segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Conservatória - RJ

Chegamos à cidade de Conservatória já passava das 14 horas. O sol estava estorricando.
Chegamos à pousada – mais pra frente falo dela - descarregamos as malas e fomos à cidade almoçar. Estava com fome, com vontade de comer um bife acebolado com batatas fritas. E comi. Escolhemos o restaurante Tom Maior, indicação da pousada. O ambiente era bastante arejado. Sentei-me na janela. Logo atrás estava a porta. Excelente porque de vez em quando soprava um ventinho. Depois demos uma voltinha na rua e voltamos para a pousada. Resolvemos dormir um pouquinho, uma vez que a noite a gente ia ver a serenata que começava às 21 horas e se estendia até a madrugada. Era preciso estar descansados.rss
Acordamos e fomos conhecer a pousada. Queria ver de onde vinha o barulho de musica “putz putz” que tocou incessantemente a tarde toda. O funcionário da pousada foi mostrando os ambientes. Um a um. Churrasqueira, sala de TV, piscina, salão do café, e então finalmente chegamos onde tinha o tal barulho, ou melhor; música. Era de uma academia - que ficava embaixo dos quartos. Já fui logo perguntando se ela ia abrir no dia seguinte. E o rapaz falou que não. Graças a Deus!
A pousada é bem grande. Além dos ambientes que mencionei acima, ela possui 23 quartos. Na porta de cada um, uma plaquinha com o nome de uma música e o intérprete.
Nosso quarto era o Lamentos/Pixinguinha e ficava na ala superior denominada “Vila Bossa Nova”. Vi que tinha o quarto Abre-alas/Chiquinha Gonzaga e outros. Não sei se comentei em algum lugar que Conservatória é a cidade da Serenata – quase tudo nela tem algo a ver com música – por isso a pousada possui espaços separados por gênero musical e os quartos por nome de músicas. Bom, voltando ao quarto... Nele tinha uma cama de solteiro, uma de casal, TV, frigobar, um guarda-roupa, ventilador, ar condicionado, um banheiro e a sacada. A visão que tínhamos da mesma era um deslumbre. Podíamos ver parte da cidade e as montanhas.
Quando a noite chegou, fomos para o centro. Conservatória é minúscula. São duas ruas onde ficam os bares, restaurantes, museu da música, casa do poeta, lojinhas e onde fica a praça de onde sai o pessoal da serenata.
Enquanto a serenata não começava ficamos circulando. Demos umas cinco voltas - nas duas ruas - para decidir o que e onde comer. Resolvemos entrar em um pequeno estabelecimento, que parecia ter um lanche muito bom. Entramos, o Zé encontrou um lugar – meio no canto – pegou o folheto e começou a ver o que tinha. Nisso um senhor – que pelo jeito era o dono/chapeiro/caixa do estabelecimento - foi logo falando que não tinha mais lanche. Demos risada e saímos. Lembramos da comerciante em Penedo que não quis fazer o suco de laranja. Falar o quê?rss
Decidimos então comer no mesmo lugar onde almoçamos... Tom Maior. Como estava muito quente, quisemos sentar do lado de fora. Até porque há alguns metros dali, na calçada de um outro estabelecimento tinha uma rodinha tocando chorinho.
A Selma (garçonete) trouxe o cardápio e... Esqueceu da gente, literalmente. Tentamos de tudo quanto era jeito chamar a atenção dela e não adiantou. Então o Zé achou melhor ir lá dentro fazer o pedido. Ele voltou dando risada. Falou que quando ela o viu, arregalou os olhos. Lembrou que a gente estava lá fora!rss
Sei que quando ela veio trazer os refrigerantes, não sabia mais como pedir desculpas. Estava toda sem graça. E eu digo novamente... Falar o quê?rss
Ficamos ali, comendo, bebendo, conversando, olhando o vai e vem das pessoas até dar a hora de ir para a praça.
O pessoal da serenata chega pontualmente. Eles se reúnem antes - às 21h30min - na Casa de Cultura que fica ali pertinho. Quando chegam, já estão afinados.
Na sexta tinha somente dois violeiros, mais um pessoal que segue junto a eles cantando. O senhor Edgard que pelo jeito é líder deles, conta a história de como começou a serenata. Entre uma canção e outra ele declama poemas. Eles caminham bem lentamente. Param de vez em quando. Os turistas seguem acompanhando... Na frente... Dos lados... Atrás. Acompanham cantando, tirando fotos. O que acontece ali é mágico. Apesar de eu não conhecer a maioria das músicas, ficava emocionada de ver o envolvimento das pessoas. Eu olhava os rostinhos. Alguns sorriam. Em outros dava para perceber que estavam inebriados, nostálgicos com a situação, com as canções. Jamais me esquecerei daquela cena.
A serenata termina meia noite, e cada um segue seu caminho. O Zé e eu voltamos para a pousada encantados. Dormir depois disso – mesmo tendo dormido à tarde – não foi nem um pouco difícil.
No Sábado, ao acordar ouvimos um som de violão. Lembramos que às 9h, durante o café da manhã haveria alguém tocando e cantando. Corremos para lá. Conseguimos chegar a tempo de ouvir umas três músicas.
Após o café fomos dar mais um passeio pela cidade e almoçar. Como são duas ruas, não tem muito que fazer. Circulamos por elas, várias vezes.rss
Não foi fácil encontrar um lugar legal para almoçar. Estava um calor de rachar mamona. Escolhemos um restaurante nos fundos de uma casa. Era o que parecia mais arejado – por ser aberto. Não gostamos muito da comida de lá. Pra começar o feijão do carioca não é "carioca". É preto. E feijão preto pra mim, só com carne seca, paio, etc. E pra comer no frio - não naquele calor senegalesco. E pra terminar não tinha gelo. A coca-cola estava gelada, só que no segundo gole já tinha esquentado. Não bastasse tudo isso, veio também - melhor não ter vindo - um angu. Gente o que é aquilo. Ô negocinho ruim. Não tem gosto de nada. Comemos pensando que o melhor teria sido ir no Tom Maior. A gente comia e o suor escorria. Saímos de lá direto para a pousada. Ficar embaixo do ventilador era o que a gente mais queria. E foi o que fizemos.rss
À noite voltamos para o centro, para ver a serenata. Dessa vez paramos direto no Tom Maior para jantar. Pedimos o bife acebolado, com arroz e fritas. Delícia.
A serenata do Sábado estava mais tumultuada. Em todos os sentidos. Mais violeiros. Mais gente cantando. Mais gente acompanhando. Teve até discussão porque os carros não podiam passar.
Nós acompanhamos do começo ao fim. Cantamos. Tiramos fotos. A emoção é explícita. Sei que eu sentia um misto de alegria e tristeza. Saber que aquele momento era único. Que nunca mais viverei, ou presenciarei aquilo. A sensação, o que a gente vivencia ali, é indescritível. Só indo lá conferir.
No Domingo, logo após o café da manhã deixamos Conservatória – essa cidade encantada – onde a música está presente em todos os cantos.
E assim terminou nossa viagem de férias, que foi carinhosamente, cuidadosamente planejada pelo Zé.



Penedo/RJ

Já estava quente logo cedo, tanto que mesmo indo dormir tarde no dia anterior... Não custei a sair da cama. Um céu azul, azul. Sem nuvens, só o sol que brilhava, irradiando seu calor e mostrando que estava vindo para ficar.
Ainda bem que o carro tem ar condicionado. Partimos quando o relógio (do carro) marcava 10h27min. A gente queria ir bem sossegado, curtindo as paisagens.
Fizemos a tradicional paradinha para tomar um café. As estradas estavam tranquilas. Pegamos um pouco de congestionamento em um trecho perto de Tatuapé.
Paramos para almoçar em um restaurante na beira da estrada. Aproveitamos para descansar um pouquinho. Estava muito quente.
Chegamos em Penedo passava das 14 horas. O Zé achou o Hotel - que tinha feito as reservas - rapidinho. Apesar de já ter ido à Penedo, o Zé não conhecia o Hotel Pequena Suécia. Encontrou no guia Quatro Rodas. Ficamos em um chalé. O mais distante de todos. O Zé disse que pediu lugar longe de tudo... Piscina, estacionamento, cozinha, recepção, etc. Não queria barulho... Já sofreu por causa disso. Afinal, gato escaldado tem medo de água fria.rss
O hotel é maravilhoso, rodeado de muito verde. É muito grande em comprimento. Tem várias dependências. Restaurante, sauna, sala de massagem, biblioteca... PISCINA. Para chegar até o nosso chalé, passamos pela piscina. Com aquele sol. Com aquele calor. Até eu que não sei nadar, que não sou muito fã de piscina, abri um sorriso. Eu não levei maiô e biquíni. Não sabia que tinha piscina. O Zé falou que nessa região “geralmente” faz frio. Por isso ele nem me avisou... Nem imaginou que pudesse estar aquele calor por lá.
Penedo para quem não sabe – eu também não sabia - é considerado a Finlândia (terra do Papai Noel) no Brasil. Acho que é isso.rss
Região de montanhas, cachoeiras. Onde fica a casa do Papai Noel. Terra do chocolate. E quem quer saber de chocolate nesse calor?
Voltando ao chalé... O banheiro era do tamanho do quarto, acho que até maior. A banheira era do tamanho da cama. Tinha ventilador, ar condicionado. Uma varanda com duas cadeiras e uma rede. Nós chegamos, descarregamos as malas e já saímos para passear. O Zé estava empenhado em comprar um biquíni pra mim.
O hotel é no centro. Caminhamos pela rua, entramos em algumas lojinhas e decidimos que o melhor era entrar na piscina. Então compramos o biquíni e voltamos para o hotel.
Ficamos ali, na beira da piscina bebendo caipirinha e comendo uma porção de batatas fritas. Eu só entrei na água para molhar e refrescar o corpo. O Zé também.
Quando anoiteceu, e com o clima mais fresquinho saímos para caminhar, apreciar a iluminação de Natal. As lojas, restaurantes, tudo muito iluminado... Muito lindo!
O Zé queria tomar um suco de laranja. Achamos que seria demais entrar em um restaurante para tomar suco. Paramos em um quiosque, porém ele acabou decidindo tomar refrigerante. Ainda bem! Vou explicar por que.rss
Passou um pessoal e perguntou se tinham suco de laranja. A mulher que ficava anotando os pedidos – que devia ser a dona do estabelecimento - falou que não, e indicou um restaurante que talvez tivesse.
Depois ela virou para um dos funcionários e falou: _ Há essa hora não faço suco nem para o meu filho. O Zé e eu demos risada. Falar o quê?rss
Na Sexta-feira, dia 27 eu acordei meio atordoada com o calor. Tomei um banho e fui sentar-me na varanda, enquanto o Zé acordava. Fomos tomar o café da manhã, que tinha de tudo. Eu comi uma fatia de pão integral e uma de pão comum com queijo, peito de peru e suco de laranja.... Estou evoluindo.rss
Antes de fazer as malas ainda fomos fazer um passeio de trenzinho para conhecer um pouco mais da cidade, com direito a uma paradinha na cachoeira.
Quando voltamos já passava da hora de deixarmos o Hotel. Uma pena porque gostei bastante de Penedo, das dependências do Hotel e mais ainda do nosso chalézinho.rss Ah, aquela varanda... Ficaria ali por mais um dia. 
Porém, Conservatória nos esperava.

Natal 2013 (parte 2)

Chegamos à casa da mãe bem no finalzinho da tarde. A Adriana e o Henrique chegaram alguns minutos após a gente. No mais, a maioria já estava lá, com exceção do Marcos e família e a Silvana e família, que não foram.
Fiquei com dó do Pedro... Conhecer a família em um dia assim.rss
Quanto aos presentes, o Danilo já entregou os dele – para mim, e para Zé - ainda dentro do carro. Deixamos para abrir tudo junto, quando já estivéssemos na mãe. Na hora da troca de presentes, era presente pra cá, presente pra lá. Eu costumo dar presente para os filhos, esposo, pai, mãe e afilhados. Quem sabe um dia eu consigo presentear todos. Gostaria, mas isso ainda não é possível.
Meu pai sempre ganha algo melhorzinho porque além de ser Natal, é aniversário dele.
Só que a gente não faz esse troca-troca de presentes em um determinado momento. Cada um que vai chegando vai entregando o seu.
Logo que chegamos o Sergio foi acender a churrasqueira. Combinamos de cada família levar 2 refrigerantes e, 1 quilo de carne, frango ou lingüiça para assar.
E a noite chega. As crianças - Dudinha, Felipe e Nicolas - correm de um lado para o outro. O Danilo estava de “bode”. Ficou o tempo todo quieto. Para ter uma noção, até terminou de ler um livro.
No mais, todo mundo animado, contando o que ganhou de presente, o que fizeram na ceia, etc.
Teve um momento que o Álvaro – meu irmão mais velho - foi até a Letícia e falou assim: _ A vó ficou muito feliz porque vocês vieram aqui hoje. E comentou que estava sabendo, que talvez ela não fosse participar da festa de Ano Novo. Ele pediu para ela pensar direitinho. Achei muito legal essa atitude dele, senti muita sinceridade nas suas palavras.
No mais, sem novidades. Fomos os penúltimos a sair da casa da mãe. A gente ainda tinha que deixar o Pedro na casa dele, a Letícia e o Danilo no Rubens. Em casa, ainda íamos arrumar as malas. A tão esperada viagem de cada ano, começava no dia seguinte... Logo cedo. Oba!! 

Natal 2013

Desde Segunda-feira, dia 23... Só festança... Muita comilança!
Nesse dia trabalhei normal. Tivemos o almoço de confraternização e a revelação do amigo secreto (chocolate). Tivemos também a boa notícia de que estávamos liberados de trabalhar no dia seguinte. Começou então, as tão esperadas férias coletivas.
À noite fomos ao apartamento da Carolina. Ela nos convidou para comer uma pizza com vinho e trocar presentes. Esperamos o Rafael chegar para pedir a pizza. Ele chegou um pouquinho atrasado.
Pior é que esquecemos que era uma segunda-feira – quase nenhum restaurante, pizzaria, etc. abrem – depois de ligar em vários lugares a Carolina conseguiu. A gente já estava quase indo no McDonald´s.rss
A pizza chegou já passava das 23h. Imagine a hora que saímos do apartamento dela. Problema? Nenhum... A gente já estava em clima de férias... Clima de festa. Só alegria!!!
Com Carolina e Rafael
Na Terça-feira, dia 24, fomos almoçar com os pais do Zé.
Antes passamos na casa da mãe dele para trocar presentes. Almoçamos no Lellis, restaurante muito chique e comentado do Cambuí.
Na verdade a programação era de que iríamos almoçar na casa da Moqueca, porém, saindo da casa da D.Odete, a Adriana mudou o rumo. Eu não conhecia nem um dos dois lugares então, qualquer um estava ótimo.
Gostei do ambiente, bem silencioso. Estava com uma temperatura agradável - lá fora o calor estava escaldante. Comemos um file a parmegiana, divino. Acho que o melhor que comi, nos últimos tempos. A todo o momento tinha alguém nos servindo. O Zé, disse que já nem sabia quem era garçom, quem era maître.rss
Ele disse também que pensava que o preço dos pratos fosse alto – devido à fama do estabelecimento – vimos que tem preço similar a outros lugares que frequentamos. Ficamos de voltar um dia... Quem sabe levando os filhos.
O Zé, os pais, as irmãs, a sobrinha e o Keen (cachorro)
Na véspera de Natal ficamos em casa. Quando o relógio marcou meia-noite brindamos a chegada do Natal com um champanhe.  
Brindando a chegada do Natal
No dia de Natal, o Bruno passou em casa com o Fernando. Eles vieram de Capivari. Queriam trocar os presentes antes de irem para o Rubens.
Mais para o final da tarde, passamos no Rubens para pegar a Letícia, Pedro e o Danilo para irmos para a casa dos meus pais.
Lá continuou a festança... A comilança!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Monge e o Executivo

Sinopse:
Você está convidado a juntar-se a um grupo que durante uma semana vai estudar com um dos maiores especialistas em liderança dos Estados Unidos.
Leonard Hoffman, um famoso empresário que abandonou sua brilhante carreira para se tornar monge em um mosteiro beneditino, é o personagem central desta envolvente história criada por
James C. Hunter para ensinar de forma clara e agradável os princípios fundamentais dos verdadeiros líderes.
Se você tem dificuldade em fazer com que sua equipe dê o melhor de si no trabalho e gostaria de se relacionar melhor com sua família e seus amigos, vai encontrar neste livro personagens, idéias e discussões que vão abrir um novo horizonte em sua forma de lidar com os outros.
E impossível ler este livro sem sair transformado.
O Monge e o Executivo é, sobretudo, uma lição sobre como se tornar uma pessoa melhor.

***
Há muitos anos atrás, eu tinha ouvido falar desse livro. Talvez alguém tivesse sugerido, ou mencionado o quanto o mesmo era bom. Cheguei a pensar em ler algumas vezes, porém outros foram passados na frente. Semana passada, aproveitando que estou de férias da faculdade, e no trabalho tudo caminha lentamente - devido ao final de ano – resolvi baixar da internet para ler. Ou seja, fiz a leitura em uma semana. Até acho que demorei. Mas motivo não faltou, além do trabalho, é claro.
Eu lia cuidadosamente. Às vezes relia e anotava os melhores trechos. E não foram poucos. 
Apesar de não ter participado fisicamente desse retiro, me sentia como se estivesse ali, na sala junto a eles. Pude aprender muito. Senti quando a semana acabou, assim como eles.
Neste livro James C.Hunter conta a história de John, um executivo – gerente-geral de uma grande indústria – que está passando por uma fase ruim na empresa, na família e até mesmo com um time de beisebol que ele treina. Tudo leva a crer que o problema era má liderança. Sua esposa o aconselha a pedir ajuda ao pastor da igreja. John procura o pastor – meio contra vontade – e é aconselhado a participar de um retiro de uma semana em um mosteiro. No retiro John conhece Simeão (nome de batismo no mosteiro) que foi um grande executivo e líder, cujo nome é Len Hoffman. Além de John ter uma profunda admiração por Len, saber que seu nome ali no mosteiro é Simeão deixa-o sem chão.  Ele percebe que ali encontrará a resposta para um sonho que o persegue por anos.
John fica nesse retiro com mais cinco pessoas: Lee, Chris, Teresa, Kim e Greg.  O que a princípio seria uma semana em que o tempo não iria passar, com o decorrer dos dias, tudo passou a ser bastante prazeroso.
Durante as aulas surgem muitas dúvidas, contradições. Muitos colocam suas experiências como líderes. Cada palavra citada era estudada, analisada em busca de uma melhor definição.
Pudemos conhecer a diferença entre poder e autoridade. Felicidade e alegria. Necessidades e vontades além de outras. A palavra amor é colocada a todo o momento, talvez até mais do que a palavra líder.
Em síntese, O Monge e o Executivo é um livro que apesar de falar de liderança, nos desafia a entender o amor com um comportamento e não um sentimento. Confesso que não conhecia essa definição.  Aliás, quase ninguém do retiro.rss
Simeão explicou que, quando pensamos no amor como algo que fazemos para os outros e não como nos sentimos perante os outros, encontramos a essência da liderança.
Por essas e outras, após cada aula somos levados a refletir, assim como todos os participantes. Um livro envolvente e que apesar de falar de liderança... Todos devem ler, afinal todos nós um dia podemos ser líderes, seja na escola, no trabalho, na família!
Em um determinado momento da leitura lembrei-me de que sempre ouvi falar – e concordo plenamente – que Jesus é o maior líder que já existiu. E continua existindo.
E o que ele sempre pregou? O amor. Que foi acima de tudo, o que aprendemos nessa história.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Compras de Natal - Todo ano é a mesma correria



Eu admiro o Zé. Ontem ele comprou os últimos presentes de Natal. 

Ele sabe o que quer (ou o que deve) comprar. Olha e fala: _É isso! Vou levar.

Ele é bastante prático. Eu... Nem um pouco!

Quando encontro alguma coisa. Olho e falo: _Vou dar mais uma voltinha.
Quem sabe encontro algo melhor. Ou mais barato. Ou que a pessoa goste mais.

Geralmente volto e quando isso acontece... Não encontro mais o que vi anteriormente. E pensa que eu aprendo? 

Ontem comprei o primeiro presente. E ainda foi pela internet - torcer para chegar a tempo.rss

Todo ano é a mesma coisa. Prometo - pra mim mesma - que não vou deixar nada pra última hora.

Quem sabe com  mais alguns anos de convivência com o Zé, eu aprendo a ser um pouco mais organizada.

Quem sabe!

P.S. Relembrando... Em Dezembro de 2010 na postagem Então é Natal eu fiz menção de me organizar melhor sobre essa correria. O tempo passa. O tempo voa. E a Dona Margareth?... Não tem jeito!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Almoço em família

Hoje o Bruno e Fernando - Letícia e Pedro vieram almoçar com a gente.
Combinei com a Letícia na sexta-feira, quando ela falou que estaria de folga.
Queria conhecer o Pedro, namorado dela. Aproveitei e convidei o Bruno e o Fernando para virem também.
Não é fácil conseguir reunir essa galerinha. Quando um pode, o outro não. Dessa vez, quem ficou de fora foi o Danilo. Ele está trabalhando.
Logo cedo o Zé e eu fomos ao mercado comprar algumas coisas que estavam faltando. Compramos uma toalha para a mesa. Aliás, hoje estreamos a mesa.
Saindo do mercado, confirmei com a moçada se o compromisso estava de pé. Já viu... Eles são meio de lua. Hoje é uma coisa. Amanhã pode ser outra. Então melhor confirmar antes de sair comprando a refeição.
Passamos em casa, deixamos as compras. Coloquei o arroz para cozinhar e fomos a Macarronada Italiana comprar Lasanha, Batata Frita e Maionese. Eu adoro! Eles mais ainda!!
Por incrível que pareça, eles chegaram no horário marcado. Arrumamos a mesa, os pratos, talheres, copos e... Hora de atacar.
Estava muito bom. Quase ninguém aguentou.rss
Foi uma tarde muito agradável, em companhia da moçada.
A Letícia se divertiu colocando vídeos musicais... Jonas Brothers (toda vez que vem em casa ela coloca para ver), Shania Twain e Queen. Essa menina é do barulho!!
Conversamos bastante. Um pouco de cada coisa... Trabalho, sonhos, projetos, etc. O Bruno foi o foco em muitos assuntos... Coitado!
A Letícia só falava iPhone. Ninguém merece.rss
Gostei do Pedro. Parece ser um bom rapaz. Trabalhador, esforçado e calmo. Isso é bom... Porque para aguentar a Letícia, principalmente quando ela está de TPM, tem que ter muuuuita paciência.rss
Foi tão bom nosso que o tempo voou. Quando vimos já passava das 20h. Gostei de ouvir e falar um pouco com todos eles. Trocar ideias, ouvir os anseios, poder dar alguns poucos conselhos. Aproveitei para dar uns puxões de orelha. Aliás, era um puxando a orelha do outro. Mas foi de boa... Ninguém brigou.rss
Espero poder chamar essa moçada mais vezes para passarmos um dia juntos e, quem sabe da próxima o Danilo esteja presente. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Não gosto de falar ao telefone

Eu nunca gostei muito de falar ao telefone.
Acho que tem uma explicação. Traumatizei.rss
Meu primeiro contato com um telefone, foi quando comecei a trabalhar na recepção de um escritório. Eu estava com 14 anos. Era Patrulheira.
Lembro que eu ficava (muito) nervosa quando tinha que atender uma ligação. E com isso, acabava não ouvindo direito o que a pessoa do outro lado da linha estava falando.
Logo saí da recepção e não precisava mais falar ao telefone. Nos outros empregos meu contato com o telefone era mínimo. Quase nada.
Tive meu primeiro telefone (fixo), aos de 21 anos de idade. Já estava casada.
Não lembro exatamente quando ganhei meu primeiro aparelho celular. Sei que era do meu ex-marido. Ele comprou um melhor e me deu o dele. Sei também que logo que a gente se separou, eu estava com ele. Depois quebrei... O celular.
Não adianta. Eu não gosto de falar ao telefone. Só ligo para alguém em último caso. Quem me conhece sabe que eu atender uma ligação...  Raridade. Quase um milagre.rss
Sou adepta dos torpedos. Quando o assunto é mais longo e não tenho pressa... Escrevo mensagem na rede social (off) ou utilizo o e-mail.
Eu só tenho que aprender uma coisa... Que devo ser minoria.
Pelo que tenho percebido a maioria não gosta, não quer ou na pior das hipóteses, tem “preguiça” de escrever.
Não fosse assim, responderiam um torpedo, uma mensagem ou mesmo um e-mail.
Será que vou ter que rever meus conceitos, e abrir mão de escrever para grudar o telefone no ouvido?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Internauta - Zé Olímpio

De 29 de Novembro de 2006, Internauta é a 3ª composição do Zé.

Interpretada pela cantora (sua prima) Márcia Barnabé.

Perguntei ao Zé para quem ele compôs essa canção. Ele contou que foi para uma prima que ele não via há muitos anos. Disse ele que por várias vezes tentou encontrá-la pela internet. 


Fim

Como tudo um dia acaba.

Hoje foi o fim!

Nossa relação durou 22 anos.

Foi bom enquanto durou!

Cancelei meu cartão de crédito.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O que foi que eu fiz?




O que foi que eu fiz?
Anos e anos postando como Margô, e com apenas um clique... Danei tudo!
Minha assinatura nas postagens. Meu perfil. Que loucura é essa?????
Quem manda fazer as coisas "nas coxas"!
Tudo culpa desse Google+.
Não, primeiro a culpa é do professor. Ele falou que queria que todos os alunos criassem um perfil no Google+, que segundo ele, será o substituto do Facebook. 
Sem problemas... Criei o perfil. Não está nada fácil eu me entender com ele.
E agora mais essa. Ele vinculou meu Blog (que acabou de fazer 4 aninhos) à esta conta.
Quem autorizou? ... Provavelmente eu, quando cliquei.
O que mais vai acontecer?... Não sei!!

P.S. Eu gosta mais quando assinava as postagens como Margô.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Aniversário do Blog - 4 anos



Hoje meu blog está completando 4 aninhos. Ainda é uma criança.rss
Foi em um Domingo - dia 06 de Dezembro de 2009 - que escrevi a primeira postagem.
No primeiro ano (2010), como tudo que nasce ele foi crescendo devagarzinho, devagarzinho. Foram pouco mais de 30 postagens, no ano inteiro.
Não lembro especificamente quando, mas em um momento de intempérie, infelizmente... Exclui o coitado.rss
Por esse motivo, no perfil consta que estou no Blogger desde janeiro de 2011.
Não lembro como consegui recuperar as postagens anteriores. Sei que consegui. Ufa!!
Postagens de aniversário? Só de 1 ano. Que coisa! Ainda mais eu que adoro comemorações. Deixei passar os aniversários de algo que criei. Quase que imperdoável!
Bom, mas são águas passadas. O importante é que estou amadurecendo e com isso meu blog também.
Desde então, muita coisa aconteceu. E quase todas estão registradas aqui. Procurei manter o blog atualizado. Nem sempre foi possível.
Neste último ano o blog esteve presente quase que diariamente em minha vida, eu fico feliz, pois o criei com este intuito, guardar todas as minhas aventuras, minhas alegrias, minhas tristezas, etc. Bem, nem tudo! Procuro tomar cuidado com a exposição.
Quero poder mudar a carinha dele. Quero poder ver (com calma) as atualizações que o Blogger trouxe e, se possível aplicar algumas ao meu blog. Gosto de visitar (quando posso) os blogs que sigo. Às vezes dou uma paradinha para apreciar um e outro que aparece no meio do caminho. Tenho visto muitos modelos legais. E aí fico mais agoniada, por ver o meu lá, com a mesma carinha. Porém, sei que essas alterações exigem tempo e concentração. Uma hora eu consigo.rss
Enfim, mais um ano se passou e fico feliz de ter esse meu espaço – costumo dizer meu cantinho – aonde venho colocar minhas coisinhas.
Espero poder continuar com esse ânimo todo e assim poder continuar mantendo o meu blog sempre atualizado.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Batalha

A música Batalha, de 12 de Janeiro de 2009, é a 5ª composição do Zé.

Ela entrou na coletânea vol.06 do Clube dos Compositores do Brasil, lançado no dia 18 de Agosto de 2013. Veja aqui postagem sobre esse dia.



Abaixo a letra da música e o vídeo.

Batalha
Autor/Compositor: José Olímpio Castanho

Preciso sentir os meus pés na areia da praia
Deixar todo o sonho no mar
Bem pro fundo levar...

Ceder
Todos os meus planos
Viver
Os meus desenganos
Só ter
A mais rara essência
De mim...

Perder
E apesar de tudo
Lutar
Pro que der do mundo
Dizer
Alto e claro aos ventos
Adeus...

Vencer a mim mesmo
Super herói me transformar
Vencer o invencível
De nunca mais a te lembrar
Perder-me em mim mesmo
Sem teu calor, sem teu olhar
Vou me deixar...

Vencer a mim mesmo
Sobreviver quem sabe assim
Vencer meu desejo
De me entregar aos sonhos meus
Perder-te prá sempre
Vou conquistar o meu lugar


Nascer de mim...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Espetáculo musical - Crazy For You

Sábado fomos apreciar, nos maravilhar com mais um espetáculo musical... Inesquecível!
Eu estava ansiosa esperando o dia chegar. Também, os ingressos estão comprados desde o dia 07. E como já falei outras vezes, viajar pela Trondi Turismo é tudo (ônibus, aperitivos, o evento) de bom!
Finalmente chegou o grande dia! Acordei “bem” cedo... 9 horas.rss
Após o café, fiz minhas unhas. O Zé foi à lavanderia e ajeitou um pouco a casa. Para o almoço, fizemos como nas vezes anteriores, pedimos um Yakissoba. Depois foi só nos aprontarmos. O que fizemos rapidinho. Somos práticos nisso! Chegamos ao Centro de Convivência mais ou menos 13h30min. Estava marcado para o ônibus sair às 14h30min. Ansiedade era pouca.rss
Com tempo sobrando, fomos comprar o presente da Andressa.
O ônibus, como sempre pontual. Os passageiros também. Saímos como combinado.
Dessa vez a guia era a Isabel, primeira vez que viajamos com ela. Estava sozinha. Geralmente são dois: a Sabrina e o Serginho.
A viagem foi tranquila, com direito a amendoim, água e refrigerantes e filme: O ultimo dançarino de Mao.
Chegamos a São Paulo, no Teatro às 16h. Tempo suficiente para passear, tirar fotos e... Conhecer a famosa loja Ofner. Na verdade eu não conhecia. Nunca tinha ouvido falar. 
O Zé falou sobre ela e levou-me lá para tomar um capuccino. Sentamos em uma mesinha com vista para a rua, ficamos ali, tomando o capuccino, olhando o movimento dos carros, o vai e vem das pessoas. Do outro lado o exuberante prédio (complexo empresarial) onde estava instalado o teatro. Após bebermos nosso capuccino e tirar muitas fotos (o que já é de praxe.rss), o Zé deu uma saidinha. Disse que ia comprar um chocolatinho e, minutos depois apareceu com uma linda embalagem de presente, com chocolates dentro. Nem conto o malabarismo que tivemos que fazer para tirar o chocolate de dentro da embalagem... Sem desfazer o laço, e sem rasgar a caixa.rss
Agora sim, vamos ao teatro. Achei-o bem parecido com o teatro do Shopping Iguatemi (provavelmente pelos seus bancos almofadados em tom vermelho), talvez um pouco maior. Porém, com certeza, menor que o teatro de Paulínia. Estava muito frio, ar condicionado e vento lá dentro. Vi um pessoal que estavam na fileira atrás da gente reclamando. Acho que pelo menos 70% do público era de idosos, pelo menos tinham cabelinhos brancos.rss
O espetáculo começa (um pouquinho atrasado) com a orquestra tocando. Logo na primeira cena, surge o Bobby (Jarbas Homem de Mello). Não o reconheci, estava diferente da foto do folder. Como ator, ele é um espetáculo. Muito engraçado, fez a platéia vibrar e rir muito com suas trapalhadas. Além de cantar, ele dança um sapateado, de tirar o chapéu.
A história vai acontecendo, sempre com muita música e dança. Os atores iam surgindo, um a um e eu não via a hora de ver a Claudia. E então, muda o cenário e ela surge. Não fosse pela voz, e o tamanho, não tinha reconhecido. Aos poucos fui me familiarizando com ela.rss
Bom, eu já sabia que ela dançava, cantava, além de conhecê-la das novelas, então sabia que não me decepcionaria com a sua atuação.
Os outros atores/bailarinos, todos eles... Simplesmente, fantásticos!
Gostei do enredo, do figurino, das músicas, das coreografias e principalmente do sapateado. O coração chega a fazer tum tum, acompanhando o ritmo.
Não posso deixar de mencionar a perfeição da orquestra. Se bem que não entendo disso! O que sei é que, sem eles, o musical não seria um espetáculo. O Zé ficou admirado, pois era uma maestrina, e parecia nova. Dos assentos, podíamos vê-la regendo a orquestra, que estava posicionada logo abaixo do palco.
O espetáculo teve uma duração de pouco mais de 2 horas com um intervalo de 15 minutos. Um final esperado, porém muito luxuoso. O vestido da Claudia, deslumbrante.
No final, os atores vieram até a frente do palco, ao som da orquestra, agradecer ao público. Muitos aplausos, principalmente na vez da do Jarbas e da Claudia. Fiquei emocionada e deixei algumas lágrimas rolarem pelo meu rosto.
Agora a ultima (e tão esperada) parte da festa... Os lanchinhos (frango com alguma coisa e salame com manjericão), bebidas (refrigerantes, vinho frisante branco e vinho tinto seco) e sempre um docinho diferente. Não lembro dos ingredientes, sei que era bom!
O retorno também foi tranquilo, como sempre! Chegamos 9h20min no Centro de Convivência, em tempo de ir buscar o Danilo e a Letícia no trabalho. Ainda tinha a festinha da Andressa, para encerrar a noite. Ô vida dura essa, viu!rss

Curtir e Comentar... Melhor não!

Nessa vida a gente tem que passar (algumas vezes aceitar) por cada situação.
E ficar quieta! Tudo em nome da boa educação!!
Neste momento me refiro ao fato de ter que disputar o mesmo espaço, com a mulher que um dia entrou na vida do meu ex-marido, e por consequência, nos levou à separação.
Não tenho mágoas, mas é uma pessoa que gostaria que ficasse bem longe... De mim!
Porém, no mundo que vivemos, impossível você ficar livre desses incômodos.
Ela é amiga dos meus filhos no Facebook. Não que eu me incomode com essa ideia.
O único problema é que muitas vezes, em alguma postagem dos meus filhos, penso em “curtir” ou mesmo “comentar” e quando vejo... Ela já se manifestou. 
Geralmente fico sem graça (talvez constrangida) e saio... De fininho.
Hoje mesmo, acessei o Facebook toda afoita, queria ver se a Letícia tinha postado algo sobre o Tate (cachorrinho). Lá estava... Uma foto com alguns dizeres. Quando desci para curtir e comentar. Tarde demais.rss
Dessa vez não me contive e curti. Comentar não deu, ficaria logo abaixo dessa mulher... De novo!


Esse é o Tate e a mensagem que a Letícia postou: "Sou manhoso, tenho cara de besta e finjo que sou bravo, mas corro de medo das tartarugas e calopsitas, corro sem parar e depois vomito pra dona limpar." - Tate Gomez Bartowski. E tem como não amar uma coisa dessa?

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Minha mãe atravessando a conversa

O que vou contar aconteceu ontem.
Liguei para minha mãe para saber quanto devia para ela. Eu não... Meus colegas do trabalho. Minha mãe é revendedora da Avon.
Mal consegui perguntar se estava tudo bem e ver se ela tinha o valor, e ela já foi falando.
_Escuta, que história é essa do Danilo ir morar com você? Danilo é o meu filho do meio.
E continuou:
_Vi no facebook. Ele escreveu que vai morar uns 2 meses no apartamento do Zé.
Eu estava muda. Uma porque ela disparou a falar. Outra porque não tinha a menor ideia do que estava acontecendo. E perguntei:
_A senhora leu direito? Está escrito apartamento do Zé ou da Vila União?
E expliquei que o apartamento da Vila União esta vazio, pois a Letícia voltou a morar com o pai. Inclusive dividindo o mesmo quarto com o Danilo.
E continuei:
_Ah, o Danilo pode ter ficado estressado com a Letícia. Ela é bagunceira. Ele gosta de tudo arrumadinho. Às vezes...
E minha mãe continuou:
_Achei que ele brigou com o pai e decidiu ir morar com você. Imagine, vai tirar a privacidade de vocês. E o apartamento é pequeno. Onde ele vai dormir?
Nesse momento eu já estava me coçando para “querer”, entrar no facebook e tirar a limpo essa história. Só que ainda faltava algumas horas para o horário do almoço.
Para deixar minha mãe mais tranquila, falei que iria verificar isso certinho, e retornava para dizer o que realmente estava acontecendo.
Desliguei o telefone. Pensei, pensei... Mandei um e-mail para o Zé. Ele acessa o facebook pelo celular. Poderia ver a veracidade das informações.
O Zé retornou dizendo que entrou no perfil do Danilo, e não tinha visto nada. Ele só não entrou no meu.rss
Bom, curiosidade é fichinha perto do que eu estava sentindo. Estava curiosa e desconectada do mundo. Exagero... Só do facebook.
Sem outra alternativa, melhor esperar.
Na hora do almoço, fui num pé e voltei no outro.
Tinha que estudar para a prova, mas antes... Facebook.
E lá está a mensagem do Danilo (minha mãe estava certa), compartilhada no meu mural com um site da ESPN.
Cliquei no site e fui descendo, descendo as notícias até que... Não acreditei quando vi. Pode ser que no ano que vem, na Copa do Brasil, o Real Madrid (e sua estrela maior, Cristiano Ronaldo, NOSSO ídolo) se instale em Campinas e os treinos, serão realizados no Estádio Moisés Lucarelli, DE ONDE PODEREMOS VER DO APARTAMENTO DO ZÉ.
TUDO EXPLICADO!
Liguei para a minha mãe e esclareci o assunto. Ela riu e falou:
_Ah bom, pensei que tinha acontecido alguma coisa.
E o valor do AVON? Até esquecemos.rss

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Eu quero!

Estou em semana de provas. Depois de muitos trabalhos, muito estresse...  Está acabando. Graças a Deus!
Esse semestre foi muito estressante. Sala cheia... Mais de 20 alunos. Pouco? Para quem veio de uma sala com 5 alunos.rss
A maioria mulheres. Por aí da pra imaginar... Quanto barulho! As aulas também, muito agitadas, muita dinâmica e muitos... Muitos trabalhos.
Mas está acabando. Pelo menos por esse ano.
E só porque não posso. Só porque não estou com tempo. Eu quero...
... Eu quero ler um livro.  Tem um monte na fila, esperando a vez. Tem livro na estante, tem livro no trabalho, tem livro no Kobo, tem livro no PC. Por todo lugar que ando, tem livro esperando eu começar a degustar. Têm alguns que até comecei, e tive que parar por conta dessa agitação.
... Eu quero mexer no meu blog. Não só vir aqui para escrever. Quero e preciso organizar as postagens. Ver o que tenho nos rascunhos (e não tem pouco). Além do monte de assunto que tenho pretensão de escrever. Quero mudar a cara dele também.
... Eu quero... Eu quero. 
Mas por enquanto... Vou continuar querendo.rss
Não tenho tempo!

***

Pós-escrito de 04/12/2013 - Ontem foi o 2º dia das minhas férias. Adivinha?... Peguei um livro da estante. O escolhido?... "O Diário de um Mago"do Paulo Coelho. Tinha ganhado de presente de aniversário do Zé. Vou ler e venho aqui falar sobre ele. Aqui não, em uma postagem específica.rss

sábado, 23 de novembro de 2013

Feira Medieval Européia

Parecia que ia acabar o mundo, de tanto que chovia.
Já perto da estação (onde estava acontecendo o evento) liguei para a Adriana. 
Queria saber como estava lá dentro. Se estivesse como estava na rua, a gente ia embora.
Ela falou que devíamos ir, pois tinha coisa legal... E lá fomos nós!
O Zé meio contra vontade. As ruas alagadas e com isso, esfriando.
Para chegar do carro até o local coberto, tomamos muita chuva (apesar do guarda-chuva), tivemos que pular umas poças enormes de água. Teve uma hora que pulei e... O tênis afundou uns 5 cm no barro.
As calças ficaram molhadas até o joelho, os sapatos então, nem se fala. E mesmo com blusa de frio (que molhou um pouco) eu sentia muito frio.
Encontramos a Adriana e o Henrique. Demos uma voltinha rápida e fomos comprar uma bebida para aquecer. O Zé se animou quando viu uma batidinha de nome “capeta”. Falou que bebia dela lá em Porto Seguro. 
Com os comes e bebes em mãos, fomos sentar. Ficamos em um local (bem no centro) onde podíamos ver as pessoas que passavam. Foi quando comecei a me encantar. Muita gente estava vestindo roupas da época. Aqueles vestidos longos, algumas de plebéia. Só vi uma de mulher da corte. Tinha os homens caracterizados de todo tipo.
Eu ficava olhando e perguntando para minha irmã, quem eles estavam representando. Tinha os bobos da corte, fada, guerreiros e tinha também um rei. Esse foi o que estava mais bem caracterizado, na opinião de todos.
Ficamos por ali, caminhando, apreciando as barracas. Tinha de tudo. Roupas, bijuterias, videntes, a maioria eram barracas de comidas e bebidas. 
Mais além, saindo da estação, tinha o parque, que estava fechado. Também não ia ter as Justas. Uma pena! Acho que devia ser a atividade mais legal do evento. Tinha também a barraca de tiro ao alvo, com arco e flecha. Infelizmente a chuva atrapalhou tudo.
Já estava escuro quando ouvimos no alto falante que ia ter uma apresentação teatral. Perguntamos onde seria e resolvemos ir ver. Caminhamos por uns 10 minutos, no escuro, pisando no barro... Voltamos aos tempos medievais. Só faltava a roupa.rss
Chegamos ao local onde ia ser a peça. Um barracão escuro. Quase tivemos que entrar de barco, tanta era a água que tinha no chão. Podíamos ver lá na frente algumas pessoas sentadas, aguardando o início do espetáculo. No palco, algumas pessoas limpavam o chão (puxavam a água). Escolhemos algumas cadeiras e sentamos na 2ª fileira. Os pés ficaram um aqui e outro ali, desviando das poças de água que estavam no chão.
A peça começou com muita música e foi o tempo todo assim. Os atores cantavam, dançavam e faziam palhaçadas. Tinha até um duende muito, muito engraçado. Adorei a peça. Os figurinos então! Sempre fui fascinada por esses vestidos de época.
A peça terminou com muitos e merecidos aplausos.
Agora é hora de voltar... Para o século XXI. Rss
Ainda não!
Fomos lá para a taberna - um cantinho na estação - onde estava acontecendo muita música e dança. Uma banda tocava e o povo farreava na frente. Foi muita animação! Sentia-me em plena época medieval, apesar de não estar caracterizada.
Realmente a Adriana tinha razão. Fiquei maravilhada com tudo! 
Apesar da chuva, apesar do frio, aproveitamos o máximo que pudemos.
E até combinamos que no próximo ano, se tiver esse evento novamente, voltaremos caracterizados.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O trabalho dignifica o homem

A expressão, tão comumente usada, encontra explicação na psicologia, pois o trabalho é sim condição preponderante para a realização humana

Trabalhar é condição essencial, não somente pela manutenção financeira, mas pela dignificação da vida. Trabalhar se constitui numa parte importante da vida. E vai além do ganha-pão. Tem a ver com realização pessoal, com sentir-se útil e encontrar sentido para os dias. “A importância do trabalho na vida do ser humano vai muito além do fato de que, através dele, satisfazemos nossas necessidades básicas. O trabalho, por si só, é revelador da nossa humanidade, uma vez que possibilita ação transformadora sobre a natureza e si mesmo. Além disso, a nossa capacidade inventiva e criadora é exteriorizada através do ofício que realizamos”, afirma a psicóloga organizacional Vanessa Rissi.

De outro lado, o fato de não trabalhar pode ter consequências negativas, que afetam diretamente a personalidade. “Em razão da centralidade que o trabalho ocupa em nossas vidas, é que podemos compreender as consequências negativas do não-trabalho, da inatividade. Um sujeito sem trabalho é impedido de se realizar como homem e cidadão, o que afeta diretamente sua dignidade”, salienta Vanessa, que é mestre em Saúde Coletiva/Saúde do Trabalhador, especialista em Gestão de Recursos Humanos e professora da Imed.

Ter um ofício é primordial na vida do ser humano. Durante a própria evolução, cada indivíduo veio desempenhando um papel, o que não é diferente nos dias de hoje. “O trabalho é um meio inexorável da existência humana e constituinte da identidade do sujeito. Isto significa que cada um se torna o que é por meio do ofício que executa. Através do trabalho as pessoas podem imprimir sua marca, o seu registro. Isto tanto é verdadeiro que quando não conhecemos uma pessoa e, então, perguntamos ‘quem é fulano?’, a resposta sempre estará relacionada a função executada no mundo do trabalho: ‘ele é professor da escola x, ele é vendedor da empresa y, é médico’, e assim por diante”, argumenta a psicóloga.
Gostar do que faz
Tão importante quando desempenhar o seu ofício é gostar do que se faz. Quem realiza o seu trabalho sem estar contente com o que executa, certamente não terá empenho e sua produção será menor, além da propensão ao desenvolvimento da depressão. “Trabalhar sem sentir prazer é sinônimo de sofrimento e de adoecimento. Um trabalho que não for considerado gerador de bem-estar trará mais prejuízos do que benefícios. Não é possível que um trabalho, ao causar sofrimento, cumpra a sua função de dignificar o homem. A gênese do sofrimento pelo trabalho está, por exemplo, relacionada a fatores como conflitos constantes entre líderes e liderados, ausência de espaço para discussão, expressão e resolução de problemas e/ou fragmentação e inserção muito limitada das tarefas no processo produtivo”, ressalta.
Bem-estar no trabalho
“A sensação de bem-estar no trabalho está ligada diretamente a características como: trabalho estimulante e desafiador, possibilidade de crescimento na carreira, aprendizado e desenvolvimento, ter um bom chefe, clima organizacional positivo, remuneração e benefícios justos, entre outros”, afirma Vanessa. Por isso, tão importante quanto gostar do que se faz é desempenhar esta função num local que ofereça as condições necessárias. “Durante mais de 50 anos, os pesquisadores estudaram os fatores que satisfazem, motivam ou envolvem os seus funcionários talentosos. Abrahm Maslow, por exemplo, identificou as necessidades básicas de sobrevivência e descobriu que, quando essas necessidades eram satisfeitas, as pessoas se concentravam nas necessidades sociais e na auto-realização do trabalho. Frederick Herzberg identificou os ‘fatores de higiene’ como o ambiente de trabalho, salário e benefícios decentes como possíveis motivos de insatisfação, quando são inadequados, mas eles não são necessariamente motivadores. Se as pessoas não forem desafiadas no trabalho ou não estiverem progredindo, ou ainda, se não se dão bem com o chefe, o salário provavelmente não os reterá por muito tempo”, exemplifica.

As mulheres na praça

Todas as manhãs eu passo por essa praça. Conforme vou me aproximando dela, diminuo os passos.
Gosto de ficar apreciando o movimento, que apesar do horário, é bem intenso.
De vez em quando tem alguma criança no balanço. Nos bancos algumas pessoas ficam sentadas, descansando. Talvez enrolando um pouquinho para não chegarem tão cedo no trabalho. Eu já fiz isso.rss
Outros ficam passeando com seus cachorrinhos. Tem aqueles que fazem a sua caminhada matinal.
Dois dias da semana tem algumas bancas que vendem desde pastel, água de coco, artesanatos em geral.
Gosto de ver as árvores também. Um dia desses, peguei umas flores de Jasmim, que estavam caídas no chão. Elas são tão lindas... Com seu tom amarelo e pontas brancas. Lembrei-me de quando pegava e levava uma, para cada menina da Mansur. Colocava na base do monitor delas. Quando elas chegavam, viam e ficavam felizes.
Porém, de tudo, o que mais chama minha atenção são aquelas senhoras. Elas são de origem coreana. Todos os dias, elas estão lá.  Tem dia que estão em três, às vezes quatro. Varia.
Teve um dia que tinha mais ou menos umas oito pessoas. Nesse dia tinha alguns homens também.
Mas geralmente são somente mulheres. Tem uma (aparentemente que tem mais idade de todas) que sempre, sempre está lá.
Elas ficam ali, no meio da praça, em meio aos transeuntes, fazendo exercícios. Exercícios?
Não sei bem o que é aquilo. Também, não é por menos. Cada uma faz de um jeito.
Uma faz movimentos lentos... Tipo Lian gong. Ao seu lado uma outra está fazendo polichinelos. Enquanto isso uma outra está fazendo Ginastica Laboral. E tudo isso regado a muita conversação. Nossa, e como elas falam! Ninguém entende o que elas estão falando... Muito menos fazendo.rss
Teve um dia que veio uma mulher diferente. Diferente não na origem. Diferente porque ela sabia o que estava fazendo, ou pelo menos o que todos deviam fazer.rss
Deve ser formada em Educação Física. Ela falava e fazia gestos bem lentos, tentava ensinar e direcionar o grupo. Pensei... Que bom que alguém veio colocar ordem nessa confusão.rss
Esse foi o dia que tinha mais pessoas. Percebi que ela conseguiu manter uma sincronia. Pelo menos no curto espaço de tempo em que passei pela praça. Mas não sei não... Ela nunca mais voltou.
E assim, o tempo vai passando. O ano já está acabando, e elas continuam ali, firmes, fortes, perseverantes. Cada uma fazendo os exercícios, à sua maneira.rss
Eu me alegro quando as vejo, já me acostumei com essa cena cotidiana. A presença delas por ali, já faz parte do cenário local.