quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Véspera de Ano em Caxambu

Dia 31. Véspera de Ano Novo. Quem diria! Após mais de 20 anos, sem nunca deixar de passar com a família, este ano, seremos somente Zé e eu. Se estou inteiramente feliz? Não! Queria estar com todos. Mas, devido a pandemia, não existe alternativa.

Após o café da manhã, saímos para caminhar. Fomos na Praça das Águas. O ingresso está R$ 5,00 (inteira) e R$ 2,50 (meia). O que fizemos diferente desta vez foi ir no Balneário. O Zé fez reflexologia e eu massagem.













Almoçamos no restaurante Santa Clara, o de sempre. E depois voltamos para o hotel para descansar. Não sei se comentei nas outras postagens sobre esta cidade, mas Caxambu é assim. Faz um calor escaldante durante o dia. Por isso depois do almoço vamos para o hotel. O quarto é bem fresquinho que nos permite um sono gostoso. E é bastante silencioso também. Agora a noite é sempre fria.






No final de tarde, tomamos banho, nos trocamos e ficamos enrolando até dar a hora de irmos no calçadão. A gente queria chegar umas 9h30min, pois ficaríamos até meia noite.






O Sr.Francisco falou que haveria queima de fogos no morro do Mirante. Acho que todos sabiam disso, pois o calçadão estava muito movimentado. Muitos jovens, famílias, casais. Todos esperando a virada de ano.





Foi muito lindo! Todos muito alegres. Não tem como não ficar, não é? Parece que com os fogos, as luzes, somos motivados a acreditar que tudo será melhor.

E é com esse pensamento que finalizamos nossa noite e nosso início de um novo ano. Cheios de alegria, esperança e expectativa por dias melhores.

E 2020 vai embora... E o que eu aprendi.

E nas últimas horas deste ano atípico, encerro com alguns aprendizados e algumas observações. Sobre a Covid-19 e o ser humano.

Deu para perceber que o vírus não escolheu sua vítima pela faixa etária (no início eram só os idosos), pela cor de pele (teve uma fase que diziam que as pessoas de pele negra eram mais suscetíveis), pelo tipo sanguíneo (não lembro o tipo, mas falou-se de que um dos tipos sanguíneos estavam fora de risco), gênero sexual, ateu ou religioso, rico ou pobre, analfabeto ou doutor, pessoa medrosa ou corajosa. Com certeza os mais idosos e os que possuíam comorbidades foram os mais atingidos, mas, no geral, não houve e não há regras. 

No início disseram que o vírus veio para mudar as pessoas. Para melhor. Para o bem! Não foi bem isso que aconteceu. Quem tinha - bens e dinheiro - e não dividia com os outros, continuou assim. Quem era pessimista, continuou assim. Quem só sabe criticar tudo e todos, continuou assim. Com raras exceções, foram muito poucas as mudanças para melhor. 

Vi muita hipocrisia, muitos julgamentos, muitas críticas e muitas incoerências sem fundamento:

- Uma colega disse que a irmã vive a criticando porque ela vai à igreja, mas a irmã viaja e passeia para todo lugar.

- Vi gente criticando quem viajou nas férias do trabalho, ou mesmo para desestressar... Mas não falou nada quanto a pessoa ir trabalhar. Às vezes pegando coletivo lotado. 

Aqui vale aquele velho ditado: muitos veem as pingas que você toma, mas não veem os tombos que você leva.

- Pessoas não podem (não querem) receber os parentes e amigos para jantar ou tomar café na sua casa... Mas podem sentar nos restaurantes. Com os mesmos?

- Foi um ano complicado, não só pelo vírus em si, mas pela confusão entre governantes e população. Cada um querendo saber mais que o outro. E as brigas nas redes sociais continuam. Cada hora é um assunto. No momento é a vacina. 

Apesar de tudo eu termino este ano feliz e muito grata a Deus por ter sobrevivido a este vírus. Ele não me afetou totalmente. As consequências dele sim. Fiquei um pouco irritada e amarga. Porque não dá para ser totalmente alheia aos acontecimentos.

Enfim... Foi um ano difícil, mas poderia ter sido pior se eu me entregasse ao medo. Ao desânimo. As críticas. As notícias ruins.

E assim me despeço de 2020... Um ano inesquecível, mas que não deixará saudades!

E para 2021 só peço muita saúde e paz! Para mim e para todos!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

De Ouro Preto a Caxambu

Após o café da manhã o Zé fez o check-out e partimos. Próximo destino... Caxambu. Zé já tinha ligado para o Sr.Francisco e fez as reservas para ficarmos lá até dia 01.

Antes de ir para Caxambu, fomos visitar a cidade de Mariana. Zé também queria fazer um passeio em uma Mina. Em Mariana, mal descemos do carro. A cidade estava muito deserta. A igreja principal (segundo o Zé) estava em reforma. A igreja ao lado dela, na porta tinha vários guias, só esperando a gente chegar para oferecer os serviços. Tempos de crise.  





A mina não visitamos. Sabe por quê? Estavam cobrando 100 reais o ingresso. E idoso pagava 70 reais (segundo a recepcionista o ingresso normal é 140 reais). E para piorar (porque achamos caro) só podia pagar em dinheiro.

E assim começamos a viagem com destino à Caxambu. Paramos na “Empadas Real” para utilizar o banheiro. Pedimos para esquentarem as empadas que compramos antes de ir para Ouro Preto. Pois é! Fomos e voltamos com as empadas.rsrs

Quando passava um pouco das 15h paramos para almoçar. Um restaurante muito espaçoso, com uma linda vista. Uma refeição Self-service (por quilo) deliciosa.





Continuamos a viagem. A gente nem tem pressa quando estamos nas estradas de Minas. A paisagem é sempre muito linda. Muitas montanhas. Muito verde. Dá para ver o céu, ora azul sem nuvens. Ora azul com nuvens. Ora fechado. Tudo isso junto, reverberam uma sensação de paz muito grande. 



Chegamos em Caxambu com chuva. Que parou minutos depois. Passava das 17h. O Sr.Francisco, que trabalha na recepção do hotel nos deu a chave do quarto, o mesmo de sempre.rsrs 

Descarregamos a mala, saímos na sacada para ver se tudo estava como antes. Se o Cristo continuava lá em cima, no morro.rsrs


Depois fomos um pouco na praça. Para ver como estava a cidade, afinal dia seguinte seria véspera de ano. Mas até que não estava muito cheia não. Passeamos um pouco pelo calçadão e decidimos comer açaí, que foi o nosso jantar.


A noite não saímos. Não precisava. Só de estar nesta cidade a gente já sente que nada mais precisa ser visto ou feito. O que importa é viver cada minuto. Sem pressa. Sem regras. Só relaxar e curtir. E dormir.rsrs

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Ouro Preto

Dormi maravilhosamente bem. A cama muito aconchegante. Um travesseiro maravilhoso (até tirei foto para ver se compro igual para mim). Só apanhei um pouco a noite, para ir ao banheiro, pois, como falei, a porta abre para fora. Muito esquisito.rsrs 

O café da manhã é servido no “Ópera Café”, que fica anexo à pousada. Nós entramos nele por uma porta que fica na recepção.  O café para os hóspedes da pousada é servido das 7h às 10h. Após esse horários eles abrem para o público em geral.





Após o café saímos pela cidade. Sem rumo.

Primeira parada foi na Igreja São Francisco de Assis, que estava aberta. Para entrar paga-se uma pequena taxa (R$ 10,00) e pudemos apreciar seu interior que é lindíssimo, com muitas obras em madeira entalhada e dourada, composto pelo altar-mor e por seis altares laterais. No teto da igreja, uma pintura cheia de detalhes, de Nossa Senhora rodeada por vários anjos. Nesta igreja pudemos ver algumas obras do Museu de Aleijadinho.








Passeamos na tradicional feirinha com artigos feitos de Pedra Sabão.

Praticamente em frente a feirinha, entramos em uma casa para conhecer onde morou Tomás Antônio Gonzaga, jurista, poeta e inconfidente que viveu na casa de 1782 a 1788. Gostamos da vista das janelas.






Quando a fome bateu almoçamos em um restaurante que tinha uma comidinha básica e preço bom. Após o almoço fomos para a pousada, descansar um pouco e recobrar as energias para gastar mais tarde.







E o dia foi de caminhada. No final da tarde voltamos naquele trecho que tem uma bela vista e de lá descemos para conhecer uma igreja que dava para ver dali. É a Basílica Nossa Senhora do Pilar que como todas as outras, estava fechada. Passamos por ruas tão estreitas que a gente tinha que encostar na parede para que o carro pudesse passar. Muitas subidas e descidas. E por onde a gente andava, chegava em uma Igreja. Acho que vimos umas sete delas.








A noite jantamos no restaurante “Taberna Music Bar”. Ele fica no porão de uma loja. Um ambiente escuro. Com música ao vivo. A gente estava ali dentro e por um momento pensamos se estávamos mesmo em plena pandemia. Porque um ambiente daquele não deveria funcionar. Fechado ao extremo. Ali dentro só têm dois tipos de pessoas: As que não têm medo do vírus e os irresponsáveis. E olha que tinha bastante gente.




Saindo do restaurante ficamos sentados na praça, nos pés da estátua de Tiradentes, curtindo a noite, vendo as estrelas, as pessoas que por ali passavam (e não eram muitas). Estávamos nos despedindo desta cidade encantadora. Quem sabe ainda voltaremos para visita-la.