quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Dormindo em hora errada

A gente estava em uma churrascaria. Eu, Zé, Eliane, Adriana...
Levantei a cabeça e vi que todos estavam em pé. Eu perguntei aonde iam. A Eliane falou que eles estavam indo embora. Ela estava brava. 
Como assim? – perguntei. Eu ainda não tinha terminado de comer. Talvez nem começado.
Estava muito barulho. O restaurante estava cheio. Ela então falou que eles já tinham comido e conversado. Já estavam cansados e queriam ir embora. Estavam todos bravos comigo, pois, segundo eles eu não fiz mais nada além de dormir. E foram saindo. Eu fiquei ali, quase implorando para ficarem.
Percebi que todos os olhares estavam pousados em mim. Eu sozinha em uma mesa enorme.
Terminei (ou comecei) o prato que estava na minha frente. E sai rapidinho. Morrendo de vergonha, pois não tiravam os olhos de mim. Cheguei à recepção para acertar a conta. Foi então que vi o Bruno do meu lado. Que alívio! Não fiquei totalmente sozinha. A conta deu R$ 150,00. Cada um pagou metade. Fiquei com muita raiva. Pagar tudo isso se nem comi e nem me diverti. Além disso, consegui estressar meus parentes. Naquele momento prometi a mim mesma que nunca mais pisaria ali.
Após pagar perguntei ao Bruno como iríamos embora. Então ele mostrou o carro da Adriana. Ela tinha deixado para irmos embora.
E nessa angústia... Acordei! Que bom, era só um sonho. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

2º passo para o casamento - Conversa com o *Padre Fábio

Sábado fomos à Paróquia Santo Antonio, conversar com o padre Fábio.
Dessa vez foi...
Digo isso porque essa conversa era para ter acontecido no dia 06 de agosto. Eu percebi que o Zé estava um pouco preocupado, pois, na noite de sexta-feira, ele me perguntou se eu sabia o que o padre poderia perguntar nessa conversa.  Eu falei que não. Que eu nunca tive uma conversa com um padre, afinal é a primeira vez que casaria no religioso. Falei para ele não se preocupar. Achei que estava tudo certo! Porém, o Zé acordou ”**virado no Jiraya” ou “do avesso”. Sei lá o que aconteceu durante a madrugada. Só sei que quando o celular despertou, ele falou que não iria conversar com o padre.
Confesso que eu fiquei um pouco assustada com a atitude dele, mas não briguei. Fiquei quietinha. Se não é para ser, não vai acontecer, pensei.
Na segunda-feira seguinte - dia 08, o Zé voltou na paróquia e marcou outra conversa que ficou para o dia 20/08.
Desse dia até Sábado, não falamos sobre isso. Nem na sexta a noite.
Sábado cedo,  enquanto a gente aguardava, o Zé perguntou o que eu achava. Se o padre era velho ou novo. Eu falei que Fábio é nome mais atual, que ele devia ter mais ou menos a idade do padre Fábio de Melo. E acho que é isso mesmo. O Padre Fábio é jovem e muito simpático. Ele escreve bem devagar, fala bem calmo. Fez as perguntas de praxe. Se a gente tinha feito primeira comunhão – e onde. Se a gente tinha feito crisma – e onde. Se nós já fomos casados anteriormente no religioso. Até se era de nossa livre e espontânea vontade casar.
Ele perguntava e escrevia em um relatório. Após nós assinamos e fim de conversa.rsrs
E a chuva começou a cair lá fora. Verdade!
E vamos ao próximo passo...

* Quando o Zé mandou whatsApp falando que, o padre Fábio iria nos entrevistar, não sei de onde eu tirei a ideia de que era o Padre Fábio de Melo. 

** Palavras do Henrique. Ele diz isso quando a pessoa surta.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Chiquinha Gonzaga

De vez em quando bate uma saudade da Chiquinha Gonzaga. 
A presença dela já fazia parte do meu dia, afinal, passei quase um mês assistindo a minissérie. Começamos a assistir no dia 13 de Julho. Terminamos no Domingo, dia 07 de Agosto. No começo a gente assistia uma hora. Uma hora e meia. Só que conforme a história evoluía, eu já não queria parar antes de terminar o episódio. E cada episódio tinha quatro horas de duração. Ou seja, tinha noite que ia dormir mais de meia noite.
Eu já havia assistido a minissérie, quando passou na TV em 1.999. Eu queria muito rever, então pedi ao Bruno, e ele conseguiu para mim.
Chiquinha Gonzaga, para quem não sabe é a compositora da marchinha de carnaval “Ô abre alas que eu quero passar...”. Primeira mulher compositora e maestrina. Ela nasceu em 1.847. Uma época em que a mulher tinha que casar com pretendente escolhido por seu pai, e ao marido devia obediência. Mas Chiquinha Gonzaga era diferente das outras mulheres. Ela não se dobrava a homem algum. E pior, queria expor suas vontades, e por ser assim, acabou sendo discriminada a vida inteira, o que a fez sofrer muito. E como sofreu aquela mulher!
Bom, não vou contar a história, quem quiser saber mais detalhes, eu recomendo que assista a minissérie.
Até porque assistindo conhecemos um pouco mais de alguns fatos históricos como a “revolta do vintém”,a “Abolição da Escravatura” e a “Proclamação da República”. Conhecemos também algumas figuras importantes da história como José do Patrocínio, Joaquim Antônio da Silva Callado. Ao final de cada episódio, eu saia pesquisando na internet sobre quem (ou o que) vimos naquele dia.
Queria saber mais detalhes.
Não tem como não ficar encantada com essa história. Fiquei encantada e já estou com saudades. Saudades da história e dos personagens: de Chiquinha Gonzaga que foi interpretada “brilhantemente” por Gabriela Duarte e na fase adulta pela Regina Duarte. Jacinto (Marcelo Novaes), Suzette (Danielle Winits/Suzana Vieira), João Batista de Carvalho (Carlos Alberto Riccelli) e vários outros personagens que fizeram parte da minha vida, nesses últimos dias.
Chiquinha Gonzaga foi uma das melhores minisséries que assisti nos últimos anos. Uma minissérie para ver e rever, várias vezes!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

De volta a Cruz Vera - Brasópolis

Depois de mais de cinco anos, voltei à Cruz Vera. Fui rever os familiares da Rosi. Ela convidou a mim, e o Zé no dia 28/07. Falou que iria ter uma festa à fantasia no Sábado - véspera do dia dos pais. Como meu pai faleceu, ou seja, não teria motivação para ficar por aqui, quis ir. Faltava convencer o Zé.  Nesse mesmo dia, a Rosi mandou o endereço de um Hotel Fazenda que fica em Brasópolis, e que estava com um preço bom. Assim que ela mandou, eu encaminhei para o Zé ver. Ele ficou animado. E decidiu ir. 
Saímos no Sábado às 8h30h. Chegamos as 12h08. A recepção estava fechada. 

Saímos procurando alguém para nos atender. Encontramos dois dos donos. O que nos atendeu, contou-nos que o hotel está sob nova direção. Ele nos levou ao nosso chalé - número 08 (Laranjeira). Deixamos a mala no quarto e fomos almoçar. Comidinha feita no fogão à lenha. Uma delícia. 
Após almoçar fomos para a casa dos pais da Rosi. Queríamos ver se era perto ou longe. E eu estava ansiosa para rever todos. Do hotel à casa deles deu +/- 10 minutos. Ficamos lá um pouco e voltamos ao hotel para dormir.
Voltamos a noite, para a festa. Estava muito frio. Eu e o Zé fomos vestidos de motoqueiros.
O pessoal, as crianças, a maioria estava fantasiada. Eles são bem animados e criativos quando o assunto é festa a fantasia. A farra foi boa.
Rosi é a que está de Malévola
Mas não ficamos até tarde. Uma porque estava muito frio. E outra porque o Zé estava com dor no rosto.
Antes de dormir o Zé tentou acender a lareira, uma vez que o quarto estava muito gelado. Mas, ele não conseguiu. Eu me enfiei embaixo das cobertas. Só o nariz ficou para fora. Mas, graças a Deus dormimos bem.
Acordamos no Domingo já passava das 9h. Resolvemos ir caminhando até o restaurante, onde também é servido o café. A paisagem é maravilhosa. Passamos pelo lago. A gente percebe que ainda têm muita coisa para fazer. Tem muita área para ser cuidada. Pelo jeito, antes tinha tiroleza, arborismo. Após o café ficamos passeando, e conhecendo a fazenda. Tem cavalo, vacas. E muito verde.
O som predominante, é o dos pássaros. Imagine tudo isso?! Pássaros cantando. Vaca mugindo. cavalo relinchando. Verde para tudo quanto era canto. Isso tudo resultou em uma leseira que não tinha fim.
Saímos do hotel um pouco antes das 14h, e fomos para a casa dos pais da Rosi. Tinha feijoada de almoço e sobremesa, pois além de ser dia dos pais, foi o batizado da filha da prima da Rosi.
Eu com o Sr. Fernando - pai da Rosi.
Foi um fim de semana super divertido. Com muita comilança e muita paz. O Zé ficou tão animado que já quer voltar. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Aniversário da Letícia

Hoje é o aniversário da minha gorda. Da minha filhota. Da Letícia!
Ela está fazendo 22 anos. Está ficando véinha.rsrs Mas, pode passar o tempo que for, para mim, ela será sempre a minha criança.
A Letícia nasceu em uma sexta-feira. Logo cedo. Por isso é acelerada. Ansiosa.
Lembro-me do momento que chegamos em casa. Era Domingo – dia dos Pais. O Bruno e o Danilo sentadinhos na beirada da cama. Eu a coloquei no colo de cada um. Para eles verem a irmãzinha que tinham acabado de ganhar.

Letícia entre os irmãos - Sempre Unidos!
Ela foi crescendo, crescendo. Quando era bebe, tinha um cabelinho espetado para cima. Depois usou uma franjinha e cachinhos. Era manhosa e gostava de apurrinhar o Danilo. E o Alexandre.
Ela não parava um minuto. Vivia na oficina do pai. Entrava dentro das vasilhas de óleo (que o Rubens tirava dos carros). Subia no cavalete. Entrava embaixo dos carros. Mexia em tudo.
A Letícia sempre foi muito persistente. E quando ela queria andar de bicicleta? Eu ficava olhando da janela da cozinha. Ela caía, chorava, levantava, reclamava e ia de novo. Até aprender.
De vez em quando dava uns bailes na gente. Uma manhã, ela não queria ir para a escola. Fez um escândalo tão grande, se agarrou na lataria do carro (parecia uma lagartixa) grudada. E o Rubens não conseguiu colocar ela dentro do carro.
Durante um período fez aulas de capoeira. Ela e o Danilo. Chegou até a trocar o cordão. Fez também aulas de violão.
Terminou o Ensino Médio. Formou uma banda “Bipolar”. Começou a trabalhar. E depois não parou mais.
Esse ano comprou um carro. Acabou de tirar a carteira de motorista. Viajou para Maceió. Primeira vez que viajou de avião.
O primeiro carro da Letícia.
Não é fácil definir a Letícia. Ela tem muitas qualidades. Alguns defeitos. Mas o que mais a define, é a perseverança. A persistência quando quer alguma coisa.
Isso é só um pouco da vida – da história – da minha filha. Ela ainda tem muito chão pela frente. Tem muita história para contar! 
E se ela não contar, eu conto. Não com riqueza de detalhes, mas farei o possível para deixar registrado o que a gordinha anda fazendo por ai. 

O Velho e a Jabuticabeira



Um velho estava cuidando da planta com todo o carinho.
Um jovem aproximou-se dele e perguntou-lhe:
_ Que planta é essa que o senhor está cuidando?
_ É uma jabuticabeira - respondeu o velho.
_ E ela demora quanto tempo para dar fruto?
_ Pelo menos quinze anos. informou o velho;
_ E o senhor espera viver tanto tempo assim? - indagou, irônico, o rapaz.
_ Não, não creio que viva mais tanto tempo, pois já estou no fim da minha jornada - disse o ancião.
_ Então, que vantagem, você leva com isso, meu velho?
_ Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colherá jabuticabas se todos pensassem como você...

Extraído do livro “As Mais Belas Parábolas de Todos os Tempos” - Vol.1 – Alexandre Rangel

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dias melhores virão

Hoje, descendo a pé para o trabalho, o Zé mostrou-me um comércio - de instalação de som automotivo- que estava em um local e mudou para outro. Para um espaço menor.
Na hora pensei. Esse ainda está se aguentando. Teve que mudar para um espaço menor, com certeza para diminuir os gastos. Dos males, o menor. Até porque tenho visto muitos estabelecimentos fechando.  
Lembrei que a livraria onde meu filho trabalha em breve mudará para um espaço menor. E sabemos que isso acarretará na redução do número de funcionários. Outra situação muito comum nos últimos anos.
E sinto na pele essa situação, pois, no escritório onde trabalho, éramos quatro pessoas no departamento. Hoje, só duas. E na maioria das empresas o quadro é o mesmo. Com isso, os colaboradores ficam sobrecarregados. E dá para reclamar? Claro que não! Quem tem um trabalho, tem que agradecer a Deus por ele.  São muitos os desempregados. Tenho amigos, familiares passando por essa situação. Coisa que há anos não via.
Tudo isso porque estamos passando por uma crise no país. Uma crise que já dura uns dois anos.
Estamos no mês de Agosto. As expectativas não são muito animadoras. Dizem que este ano nada mais vai acontecer. Até porque teremos eleições municipais daqui uns meses.
Diante disso tudo o melhor que temos a fazer é rezar por dias melhores. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dando mancadas

Pensa em uma pessoa que dá mancada. Pensou? Multiplica por dois. O resultado: eu.

Já mandei e-mail para o marido, no e-mail do patrão. Imagine o patrão receber um e-mail da funcionária com um: Bom dia, Amore.

Já mandei e-mail para o marido, no e-mail do professor. Aí o problema não era o início. O problema é que eu estava falando (umas verdades) do professor. Quando eu percebi o equívoco, senti o copo arder e devo ter ficado roxa. Escrevi sobre essa mancada, AQUI.

E hoje eu dei mais um fora. Ou mancada. Estava descendo no elevador com uma colega do escritório. Do nada eu comecei a falar que tinha encontrado a ex-secretária do escritório de advocacia (que fica em frente a nossa sala). E que ela falou que está desempregada há dois anos. Foi então que olhei para a minha frente e vi (me toquei) que a moça que estava na nossa frente trabalha nesse escritório. Inclusive conheceu a que está desempregada.

Ainda bem que no primeiro e segundo caso eu consegui me explicar com as partes envolvidas.

E no terceiro ainda bem que eu não estava falando mal de ninguém. Só me senti mal por estar falando. E decidi que, sempre que eu entrar no elevador eu vou ficar quietinha. Bem quietinha.