quem foi chegando depois foi se ajeitando onde deu. No fim ficou distribuído mais ou menos assim: na nossa mesa ficaram os alunos da noite. Na mesa do meio os alunos da manhã. E Na primeira mesa os alunos da tarde.
Eu com a Harleti

Eu com a vanessa
Eu comi uns 05 pedaços de pizza. 03 salgadas e 02 doces. Até arrisco a dizer os sabores. Portuguesa, Frango com catupiry, palmito, chocolate (com morango) e banana. O Zé comprou um vinho – tinto/suave (da casa) marca Monte Belo – muito bom!
O pessoal estava bastante animado. A noite estava agradável. Nem calor, nem frio. Não choveu. Tudo colaborou para que a confraternização fosse um sucesso!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Enrolados


Título: Enrolados
Data de Lançamento: 07 de janeiro de 2011 (Brasil)
Gênero: fantasia, compedia, musical
Música composta por: Alan Menken
Elenco: Mandy Moore, Zachary Levi, Donna Murphy...
Sinopse: Quando o bandido mais procurado do reino, Flynn Rider, se esconde em uma torre, ele, imediatamente, se torna prisioneiro de Rapunzel, residente de longa data da torre. Dona de cabelos dourados mágicos com 21 metros de comprimento, ela está trancada há anos e quer, desesperadamente, a liberdade. A adolescente determinada faz um acordo com Flynn, e, juntos, partem para uma aventura emocionante.

***

É a segunda vez que assisto a esse filme. Não escrevi da primeira, então não lembro quando foi. Sei que gostei muito. Tanto que, ontem, quando estava passando pelos canais e vi que o filme estava começando... Parei para assistir.
Perigo!! Contém spoiler.rsrs
Rapunzel era encantada por umas luzes que ela via no céu. As mesmas luzes ela via no teto da torre onde ela estava presa há varios anos. Então, quando Flynn aparece na torre (na verdade ele está fugindo), ela vê a chance de ir ver pessoalmente de onde essas luzes surgem. E assim, os dois começam uma aventura pela floresta. Onde são perseguidos por dois ladrões, pela “suposta” mãe de Rapunzel, e pelos guardas reais. Isso porque Flynn tinha roubado uma coroa. Tem também o cavalo que é muito engraçado.
Rapunzel e Flynn Rider juntos fazem-nos rir. Algumas cenas, como a que ela em um segundo está saltitante de tanta felicidade, no outro está cabisbaixa. Em um ela está decidida, no outro ela está indecisa. Em um ela está rindo, no outro está chorando. Tudo isso porque bate um remorso por ter saído da torre, contra a vontade da “suposta” mãe.
Rapunzel canta. Rapunzel briga. Rapunzel se apaixona. E a cena mais emocionante é o reencontro dela com os pais. Nessa hora não tem jeito. A gente chora...
Esse filme é uma graça. Um encanto!  Vale a pena assistir mais de uma vez. Nota 10!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sing - Quem canta seus males espanta


Título: Sing – Quem canta seus males espanta
Data de lançamento: 22 de dezembro de 2016 (1h 48min)
Direção: Garth Jennings
Elenco: Mariana Ximenes, Wanessa Camargo, Fiuk
Gêneros: Animação, Comédia , Família
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Um empolgado coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos 15 minutos de fama e US$ 100 mil dólares de prêmio.
O que escrevi acima e mais um pouco tem AQUI!

***
Assistimos ontem! Antes do almoço. Era feriado... Não tinha nada melhor para fazer... Então deu vontade de assistir um filme bem leve. Bem alegre.
Assistimos dublado. Eu ficava tentando adivinhar de quem eram as vozes. Reconheci a da Sandy (Meena). As músicas todas em inglês. E a maioria eu conheço.
Enredo muito bom. Os personagens são uma gracinha. Dá para se apaixonar pela Rosita. Pela Meena.  
Amei o filme! Super-recomendo. Nota 10!!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Kleiton e Kledir no Sesc

Sexta-feira foi dia de ver o Kleiton e Kledir. Eles são uma dupla da década de 80. Curti muitas músicas deles. Não os conhecia pessoalmente. Antigamente a gente não ia muito a shows.
Eu fiquei sabendo que eles iam se apresentar no Sesc pela Rose. Ela falou no último encontro (café) com as amigas. Eu fiquei muito animada e agendei para comprar os ingressos on-line. O Zé ainda não tinha chegado do Atacama quando os ingressos começaram a ser vendidos, e eu fiquei com medo deles esgotarem logo. Então, no dia que começou a venda pela internet (um dia antes de começar a ser vendido no Sesc) eu já comprei.
Também entrei na internet e fiquei vendo e ouvindo vídeos deles, para recordar as músicas. Quando o Zé chegou e eu falei que tinha comprado ingressos para o show, ele até estranhou eu não ter um CD só deles. Tenho músicas deles em coletâneas, mas só deles realmente não tenho. Muito estranho!!
Sexta-feira choveu. E como choveu! Após o treino na academia, destrocamos e fomos direto para o Sesc. Foi uma luta para conseguir estacionar o carro. Luta maior foi para sair no final do show. Acho que ficamos uma hora dentro do carro. Juro! Por vezes pensamos até em voltar para o galpão para tirar fotos com o Kleiton e Kledir. Não fizemos isso porque tinha uma fila enorme. Sorte de quem ficou!
Agora vamos ao show! Eles são maravilhosos. Conversam bastante com o público. Como eles mesmos disseram: estavam se divertindo, e com isso divertindo a gente. Rimos bastante com as histórias deles. Cantaram muito também. Nós também cantamos com eles. Às vezes eles falavam que quem dava o show era a gente. Que eles deviam ficar ali em cima do palco, só vendo e ouvindo a gente.rsrs Não sei quantas músicas eles cantaram. Acho que todas as que eu conhecia.

Teve um momento que o Kleiton desceu do palco, tocando seu violino eletrônico e andou pelo meio do povo. Pegou um chapéu de um senhor e colocou na cabeça. Deu o violino nas mãos de quem queria tocar. Teve um senhor que pegou e ficou tocando. Por um bom tempo. Enquanto isso o Kleiton ficou tirando fotos com os fãs. Conversando. E lá em cima do palco, o Kledir tocando violão, e os outros integrantes – baterista, tecladista e do baixo – ficaram acompanhando a melodia. Foi uma verdadeira festa. E foi nesse momento que eu e o Zé, aproveitando que a maioria estava em pé, fomos para a lateral do galpão. Ah, de pé é bem melhor! Na verdade, eu não sabia que ia ter cadeiras. Achei que ficaríamos todos em pé. Eu tenho um certo problema em ficar sentada em shows. Aguento até um certo ponto. Depois...
Sei que nas últimas músicas eu já estava encostada no palco. Aos pés do Kleiton.
Eles são muito simpáticos. Prestativos. Se eu já era fã, agora fiquei mais ainda. Foi bom demais. 
Para quem não conhece eles, ou as músicas, eis algumas:
Vira Virou
Nem Pensar
Corpo e Alma (versão em Português da música: "Bridge Over Troubled Water" -
Simon & Garfunkel

sábado, 18 de novembro de 2017

Dias cinzentos (parte 6): Os negócios

Eu não parava em pé. Passa os dias e as noites deitada. A maioria das vezes trancada no quarto. O rádio ficava o dia inteiro sintonizado no programa “Momento de fé” do Padre Marcelo Rossi e na programação da Canção Nova. Tentava me alimentar disso, porque no mais, não queria saber de nada. Queria morrer! E ao mesmo tempo pedia a Deus para aguentar mais um dia. E mais um dia. Sabia que o tempo iria me ajudar a superar esses dias cinzentos.
Sabia que tinha que vender os imóveis. Comprar algo para sair do aluguel. Arrumar trabalho. Mas eu só queria ficar deitada.
Quantas e quantas vezes minha mãe foi em casa levar comida. A Jacqueline passava com pão para tomarmos café juntas, e com isso ela me fazia comer. Minha tia Janete também me deu floral de Bach para tomar. Comprou também aquelas vitamina “Centrum de A a Z”. Eu não tinha vontade de nada e emagrecia dia a dia. Nessa época comecei a passar pelo médico do postinho. Inclusive psicólogo. Também usava medicamentos para acalmar.
Mesmo em meio a essa confusão mental que eu vivia, eu dei continuidade nos negócios. Não lembro se fui eu, ou a Adriana que falou para o Diogo que eu estava vendendo a chácara. Como ele mexia com compra e venda de imóveis falou que ia anunciar. Paralelamente mandei fazer uma faixa anunciando a venda e fui colocar na chácara. Nessa fase eu estava sempre com a Jacqueline e a Adriana, correndo atrás dessas coisas. Então, não lembro se a ideia partia de mim, ou delas. E qual das duas me levou para fazer a faixa. Na chácara para colocar a faixa. Já a casa de Araçatuba eu avisei minha prima Lucia Helena que estava vendendo.
Também não lembro como vendi nenhum dos dois. Lembro-me de ter ido ao cartório de Monte Mor para assinar os papéis de venda da chácara. E de ter ido a Araçatuba assinar os papéis de venda da casa. Por quanto vendi lembro menos ainda. Não devo ter pegado muito, porque comprei a casa do Parque Santa Barbara por R$ 39.000,00 e eu só tinha R$ 33.000,00. Os outros R$ 6.000,00 emprestei da cooperativa.
E como fiquei sabendo dessa casa? Tem coisas que a gente diz que é o destino. Eu trabalhei “uma semana” em uma padaria no bairro. E um dia, apareceu lá o Sr.Efrain, que é corretor ali no bairro. Comentei com ele que estava procurando uma casa para comprar e ele falou dessa que eu comprei. Apesar de ser uma casa grande, ela não estava muito cara, porque era na rua de terra e não tinha acabamento do lado de fora.
E assim, vencendo o contrato de 06 meses do aluguel, eu estava me mudando para a casa própria, no Parque Santa Bárbara. Para a mudança contratei novamente o mesmo senhor (e os dois filhos). E a Jacqueline ajudou a levar algumas coisas no carro dela – Parati.
Nessa época, a Adriana estava se afastando um pouco de mim, porque estava cansada da palhaçada minha e do Rubens. Pois, ele ia e vinha quando bem entendia. Mas, sobre isso vou falar na próxima postagem...

P.S. Em outubro de 2014 eu fiz esta postagem sobre o emprego da padaria.
Em junho de 2013 eu fiz esta postagem sobre a casa do Santa Bárbara.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dias cinzentos (parte 5): Primeiros passos após a separação

No dia seguinte a minha ida ao fórum, assinar os papéis da separação, foi o aniversário da Letícia. Ela estava completando 12 anos.
A Adriana que é madrinha dela comprou um bolinho e mais algumas coisas. Ela fez uma festinha para a Letícia, na casa da minha mãe. Nesse dia, se algum dos meus tios ainda não sabia da separação, ficaram sabendo.
Nos dias que se seguiram eu fiquei atrás de transferir os filhos de escola. O Danilo e a Letícia ficaram em uma escola municipal e estudariam no período da tarde. Já o Bruno ficou em uma escola estadual, no período da manhã. As duas escolas no bairro. Comecei também a procurar uma casa para alugar. Coloquei uma meta de em 06 meses vender a casa em Araçatuba e a chácara para comprar um imóvel. Começamos a procurar no bairro e encontramos uma casinha de fundo, na rua que fica atrás da casa da Adriana. E o melhor... Consegui alugar por 06 meses, pois, o senhor que alugou era amigo do Diogo. E o Diogo era o dono do barracão onde funcionava a academia da Adriana e Karen. Não lembro por quanto eu aluguei a casa. Mas não devia sobrar muito do valor da pensão.
Enquanto a gente procurava casa, fui com a Adriana pegar caixas de papelão no Atacadão, para colocar os utensílios da casa. Contratei um caminhão de um senhor que morava no Parque Santa Barbara. Foi ele e os dois filhos carregar o caminhão.
No dia da mudança, estavam eu, Shirlei, Adriana e Karen. Eu não tinha forças para nada. Ficava mais sentada no sofá, lamentando do que qualquer outra coisa. Coitadas! Elas empacotaram tudo. A Adriana e a Karen também fizeram viagens com o carro, levando as coisas que poderiam quebrar no caminhão. Televisão, computador, aparelho de som, enfeites, espelho... E olha que não era nada perto, uma casa da outra. Gente do céu! Como eu juntei coisas. Tanto que o caminhão teve que fazer duas viagens. Também, eu entrei naquela casa e fui comprando, comprando, afinal foram 18 anos para mobiliar a casa. E como ela não era pequena, tinha móvel pra caramba!
Foi nesse dia que a mãe da Rose – que a gente chamava de D.Dinda (ela mora em frente minha ex-casa) ficou sabendo que eu estava indo embora, e o que tinha acontecido. Ela ficou boquiaberta. E como não ficar, não é? Até uma semana antes, eu estava ali. Tudo normal. E de repente estou indo embora. 
Quando terminamos de carregar tudo, eu dei uma olhada geral e despedi-me de tudo. Daquele lugar que tinha sido minha morada por tantos anos. E fui embora...
Sei que ficamos na casa da Adriana entre 10 e 15 dias. Ou seja, antes do fim do mês eu já estava na casa alugada. Além do aluguel eu tinha contas que foram feitas antes da separação. Uma delas era a prestação da máquina de lavar roupa. O telefone, a Adriana puxou extensão da casa dela para a minha. Usamos durante todo o tempo que ficamos na casa. Já a NET eu ficava “chorando” (literalmente) para os atendentes dizendo que eu não tinha como pagar, pois, tinha separado. Eles ficavam comovidos com a minha situação e deixavam-me continuar usando sem pagar. Foi assim por meses. Sei que não sobrava nada a pensão, aliás... Faltava. Então comecei a pegar empréstimos da cooperativa.
Quanto a escola, as crianças se adaptaram bem. O Danilo e a Letícia fizeram amizade com a criançada da rua. E como tinha criança naquela rua. Nunca vi igual.
Já o Bruno deu um pouco de trabalho. Cheguei a ir duas vezes com ele até a entrada da escola e ele não entrava. Isso porque ao acordar eu fazia chá de camomila para ele e para mim. Conversava com ele. Pedia para ele me ajudar. Até mesmo a Jacqueline, minha amiga, falou que ia pedir para o Ariel – filho dela, que estudava na mesma escola, para dar uma força para o Bruno. E um dia o Bruno foi e ficou. Graças a Deus!
E assim, duas semanas depois da separação, estávamos instalados e todos na escola. Eu ainda tinha que vender a chácara. A casa em Araçatuba. Tentar comprar uma casa para sair do aluguel. E arrumar trabalho.
Mas antes disso eu tinha que parar em pé!!