segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Fim de semana na casa da minha mãe

Como o Zé chega hoje de viagem, resolvi ir passar o final de semana com minha mãe.
Fui na sexta-feira, após a academia. Quando cheguei a casa dela, além da minha mãe, o Álvaro e a Silvana, a Mayara - filha da Silvana estava lá. Ela tinha ido para a Silvana colorir o cabelo dela. Tinham acabado de fazer isso. Gostei de vê-la. Fazia tempo que isso não acontecia. Jantamos e ficamos conversando até o namorado vir buscá-la. Isso já passava das 23h. Depois fomos dormir.

No sábado acordamos 9h. Tomamos café. Estranhei que minha mãe estava de boa. Porque ela faz caminhada cedo. Acho que ela não quis incomodar chamando alguém para ir junto. Isso porque por enquanto ela não pode mais caminhar sozinha. Geralmente a Silvana tem ido com ela. Como acordamos tarde ela achou que não dava mais. Só que a Vana viu que o sol não estava forte. Então decidimos ir caminhar. Minha mãe ficou feliz e animada, e foi mais que depressa se trocar e colocar o chapeuzinho. 
Nossa caminhada foi mais para apreciar as plantações, as flores e tirar fotos. 



A Silvana disse que quase sempre é assim. Metade do tempo é apreciando e tirando fotos. A outra é minha mãe encontrando as amigas dela e parando um pouquinho para conversar. E sábado não foi diferente.rsrs Exceto pelo fato de minha mãe se embrenhar pelo meio do mato para ver se tinha broto de bambu. 
E não sossegou enquanto eu não fui lá e arranquei dois brotos. 

Como o broto de bambu pinica, minha mãe falou para enrolarmos eles em folha de taioba. E assim fizemos. Voltamos para casa rindo, dizendo que a gente tinha ido buscar mistura para nós e comida para as tartarugas.
A Shirlei foi almoçar com a gente também. Mais tarde chegou a Eliane com o Felipe. E um pouco depois chegou a Adriana.
Foi uma tarde muito gostosa. Teve até pastel de queijo e café.
Como minha mãe não sossega, enquanto a gente estava conversando ela desceu para limpar e cortar o bambu. Ela é danada! Então nós descemos. Eu fiquei fotografando o quintal dela. 








Eu tinha pensado em voltar no sábado, mas estava tão gostoso que a hora passou e eu acabei ficando. 
Dormi mais uma noite e vim embora só no Domingo (ontem) após o café. Meu receio era ficar mais e começar a chegar meus irmãos, cunhadas... Aí ficaria difícil ir embora - de novo!
Muito bom poder aproveitar esses momentos com minha mãe, minhas irmãs... Com os familiares. Momentos inesquecíveis que ficarão sempre na lembrança.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Viver em Paz para Morrer em Paz

Terminei de ler este livro ontem. Comecei a leitura alguns dias após o Zé ir viajar. Como o livro é dividido em 19 capítulos, tinha noite que eu lia um, às vezes dois, dependendo até três capítulos. Por isso acabou rapidinho.

O que vou escrever abaixo está na “orelha esquerda” do livro:

“Qual é a tua obra? Quando você se for, o que vai ficar? Como nada vamos levar, o que vamos deixar que não estrague, não apodreça e não seja objeto de disputa odiosa? Porque tem muita gente que deixa coisas que geram fratricídio.
É por isso que Benjamin Disraeli disse e eu repito sempre para mim e para outros: “A vida é muito curta para ser pequena”! Já basta que ela curta seja para que nós a apequenemos. O que apequena a vida? O desperdício de convivência, a incapacidade de ter algo que não seja superficial, a possibilidade de esquecer as noções importantes de vida que são: fraternidade, solidariedade, amorosidade.
Aquilo que eu sou, a minha capacidade humana de conviver, ela precisa do ter. Mas o ter não é decisivo. O ter é como uma escada. Ninguém tem uma escada para ficar em cima dela ou grudado nela. Você tem uma escada para ir a algum lugar. E o lugar que o ter deve nos levar é o ser. Se ele não nos leva a sermos solidários, a sermos fraternos, a sermos amigos, a sermos decentes, então para quê?
É preciso pensar nisso e fazer-se importante, para viver e morrer em paz...”


Como falei no início que este livro é dividido em capítulos, um e outro chamou (mais) a minha atenção. Dois em especial. Um deles é o 11 – A Sociedade da Exposição. Mais propriamente, este trecho “(...) para não serem esquecidas, as pessoas fazem músicas, escrevem livros, tatuam o corpo, participam de comunidade virtuais, mergulham no Twitter, criam blogs. O que é manter um diário senão um desespero contínuo, um pedido silencioso e desesperado para que alguém o leia? Ninguém, em sã consciência, faz um diário para si mesmo – isso seria um exercício psicopata. O grande desejo de quem faz um diário é ser lido.” (p.98)

Juro que eu li e reli um monte de vezes esse trecho. Eu não sou assim! Não escrevo querendo desesperadamente que alguém leia, pensei. Primeiramente eu escrevo porque gosto. Isso não quer dizer que eu sei escrever.rsrs
Escrevo também porque quero deixar a minha vida (ou boa parte dela) registrada, assim quando eu ficar mais velha e não lembrar muita coisa eu terei onde consultar. Se já faço isso hoje, quem dirá daqui uns 20 anos.
Outro motivo para eu escrever é para os meus netos, bisnetos... Caso algum dia eles queiram conhecer um pouco sobre mim, saberão onde encontrar.
Enfim, após explicar as razões pela qual eu mantenho esse blog, cheguei à conclusão que, além de fazer um exercício psicopata (segundo o autor), pois, escrevo para mim mesma, no fundo também tenho o desejo de que ele seja lido, Se não for hoje... Que seja futuramente!

O outro trecho está no capítulo 17 – Felicidade como Vitalidade “(...) Gosto de livro e, portanto, gosto do cheiro de livro novo, do livro a ser aberto, despaginado, violado, profanado, ao ser manchado pela água que derrubei ou a comida ou a gota de azeite que caiu ali, ou os riscos, grifos e comentários que acrescentei.” (p.159)

Muito eu! Ah, na página anterior o autor fala também que ele comprou livros que ainda não leu, ou que leu só um pedaço, e livros que comprou somente porque queria ter. Que bom... Achei que eu tinha um problema.rsrs

O interessante deste livro é que, em cada capítulo tinha algo que me fez pensar. Eu gosto quando um filme, um livro tem esse efeito sobre mim.
E a melhor parte eu achei que está no último capítulo. Falo disso em uma próxima postagem...

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Pego ou não pego?

Hoje, fazendo o café, vi que o lixo da cozinha estava transbordando. Ontem foi meu dia de recolher os lixos. Na verdade o dia existe somente porque um dia existiu. 
Como atualmente estamos em três funcionárias, não dá para distribuir quem faz o quê, e em que dia. Até porque uma das funcionárias nunca se dispôs a ajudar nesses afazeres: recolher lixo, fazer café, atender telefone, atender a porta. Sendo assim, ficaram duas. Eu e a outra mocinha. Então a gente faz conforme dá. 
Como não está acumulando muito lixo, a gente deixa para recolher quando está bem cheio – ou transbordando.
Então, hoje, ao recolher o da cozinha, passei recolhendo os lixos das mesas. E sabe aquela voz que de vez em quando ouvimos? Não no ouvido. No pensamento! Essa voz sugeriu que eu não pegasse o lixo da colega que não ajuda em nada. E olha que o lixo dela estava cheio, até a boca.
Em seguida já tinha outra voz questionando: Será que ela não ajuda porque é egoísta? Ou porque é o jeito dela? E que bem você (eu) estaria fazendo recolhendo todos os lixos, menos o dela?
Enfim... Recolhi o lixo da colega também.
Se eu estou fazendo certo ou errado não sei. Mas, com certeza se eu tivesse pegado todos os lixos, menos o dela, estaria com a consciência pesada.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Falta de privacidade

Alô! De onde falam?
- Google´s pizza.
... - Mas este telefone não era da Pizzaria do Gordo?
- Sim senhor, mas a Google comprou.
- OK. Anote meu pedido.
- O Senhor vai querer a de sempre?
- A de sempre? Você me conhece?
- Segundo nossa planilha de dados do identificador de chamadas, nas últimas 12 vezes, o senhor pediu meia quatro queijos, meia calabresa, massa grossa.
- Tá! Vai esta mesmo...
- Posso sugerir-lhe, desta vez, meia ricota, meia rúcula com tomate seco.
- O quê? Odeio verduras.
- É que seu colesterol não anda bom, senhor...
- Como você sabe?
- Cruzamos o número de sua linha fixa com seu nome, pelo guia de assinantes. 
Temos o resultado dos seus exames de sangue dos últimos 7 anos.
Além disso, segundo dados da seguradora, o senhor tem consultado um cardiologista. 
- Ok, mas eu não quero essa pizza! Já tomo remédio...
- Desculpe-me, mas o senhor não tem tomado remédio regularmente. 
Pelo nosso banco de dados comerciais, faz 4 meses que o senhor adquiriu uma caixa com 30 comprimidos para colesterol com desconto na Rede Drogasil, onde é cadastrado.
Parcelou em 3 vezes sem acréscimo, conforme informações da administradora do seu cartão Visa final 5692.
- Posso ter comprado com cheque ou dinheiro, seu esperto...
- Só se foi em dólares não declarados.
O senhor emitiu apenas 2 cheques nos últimos 3 meses, segundo seus dados bancários.
Suas retiradas em dinheiro costumam ser de R$ 750,00 e ocorrem pouco antes do dia 10, possivelmente para pagar sua empregada que recebe esse salário desde maio. 
- Até o salário da empregada... Como você sabe?
- Pelo valor do INSS que o senhor recolhe mensalmente através do banco online.
- Vá se danar, seu metido!
- Me desculpe, senhor, utilizamos tais informações apenas com a intenção de ajudá-lo. 
- Chega! Estou de saco cheio de google, facebook,  twitter, whatsApp, tablets, falta de privacidade. Vou para as ilhas Fiji ou, sei lá, para outro lugar sem internet, TV a cabo, onde celular não dê linha e com ninguém para me vigiar.
- Entendo senhor... Só uma última coisinha...
- O que foi agora?
- Seu passaporte está vencido.

***
O texto acima foi compartilhado pela minha dinda, no dia 10/01, às 14h57min. Achei interessante, pois, ele deixa claro que não temos mais privacidade. No fim, nós mesmos colocamos nossa vida "em exposição", isso porque precisamos acompanhar a evolução tecnológica.  

domingo, 14 de janeiro de 2018

Caminhadas aceleradas

Ontem eu cansei! Andei muito!!
Começou logo cedo. Bruno e eu saímos do apê às 8h04min, para ir à casa onde ele morava, que fica a 2km. A gente tinha que estar lá às 8h30min, pois, tinha um chaveiro nos esperando. Juro que as últimas duas quadras pareciam que viraram quatro. Pensa em uma pessoa que reclamava. Eu me estranhei. Até comentei com o Bruno que eu nem parecia uma pessoa que estava acostumada a andar. Acho que o problema era saber que tinha horário para chegar.
A outra caminhada acelerada foi do ponto do ônibus até a loja “Maravilhas do Lar”. Era 12h40min. Eu ia ver um presente para o Felipe e tinha que estar na minha sogra (que mora quase 3 quadras da loja) às 13h. E do ponto de ônibus até a loja tinha uma subidinha. Haja panturrilha. Dentro da loja, um sufoco. Além de ver que as filas estavam enormes, não encontrava o boneco. E tinha mais um agravante. A bateria do meu celular estava no vermelho. Tinha combinado com o Danilo que ia deixar com ele no trabalho, para ele carregar. Eu pegaria no final do dia, após sair da casa da dona Odete. Eu ia precisar do celular para chamar um UBER para ir até a casa da Eliane, onde estava tendo a festa do aniversário do Felipe.
No desespero, por estar em cima da hora, não conseguia encontrar o presente. Mandava fotos e mensagens para a Eliane. Quando ela falou qual era, eu tive que sair da loja, pois, não daria mais tempo de passar no caixa.
A terceira caminhada acelerada foi da loja até o trabalho do Danilo. A casa da minha sogra fica na metade do caminho. E novamente as quadras dobraram de tamanho. E os minutos se tornaram segundos. De tão rápido que passavam.
Então, quando estava na esquina da casa da minha sogra faltavam 02 minutos para às 13h. E metade do caminho para chegar até o Danilo. E que eu fiz? Fui para a casa da dona Odete. Lá eu veria o que ia fazer.
Após entrar na casa. Cumprimentar a dona Odete e a cuidadora, fui procurar o carregador do celular da minha sogra. Encontrei. Mas, ele é daqueles antigos (ponta redonda). Não servia! Pior que o telefone fixo não estava funcionando. A irmã do Zé tinha avisado durante a semana que era para deixarmos o celular “pessoal” carregado e por perto. Vai que precisassem falar com a gente.
Mas eis que, a cuidadora tem um carregador, que ela deixa na casa da dona Odete. E ela me emprestou. Que alívio. Avisei o Danilo que não iria mais levar o celular para ele carregar.
E no fim do dia, voltei a loja para comprar o presente e de lá chamei o UBER.
No fim, deu tudo certo.
Só hoje que estou com as pernas doendo. E nem foram tantos quilômetros de caminhada. Acho que o pior foram os horários e estar com a bateria do celular acabando. Tenso!!