quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Meu pai e a Luz

Sonho é sempre assim. A gente não lembra muito de quem estava com a gente. E o lugar, geralmente é meio confuso. Tão confuso como o que vou escrever a seguir. Mas é como me lembro.
As pessoas do sonho. Eu, meu irmão Álvaro (nego), duas das minhas irmãs – acredito ser a Shirlei e a Adriana. Mas pode ser a Silvana.
A gente estava na esquina (de cima) da rua onde morávamos. No Jardim Campos Elíseos. Estava escuro. Tive a impressão de que éramos crianças. Estávamos agachados. Parecia que estávamos escondendo – ou fugindo. Não sei de quem. Isso não importa.
Sei que o nego falou para descermos correndo para casa. E assim fizemos. Eu corria e olhava para o lado (direito) e a casa não chegava nunca. Talvez porque éramos pequenos, a distância da esquina até chegar na casa se tornou longa.
Quando chegamos no portão e começamos a entrar pelo quintal, que era cheio de árvores, uma luz intensa surgiu e iluminou meu pai, que estava ali. O nego até ralhou com ele, pois aquela luz ia nos denunciar. Seja lá quem fosse que estava nos perseguindo ia nos ver, por causa da luminosidade.
Enfim, corremos todos para dentro de casa. Primeiro meu irmão. Depois meu pai. E a luz com ele. Nele. Ou a luz era ele. Ele entrou e parou na porta. Eu e minhas irmãs entramos, passamos por ele. Foi então que uma das minhas irmãs – que pela tom de voz e jeito era a Adriana ou a Shirlei (por isso disse lá no início que acho que eram as duas). Quando eu olhei, vi que ela voltou e foi caminhando em direção ao meu pai, com os braços abertos, dizendo: _Pai, vem cá. Me dá um abraço.
Acordei! E lógico, que só quando acordei dei conta de que meu pai não está mais aqui.
Dois sentimentos:
Tristeza, por mais uma vez ter deixado meu pai passar sem trocar uma palavra com ele. Sem tocar nele.
Alegria, senti que meu pai está bem. Aquela luz me levou a pensar assim.

Melhores e Piores de 2015

E faltando menos de 06 horas para a chegada de 2016, venho aqui, nesse meu pequeno espaço, para  escrever algumas poucas palavras.
Queria ter feito uma retrospectiva desse ano. Os filmes que assisti. Os livros que li. As peças de teatro que assisti. Os passeios e viagens que fiz. Mas não deu tempo. Não tem problema.
Estão quase todos aqui registrados. Para não se perder na memória. Na minha memória.
Entre tantas coisas que aconteceram nesse ano de 2015. Coisas boas e ruins. Alegres e tristes vou registrar um de cada. Aqueles que me fizeram chorar. Ora de alegria. Ora de tristeza. 
Não desmerecendo os outros acontecimentos. O Marcos é o responsável pelos dois momentos de felicidade. Ele abriu e fechou o ano com “chave de ouro”. No início do ano, pude testemunhar a renovação do casamento dele com a Nilda. Bodas de Prata (25 anos). Celebração lindíssima, com uma homenagem emocionante da Daniele e do Gustavo. E no último Sábado, dia 26, ele foi ordenado Diácono. A cerimônia foi realizada na Catedral de Campinas. Foi linda e emocionante. Do início ao fim.
E o momento de tristeza, o maior da minha vida, foi a morte do meu pai. Sem mais palavras!
Então, momentos de alegrias e tristezas fizeram parte do meu ano. Mas com a ajuda de Deus, estou animada e preparada para a chegada de 2016. E vou recebê-lo de braços abertos.
E que seja assim! Feliz Ano Novo!!

sábado, 26 de dezembro de 2015

O primeiro Peru a gente nunca esquece

Nesse Natal eu me aventurei a preparar o Peru para a ceia.
E foi uma aventura mesmo! Marinheira de primeira viagem...
Eu fiz tudo direitinho!
Comprei o Peru na segunda-feira e coloquei no freezer. 
Eu estava bem atenta!
Já tinha ouvido falar que demora muito para assar, então estava sabendo que teria que colocar o peru horas antes, no forno.
Até aí... Tudo perfeito!
Chegou a véspera de Natal. Às 16h fomos buscar o salpicão e a farofa que eu tinha encomendado.
Tudo certinho, agora só falta colocar o Peru para assar.Tirei o Peru do freezer e comecei a ler o modo de preparo. Rasguei o pacote e vi o "bitelo" congelado. 
Juro! Quando eu e o Zé fomos comprar o Peru, eu vi "um" que estava escrito que não precisava descongelar. Que ia direto do freezer para o forno.
Diante disso, achei - pensei - que todos fossem assim.
Mas não são! O que eu comprei tinha que descongelar.
Na embalagem estava escrito, como descongelar. Duas formas: 1) 42 horas antes, tirar do freezer e colocar na geladeira. 2) No microondas.
Ferrou! Eu não tinha 42 horas. Na verdade eu não tinha mais hora nenhuma. Tinha que colocar logo o Peru para assar. Pelo menos se quisesse que ele ficasse pronto para a ceia "desse ano".rsrs
No microondas não vai dar. O Peru não coube no microondas. O nosso microondas é pequeno. Manja?
Dá para imaginar uma pessoa desesperada? E agora? 
Pensei até em lugares que poderia ter Peru assado para vender, mas antes... Corri pedir socorro ao google. E lá tinha uma outra maneira para descongelar. Colocar o Peru de molho em uma vasilha com água, e ficar trocando a água de 30 em 30 minutos.
Lá fomos nós. Embrulhamos o Peru no plástico (majipack) e mergulhei ele no tanque. Uma hora e meia ele ficou ali, mergulhado. Respirei aliviada quando vi que ele tinha descongelado. Pelo menos por fora, parecia. 
Tirei o saquinho com os miúdos de dentro. Coloquei o peru na forma e mandei pra dentro do forno.
No fim deu tudo certo. Ele assou direitinho e estava gostoso. 
O susto foi grande. Quase achei que ia ter só a farofa pra comer na ceia.rsrs
Olha o meu Peru ali...

Zé e as vacinas

Concluindo a história mordida de gato
O médico de Jundiaí receitou antibiótico e vacina antirrábica, e preencheu um encaminhamento para o Zé ir na Unicamp tomar a vacina. É... Não tinha a vacina em Jundiaí.
Como estava um pouco tarde, ele achou melhor eu ficar em casa, afinal o dia tinha sido tenso. Trocou de roupa e foi para a Unicamp. Voltou horas depois. Não tinha a vacina na Unicamp. Falaram que ele tinha que tomar no Posto de saúde. À essa altura ele já estava ficando com muita raiva. 
Segunda-feira ele foi logo cedo no Centro de Saúde. Disse que não foi fácil darem a vacina nele. Isso porque ele não tinha o cartão do SUS. Mas enfim, Aleluia... Ele tomou a 1ª dose.
Agora a indignação ficou por conta da 2ª dose que ele tomou no dia 24, no Hospital Mario Gatti.
Ele não ficou nada menos que três horas esperando. E ainda porque, segundo ele, o hospital não estava cheio. Afinal era véspera de Natal. É que, com certeza o número de médicos, enfermeiros, atendentes deve ser reduzido também.
Sei que quando ele foi me buscar no Shopping estava re-vol-ta-do. E sabem por quê?
Deram vacina errada nele. Dá para acreditar?
Ele disse que o enfermeiro chamou um monte de gente na sala. Não manda nem sentar. O Zé disse que o enfermeiro ainda fez uma brincadeira sem graça com ele, depois pegou a vacina e pah. Aplicou. 
Foi aí que olhou a carteirinha de vacinação do Zé e falou. _Vixi. Apliquei vacina errada. Vou lá ver com a doutora, o que fazer. 
O incompetente (não tem outro nome para quem faz isso, tem?) aplicou vacina contra tétano. Contra tétano ele tem que tomar em Fevereiro. 
Resultado: O Zé tomou uma vacina em cada braço. E com isso ficou mal e preocupado. E mais ainda... Revoltado. Indignado!
Fala sério! Você vai tomar vacinas contra raiva, e no fim acaba ficando com muita raiva. De muita gente. E por vários motivos!  
Bom, quando ele me contou eu não acreditei. Como assim? Então dão vacina errada e pronto? O que está acontecendo com os nossos profissionais. Muito trabalho? Falta de experiência? Falta de consideração, de amor ao próximo?
Sei lá que nome damos para isso. O que sei é que é inconcebível uma atitude dessas. E o que nós podemos fazer diante disso? 
Não sei. O que sei é que profissionais da saúde, que mexem com seres humanos não podem se dar ao luxo de errar. É muito sério lidar com uma vida. Não podem brincar de ser médico. De ser enfermeiro. Tem que ter mais responsabilidade.
Sabemos que é humano errar. Mas que dá para ficar com raiva. Ah, isso dá!

Primeiro Natal sem meu pai

Ontem foi Natal!
Ontem comemoramos o nascimento de Jesus!
Ontem também foi o dia do aniversário de nascimento do meu pai. Ele faria 72 anos de VIDA!


Meu pai faleceu no dia 02 de Agosto - pouco mais de 04 meses. Então, esse é o primeiro Natal sem ele!
E como foi? Nada fácil, com certeza!

Eu fui no cemitério, antes de ir para a casa da minha mãe. Fui lá, deixar meu abraço e minha oração para ele. 

Sinto saudades. Muitas! 

Tem horas que penso e me pergunto: Como estamos conseguindo? Como estamos superando? E me vem a certeza de que isso só está sendo possível com a ajuda de Deus, que é o nosso conforto. 

Penso também que quando for a nossa vez de partir, certamente não vamos querer nossos entes queridos, sofrendo, chorando, deixando de viver por nossa causa. E esse pensamento me faz levantar a cabeça e enxugar as lágrimas.

Também tem minha mãe. Precisamos ser fortes por ela. Com ela! Ela precisa de apoio, carinho e atenção, pois, a dor dela é maior que a de todos.

E assim, como sempre fizemos, fomos até a casa dos meus pais. Comemoramos mais um Natal. Alegres por fora, porém, tristes por dentro. Não podia ser diferente!

P.S. Hoje eu peguei o criado-mudo do meu pai. Penso em ficar com a blusa dele também. Essa aí da foto. Penso!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Mordida de gato.

Início da noite do Domingo. Último antes do Natal. E onde estou?...
No hospital, em Jundiaí.

Vim com o Zé. Ele veio buscar atendimento - nosso convênio é aqui.
Foi mordido por um gato. E que mordida!
O gato não é da mãe dele. Nem do vizinho. Já vimos eles (mãe e filhote) em cima do telhado. 
Tudo começou quando chegamos da clínica e ouvimos gato miando. O Zé foi ver o que estava acontecendo. O filhotinho (provavelmente) caiu do telhado. Estava perto do portão lateral da casa. O Zé ficou com receio do Kin pegá-lo, e quis ajudá-lo.
Primeiro plano: enxotá-lo para fora do quintal. Não conseguiu!
Segundo plano: pegá-lo. Deu nisso! ...Quando o Zé achou que o gatinho estava cansado, pegou dois panos e foi pra cima dele. Pegou-o e ao levantar e começar a andar para levá-lo para fora, o gatinho deu um bote e cravou o dente no dedo do Zé.
Aí o auê estava formado...
... O Zé foi lavar o dedo para estancar o sangue. O dedo começou a inchar. Eu fui pesquisar na internet o que fazer. 
Enquanto isso o Zé ia de um lado para o outro procurando band-aid. Sobrou até para o dona Odete que ficou pra lá e pra cá, também procurando band-aid. O Kin dentro de casa, latindo feito louco. 
No fim, o Zé encontrou a chave, abriu o portão e enxotou o gatinho para fora.
Simples né? Pensamos nisso antes? Não!
Moral da história: "a cabeça não pensa, o corpo padece".
Final da história... Ainda não acabou.rsrs

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O Silêncio das Montanhas

Terminei!! Ontem eu terminei de ler esse livro que há tanto tempo queria ler.
Lembro que eu li um trecho do livro em um site, desses de críticas literárias. Foi paixão a primeira vista.  Nos comentários escrevi que adorei, tanto que compraria o livro.
No ano passado pedi de presente de amigo secreto. Ele entre outros. Ganhei os outros. Por fim acabei comprando-o esse ano.
Não sei quanto tempo demorei a ler. Minha colega do trabalho, disse que não faz 15 dias que comentei que estava lendo. Achou que li rápido. Eu já acho que demorei. Porque, se pudesse teria lido em um dia, de tão envolvida que eu fiquei com as histórias.
E para começar, vamos a sinopse: “O Silêncio das Montanhas” é um romance épico que atravessa seis décadas, quatro países (Afeganistão, França, Grécia e estados Unidos) e conta a história de dois irmãos, Pari e Abdullah. Separados na infância, eles passam a vida sentindo a ausência um do outro. Uma trama de amor, traição, solidariedade, egoísmo, relações familiares e sobre como as escolhas de cada um influenciam gerações. Nesta jornada, como o autor diz através de um de seus personagens, “o tempo é como um encantamento. A gente nunca tem o quanto imagina”.

Engraçado que quando a gente lê a sinopse antes de ler o livro é uma coisa. Depois que lê é outra. Eu estava escrevendo-a e relembrando quando diz que passa por quatro países, quais os momentos – ou personagens que estavam nesses países.
Agora um conselho que dou é que ao ler esse livro (e alguns outros), que você tenha ao lado uma caneta e um papel, para ir anotando os nomes dos personagens, onde eles estão e em qual década. Eu não fiz isso! Resultado: Cada capítulo que começava, tinha que voltar algumas páginas para me localizar. Para entender melhor a ligação que um personagem tinha com outro. Até porque o autor começa o primeiro capítulo em 1952, já no terceiro a história que ele vai contar acontece em 1949.
Logo no primeiro capítulo o trecho que estava naquele site que citei no início e que fez com que eu me apaixonasse. No segundo capítulo, a separação dos irmãos e nos seguintes, a história de personagens que de um modo ou outro possuem alguma ligação com eles. E o final... Surpreendente. E triste! São histórias envolventes, a emoção nos consome do primeiro ao último capítulo.
Não vou me alongar mais, pois corre o risco de eu contar detalhes. Se bem que a vontade é grande.rsrs
O que posso dizer é que recomendo. Você vai se apaixonar pelos personagens e vai se emocionar com a história de cada um. Sei que quando terminei de ler, fechei o livro, dei um longo suspiro e fiquei triste. Queria tanto terminar logo, para saber o desfecho e quando isso aconteceu, queria passar mais um tempo com eles.
“O Silêncio das Montanhas” é um livro para ter na prateleira, para poder ler mais de uma vez.

Prioridades e compromissos

Eu estou brava com o Zé. E não posso dizer isso a ele, porque ele não gosta. Não escuta. Se escutar vai ficar bravo. E no fim, quem vai ficar mal sou eu, porque ele inverte as posições.
Quem acompanha o meu blog vai ver que geralmente eu conto as gentilezas que ele faz. Os presentes que me dá. E quem lê deve pensar. A vida dessa mulher é um mar de rosas. Não tem do que reclamar.
Não é bem assim. Ninguém é perfeito. Ele não é. Aliás, de vez em quando o Zé dá umas “pisadas de bola federal”. Eu também não sou perfeita. Tenho muitos defeitos. O principal é ser chata. Tento não ser, mas dependendo da situação... Não consigo.
Por outro lado, eu acho que devemos sim, enaltecer as qualidades das pessoas. E é o que procuro fazer. Mas sei também que os defeitos contam muito em um relacionamento. Às vezes mais que as qualidades. Infelizmente!
Hoje o meu desabafo é porque sinto que não sou prioridade. Não que eu queira. Mas quando a pessoa diz que você é. Você pensa que é!
O que acontece...
Tem uma loja no Shopping Unimart que acho que tem o presente (kit pinga) que a minha amiga secreta pediu. O Zé trabalha perto desse Shopping e almoça lá “quase” todos os dias. Pedi então se ele podia fazer o favor de ver se (realmente) tem o kit na loja e quanto está.
A semana está chegando ao fim e ele não conseguiu ver. Um dia porque foi almoçar com o patrão e de lá foi ao banco. No outro porque estava corrido, etc.
No fim, combinamos de ir ontem, após o meu trabalho. E então... Ele resolve levar o carro na oficina mecânica. E o final da história eu contei na postagem anterior.
Se isso é motivo para eu ficar chateada? Hoje é. Amanhã pode não ser.  
No fim, ele tentou consertar a “pisada”. Quando eu cheguei em casa, ele falou de pegar o outro carro e irmos ao Shopping. Eu não queria mais saber. Para não brigar, liguei o computador e fui trabalhar.
Depois ele saiu para comprar remédios e comer algo. Depois passou na loja 100% vídeo, pois no ano passado vimos esse kit a venda lá. Ele tirou fotos do que tinha e me enviou. Depois ligou para saber se eu queria que ele comprasse. Não tinha o que minha amiga pediu, então não quis outro.
Final da história...
Eu de bico. E o Zé “cabreiro”.

Suando frio

Fazia tempo que eu não suava frio, como ontem. A última vez foi no ano passado, na volta do Guarujá.  Vontade de fazer xixi. Esse era o motivo. Que desespero!
O combinado era o Zé me pegar no trabalho e irmos ao Shopping Unimart. Só que ele atrasou, pois levou o carro ao mecânico. Decidi então esperá-lo na padaria, que fica a três quadras (descendo) do meu trabalho.
Na padaria pedi uma vitamina, escolhi uma mesa, sentei-me e peguei o meu livro para continuar lendo. Coloquei o celular no modo “vibra” em cima da mesa. E ali fiquei.
Mais de meia hora depois eu resolvi olhar o celular. Tinha inúmeras ligações e mensagens do Zé. Liguei para ele. Ele estava bravo porque eu não atendia. Avisou que o carro não ficou pronto. Que ele ia pegar um táxi para voltar embora. E eu tinha que me “virar”.
É lógico que sai dali muito “p” da vida. Estava fora da minha rota. Estava de tamanco. Estava com vontade de fazer xixi. E agora tinha que ir até o ponto de ônibus.
Da padaria até o ponto devo ter caminhado uns 15 minutos. Parecia uma eternidade! Peguei o primeiro ônibus que passou. De onde peguei até onde desci deve ter durado no máximo 30 minutos. Parecia uma eternidade! De onde desci até chegar em casa, acho que foi no máximo 10 minutos. Parecia uma eternidade!  
Não preciso nem dizer como entrei em casa. Preciso?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Comemorando aniversário minha Dinda

Na última sexta-feira fomos comemorar o aniversário da minha dinda. Dessa vez o local que ela escolheu foi o Boteco do André, em Joaquim Egídio.
Como era dia de academia, primeiro fomos treinar. A gente não conhecia esse lugar, que fica logo na entrada de Joaquim Egídio. Chegamos por volta das 20h30min. Quando chegamos lá estavam: Sandra, Cris e outra amiga (agora não me recordo o nome).
Ficamos em uma mesa, encostada na parede. Na nossa frente tinha mais uma mesa, e três mesinhas (altas) redondas. Tipo daquelas para ficar em pé – apesar de ter banquetas. E encostados na parede, do outro lado (em frente as mesas redondas citadas anteriormente) estavam os músicos. Três rapazes e uma moça. Tocando e cantando, samba de raiz. E eu e o Zé adoramos, tanto que ficamos batucando na mesa, afinal conhecíamos (quase) todas as músicas.
Dentro do bar, a luz bem fraca, além das paredes em tons escuros e quadros de tudo quanto era tema (Espírito Santo, São Jorge...). O Zé riu, pois estava sentado embaixo de um quadro da Santa Ceia. O teto revestido com um forro marrom – ou outra cor escura.
Até comentamos que durante o dia, não deve ser muito bonito. Mas a noite, com o barulho, a agitação das pessoas, o ambiente é bastante acolhedor. Não precisa estar bem vestido para se sentir bem.
Segundo me disseram, no Boteco do André, a especialidade são as coxinhas. Vi que tinha de carne seca e outros sabores. Mas, mesmo o Zé dizendo que a massa era de mandioca eu não fiquei interessada. Ele experimentou uma. Eu dividi com ele um lanche de linguiça. Por sinal, delicioso. Para beber pedimos duas caipirinhas e para abaixar o “fogo” tomei uma Coca-Cola. Se bem que o efeito do álcool em mim, é inverso. Eu bebo e apago.rsrs
As amigas (os) da minha dinda foram chegando aos poucos. Acho que tinha umas 15 pessoas. Eu já conheço a maioria.
Fomos os primeiros a ir embora. Eu e o Zé estávamos cansados do dia corrido, e no dia seguinte eu ia trabalhar e o Zé ficar com a mãe. Ao sair minha dinda trouxe um pedaço de bolo para mim, e para o Zé.
Foi uma noite muito agradável. Estava tudo bom demais. Os músicos... Show! Gostamos tanto que pretendemos voltar outras vezes.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Compras em São Paulo

Como dia 08 (terça-feira) foi feriado aqui em Campinas, pensamos ser uma “bôa” ir para São Paulo fazer compras.
Pensamos e fomos. Gente decidida é assim.rsrs Os aventureiros... Henrique, Adriana, Eliane, Gabriel e a vela (ou mala) aqui.
A Adriana combinou de passar em casa às 6h. Acordei 5h30min. Se eu falar que não reclamei por ter de acordar tão cedo, estou mentindo. Reclamei!
Eles chegaram e tivemos que voltar para a casa deles - antes de ir pegar a Eliane e o Gabriel - que tinham ido levar o Felipe na casa da Shirlei.
Voltamos por causa do rodízio em São Paulo. O final da placa do carro da Dri é quatro (4).
Enfim, pegamos a Eliane e o Gabriel e... Pé na estrada. Fizemos uma parada para tomar um café. Chegamos à Avenida do Estado às nove horas. Agora o pior. Todas as ruas que davam acesso para chegar ao local onde tem o Feirão da Madrugada estavam bloqueadas. Sabe o que é você estar do lado do negócio e não conseguir chegar até ele? Foi assim. Conseguimos passar para o outro lado da avenida duas horas depois. E quando conseguimos o acesso para a rua que a Adriana e o Henrique costumam deixar o carro (também) estava bloqueado. Acho que foi mais meia hora para conseguir finalmente estacionar o carro. No fim o Henrique parou no primeiro estacionamento que encontrou. Já estávamos cansados de rodar de carro.
A gente não sabia: se primeiro ia ao banheiro, se comia, se comprava.
Uma hora eu estava com fome e sede. Enquanto eles andavam corredor por corredor do Shopping Azulão, eu fui lá fora e comprei um saquinho com melancia. Parei na frente e fiquei comendo.
Depois fomos para o Shopping Vautier. Ali andamos, compramos. Enquanto eles pararam para comer eu andei e comprei mais um pouquinho. Eu não quis comer. Ainda estava me lembrando da melancia.rsrs
Saímos do Shopping e continuamos a caminhada. Compra um pouco aqui, outro pouco ali. Já passava das 15h quando decidimos ir embora. Indo para o estacionamento eu comprei um potinho de curau para comer. A Adriana achava que não compensava mais ir para a Rua 25 de Março, mas eu e a Eliane queríamos ir no “Armarinhos Fernando”.
Olha, não foi fácil chegar no destino. Pegamos um congestionamento aqui. Outro ali. Fora as "entradas" erradas. Enfim, conseguimos encontrar um estacionamento não muito caro (10 reais/primeira hora) e perto de tudo, já era 17hs10min.
Bom, a essa altura não tinha (quase) nada aberto. Só uma ou outra loja. Fomos no Armarinhos Fernando. Eu e a Eliane não encontramos o que fomos procurar. A Dri fez a festa!rsrs
Final da história. Saímos da Rua 25 de Março (+/-) 18h30min. Chegamos em Campinas – na casa da Shirlei – onde o Zé me esperava, depois das 21h.
Apesar do cansaço, para mim, valeu a pena. Comprei sete blusinhas. Era o que eu estava precisando. Comprei também uma bermuda e um short. A única pena é que lá não pode experimentar as roupas, então não dá para comprar mais de uma peça. Mas dei sorte. Experimentei em casa e para a minha felicidade, tudo o que eu comprei, serviu. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Eu só queria UM código.

Eu fico revoltada. Não devia. Mas eu fico.
Estava tudo indo muito bem. Eu pagava as minhas contas pela internet, no trabalho, na minha hora do almoço. Ou no que sobra dela.
Minha conta é no banco “...feito para você”. Para mim, é que não é. Senão não me dava dor de cabeça.
Voltando ao assunto... Para fazer as transações eu “utilizava” o chaveiro (token). Isso até umas duas semanas atrás.
Semana passada ao fazer umas transações, a novidade. Agora eles mandam o código por SMS – no celular. E esse código demooooora. Enfim... Sofri, penei, mas consegui.
Mas hoje...
Sabe quanto tempo demorou cada código? O suficiente para eu perder a paciência e pedir outro. E mais outro.
Eu estou escrevendo esta postagem às 13hs37min. O último código que chegou foi o que pedi às 12hs40min. E depois dele ainda deve chegar mais uns 03. Ou 04.
Isso sem contar que nesse meio tempo, eu pedi o código por telefone. O que também não rolou. Também liguei para a atendente. Ela só me informou que o banco não estava mais utilizando o chaveiro (novidade!). E falou que os códigos foram enviados, só não constava o recebimento pela operadora. Pediu para eu verificar se tinha sinal.
Será que eu que não tenho paciência? Posso até não ter. E também não tenho tempo para perder.
Entendo que o problema (também) pode ser da operadora. Mas pra que mudar? E depois dizem que fazem as mudanças para optimizar o nosso tempo. Não sei onde.

Aniversário Nilda

Ontem foi aniversário da Nilda – minha cunhada. Ela é a esposa do Marcos. 
A Nilda é a minha primeira cunhada. Depois dela veio a Karen. E depois a Kelly.
Logo cedo, após cumprimentá-la no grupo do WhatsApp, perguntei se teria bolo. Essa é a maneira de queremos saber se o aniversariante vai estar em casa. E se espera visitas. O Marcos respondeu que sim. Teria bolo!
A minha programação era: trabalhar até (+/-) 14h. Almoçar. Ir à clínica visitar o Sr.Olympio e depois ir para a casa deles. Eles moram na Villa Flora Sumaré.
E assim fizemos. A única mudança foi que da clínica, passamos na minha mãe para levá-la também. No caminho fomos relembrando que a última vez que estivemos no Marcos foi no aniversário dele. Em Janeiro. Como o tempo voa!
Chegando já estavam lá a Karen e Kelly com as crianças: Dudinha e Nicolas. Estavam também a Eliane, Gabriel e o Felipe.
Logo após a gente, chegaram a Adriana e o Henrique. Mais tarde o Sandro também chegou.
Além do Marcos e Nilda, também estavam presentes os filhos: Gustavo com a namorada - Ana Carolina, e a Daniele com o noivo - Rafael.
Mais tarde chegou um casal de amigos da igreja e parentes da Ana Carolina.
Estava tudo muito bom. Comemos, bebemos e conversamos muito. A Nilda comprou o bolo “ninho trufado” da Sodiê que eu "a-do-ro"!
As crianças brincaram até. Não pararam nem com a chuva fina que caía.
Espero que a Nilda tenha ficado feliz com a nossa presença. 
Queria deixar registrado que o primeiro pedaço de bolo ela deu para o Marcos. Deu e disse: _O primeiro pedaço é para o meu anjo protetor! Ai... Que meigo!!


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Isso não pode. Isso é muito feio!

Existem algumas expressões ou gestos (às vezes os dois juntos) que “copiamos” (ou imitamos) de alguém.
De vez em quando eu solto um “tô nem aí”. Essa frase é do personagem Gru, do filme “Meu Malvado Favorito”.
As duas próximas tanto eu, quanto o Zé vira e mexe falamos. A primeira porque assistimos ao programa juntos. E a segunda, porque aconteceu com ele.
Então, vez ou outra a gente fala um... “eu hein!”. Essa é da “Senhora dos Absurdos”, do programa 220 volts. Aliás, esse programa era fantástico. Uma pena que acabou. Os personagens eram hilários. Sinto saudades de alguns deles.
Agora a campeã nós aprendemos com a Dudinha, minha afilhada.
Foi no aniversário dela, no ano passado. Como o Nicolas e o Felipe não foram à festinha dela, os adultos que brincaram com ela.
Ela fazia a gente (Silvana, eu, Zé e Adriana) ficar no quarto. Colocou um na cama, outro deitado no chão – entre a cama e a parede. Enfim, ela colocou cada um em um canto.
Ela deixava a gente ali e saía um pouquinho. Minutos depois voltava para ver se a gente estava (quietinhos) onde ela nos colocou. Só que uma hora ela saiu e demorou a voltar. Foi então que resolvemos sair. Um a um fomos bem silenciosos para a sala. Ela estava lá.
Disfarçamos e cada um sentou em um canto. E quando ela percebeu que estávamos ali? O Zé que estava sentado em uma banqueta, bem na “reta” dela foi quem ficou com a bronca.
Ela parou na frente dele, olhou bem para ele, e disse: _Porque você saiu de lá, tio Zé? E depois, balançando o dedo falou: _Isso não pode. Isso é muito feio! O Sergio que estava do lado disse: _Ela está brava.
O Zé ficou meio sem graça. Eu com receio dela virar para o meu lado e lascar bronca em mim, também. Mas não, ficou só para o Zé mesmo.rsrs
E depois desse dia, quando um ou outro fala (ou faz) alguma coisa que não é legal, é automático. Isso não pode. (dedo balançando). Isso é muito feio!
Dudinha e Zé


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O Zé aprontando.

Pensa em uma pessoa que quase morreu de vergonha? Eu! Agora há pouco.
E quem me fez passar vergonha? O Zé!
Mas não foi intencional. Ou foi!?
Ele mandou entregar um lindo buquê de rosas, para mim. No meu trabalho!
E bem na hora que tocou a campainha, meu patrão estava na cozinha – de onde dá para ver a porta de entrada. E ele estava com o Fábio, que presta serviços de TI para o escritório.
Imaginem a zuação. Deles, e das meninas. E aí vieram as perguntas:
_ Margô, por que ganhando rosas? Hoje é dia de alguma coisa?
_ Sim. Hoje é dia 02. Foi em um dia 02 que nós (eu e Zé) nos conhecemos. Em uma noite de inverno - 02 de Julho de 2011.
Ou seja, hoje comemoramos 04 anos e 05 meses de...
... Primeiro olhar, primeiro abraço, primeiro beijo (não falei isso para eles).
Uns cinco minutos de zuação, e todos voltaram para o seu trabalho.
E eu fui colocar o buquê na água.
Eu fiquei envergonhada. Isso é fato. Mas acima de tudo fiquei feliz e emocionada. Até porque, nesses anos todos, inúmeras vezes ele me deu flores. Só que dessa forma... A primeira.

Veronika Decide Morrer - Trecho 2

Existem coisas que são governadas pelo bom senso humano: colocar botões na frente da camisa é uma questão lógica, já que ficaria muito difícil abotoá-los de lado, e impossível abotoá-los se estivessem nas costas.
Outras coisas, porém, vão se impondo porque cada vez mais gente acredita que elas têm que ser assim. Vou lhe dar dois exemplos: você já se perguntou por que as letras de um teclado de máquina de escrever são colocadas naquela ordem?
_ Nunca me perguntei isso.
_ Chamemos esse teclado de QWERTY, já que as letras da primeira linha estão dispostas assim. Eu me perguntei o porquê disso e encontrei a resposta: a primeira máquina foi inventada por Christopher Sholes, em 1873, para melhorar a caligrafia. Mas ela apresentava um problema: se a pessoa datilografava com muita velocidade, os tipos se chocavam e travavam a máquina. Então Sholes desenhou o teclado QWERTY, um teclado que obrigava os datilógrafos a andarem devagar.
_ Não acredito.
_ Mas é verdade. Acontece que a Remington – na época, fabricante de máquinas de costura – usou o teclado QWERTY para suas primeiras máquinas de escrever. O que significa que mais pessoas foram obrigadas a aprender esse sistema, e mais companhias passaram a fabricar esse teclado, até que ele se tornou o único padrão existente. Repetindo: o teclado das máquinas, e dos computadores, foi desenhado para que se digitasse mais lentamente e não mais rápido, entendeu? Vá tentar trocar as letras de lugar e não encontrará um comprador para o seu produto.
Quando vira um teclado pela primeira vez, Mari perguntara-se por que não estava em ordem alfabética. Mas nunca mais repetira a pergunta – acreditava que aquele era o melhor desenho para que as pessoas datilografassem rápido.
_ Você conhece Florença? – perguntou o Dr.Igor.
_ Não.
_ Devia conhecer, não está muito longe e ali está o meu segundo exemplo. Na Catedral de Florença, há um relógio belíssimo, desenhado por Paolo Uccello em 1443. Acontece que esse relógio tem uma curiosidade: embora marque as horas, como todos os outros, os ponteiros andam em sentido contrário ao que estamos acostumados.
_ O que isso tem a ver com minha doença?
_ Eu vou chegar lá. Paolo Ucello, ao criar esse relógio, não estava tentando ser original: na verdade, naquele momento havia alguns relógios assim, outros com os ponteiros andando no sentido que hoje conhecemos. Por alguma razão desconhecida, talvez porque o Duque tinha um relógio com os ponteiros andando no sentido que hoje conhecemos como “certo”, este terminou se impondo como o único sentido, e o relógio de Uccello passou a ser uma aberração, uma loucura.


Em "Veronika decide morrer", p.152-154

Veronika Decide Morrer - Trecho 1

_ Você está vendo o que tenho no pescoço?
_ Uma gravata.
_ Muito bem. Sua resposta é lógica, coerente com uma pessoa absolutamente normal: uma gravata!
“Um louco, porém, diria que eu tenho no pescoço um pano colorido, ridículo, inútil, amarrado de uma maneira complicada, que termina dificultando os movimentos da cabeça e exigindo um esforço maior para que o ar possa entrar nos pulmões. Se eu me distrair quando estiver perto de um ventilador, posso morrer estrangulado por este pano.”
“Se um louco me perguntar para que serve uma gravata, eu terei que responder: para absolutamente nada. Nem mesmo para enfeitar, porque hoje em dia ela tornou-se símbolo de escravidão, poder, distanciamento. A única utilidade da gravata consiste em chegar em casa e retirá-la, dando a sensação de que estamos livres de alguma coisa que nem sabemos o que é.”
“Mas a sensação de alivio justifica a existência da gravata? Não. Mesmo assim, se eu perguntar a um louco e a uma pessoa normal o que é isso, será considerado são aquele que responder: uma gravata. Não importa quem está certo, importa quem tem razão.”

Em "Veronika decide morrer", p.84-85

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Veronika Decide Morrer


No último domingo finalmente eu consegui terminar de ler este livro. E a demora nem foi por não estar gostando. Pelo contrário, gostei muito. Só não conseguia arrumar tempo para ler.
Aliás, acho que encontrei uma maneira de manter em dia as minhas leituras, (pelo menos vou conseguir ler os livros que estão na fila aguardando a vez). Toda noite (ou quase toda) sento-me na cama e leio, nem que sejam 20 minutos.  Por enquanto está funcionando.rsrs
Voltando ao livro... Ganhei de presente do Alexandre. No aniversário do ano passado. Como falei no início, eu o achei muito bom.   

Mas antes de fazer meus comentários vamos a sinopse: Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.
Só que ela acorda – e no Sanatório de Villete, o lugar de onde ninguém jamais havia fugido. Logo fica sabendo que só teria alguns dias de vida, e isso lhe desperta emoções até então desconhecidas.

Mas não foi o fato de saber que tinha poucos dias de vida, que fez com que fosse despertado em Veronika emoções antes desconhecidas. Foi o seu encontro com Mari, Zedka e Eduard. Mesmo com pouco tempo de convivência com eles, a experiência que eles passaram para ela, cada um contando a sua história de vida - antes de Villete, o que viveram ali e o que esperavam do futuro - fora de Villete, fizeram com que Veronika começasse a ver um outro lado, chegando a se arrepender por ter tentado tirar a própria vida. Só que agora era tarde demais! 
O que mais me impressionou nesta história, é de como consideramos que nós somos normais, e aqueles que vivem em sanatórios que são loucos. Não é bem assim! Eles só têm coragem de dizer a verdade... A "realidade" das coisas. 
Impressionou-me também saber que o livro foi inspirado em experiências próprias de Paulo Coelho, que escreveu Veronika decide morrer para questionar o significado da loucura e celebrar os indivíduos que não se encaixam nos padrões do que a sociedade considera “normal”.
Sinceramente, depois que li esse livro, fiquei pensando em quem é louco. Se são aqueles que estão nos sanatórios, ou se somos nós, que estamos aqui do lado de fora.rsrs
Nas duas próximas postagens, irei transcrever os trechos do livro que me fizeram refletir, e pensar dessa forma.

Dezembro


E todo ano é assim. Eu fico ansiosa esperando chegar Dezembro. E quando ele chega eu fico feliz, e triste ao mesmo tempo. Triste não é bem a palavra. Eu fico agoniada. E no final desiludida.
Quer saber, eu acho que é muita espera pra pouco tempo. Não sei se para todo mundo é assim. Pra mim, é! Eu espero, espero, espero. Ele chega e nem consigo curtir o suficiente. É confraternização aqui. Confraternização ali. E com isso Dezembro chega e já vai embora.
Eu acho que Dezembro deveria durar uns 03 meses. No mínimo!