sexta-feira, 30 de maio de 2014

Rosas virtuais

E como se fosse a primeira vez... Ele ainda me envia rosas virtuais...

Rosa da Continental -  foto by José Olímpio


roseira da Continental - foto by José Olímpio

Declaração de irmãos

Esses meus filhos me matam do coração. Não tem como não ficar emocionada ao ver um revelando seus sentimentos "pelo" outro.
Explico: A Letícia deixou a casa do pai, onde dividia o quarto com o Danilo e foi morar com o Bruno, o Fernando e o Tate. O Danilo deixou uma mensagem para ela no facebook. 


Danilo e Letícia no fundo

Eu já deveria estar acostumado com tantas idas e vindas, mas é sempre tão difícil.. e o quarto mais uma vez ficou maior :s triste olhar para os lados e não ver sua bagunça, e só ver a minha, não ver as coisas amontoadas que deixavamos de lado por preguiça. triste não ver mais suas guitarras, ou seus livros. não ter ninguém pra ficar conversando de noite, decidindo se vamos fazer janta ou miojo. Mas difícil mesmo é escrever isso sem derramar uma lagrima. Você sabe o quanto sou... carente, e o quanto não queria que você fosse embora dinovo, tento por muitas vezes me fazer de durão, mas no fundo você me conhece, vai doer chegar do trabalho e jantar, sem precisar esperar você chegar do trabalho. Sem ter você pra me ajudar a tirar as fotos, ou pra brigar por causa das msks que eu colocava. Ruim vai ser acordar toda manhã e não te ver mais na cama de cima, sem aquelas brigas pra ver quem usa o banheiro primeiro, ou sem aquelas partidas no video-game. ruim saber que sobrou espaço nas gavetas da minha comoda e que agora posso ver o chão onde piso :s ruim perceber que a casa ficou vazia, assim como meu coração. te amo mana. sz 



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Desarrumação


Quando precisamos de um tempo para arrumar as coisas, a escrivaninha, o quarto, o escritório, aproveitamos o final de semana para essa finalidade. “Não, eu não posso sair. Eu tenho que arrumar minhas coisas”.
Arrumação é uma coisa importante no ato de organizar, mas há outra coisa na área do pensamento e nos ajuda bastante, que é a capacidade de desarrumar algumas certezas de vez em quando.
Joan Rostand, biólogo e filósofo francês, do século XX, dizia que “refletir é desarrumar os pensamentos”.
Parece contraditório; se imaginaria que a reflexão teria a capacidade de ordenar os pensamentos, mas essa ordenação se dá depois que conseguimos desarrumá-los. Porque a reflexão se propõe a enfrentar algumas certezas que talvez não estejam tão sólidas. É abrir a mente para outras compreensões.
Embora a finalidade da desarrumação do pensamento seja arrumá-lo mais adiante, ainda assim, não se pode descartar a importância a ideia de Rostand.
Refletir é desarrumar os pensamentos, para não deixa-los desarrumados, mas para sermos capazes depois de colocá-los em ordem, mais ou menos como fazemos com um guarda-roupa ou um armário. Tiramos tudo de dentro, colocamos no chão e botamos de volta, organizando de maneira que se possa ter facilidade de localização e manejo daquilo que se usará...

Mario Sergio Cortella (Pensar bem nos faz bem! vol.1)


Outras reflexões:

O lugar da Filosofia

terça-feira, 27 de maio de 2014

Vander Lee

Na última sexta-feira, dia 23 o Zé provou o sabor de passar mais de uma hora em pé... Em uma fila. E não foi culpa minha.rss Foi por um bom motivo e a espera compensou.
Nós fomos ao teatro do Sesi ver o grande compositor e cantor mineiro Vander Lee. Como a entrada seria de “grátis” e o teatro não é muito grande ficamos receosos de não conseguir lugar.
Começariam entregar os ingressos a partir das 19 horas. O show seria às 20 horas.
Pensamos durante a semana como faríamos para não chegar muito tarde, então, no dia o Zé decidiu ir trabalhar de carro. Sendo assim, me pegou na saída do trabalho e fomos direto ao Sesi. Por aí dá para ter uma ideia da hora que chegamos lá.rss
Conseguimos sentar na 2ª fileira, bem no meio e no caso, bem na frente de onde o Vander Lee ficaria. No palco tinha uma banqueta para ele sentar, dois violões e outra banqueta tendo em cima um copo com água “ou limonada” e uma toalha.
O teatro lotou, vieram os avisos costumeiros e segundos depois o Vander Lee entrou... Bem de mansinho, bem quietinho.  Ele pegou o violão, se assentou e começou a cantar.
Aos poucos o Vander Lee foi se soltando. Ele é bastante engraçado, carismático, canta e toca um violão maravilhosamente, além de fazer um som de “trombone” (ou trompete?) com a boca.rss
O Zé tem três CDs dele. Eu conheço somente duas músicas. Mas percebi que o pessoal ali conhecia quase todas, pois cantavam o tempo todo. Eu fiquei chateada por não conhecer mais músicas, pois, o Vander Lee é daqueles cantores que gostam de ouvir o público cantando.
Teve uma música – a que eu mais gostei, e que deixo a letra e o vídeo abaixo – que ele virava o ouvido para ouvir a plateia cantando, mas pouco se ouvia.
Mas também teve algumas que a plateia cantava de dar gosto. Deve ser muito gratificante para um cantor ouvir o povo cantando suas músicas.
Não sei quantas músicas ele cantou. Com certeza mais de dez. Como sempre tem sido nos shows, ele saiu e o público pediu bis. Ele retornou e cantou mais algumas. Uma ele falou que é do CD que está para lançar.
Eu gostei demais do Vander Lee e das suas músicas. Com certeza ele ganhou mais uma fã.
E o Zé? Claro que ficou muito emocionado por poder ver o seu ídolo pessoalmente e bem de pertinho. Acho que até esqueceu-se da fome e do tempo que ficou em pé.  


Meu Jardim
Vander Lee

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho                              
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

domingo, 25 de maio de 2014

Amadeus

Na sexta feira, dia 16 fomos ver a peça “Um Réquiem para Antônio”, e simplesmente adoramos. O Zé saiu do teatro dizendo que iria alugar o filme Amadeus que conta a história de Mozart para assistirmos. E assim o fez. Assistimos no dia seguinte.
Sei que quando o Zé chegou em casa com o DVD, vimos que era CD duplo. Ah, nem hesitamos, afinal a gente queria muito conhecer mais sobre Mozart e Salieri.
Geralmente quando vou postar sobre um filme procuro sinopses para colocar aqui e complemento com algum detalhe que eu observei e que quero acrescentar. Porém, hoje além da risada do Mozart que acredito não deve existir quem dê risada daquele jeito, nada mais tenho a acrescentar. Acho que vale a pena darem uma passadinha nos sites que linkei logo abaixo, pois tem tudo o que eu poderia dizer e com certeza muito mais.

Sobre o filme:
Lançamento: 08 de outubro de 1984 (3h0min)
Dirigido por: Milos Forman
Com: Tom Hulce, F.Murray Abraham, Simon Callow
Gênero: Comédia dramática, Histórico
Nacionalidade: EUA

Após tentar se suicidar, Salieri (F. Murray Abraham) confessa a um padre que foi o responsável pela morte de Mozart (Tom Hulce) e relata como conheceu, conviveu e passou a odiar Mozart, que era um jovem irreverente, mas compunha como se sua música tivesse sido abençoada por Deus.

Veja aqui de onde tirei a sinopse, bem como outras informações: orçamento, curiosidades, trailers.

Se não quer assistir ao filme, aqui você fica sabendo “todo” o enredo, inclusive o final. Se bem que o final todos nós sabemos, não é? ... O Mozart morre.rss

E neste site encontrei uma crítica maravilhosa do filme que vale a pena ser lida.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Um Réquiem para Antônio

Na última sexta-feira fomos ao Teatro Brasil Kirin, que fica no Shopping Iguatemi Campinas assistir a peça “Um Réquiem para Antônio”.
Mais uma vez ganhamos ingressos do Sérgio e da Karen. A dívida com eles está aumentando.rss
Bom, eu não sabia o que era réquiem, muito menos quem era Antônio. Mas quando a Karen ligou perguntando se eu queria os ingressos, já falei que sim. Em seguida mandei e-mail para o Zé dizendo que a gente tinha compromisso para a noite.
O Zé além de confirmar que iríamos, procurou a sinopse da peça e me enviou.  Bom, eu já sabia o que ia ver. Uma peça sobre Mozart e... Um invejoso!
Chegamos do trabalho, tomamos banho e fomos ao Sérgio pegar o RG. Nem deu tempo de subir pra brincar um pouco com a Dudinha. Ela desceu com o Sergio e a Milly. Ganhei presentes dela – uma boneca (dela) com acessórios e algumas folhas de sulfite, uma tinha algo parecido com um rosto. rss Guardei todos com muito carinho!
Chegamos ao Shopping ainda não eram 20hs. Pegamos os ingressos e fomos jantar.
Quando as portas do teatro abriram já fomos nos assentar. Ficamos na fileira K.
Ficamos admirados quando entramos. O ambiente estava iluminado com uma luz baixa, tocava uma música suave. Uma nuvem de fumaça pairava no ar com um aroma de incenso. No palco, já com as cortinas abertas, o cenário já estava montado. E nele podíamos ver um piano, uma mesa de bilhar, uma mesa no centro, um espelho, poltronas. Ficamos maravilhados com tudo.

Sinopse da peça:
Com texto de Dib Carneiro Neto, direção de Gabriel Villela e atuação de Claudio Fontana e Elias Andreato, “Um Requiém Para Antônio” traz na narrativa a história sobre a inveja que o compositor italiano Antônio Salieri tinha da vida e da obra do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.
O trabalho realizado por Villela traz para as encenações um Salieri sombrio, confuso e frágil em contraponto um Mozart gozador e confiante, e durante as cenas os personagens trazem para o palco um embate de ego. Os atores usam narizes de clown e figurinos que imprimem o arquétipo dos protagonistas.
Chegou o momento em que as luzes se apagaram. Depois acendeu só no palco e então vimos os atores. Estavam todos ali. Um homem sentado ao piano começou a tocar e assim foi até o final da peça. Cada um começou a desenvolver o seu papel no enredo. Primeiro conhecemos Salieri. Depois Mozart. Na verdade eu demorei pra caramba para descobrir que se tratava de Mozart. Eu não conhecia a fama dele. Aliás, não sabia (quase) nada dele. Só que foi um grande músico. Cochichei no ouvido do Zé. _Ele é o Mozart? E ele confirmou. Tinha também duas mulheres que cantaram muito. O Salieri tinha “falas” enormes. Não sei como consegue decorar. E a risada do Mozart! O que era aquilo Senhor? Confesso que nunca tinha ouvido algo parecido antes. Todos, sem exceção interpretaram maravilhosamente bem!
Desde o início o Zé e eu nos perguntávamos. O que é réquiem? Em que momento a gente vai ficar sabendo o que isso? Com paciência e prestando atenção, descobrimos no desenrolar do enredo. Pelo menos não precisamos apelar para o Google.rss
Adoramos a peça, tanto que saímos de lá interessados em conhecer um pouco mais da história de Mozart e Salieri.
Interessante que quando vimos que o teatro estava lotando, estranhamos. Essa era uma peça que nós não iríamos, se não fosse por ter ganhado os ingressos. Depois que assistimos pudemos comprovar que, o enredo, figurino, atores, trilha sonora... Foi tudo muito bem elaborado e de bom gosto! Valeu a pena! Recomendo!!

PS. Gostamos tanto que no dia seguinte, o Zé alugou o filme Amadeus - comentarei um pouco sobre ele em outra postagem.
Depois do filme a vontade era de voltar no teatro e rever a peça.rss

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2014/05/peca-um-requiem-para-antonio-tem-estreia-em-teatro-de-campinas-sp.html

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Noé


Sinopse:
Noé é uma adaptação da história bíblica da Arca de Noé. O roteiro foi escrito por Darren Aronofsky e Ari Handel e revisado pelo indicado ao Oscar John Logan (Gladiador, A Invenção de Hugo Cabret).
Noé (Russell Crowe) vive com a esposa Naameh (Jennifer Connelly) e os filhos Sem (Douglas Booth), Cam (Logan Lerman) e Jafé (Leo McHugh Carroll) em uma terra desolada, onde os homens perseguem e matam uns aos outros. Um dia, Noé recebe uma mensagem do Criador de que deve encontrar Matusalém (Anthony Hopkins). Durante o percurso ele acaba salvando a vida da jovem Ila (Emma Watson), que tem um ferimento grave na barriga. Ao encontrar Matusalém, Noé descobre que ele tem a tarefa de construir uma imensa arca, que abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra, de forma a que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada.

Curiosidades:
  • A direção é de Darren Aronofsky, o mesmo de Cisne Negro (2010) e O Lutador (2008).
  • O ator Russell Crowe (Os Miseráveis, Gladiador) interpreta Noé, enquanto Dakota Goyo (Gigantes de Aço) fará a versão jovem do personagem bíblico.
  • Emma Watson (da franquia Harry Potter) viverá Ila, uma jovem que se relaciona com um dos filhos de Noé.
  • Jennifer Connelly será Naameh e Anthony Hopkins viverá Matusalém, o homem mais velho do mundo.
  • Christian Bale esteve cotado para viver Noé, mas o ator alegou que estava com agenda ocupada filmando os próximos projetos.
  • O orçamento de Noé gira em torno de US$ 130 milhões.
 Fonte: http://cinema10.com.br/filme/noe
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-194938/

 ***
Quando fiquei sabendo da exibição desse filme nos cinemas senti vontade de ir ver. Pensava. Ah, ver esse filme no cinema deve ser demais. Tela grande, mais pessoas, além do som. Com certeza vai ser muito emocionante! E foi...
Assistimos ontem. Pegamos à sessão das 18h30min, no Cinemark - Shopping Iguatemi. Apesar de estar um tempinho em cartaz, a sala estava cheia - quase lotada.
Eu estava animada, afinal iria conhecer a história da "Arca de Noé". 
De uns tempos para cá, tenho procurado ver filmes, peças teatrais, musicais, O que tiver em cartaz, que narre a história de algo ou alguém. E dos que tenho visto, tenho gostado. Nenhum me decepcionou, pelo contrário, tenho aprendido a gostar de muitas pessoas depois disso. 
Como não conhecia quase nada sobre a história da arca de Noé, fiquei mais instigada a querer ir ver.
Quanto ao filme, conforme o enredo foi se desenvolvendo, as perguntas foram surgindo na minha mente. Como Noé conseguiu construir uma arca para caber todos aqueles animais? No filme os guardiões (gigantes) de pedra o ajudam. E outra – e outra - que melhor seria se eu fosse pesquisar. Mas quer saber? Melhor deixar quieto. Andei lendo vários comentários sobre o filme e vi pessoas se "atacando verbalmente" por contradições, ou mesmo para expor aquilo que pensam ou acreditam sobre essa história. Para mim, o que importa é "eu acreditar" que Deus é amor e que todos nós temos o livre arbítrio e que infelizmente, cometemos "faltas" por não sabermos discernir quando é Deus que nos fala.
Apesar de o filme ter bastantes cenas violentas (não sei como consegui ver), eu gostei demais. A atuação da Emma foi brilhante, sem contar do Russell (meu ídolo) que eu adoro.
Assistir no cinema foi com certeza muito impactante. Um filme imperdível.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sonhei com minha avó

Sonhei com a minha avó - por parte de mãe. Primeira vez.
No sonho teve muito mais, que (mais tarde) vou contar pro Zé. Provavelmente ele vai rir de mim. Afinal foi uma confusão de coisas e pessoas. Como sempre acontece nos sonhos!
Mas sobre minha avó, quero escrever... Para me lembrar. Ou talvez... Não esquecer.
Eu estava na minha ex-casa, onde morei por 18 anos, quando era casada com o Rubens. Meus tios foram me ver e eu não queria acompanhá-los até a rua. Não queria porque lá tinha pessoas que eu não queria que me vissem. Porém, ao olhar no pé da escada, vi que minha avó estava lá. Ela não havia subido, provavelmente por causa das escadas. Então desci e segurei no seu braço esquerdo.  A tia Suzie a segurou – apoiou – pelo braço direito. Começamos a descer lentamente rumo à rua.
Paramos na área da casa da minha ex-sogra. Estávamos eu e a Letícia e dois bebês. Um deles era a minha avó - pelo menos ela estava do tamanho de um bebê.
A Letícia queria brincar e segurar os bebês. Eu ficava lembrando-a que tinha que ter cuidado com a minha avó, porque, apesar dela ter a idade que tinha... Tinha voltado a ser um bebê. Minha avó brincava e sorria. 

Quanto tempo você esperaria por um amor?


    A pergunta tema da minha postagem está na capa do DVD do filme "O Amor nos tempos do Cólera", um filme baseado na conceituada obra de Gabriel García Márquez.

Sobre o filme:
Florentino Ariza(Javier Bardem) é um jovem poeta que trabalha como telegrafista e entregador. Ele se apaixona por Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno), uma jovem de classe média. O relacionamento entre os dois é curto pois o pai da moça assim que descobre o envolvimento a manda para uma outra cidade. Eles continuam se correspondendo, trocando juras de amor eterno. Anos depois Fermina volta para a cidade. Quando Florentino a reconhece no meio da multidão passa a segui-la e quando consegue alcançá-la fica surpreso quando ela diz que não sente mais nada por ele.

Fermina se casa com um médico que conhece quando fica doente com suspeita de cólera. Florentinho sofre muito, a mãe sem saber o que fazer pede ajuda ao tio dele para que arrume emprego para o filho em outra cidade, uma tentativa de fazê-lo esquecer o amor não correspondido. Em sua viagem Florentino tem sua primeira experiência sexual e à partir desta não pára mais. Florentino volta para sua cidade, onde é promovido se tornando um homem bem sucedido e apesar de esperar por Fermina, está sempre às voltas com uma ou outra amante. Uma noite, em conversa com um amigo, Florentino diz ter ficado preocupado pois sabia que podia acontecer de Fermina vir a falecer antes do marido. Um dia estava deitado na rede com uma bela moça quando ouve o sino da cidade tocar e percebe que algo tinha acontecido. Enfim o que ele esperou por mais de 50 anos se concretizava. A morte do marido de Fermina. Agora ele podia procurá-la. Florentino procura por Fermina e se declara novamente. No primeiro instante ela se irrita e o coloca para correr mas com o tempo acaba cedendo. E assim,  finalmente Florentino consegue ter nos braços o seu grande amor.

***

Observação:  Eu lembrava que tinha escrito (algumas palavras) sobre esse filme/livro. Acabei encontrando aqui, nos rascunhos. Ou seja, as palavras desta postagem foram escritas em algum mês de 2011. Acho que vale a pena publicar:

Comecei a ler este romance em Março/2008. Lembro que li até o momento em que Florentino encontra com Fermina e ela diz que não o amava mais. Parei, pois fiquei com muita raiva dela.
Como assim? A pessoa fica vários anos trocando correspondências, juras de amor e de repente em um simples olhar, descobre que não ama mais? 
Na época deixei de ler o livro e devolvi (era emprestado). Pode ser que eu tivesse tido essa reação por estar recém-separada. E acho que foi isso mesmo, porque hoje, passados mais de três anos, ao ver o filme consegui ter outra reação, e até mesmo compreender Fermina. Nunca vi um filme mexer tanto com meus sentimentos como este. Terminei de assistir e fiquei pensando...
Como pode um homem dizer que ama uma mulher e sair com outras? E não foram poucas - em um momento do filme Florentino diz o número de mulheres com quem havia saído - só 622. Isso porque amava a Fermina. Imagine se não amasse ninguém!
Como pode um homem tendo ouvido a mulher falar que não sente mais nada por ele, e mesmo assim esperar por ela durante tanto tempo (ele esperou por 51 anos, 9 meses e 51 dias)? Eu acredito que, neste caso, talvez ele possa ter "sentido" que as palavras de Fermina não condiziam com o que ela sentia, por isso decidiu mesmo sofrendo... Esperar por ela.
Eu acho que uma coisa é você esperar por uma pessoa (um amor), quando você tem certeza de que ela também te ama e que, só não puderam ficar juntos por motivos justos. Neste romance, no início realmente eles não puderam ficar juntos porque o pai de Fermina não aceitou, mas depois o que ocorreu é que Fermina percebeu que não amava mais Florentino. Pra mim, um motivo mais que justo para que ele desistisse dela.
O que sei é que Florentino ao mesmo tempo em que me decepcionou, me encantou. Este foi um filme que apesar deles ficarem juntos no final, não me agradou. Acho que Fermina ficou com Florentino por conveniência - medo de chegar ao fim da vida sozinha - e não porque descobriu que ele era o GRANDE amor da sua vida. 

PS. Daqui a alguns anos quero ler o livro ou assistir o filme novamente para ver se a minha reação vai ser diferente! Quem sabe assim eu possa compreender Florentino, afinal 3 anos se passaram para que eu pudesse compreender Fermina.rss

Meu aniversário

No último Domingo eu comemorei duplamente. Foi o dia do Meu aniversário e também o dia das Mães.  De vez em quando isso acontece.rss
Durante a semana o Zé organizou um jantar no apartamento da Vila União, com os filhos. Ele prometeu comprar lasanha, maionese e batatas fritas da Macarronada Italiana – que eles adoram. Então no Sábado, depois de pegarmos a Letícia no trabalho e passarmos na Macarronada, conseguimos jantar já passava das 23 horas. Percebi que eles estavam ansiosos (a Letícia mais que todos) esperando os primeiros minutos do dia 11. E quando chegou, ganhei um abraço grupal.
 Depois o Danilo me deu um cartão e a Letícia também. O Bruno já tinha me surpreendido uns dias antes, enviando um cartão pelo correio. Fiquei surpresa, e porque não dizer admirada quando recebi, afinal em dias de torpedos, e-mails, whatsApp, etc. - receber cartões é no mínimo diferente - e pelo correio então...
Ganhei uma bolsa lindíssima (da Kipling) do Zé. Depois dos abraços e presentes foi a hora da GRANDE surpresa. Os três sentaram no chão. Letícia e Danilo, cada um com um violão e o Bruno segurando o celular (que tinha a letra – e provavelmente a cifra) cantaram a música Mama das Spice Girls. Eu fiquei (feito boba) olhando, ouvindo e filmando. É muita emoção!rss
No dia seguinte O Zé e eu fomos almoçar com a mãe dele. Pedi para ele não comentar que eu estava fazendo aniversário com eles. Vergonha!
Depois de lá pegamos um bolo e fomos para a minha mãe. Milagre. Fomos os primeiros a chegar. O pessoal foi chegando aos poucos.
Dos filhos, só a Letícia foi. O Danilo trabalhou. O Bruno não foi porque tem preguiça dominical.rss O Alexandre também estava trabalhando e não apareceu por lá.
No mais, os irmãos e família marcaram presença. Com exceção da Silvana e filhos, que (infelizmente) já é de praxe não aparecerem.
Cantamos parabéns para o Marquinhos que tinha feito aniversário no dia 10, pra mim e o namorado da Dani - que fez no mesmo dia - e para o Gustavo que vai fazer dia 19.
Quanta comemoração! E eu já tinha começado durante a semana, pois na quarta-feira a Tati veio almoçar comigo e a Marcelle com a intenção de nos cumprimentar. A Marcelle fez aniversário no dia 26 de Abril. Depois na sexta-feira eu almocei com a Marcelle onde recebi os cumprimentos dela. Ou seja, quando chegou à noite de Domingo, eu já estava cansada – no bom sentido – de tantas comemorações.
Como falei o que ganhei do Zé e dos filhos, convém falar os outros que adorei tanto quanto. Ganhei um casaquinho (cor salmão) da Adriana. Fiz questão de comentar a cor porque com certeza eu jamais compraria uma blusa dessa cor. E não é que ficou muito bem em mim!! E não estou sendo convencida... Foram os comentários.rss
Ganhei blusa de frio das afilhadas Eliane e Dudinha e uma blusa da Daniele. Um colar de prata com pingente da Tati. Um kit da Natura da Marcelle. Chocolates do colega de trabalho. A Shirlei queria porque queria dividir o bolo e então me deu o dinheiro para eu comprar um presente. E hoje... Acabei de ganhar da Pri (que voltou das férias) uma camisa muito chique. Ah! Já ia esquecendo. Ganhei do Zé um cartão presente da Riachuelo, que vou ter muita calma para gastar.
Ufa... Espero não ter esquecido de ninguém.rss
Já comentei no ano passado e reforço o quanto gosto de fazer aniversário. E não é pelos presentes. Gosto de comemorar mais um ano vivido e melhor ainda quando esse ano foi “muito” bem vivido. 
Então é isso... E lá vou eu... Rumo aos 4.8

PS. Estão vendo... Acabei esquecendo. Ganhei do Alexandre (no dia que fomos pegar o RG do Sergio pra pegar os ingressos para o show da Sandy) o livro do Paulo Coelho "Veronika Decide Morrer. Ele sabia que eu "desejava" ter esse livro.rss

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Conversa no elevador

O elevador parou no andar logo abaixo do meu. Mãe (delegada) e filha entram.
Conversam sobre algo que procuraram e não encontraram.
A filha diz:
_Deve estar lá. Eu não procurei direito. Estou muito cansada.
Eu olhei para ela e pensei... Dá pra perceber.
E a mãe na tentativa de reanimá-la:
_Hoje é quinta-feira. Logo o final de semana chega e você descansa.
E a filha prosseguiu comentando sobre a aula que teria, sobre o professor...
Saímos do elevador e eu fiquei pensando. Nossa! Essa mocinha deve ter no máximo 18 anos. Só estuda. E está cansada?
Imagina a gente (no caso estou referindo a minha pessoa) que tem mais que o dobro da idade dela. Trabalha e estuda. E, além disso, tem todas as preocupações que um adulto pode ter.
Mas antes que eu ficasse compadecida de mim mesma, me lembrei nas inúmeras vezes que comento (ou melhor, fico com lamentações) com a minha mãe dizendo que estou cansada. Imagine falar isso pra ela. Eu que tenho quase metade da idade dela, e que, com certeza não passei nem um décimo dos problemas, perturbações, dificuldades, etc. que ela passou e ainda passa.
Só assim mesmo pra gente para de olhar para "o próprio umbigo" e ter empatia pelo próximo.

domingo, 11 de maio de 2014

Bocas Roxas

Bocas roxas de vinho,
Testas brancas sob rosas,
Nus, brancos antebraços
Deixados sobre a mesa;

Tal seja, Lídia, o quadro
Em que fiquemos, mudos,
Eternamente inscritos
Na consciência dos deuses.

Antes isto que a vida
Como os homens a vivem
Cheia da negra poeira
Que erguem das estradas.

Só os deuses socorrem
Com seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas.

Ricardo Reis, 08/1915 (Bocas Roxas)



***

Ricardo Reis (heterônimo de Fernando Pessoa) é o poeta clássico, de formação católica rígida e monarquista. Entre os heterônimos, tem o temperamento mais “certinho”. Sua poesia transpira fatalismo, de quem se sente marcado pelo fado antes mesmo do nascer. Por isso, acredita Reis, o melhor a fazer é aceitar o que acontece e levar a vida sem grandes alegrias, nem tristezas, evitando as paixões, porque elas passam e causam sofrimento.

P.S. O poema acima, sou eu, segundo um teste que fiz aqui.

Sim

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

Ricardo Reis,  07/1931 (Sim)


***
Ricardo Reis (heterônimo de Fernando Pessoa) é o poeta clássico, de formação católica rígida e monarquista. Entre os heterônimos, tem o temperamento mais “certinho”. Sua poesia transpira fatalismo, de quem se sente marcado pelo fado antes mesmo do nascer. Por isso, acredita Reis, o melhor a fazer é aceitar o que acontece e levar a vida sem grandes alegrias, nem tristezas, evitando as paixões, porque elas passam e causam sofrimento.

P.S. O poema acima, sou eu, segundo um teste que fiz aqui.

terça-feira, 6 de maio de 2014

O primeiro suco de couve a gente jamais esquece!

Foi no dia 25 de maio, sexta-feira. Esse foi o dia em que eu tomei o meu primeiro suco de couve. E acredito – ou espero - ter sido o último.
Vai ser ruim assim lá longe.
Quem falou para eu tomar foi minha mãe. Coisas de mãe. Eu liguei para ela na terça-feira dizendo que estava tomando remédio pra gastrite. Aí, mais que depressa ela falou:
_ Toma suco de couve! É muito bom. Melhor que remédio.
Fiz careta. Com certeza. Nem retruquei (acho) por que nem pensei na possibilidade de vir a tomar esse suco.

Eu até gosto de couve... Refogada. Ou então uma salada de couve, com cebola - temperada com limão. Agora suco? Melhor não.
Acontece que... Dois dias depois, minha amiga do trabalho chegou dizendo:
_ Margô, minha irmã falou que pra gastrite é bom suco de couve.
 Pensei. Mais uma que vem com essa ideia.
_ Obrigada pela dica, mas prefiro continuar tomando minhas cápsulas.
Não bastasse. No dia seguinte fui com o Zé jantar em um restaurante.  Engraçado que raramente eu olho o cardápio – tenho preguiça de tirar os óculos da bolsa, sendo assim, o Zé descreve o que tem e escolhemos juntos. Não sei por que, nesse dia peguei os meus óculos na bolsa e comecei a ver o que tinha para beber. E eis que, para minha surpresa, vejo escrito. Suco de couve com abacaxi.
Pensei. Ah, terceira vez em menos de três dias. É Deus que está tocando para que eu experimente. Fiz algumas perguntinhas básicas para o garçom tipo:
 _ Esse suco é bom? _ Fica muito forte o gosto da couve? As respostas foram sim e não, respectivamente. Eu acreditei e pedi o suco.
Fora de brincadeira. Nem o abacaxi. Nem mesmo os dois sache de açúcar (colocaria mais se o Zé não estivesse de olho) atenuaram o sabor. Eu só sentia o gosto da couve. Tomei tudinho por questão de honra.
Bom... Experimentei. E sinceramente... Não gostei.
Couve pra mim, só para comer.
Beber... Só se for dentro de uma cápsula!



Poucas coisas me dão prazer
Dormir é uma delas

Comer... Nem tanto!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Partida

Foi minha prima Karen que nos convenceu a assistir esse filme. E ela nem sabe disso.rss 
O Zé viu que ela compartilhou sobre esse filme (dizendo que queria muito ver) no facebook. Ele me chamou e ficamos encantados com a beleza da imagem – a mesma da postagem. Curiosos resolvemos assistir ao trailer e ficamos tentados a ver o filme.
Como era feriado, o Zé foi à locadora ver se tinha e encontrou. Para nossa sorte!

Sinopse:
Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) tem o sonho de tocar violoncelo profissionalmente. Para tanto se endivida e compra um instrumento, conseguindo emprego em uma orquestra. O pequeno público que comparece às apresentações faz com que a orquestra seja dissolvida. Sem ter como pagar, ele devolve o instrumento e decide morar, com sua esposa Mika (Ryoko Yoshiyuki), em sua cidade natal. Em busca de emprego, ele se candidata a uma vaga bem remunerada sem saber qual será sua função. Após ser contratado, descobre que será assistente de um agente funerário, o que significa que terá que manipular pessoas mortas. De início Daigo tem nojo da situação, mas a aceita devido ao dinheiro. Apesar disto, esconde o novo trabalho da esposa. Aos poucos ele passa a compreender melhor a tarefa de preparar o corpo de uma pessoa morta para que tenha uma despedida digna.


Mais um filme que se passa no Japão, levando-nos a contemplar mais uma vez aquele país e sua cultura. Nesse filme pudemos ver que Daigo morava em uma região pobre. Ele não possuía carro e morava na casa que tinha sido dos seus pais. A princípio aceita o emprego porque ganhava bem. Quando soube o que ia fazer, fez careta, tentou fugir, porém, com o passar do tempo e presenciando seu patrão em atividade, passou a entender o sentido daquele trabalho e passou a respeitá-lo.  Sofreu a rejeição da esposa e de um conhecido quando o seu trabalho foi descoberto. Mas ele permanece firme e resiste até mesmo à pressão da esposa para que desista do emprego. Com o tempo ele consegue mostrar às pessoas, inclusive a esposa como aquele trabalho era tão edificante como tantos outros.
No enredo também conhecemos pessoas e suas histórias, como a do patrão e a amiga de trabalho de Daigo. A dona da casa de banho e seu filho. Além da história de Daigo e seu pai.
A partida é um filme que teve muitos momentos especiais. Um deles é quando Daigo toca no violoncelo a “Ave Maria”, além das cenas em que ele “embala” o corpo. As famílias ali, vendo-o limpar o corpo, maquiar, etc. é estranho e ao mesmo tempo nos mostrou o respeito que eles (esses profissionais) têm pelo ser humano, mesmo quando já não existe vida em seu corpo.
Gostamos demais do filme, tanto que terminando o levamos para a minha mãe assistir, antes de devolver à locadora.
Quando ela foi ao meu trabalho levar o filme, disse que assistiu em três etapas. Perguntei por que. Ela disse que ficou com medo. Pode? Sabia que eu tinha a quem puxar.rss