domingo, 30 de dezembro de 2012

Monte Alegre do Sul e Poços de Caldas

Sempre viajamos entre o Natal e Ano Novo. E esse ano não poderia ser diferente. Fomos passear em Monte Alegre do Sul e depois Poços de Caldas. Em Monte Alegre ficamos no Hotel Fazenda Serra Verde. O Zé queria muito ir lá. Nos tempos em que ele fazia passeios de moto, chegou a levar o pessoal lá. Então sabia que era muito bom.
De lá fomos para Poços de Caldas. Decisão de última hora. Tanto que em Poços ficamos no íbis Hotel, pois, ali é sempre certeza de conseguir hospedagem.
Não tenho muito que falar dos dois lugares porque geralmente escrevo sobre a viagem dias depois. Era o que eu ia fazer. Rever as fotos e com elas, escrevendo quase que dia a dia, ou passo a passo a viagem. Porém, para a minha infelicidade, perdemos todas as fotos. Antes mesmo de eu colocar no facebook, ou qualquer outro lugar – nas nuvens. Estava no nosso computador e sabe lá o que aconteceu... Sumiram.
Eu nem ia escrever sobre essa viagem, só que hoje – dia 10 de março de 2017 – eu resolvi organizar meu blog. E verificar as viagens que fizemos nos finais de ano. E não encontrei postagem do final de 2012. Fuçando no facebook do Zé, encontrei a única foto que restou de lembrança. Foto que ele colocou no perfil enquanto ainda estávamos em Monte Alegre.
Então fica aqui mais para registrar as viagens que fizemos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Difícil ser mulher


Não é de hoje que venho reclamando da minha condição de mulher. Meu Deus, como é difícil ser mulher!
Não é só pelo custo, mas também pelo tempo que tenho que dispor para alguns cuidados pessoais. É manicure, depiladora, cabeleireira...
Fiquei sem almoçar, aliás estou sem almoçar (por isso resolvi desabafar, colocar pra fora o que há meses vem me incomodando), por este pequeno motivo: fui fazer sobrancelha e buço. Minha indignação aumentou desde o último Sábado. Marquei de fazer algumas mechas no cabelo. Preciso fazer isso para disfarçar por mais tempo os fios brancos, acho que se não fosse por isso não faria. O meu atendimento que estava marcado para às 13hs foi acontecer mais de 2 horas depois. Durante o processo fui aconselhada a fazer “reparação nos fios”. Pensei...  o que é meia horinha e 50 reais a mais, lembrei da frase “quem está na chuva é pra se molhar” então aceitei o conselho.rss
Acabei por sair do salão depois das 20hs. Não tem como não protestar é muuuito difícil ser mulher.
Gostaria de poder deixar de fazer essas manutenções, já fiquei por anos fazendo somente 1/3 do que citei acima. Mas isso era outra época... vivia um outro tipo de vida além do que, os tempos mudaram.
Hoje em dia são tantos os tratamentos estéticos oferecidos no mercado (que por enquanto não me apetecem), que variam desde a aplicação de silicone (em tudo quanto é parte do corpo), lipocavitação, drenagem linfática, carboxiterapia, peeling e por aí vai, ou melhor... pelo corpo vai.
Acredito que pra aderir à tudo isso só sendo “muito rica” e tendo “muito tempo” e em alguns casos um “pouco de coragem”.  Eu, por enquanto não tenho nenhum dos três... que bom! rss
Concordo que ficamos mais belas, femininas e atraentes, mas que não é fácil, NÃO É!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Meu "primeiro" KOBO


Minha história com o Kobo começa assim:

Dia 27/11 às 11:50hs recebo um e-mail do meu futuro marido:
PS.: daqui há alguns (poucos) dias, vou te dar um presente que (acredito) você vai gostar... já encomendei.
comentário: ele fez isso porque eu estava um pouco cansada (devido a semana de provas na faculdade) e um pouco triste e desanimada com o meu trabalho.

Mais tarde às 14:59hs outro e-mail:
O que comprei prá você?... é "surpresa"!! (...rsss!)... não fique ansiosa não... é uma "coisa pequena" (...mas comprada com muito carinho, pensando em te fazer "um mimo"!) comentário: como eu fiquei "um pouco" curiosa, questionei-o sobre o que seria "o mimo".  Por fim até brinquei, perguntei à ele se sempre ganharia um mimo quando estivesse triste.rss

Graças a Deus tinha um fim de semana com viagem marcada que me manteve menos ansiosa.
A encomenda chegou no dia 05/12. Fiquei surpresa (mesmo) afinal não tinha a menor idéia do que seria esse aparelho. Estamos conhecendo o Kobo aos poucos (e a cada dia que passa me apaixono mais por ele), no mesmo dia compramos um livro para ver como funciona e também já baixei um gratuito, comecei a ler e utilizar algumas ferramentas disponíveis.
Pesquisando no google sobre ele, encontrei esta matéria  interessante.
O que sei é que estou adorando esta novidade e o melhor de tudo é saber que vou "carregar" um monte de livros sem peso algum e colocar minha leitura em dia!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Não - número 1





De hoje em diante vou dizer NÃO a “tudo” que me incomoda... ...que me faz mal.


E pra começar:


1 – Leite com Café


Justificativa: Me dá dor de barriga!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

As ausências do mundo



“Queria simplicidades. Coisa pouca. Colo de mãe, olhar atento a me fitar, como se nesse exercício simples de amor pretendesse me saber de cor. Feições decoradas de tão olhadas, olhar de proximidade e vagareza, amor de entranhas e prolongadas carícias. Queria encosto de ombros aquecidos, mãos de mulher sobre minhas faces adormecidas, voz serena a confidenciar-me segredos, propondo postura, ensinando lisuras, registrando caráter.”

Extraído do livro "Orfandades" - Pe.Fábio de Melo

terça-feira, 31 de julho de 2012

Tem presentes que a gente nunca esquece!

"Afinal, tudo quanto o homem tem é na realidade um presente."
(Christoph Martin Wieland)

Aprendi com a minha mãe à ser agradecida por tudo e por todos. Ela sempre dizia para agradecer mesmo que ganhasse uma agulha (agulha?... acho que porque ela é costureira.rss).

Então, primeiramente agradeço a DEUS pelos maiores presentes: Meus pais, meus filhos, meus irmãos/irmãs e toda a extensa família, que cresce a cada dia.
Agradeço também por ELE me dar mais uma chance de ser feliz, me presenteando com um homem maravilhoso que é o Zé e espero ser, e fazer ele muito feliz!

Essa história de escrever sobre “presentes” começou após eu ter ganhado (no último ano) estes 3 “presentes” inesquecíveis, que me deixaram imensamente feliz(não desmerecendo os outros).  
No Natal, ganhei dos meus filhos 3 livros: 1001 Livros para ler antes de morrer, 1001 filmes para assistir antes de morrer e 1001 discos para ouvir antes de morrer. Estes eu “pedi”, estava namorando fazia um tempo. São quase 1000 páginas cada um, provavelmente não vou ver os 3 antes de morrer.rss
Esses 2 últimos ganhei do Zé. Ele comprou estes presentes sem saber que eram os que mais me apeteciam, e merece créditos principalmente porque estamos juntos há pouco tempo. Nós temos muito disso, saber o que o outro quer, o que o outro gosta mesmo sem ele falar... coisas de “alma gêmea”.rss
Então vamos lá... no meu aniversário ganhei um relógio de “presente de aniversário”, sempre gostei de relógio. Gosto tanto que, quando comecei a trabalhar (isso foi em Setembro de 2007), fui à loja e comprei um relógio de pulso e me dei de presente, tenho e uso ele até hoje, agora alterno com o que ganhei.
Agora o “the best” que me levou a querer escrever tudo isso, é um conjunto com 5 mini-perfumes importados da marca Carolina Herrera, o Zé trouxe quando fez uma viagem à trabalho para o México, do dia 08 à 14/07/2012. Na verdade ele comprou 2 conjuntos, um para mim e um para a Letícia e falou para eu escolher. O outro, um conjunto com lindas miniaturas da marca Salvador Dali. Foi muito difícil escolher. Os frascos são lindos. As fragrâncias, hummmmm. Como tinha ganhado uma colônia Salvador Dali de presente de aniversário da Letícia, escolhi o conjunto Carolina Herrera. Como são 5, cada dia uso um... me sinto uma mulher internacional.rss


E para não ficar chato, pensarem que só esses presentes me agradaram, resolvi “puxar” da memória alguns outros presentes marcantes (dos últimos 20 anos) até porque antes disso vai ficar difícil.rss
Lembro que ganhei da Adriana em uma das vezes que ela voltou do Japão um box com 4 CDs de músicas dos anos 60, tenho 3 deles, 1 infelizmente emprestei para um amigo radialista e nunca mais vi... os dois.
Também ganhei muitos presentes do meu ex-marido,  alguns acabei dando quando me separei, entre eles 1 meia-aliança de pérola e um anel-chuveiro de rubi.
Logo depois da separação, ganhei o primeiro perfume “chique” da minha vida, foi dos meus filhos... colônia Thaty do Boticário, não lembro se foi de aniversário ou de Natal.
Acredito que estes “presentes” foram os mais marcantes, pelo menos é o que me recordo, no momento.
P.S. Por isso hoje anoto (quase) tudo aqui no meu Blog... para não esquecer.

E concluo com esta outra frase, que é bem o que a minha mãe ensina: "Aprecia qualquer presente que alguém te der." (Erasmo de Rotterdam)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Então é você


Então é você
Música: Estrela Ruiz Leminski
Letra: Alice Ruiz


Então é você
que bem antes de mim
diz o que eu queria dizer
tão bem quanto eu diria.
E quem diria?
ainda melhor

Acho que teu nome é poesia
e por isso todos te chamam

Então é você
tua simples presença
preenche a minha existência
me faz ver o que eu não via.
E quem diria?
ainda melhor

Acho que teu nome é vida
e por isso todos te querem

Então é você
que quando fala
instala a compreensão
de tudo que eu seria.
E quem diria?
Ainda melhor

Acho que teu nome é amor
e por isso todos te amam

E quando todos te chamam
quem sou eu pra não chamar?

E quando todos te querem
quem sou eu pra não querer?

E porque todos te amam
“eu sei que vou te amar”


Esta foi uma das poesias declamadas pela cantora e compositora Zélia Duncan  no Sarau Poético Musical (veja mais) realizado no dia 19/07/2012 às 19hs no Sesc Campinas.
Zélia leu vários poemas e cantou algumas canções e, apesar de ter escolhido os poemas que iria ler, no palco se empolgou e acabou lendo alguns outros que não estavam na programação. Para a nossa felicidade!
Estava uma noite gostosa, fria lá fora e, aconchegante dentro do espaço onde aconteceu o Sarau. Foram distribuídos mais de 1000 ingressos. No salão, 2 fileiras de pufs e o restante de cadeiras. Como chegamos cedo, conseguimos o puf. No ambiente, pouca luz. Eu e o Zé  sentados, quase que deitados, ouvindo poesias declamadas ou cantadas na voz suave de Zélia, foi quase como estar no paraíso. Deu até um soninho...

Desde este dia, minha admiração por Zélia aumentou. Além de ser dona de uma voz singular, é muito carismática, brincalhona  e bastante sensível à poesia.
Não conhecia as obras de Alice, no dia do evento pesquisei na internet e visitei o site, gostei demais, agora, com certeza o site faz parte dos meus favoritos e Alice dos meus ídolos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Bilboard - trechos de canções coroadas como "Song 1 do ano"de 1958 a 2011

Enquanto cozinhava, meu filho Bruno estava no computador navegando e fazendo o que ele mais gosta, vendo vídeos musicais no YouTube. Começo então a ouvir músicas de variadas épocas, de todas as fases da minha vida: infância, adolescência, fase adulta, casada, mãe, separada...
Mais que depressa fui saber o que ele estava vendo e ouvindo. Fui vendo e já falando: _ Salva nos meus favoritos.rss
Depois que terminei meus afazeres vim conferir e, desde então, aqui estou. Ouvir um trecho de cada música e rever grandes nomes está sendo bom demais.
Só para aguçar a curiosidade de quem passar por aqui, vou citar alguns:
1958 - Domenico Modugno - Nel Blu Dipinto Di Blu
1967 - Lulu - To Sir With Love
1968 -The Beatles - Hey Jude
1970 - Simon & Garfunkel - Bridge Over Troubled Water
1977 - Rod Stewart - Tonight's the Night
 Parei aqui, pois quando cheguei nos anos 80, deu vontade de colocar todas. Estava eu nessa época entre meus 13 e 20 poucos anos, idade boa!rss E nem é por mim, sei que as músicas dessa época até hoje são tocadas em rádios, baladas, difícil ver alguém que diz não curtir músicas dos anos 80.
Achei que nos anos 90 eu não havia curtido muito música. Nessa época eu estava com os filhos, todos pequenos, mas revendo percebi que não, curti e muito. Lembrei do Coolio - "Gangsta's Paradise" -1995, na época, quando ouvi, me apaixonei. É claro que recebi críticas mas, nem liguei, a gente não escolhe "pelo quê" ou "por quem" se apaixona... acontece.
Ah, e quem não curtiu e dançou muito com Los del Río - "Macarena" -1996? Tem gente que dança até hoje, eu tento, esqueci os passos e já não tenho mais o molejo, problema de veia.rss
E como nem tudo é perfeito ou pelo menos do jeitinho que a gente quer, senti falta dessas grandes feras: Lionel Richie, Phil Collins, Michael Jackson, Celine Dion, Diana Ross, Queen, Scorpion...
Como a minha banda favorita é Bee Gees, notei que entrou nesta lista Andy Gibb mas nada de Bee Gees, estranhei, não entendo nada dos critérios utilizados na classificação da Bilboard.
Bom, chega de ficar falando (não que eu queira mas, devo)... aqui esses vídeos tão comentados.

domingo, 8 de julho de 2012

Who Were You With In The Moonlight - Dollar

Estava aqui organizando algumas coisitas no PC e ouvindo minha estação de rádio favorita, Antena 1. Hoje, com toda essa facilidade da internet, a cada música que ouço, vou rapidinho pesquisar a letra, sua tradução e se possível encontrar um vídeo. É... em Mil Novecentos e tra-la-lá não tinha como pesquisar. Aliás, até acho que tinha, mas eu não devia ter tempo ou condições pois não fazia. O importante era ouvir em alto e bom som, as vezes mais alto do que bom.rss Afinal, chegava uma hora que o disco de vinil "famoso bolachão" ficava com a faixa riscada de tanto ser tocada. Também cantarolava, e como não tinha as letras das músicas eu apelava para o famoso "embromachion". Eu não estava nem aí se estava cantando certo, queria mesmo era curtir o som e balançar o esqueleto.
Tudo isso que narrei até agora, é só para dizer que senti vontade de procurar uma música, que acabei de ouvir e que adoro. Pronto... encontrei, está aqui.

Dollar é uma banda do Reino Unido composta por David Van Dia e Thereza Bazar. A música "Who Were You With In The Moonlight?" foi lançada no início de 1979 e alcançou o número 14 no  UK Singles Chart.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

De quem o pai gosta mais?



Pais ficam aflitíssimos ao afirmarem: -“Gosto dos meus filhos igualzinho”, por serem imediatamente contestados. – “É mentira!”, brada o primeiro, “É mentira!”, repete o segundo, o terceiro e quantos mais filhos houver.
“É mentira”, fala também a voz da consciência na cabeça dos pais: eles sabem que é mentira, mas como confessá-la sem imediatamente não se verem tachados pelos filhos, e por si próprios, de injustos, interesseiros, parciais, e mais e mais?
Por suposto que é mentira e qual é o grande problema em afirmá-lo? A questão é que se condensa e se confunde, no termo "gostar", afinidade e amor. O impasse pode ser facilmente resolvido se os pais souberem que o amor pelos filhos é igual, mas as afinidades com um ou com outro, são obviamente diferentes, inclusive variando no tempo e na circunstância.
O amor de um pai – genericamente falando, pai ou mãe – por um filho, é um amor que faz com que ele possa morrer por um filho. Esse é um tema destacado pelo filósofo francês, Luc Ferry, em seu último livro: A revolução do amor. Quando se morre por alguém,  evidentemente não há graduação; não se pode morrer mais por um filho e menos por outro. Ninguém morre pela metade e `morrer´, aqui,  não é utilizado metaforicamente. Hoje em dia não morremos mais pelos três grandes ícones do mundo moderno, anterior ao nosso, pós-moderno, a saber: a pátria, a revolução, a religião; quando se trata do mundo ocidental, é claro. Essas atitudes não fazem mais nenhum sentido, embora já tenha feito e muito. Mas, morrer por um filho, sim; nenhum outro sentido lhe é hoje superior.
Agora, já a afinidade é outra coisa. A afinidade é uma parte do amor, aquela que diz respeito ao compartir os mesmos fins. Exemplo: torcer por um time de futebol; gostar de um tipo de conversa e de leitura; preferir uma casa de praia, ou de montanha; escolher uma roupa, mais discreta ou mais espalhafatosa; compartilhar o gosto por cinema; adorar ficar em casa, ou sair muito; e por aí vai. A afinidade é múltipla, e como escrevi acima, varia com o tempo. Ninguém comparte todas as afinidades com a mesma pessoa, é quase impossível, até porque a própria pessoa muda seus gostos pelos mais variados motivos: pelo dia, humor, cansaço, enfim, pelo chamado “estado de espírito”. A consequência é que pode parecer que hoje o pai prefira o filho mais velho e que amanhã o caçula se veja o escolhido. Diz alguém que o sortudo é o pai, pois esse – pai ou mãe – só existindo um, ao filho não é dado preferir uma mãe a uma outra mãe. Por certo ele preferirá algumas vezes a mãe, noutras o pai.
O mais interessante do amor de um pai por um filho é que ele não é explicável, logo, também por isso não cabe dizer que ele é maior por este ou aquele filho, uma vez que não sendo explicável não pode ser mensurável.
Este ponto de inexplicável, de não dito no amor de pais e filhos é uma âncora fundamental para a vida de um filho. Ele junta nessa âncora duas qualidades importantes: apoio e flexibilidade. Apoio, pois um filho conta com a certeza desse amor, ao enfrentar as incertezas da vida, e flexibilidade, pois exatamente por não ter explicação, esse amor permite muita variação de escolhas pelo filho: ele não será menos amado se fizer isto ou aquilo, exatamente porque o amor está sempre além das afinidades. Aqui vale lembrar que ele está mais além inclusive das afinidades biológicas. Temos um fato recente que ilustra isso, dado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ocorre que FHC reconheceu um filho gerado fora de seu casamento, há um bom tempo. Razões que ultrapassam o nosso âmbito o levaram a fazer um teste de DNA, de prova de paternidade. Esse teste deu negativo, negando-lhe a paternidade biológica. Incontinenti, o ex-presidente disse que sua paternidade não dependia do componente de DNA e que em nada aquele teste mudaria sua relação com o seu filho.
As afinidades são muitas, diversas, móveis; o amor de um pai é um só.

Jorge Forbes

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eu e a chuva.

Uma chuvinha fina e silenciosa cai lá fora. Depois de deixar o despertador se acabar de tanto tocar, me levanto. O dever me espera.
Logo no elevador encontro com um morador do prédio.
Ele diz: _Que chuvinha boa.
 _É, boa para ficar na cama. Foi o que respondi.
Ele fala que gosta porque não faz nada (provavelmente é aposentado).
_Se não faz nada mais um motivo para ficar na cama, retruquei. Vai entender.rss
Saindo, no portão, vejo que o porteiro já chegou. Pensei... com um tempo assim costumamos sair de casa mais cedo, pode ocorrer imprevistos pelo caminho.
Começo a caminhar em direção ao meu trabalho e, no mesmo sentido três jovens rapazes seguem seu destino. Somente um deles está com guarda-chuva. Os outros dois caminham tranquilamente, como se nem sentissem a chuvinha que caía sobre eles, já estavam um pouco molhados.  Engraçado que ontem, ao voltar para casa depois do expediente, pensei no meu filho. Será que ele estaria preparado para a chuva que começara a cair? Hoje vendo esta cena tenho claro que provavelmente não, e mais ainda, me conscientizo de que já fui jovem e, mesmo sendo mulher (que é mais cuidadosa), adorava "esquecer" minha sombrinha só para sentir a chuvinha fina caindo sobre mim, sem falar de quantas vezes estava um frio danado e eu com trajes que não eram condizentes com o clima. Coisas da juventude!!
Continuei caminhando devagar, até mesmo para não molhar os pés. Em casa, procurei escolher um calçado que me proporcionasse caminhar com segurança (salto nem tão fino, nem tão alto) e ao mesmo tempo que não molhasse meus pés.
Faltando duas quadras para chegar no escritório cruzo com um senhor (morador de rua), ele caminha calmamente (parece nem se preocupar com a chuva) o pensamento distante, com suas cobertas e alguns papelões (seu colchão) na mão. Me cortou o coração... para onde ele estava indo? Com esse tempo aquelas cobertas não vão secar! Como ele vai dormir à noite pois com certeza fará muito frio. Só me ocorreu elevar uma oração à Deus pedindo que protegesse essas pessoas desprovidas de um teto, de uma cama quentinha, de um alimento para forrar o estômago nessas noites de frio.
Continuei caminhando e como sempre, tudo observando.
Pronto... enfim cheguei no trabalho.
Os pés... molhados.
Isso foi Ontem!!
Hoje, continua chovendo e os pés...

terça-feira, 5 de junho de 2012

Para Viver Um Grande Amor


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Vinicius de Moraes

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cuide bem do seu amor



"Ao coração que cuida de um amor no presente o futuro é apenas um detalhe."


* Extraído do livro "Tempo de Esperas" - Pe.Fábio de Melo

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dia do Silêncio


Lei 126/77 | Lei nº 126, de 10 de maio de 1977 do Rio de janeiro

O silêncio é a ausência de barulho, sons, vozes e ruídos, segundo a definição de dicionários e enciclopédias.

Silêncio é o eco reflexivo interior, o vôo da solidão gigante, o grito eloqüente no auge da dor, o clamor do oprimido, a expressão criadora do poeta.


Do ponto de vista da espiritualidade, o silêncio é força e caminho propício à introspeção e à meditação.
O silêncio dos imensos desertos, por onde caminham os peregrinos, em busca da fonte inesgotável de paz e harmonia.
O silêncio que nos acompanha na intimidade e está conosco no instante final, companheiro e guia no caminho da eternidade.
Silêncio é a força misteriosa, repleta de sutilezas e transparências, que nos dá a medida exata da pureza, da humildade, da riqueza interior.
Sem o silêncio a alma fica pequena.

"Há o silêncio manipulador, o silêncio torturante, o silêncio chantagista, o silêncio rancoroso, o silêncio conivente, o silêncio da zombaria, o silêncio imbecil, o silêncio do desprezo.
Há pessoas que matam com seu silêncio. Há silêncios que esmagam a justiça e a bondade, na calada da noite.
O silêncio mais puro é aquele que guarda a confidência.
Este silêncio jamais é excessivo.
Não se deve apregoar aos quatro ventos o que foi murmurado na intimidade da amizade e do amor.
O silêncio mais sábio é aquele que fazemos diante dos impertinentes, intolerantes e desbocados.
É o silêncio do Cristo inocente diante dos acusadores, o silêncio dos espaços infinitos diante da quase infinita capacidade nossa de falar ou escrever sem razão.
Calar da maneira certa é deixar que uma voz mais profunda seja ouvida.
A voz severa, a voz serena, a voz suave e firme da verdade."

Fonte: Kplus
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/maio/dia-do-silencio.php

terça-feira, 27 de março de 2012

Hair


O musical “Hair” estreou em um pequeno teatro da Broadway em 1967. Depois de assistirem a celebrada remontagem da diretora Diane Paulus em Nova Iorque, em 2009, Charles Moeller e Cláudio Botelho concordaram que era hora de enfrentar o desafio, dar a visão da dupla para o musical e trazer o mito de “Hair” de volta ao Brasil.
A versão brasileira deste musical está sendo apresentado no Teatro Shopping Frei Caneca em São Paulo. Um espetáculo com duração de aproximadamente 2 horas e 40 minutos (com um pequeno intervalo), “Hair”conta com um elenco de aproximadamente 30 integrantes, homens e mulheres, jovens atores, afinadíssimos cantores, verdadeiros atletas, como dizemos nestes casos; “artistas completos”.
A peça se passa no ano de 1968. No enredo muita música, destaque para “Aquarius” e “Let The Sunshine In” (Deixe o Sol Entrar), muita dança, além do uso de palavras e gestos provocantes e somado à exuberante sensualidade dos componentes,“Hair” consegue transmitir o recado, pois leva o público à refletir, e alguns certamente a relembrar a época do Movimento Cultural e Comportamental que mudou o mundo, os “hippies”, admirados por uns, e odiados por outros (...”sexo, drogas e rock’n roll”, além dos dois dedos em “V”, símbolo do famoso “paz e amor!”).
Aborda também com muita ênfase o tema “Guerra do Vietnã”, que abalou, não só a juventude americana ao ser convocada para servir, mas também a própria “estrutura familiar” daquele país.
Destaco dois grandes momentos que não posso deixar de comentar: O primeiro em que o ator “principal”, semi-nu, se dirige a platéia e brinca com as pessoas, no caso, mulheres. E, no final da primeira parte os atores, enquanto cantam, tiram suas vestes ficando completamente nus diante dos olhares perplexos do público.
Um espetáculo contagiante, que nos faz querer dançar, cantar. Nos faz aplaudir e, para os mais sensíveis, até mesmo chorar.

Colaboração: Zé Olímpio.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Tempo de Esperas


Teria chorado se não estive em local público. Esta foi minha reação ao ler as últimas páginas de “Tempo de Esperas” este livro do Pe.Fábio de Melo.

Sobre o livro: Um velho professor que resolveu se esconder do mundo e um estudante de filosofia que sonha com as glórias da vida acadêmica que o professor abandonou trocam cartas. Os dois debatem sobre um dos maiores desafios humanos: compreender o tempo das esperas.
Obcecado pela fama e o sucesso acadêmico, Alfredo não consegue compreender por que Clara, a mulher de sua vida, o trocou por um simples florista. Ao mesmo tempo, o professor de filosofia Abner, que possui toda a fama e respeito que Alfredo almeja, decide se isolar do mundo após a morte de sua esposa Flora.
A experiência de Abner passa a guiar o crescimento interior de Alfredo e a cura do abandono da sua amada Clara se transforma na busca da sabedoria. O professor dá ao jovem ferramentas para compreender questões que intrigam a todos nós: amor, perda, o que é a felicidade, sucesso profissional e vaidades. Quando seus caminhos se cruzam nada mais será o mesmo.

Por se tratar de cartas trocadas, a cada uma que lia ficava ansiosa, como se eu as tivesse escrito.  Esperava uma resposta e a cada uma delas me encantava. Como é gratificante quando fazemos uma leitura que nos enriquece, que nos enobrece, que nos satisfaz plenamente. Foi assim com esse livro. Demorei mais que o costume para ler pois desta vez, diferentemente das outras leituras não tive pressa. Olhei e apreciei cada “palavra” como quem aprecia uma “flor”. E concordando com o meu raciocínio eis que encontro na pag.130 este trecho: “O grande problema é que olhamos depressa demais para tudo isso. Não sabemos demorar no que vemos. É triste. Quanto milagre acontece ao nosso redor, mas nossa pressa com a vida nos cega para esta percepção.”
Diante do que considero “uma obra” como essa, fico sem palavras. Somente lendo para se ter uma noção. Sou um pouco suspeita  para falar dos escritos do Pe.Fábio. Quem quiser conferir pode ler as postagens “Quando o sofrimento bater a sua porta” e “A donzela e a luz roubada”. Poderia citar outros trechos que sublinhei mas não, afinal o que me tocou pode não tocar outra pessoa. Portanto se consegui aguçar a curiosidade de alguém, deixo um conselho... leiam, não vão se arrepender.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Decepção



As vezes (ainda) me surpreendo com as pessoas. Que bobagem, já era pra ter aprendido. Me refiro ao descaso ou falta de consideração nos relacionamentos.Tentarei expor, sem muitos detalhes o motivo da minha chateação. Ontem esteve no escritório onde trabalho uma ex-funcionária. Não a conheci muito pois nossa convivência foi de pouco + de 4 meses. Pertencíamos a departamentos diferentes e nosso relacionamento não passava de um “Bom dia” e “Boa tarde”, com exceção do Happy Hour de confraternização onde pudemos trocar mais algumas palavras. Ela trabalhou pelo que fiquei sabendo por + de 3 anos e se dedicou muito ao trabalho e à empresa e  isso eu pude constatar nestes poucos meses. Hoje, apenas 20 dias após sua saída sua mesa já está em outra posição e sendo ocupada por outra pessoa. Na verdade a presença dela ontem não despertou o menor entusiasmo em seus ex-colegas, ao revê-la. E isso me entristeceu. Não devia me surpreender mais com essas atitudes, ainda mais eu que após anos de casada e achando ser insubstituível, simplesmente fui. Fácil assim!!
Fiquei triste por ela pois vi no seu olhar a decepção por ver que “tudo continuou” e que pelo que demonstraram pouco sentiram a sua falta. Com tudo isso aprendo mais um pouco. Que não vale a pena a gente se entregar “de corpo e alma” ao trabalho, amores, etc pois um dia podemos nos decepcionar, só estaremos livre desta lição desde que "tudo" que façamos seja feito sem  esperar (ou mesmo imaginar) algo em troca,  difícil, né?

* Procurando uma imagem encontrei uma frase que diz: "Decepção não mata, ensina a viver".
   É isso aí... apesar da dor o importante é saber aprender e acima de tudo, compreender.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Arco-íris

foto arquivo pessoal Zé Olímpio


O trabalho irá esperar enquanto você mostra às crianças o arco-íris, mas o arco-íris não espera enquanto você está trabalhando.
 Patricia Clifford 


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dois



2 corações que (finalmente!) se encontraram... metades da laranja, almas gêmeas...

2 prioridades “em tudo” em nossas vidas... você, e eu...

2 motivos da minha felicidade evidente... você “por dentro”, e você “por fora”...

2 coisas que mais desejo... viver “ao seu lado”, e morrer “ao lado seu”...

2 emoções “infinitas”... te amar, e ser amado por você...

2 de Julho de 2011... após tantas desventuras, tantas frustrações, tantos desamores, tantos erros... a vida novamente passa a ter sentido, o mundo torna-se melhor... porque passei a acreditar que “você existe”!

Zé Olímpio

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rio de Janeiro

5ª viagem – Rio de Janeiro (avião) Dias 28 e 29/01/2012 - Hotel IBIB’S

Ainda emocionada tentarei descrever uma das maiores emoções da minha vida.
Tudo começou assim:

De: José Olímpio
P/: Margareth
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
 09:44h

Oi Amore!

Acordou no horário? Tudo bem? (...achei você "meio tristinha" ontem...)

Eu tô com muita vontade da gente "dar uma viajadinha" de moto (preferencialmente), ou de carro, neste findê... iríamos, no Sábado, prá alguma cidadezinha por aqui perto mesmo, e voltaríamos no Domingo (ou seja, 1 só pernoite de hotel).

Eu vi no site do INPE / CEPTEC que Sábado talvez não chova (...a probabilidade é pequena), e que Domingo não deve chover mesmo!

O que você acha? Topas?

Beijo.



Tinha consulta no Sábado, dentista (marcada desde 2011) e sabendo que a partir do dia 04/02 teria início nossas tão aguardadas aulas de “dança de salão”ou seja, finais de semana comprometidos até o mês de Maio. Não foi preciso pensar muito, liguei desmarcando a consulta e disse ao Zé (meu noivo/meu amado) que ele poderia planejar nossa pequena viagem para o final de semana.


De: José Olímpio
P/: Margareth
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
10:22h

Amore,

OK, vamos então viajar neste findê.
É mesmo, eu tinha esquecido... vamos ter aula de dança todo Sábado... quem sabe não podemos usar a passagem de avião neste Sábado e Domingo mesmo...

Beijo
.



Para onde vamos? Deixo essa tarefa para ele que é expert nessas aventuras. Resumindo... até o final da tarde ele  já tinha feito reservas no hotel e comprado as passagens de avião (minha 1ª viagem de avião) com destino ao Rio de Janeiro.
A partir deste momento procurei manter a calma, não ficar muito ansiosa e muito menos me dar a chance de sentir medo.
Sábado 28/01 acordamos cedo e fomos de ônibus até o Aeroporto (1º passeio de ônibus com meu amado). Na sala de embarque ficamos sabendo que o aeroporto Santos Dumont/RJ estava fechado devido a chuva. Solução... sentar e esperar. Cheguei a pensar: _Talvez seja para não ir, ô medo!
Minutos depois decolamos com destino ao aeroporto do Galeão, chegando lá nos levaram de táxi (cortesia da Azul) até o hotel que era perto do aeroporto Santos Dumont.
Chegando no hotel (pouco mais de 2 da tarde) trocamos nossas vestes e... rua, afinal a fome já batia na porta do estômago. Nós tínhamos pouco tempo para conhecer a cidade. Pegamos um táxi e a condutora muito simpática por sinal nos levou até a praia de Ipanema, passando pela praia de Copacabana e Botafogo. Parou para que eu tirasse algumas fotos (Copacabana Palace) e foi durante todo o percurso nos contando um pouco sobre a cidade e também o que deveríamos tentar visitar e lugares que deveríamos evitar ou ter atenção redobrada.
Em Ipanema fomos logo procurar um lugar legalzinho para almoçar e depois, caminhada no calçadão. O tempo estava nublado com uma leve garoa ou maresia. Meu traje era shorts, blusa de frio e boné. Não posso deixar de comentar que fiquei frente a frente com um dos meus ídolos da adolescência Morten Harket ex-vocalista da banda “a-ha”. Sem ter a certeza de que era ele mesmo, não tirei nem uma foto, que pena!
(...fiquei inconformada com isso por vários dias!... ter perdido a oportunidade de, pelo menos, tirar uma foto do lado dele!... estava tão fácil e disponível... ainda mais que o meu amado fala inglês, e poderia facilmente ter um diálogo com ele, pedindo permissão para a foto).
Depois de caminharmos um pouco, já estava escurecendo, os chuviscos cada vez mais forte e com o frio aumentando, resolvemos voltar ao hotel. O retorno foi de ônibus. Chegando, depois de um capuccino e de um banho quente, adormeci, tão profundamente que perdi a oportunidade de visitar a “Marquês de Sapucaí” (templo do Carnaval carioca), tão pertinho de onde estávamos, que estava tendo um “ensaio” (gratuito) das Escolas de Samba do Rio (...para o Carnaval, que aconteceria dentro de algumas semanas).
Acordei no meio da madrugada com um pouco de fome. Comemos um lanche que meu amado foi buscar no barzinho do hotel e voltamos a dormir.
 Domingo amanheceu com uma chuvinha gostosa (que não deu trégua a noite toda) que se arrastou até o momento que decolamos.
O retorno foi tranqüilo, eu parecia uma criança com o rosto grudado na janela (do avião) olhando e apreciando a paisagem que se formava abaixo de nós.
Foi uma viagem meio que relâmpago. Explicar a sensação de voar, não tem como, é indescritível!! Estar acima das nuvens, e poder admirar o “espetáculo” (tão belo!) do sol batendo acima delas, apesar da chuva que caía lá embaixo). Tive um pouco de medo, sim. E esse medo foi mais forte na decolagem e nos momentos em que o avião fazia curva. Quanto ao hotel, luxuoso, confortável, demais. E o Rio de Janeiro? É bem como diz a música: Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa, coração do meu Brasil. Devido ao tempo (chuva) e ao tempo (poucas horas) não pudemos conhecer muito (por ex., Cristo Redentor, Jardim Botânico, etc.) mas o pouco que conhecemos e os momentos que vivemos antes, durante e depois,  foi inesquecível.

P.S.: Os trechos em vermelho são colaboração do Zé.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Carta à Mirinha

Após ler esta carta (que me emocionou), pedi permissão ao autor para transcrevê-la aqui no meu Blog. Uma carta que nunca chegou ao seu destino, acredito que foi escrita como um meio de desabafar, “talvez” não com a intenção de que ela chegasse ao destino.
Achei por bem não citar o nome do autor (que talvez com um pouco de esforço pode ser visualizada na imagem, bem como a data em que foi escrita) se bem que ele disse que não haveria o menor problema.

*** Ela começa assim:




Doce e querida Mirinha,


Acordei hoje feliz, e ao mesmo tempo muito triste...
Sonhara com você há poucos minutos antes de acordar, e sua presença estava ainda tão forte, que senti quase que a poder tocá-la...
Cheguei a um lugar “um tanto quanto antigo” (deve ter sido “no campo”), pareceu-me um celeiro, percebi sua presença em outro aposento do lugar, e não a chamei (preparando nosso reencontro de uma forma “especial”, “rara”).
Abro então uma bolsa (mala?) repleta de pequenos frascos de vidro... alguns poucos estavam quebrados... começo a retira-los delicada-e-cuidadosamente... presinto você cada vez mais próxima... o coração acelera... o tilintar dos vidros enche o ar exóticamente... há o perigo de me cortar... mas a sensação é maravilhosa, excitante...
Você surge então na porta... (traz consigo um cavalo??) ... me vê... e não nos falamos... só nossos olhares se encontram... você se surpreende ... de uma forma tão doce... que me dá vontade de chorar (como agora...).
Seus cabelos cacheado-dourados, soltos, te emolduram (juntamente com sua “aura”)...
Continuamos a olhar um para o outro de uma forma tão feliz, e palavras não conseguiriam expressar nossas sensações (nem agora consigo...).
A última coisa que me lembro foi que nos abraçamos... infinitamente... emoção à flor-da-pele..., acordei...
Eis o motivo da minha tristeza – foi só um sonho – tão real que ainda sinto você em meus braços... Que pena!
Por que esse mundo insiste em separar as pessoas “raras”, “especiais”?
Não importa, pois resta-me saber que, quando nos reencontrarmos, um dia, seja lá onde for, será infinito...

foto: by Margô (arquivo pessoal)
** clique na imagem para ampliar

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Se eu não te amasse tanto assim - Fábio Jr.

Eu e você frente a frente...
É o medo e o desejo;
É desconfiança e a esperança;
É o grito e o silencio;
É o gelo derretendo o fogo...
Eu e você frente a frente
É ter sempre que me confrontar;
Encarar os meus erros e as minhas razões...
As minhas verdades e as minhas ilusões;
Meu poder e a minha impotência;
A minha liberdade e os meus limites...
Quando eu tô na sua frente,
Eu sinto toda a minha dor,
Mas só na sua frente eu posso sentir todo o meu amor.

Texto: Luiz Antonio Gaspareto

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Flores para uma "Flor"

Foto by Margô (arquivo pessoal)

Ela está ocupada com alguns afazeres domésticos mas, percebeu que ele está demorando. Tinha saído para ir à lavanderia, não levaria mais de 30 minutos.
A campainha toca, ela olha pelo “olho mágico” e só consegue ver flores. Meio sem saber o que fazer, abre a porta. Ali está ele, bem à sua frente. Em uma das mãos um lindo buquê de “Flores do Campo” e na outra as roupas que acabara de pegar na lavanderia.
Ela sorri, com os olhos marejados pela emoção, pega as flores e tasca-lhe um beijo.
Nesses pouco mais de 6 meses que estão juntos, ela já perdeu as contas de quantos buquês já recebeu. Ele é uma pessoa especial dotada de uma GRANDE sensibilidade uma qualidade quase que escassa nos últimos tempos.
_ Uma flor não pode ficar muito tempo longe de suas amigas. São essas as palavras que ele utiliza quando questionado (ela questiona por achar que não merece tanto). Para ele não precisa ser uma data especial ou ter um motivo condizente.
 E as flores, ah... as flores. A qualidade varia entre rosas e flores do campo. Geralmente um cartão as acompanha. As vezes o entregador(a) vem trazer, outras ele mesmo se encarrega da tarefa. Tão cuidadoso até mesmo um vaso ele já comprou para poder acomodá-las melhor, se bem que ela sempre reclama por ter que desfazer os embrulhos, sempre tão lindos ou tão lindos quanto as flores.
Ele... um Homem especial!
Ela... uma Mulher de sorte!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Congonhas e Ouro Preto

4ª viagem (2ªparte) Ouro Preto – De 28/12 à 30/12/2011 - Pouso do Chico Rei

Deixamos a cidade de Tiradentes no dia 28/12, quarta-feira, logo após aqueele café da manhã.rss O Zé queria passar por Congonhas para me mostrar as obras do “Aleijadinho”. Sinceridade... não gostamos da cidade, muito “barranco”, barulho, bagunça, uma verdadeira poluição sonora e visual. O Santuário “Basílica do Senhor Bom Jesus de Congonhas” e as esculturas ficam bem lá em cima. Não entrei na Basílica, queria mesmo era ver as esculturas dos 12 profetas(1)  Passei uma por uma, observando, fotografando e tentando entender alguns detalhes, algumas características que são próprias deste escultor. Lugar calmo, contemplativo.
Pensamos em almoçar lá, no alto, mas desistimos. A gente queria mesmo era seguir viagem (chegar logo) rumo ao nosso segundo destino... Ouro Preto.
Como tem chovido as estradas estão um pouco esburacadas, alguns pontos da serra desbarrancando, mas correu tudo bem. Logo entrando em Ouro Preto o Zé ligou o GPS para não perdermos muito tempo, até porque as ruas estavam bastante movimentadas, carro e gente pra todo lado. Chegamos direitinho, sem maiores transtornos.

Sobre a pousada (suspiros), fiz esta postagem à parte porque ela merece.
Ficamos hospedados no quarto nº 6 Pablo Neruda e “que” quarto... O pessoal que trabalha na pousada como já era de se esperar, gente fina, atenciosos, simpáticos. Quando limpavam o quarto, deixavam um Ferrero Rocher em cada cama, fiquei encantada com tanto mimo. Como chegamos tarde, saímos para dar uma volta, só para fazer reconhecimento da área.rss Tudo é perto, logo virando a esquina estava a Praça Tiradentes, sentamos para apreciar o movimento. Voltamos à pousada para tomar banho e saímos para jantar, procuramos um restaurante com música “ao vivo”, encontramos um que estava bastante cheio (e depois que a chuva aumentou ele ficou ainda mais cheio, pois quem estava do lado de fora teve que se ajeitar lá dentro), mas parecia bom e a gente já estava com fome. Na quinta-feira, dia 29, como sempre fazemos, tomamos um café bem reforçado e saímos para conhecer a cidade, caminhamos calmamente apreciando tudo, as lojas (entramos em algumas), visitamos a Casa da Moeda, circulamos na feirinha, e entramos em duas igrejas. Almoçamos e continuamos caminhando, como o tempo fechou e começou a cair uma chuva forte, paramos em um café (bem chique) para nos abrigar e é claro, tomar um capuccino com pão de queijo. Voltamos para a pousada para descansar um pouco, depois do banho, saímos para jantar. Como estava friozinho fomos comer uma lasanha (que por sinal estava deliciosa) em um restaurante diferente pois ficava no subsolo, era bem pequeno, poucas mesas, as paredes de tijolo(sem reboque), com música ao vivo (o mesmo músico da noite anterior).

No dia 30 após o café nos despedimos e começamos nosso retorno para casa, afinal os preparativos para o reveillon nos aguardava.

Gostei muito de Ouro Preto. Nunca vi tanta gente em uma região só, também, ficamos bem no centro. É uma cidade que tem bastante jovens (O Zé disse que muitos são estudantes) e muitos, muitos turistas. Inclusive na pousada me pareceu que a maioria dos hóspedes eram turistas. O Zé até chegou a se comunicar com um francês.rss Uma cidade com muitas igrejas. O Teatro que fica ao lado da pousada estava fechado então não conhecemos. Uma pena que choveu muito (deu até para ver um filme na pousada), o que atrapalhou um pouco transitar pela cidade, mas acredito que conhecemos a maioria dos atrativos que a cidade oferece.
Foi uma experiência maravilhosa, inesquecível. O Zé disse que estava preocupado se eu ia gostar, afinal são cidades históricas. Realmente nunca fez parte dos meus planos fazer uma viagem dessas. Eu não gostei... EU AMEI.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Pouso do Chico Rei - Ouro Preto

O Pouso do Chico Rei é recomendado pelo guia 4 rodas: É uma das pousadas mais antigas de Ouro Preto e, já hospedou personalidades como, Vinicius de Moraes, Pablo Neruda e Simone de Beauvoir. A maioria dos quartos fica na casa principal, do século 18; três unidades, mais baratas, dividem um banheiro e, há outras três unidades mais espaçosas em ala anexa, com  acesso externo. Hoje é a queridinha dos estrangeiros que adoram os ambientes com jeitão de casa e o atendimento personalizado dos donos. Conhecida como: Pouso do Chico Rei, pousada da História, morada das Artes, por possuir um valor histórico e cultural no maior acervo arquitetônico barroco do mundo, inserida no trajeto Museu Aberto Cidade Viva. Seus quartos recebem o nome de um de seus hóspedes: 1 – Vinicius de Moraes, 2 – Scliar, 3 – Burle Max, 4 – Guignard, 5 – Jorge Amado, 6 – Pablo Neruda, 7 – Lili e Ninita, 8 – Elizabeth Bishop, 9 – Maysa.
A pousada está localizada no coração da cidade, numa rua tranqüila, mas dentro do centro cultural e gastronômico, a dois minutos da Praça Tiradentes, permitindo fácil acesso, à pé, a todas as mais importantes atrações da cidade, e a 7 minutos a pé do centro de convenções. 

A HISTÓRIA
O Pouso do Chico Rei está instalado em magnífico solar da Rua do Carmo, ou Rua Brigadeiro Musqueira, como assinala a placa, em referência a uma personalidade local do século XIX. Ao seu lado se acha a Casa da Ópera de Vila Rica, o mais antigo teatro em atividade nas Américas, inaugurado que foi em 6 de junho de 1770, pelo contratador do ouro João de Sousa Lisboa. Ao pé da Capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo, erguida pelo arquiteto e mestre carapina português Manuel Francisco Lisboa e embelezada por seu filho, Antônio Francisco, o genial Aleijadinho, o Pouso reina sobre bela e envolvente paisagem. Na moldura das montanhas, um chalé do Oitocentos e a ladeira do Carmo completam o cenário. A dois minutos da Praça Tiradentes, ele se encontra no coração da cidade monumento.
Em 1953, a dinamarquesa Lili Ebba Henriette Correia de Araújo (1907-2006), viúva do pintor pernambucano Pedro Correia de Araújo (1881-1953), decidiu fixar-se em Ouro Preto. Seu marido adorava passar temporadas na velha Capital mineira, desenhando e pintando no atelier mantido no casarão por ele comprado nas Lajes, o chamado Solar dos Motta, que havia pertencido ao Visconde de Caeté, primeiro presidente da Província de Minas, e ao Barão de Saramenha.
Associada à pintora Ninita Moutinho (1915-1989), do Rio de Janeiro, Dona Lili resolveu comprar o belo sobrado que o arquiteto e historiador Sylvio de Vasconcellos tinha acabado de restaurar junto ao Teatro de Ouro Preto. Elas imaginaram abrir um pequeno hotel, com móveis de época e objetos de arte, além de um restaurante e um antiquário, para acolher o público sofisticado que começava a se interessar por Ouro Preto, além da legião de intelectuais que, desde a década de 20, instigada pelos primeiros modernistas, passara a peregrinar em Ouro Preto.
Uma escola de bom gosto
O mobiliário criteriosamente escolhido, entre o melhor que os antiquários então esbanjavam, peças selecionadas do artesanato local, flores, obras de arte e requinte na anfitrionagem fizeram de imediato do Chico Rei uma legenda. Mais do que um pouso, Lili e Ninita criaram uma escola de bom gosto. As habilidades admiráveis da dinamarquesa, exímia na bricolagem e no preparo de pratos rápidos e surpreendentes, e a descontração da carioca, dona de singular humour, ensinaram a Ouro Preto o verdadeiro charme das pousadas e do ambiente histórico, despertando a cidade para as potencialidades do turismo.
O grande pintor Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) amava o Pouso e ornamentou as portas de um grande armário de canto, na sala de jantar, nelas pintando os nomes de Lili e Ninita. Vinícius de Moraes compôs um poema para exaltar as maravilhas do Chico Rei. Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir ali chegaram, com Zélia e Jorge Amado. O pintor Carlos Scliar, em suas temporadas na cidade, gostava de jogar cartas com D. Lili, na copinha do Pouso. A poeta norte-americana Elisabeth Bishop (1911-1979) ia tomar chá e falar do restauro de sua residência nas Lajes, a Casa Mariana, inteiramente promovido por Lili.
D. Graciema e Rodrigo Mello Franco de Andrade, vizinhos, freqüentaram a casa. O secretário americano Henry Kissinger e o ministro francês Jack Lange se hospedaram no Pouso.
Cida Zurlo, professora de Botânica da Escola de Farmácia da UFOP, diz que Lili sabia tudo: pintura, culinária, marcenaria, restauração, decoração. De suas mãos saíam sempre criações inigualáveis, recorda.
De Paris a Ouro Preto
Nascida na Dinamarca, Lili deixou Copenhague muito jovem, a fim de estudar pintura em Paris. Por indicação de amigos, foi tomar aulas com o pintor brasileiro Pedro Correia de Araújo, em seu atelier da Rue Campagne Première, em Montparnasse. Pedro residia em Paris desde a proclamação da República no Brasil (1889), porque seus pais, nobres pernambucanos, se auto-exilaram na França, acompanhando a Princesa Isabel e o Conde d’Eu em seu banimento. Amigo de Henri Matisse, o pintor brasileiro vivia intensamente o ambiente artístico de Paris e era reconhecido pela qualidade de sua obra.
Lili e Pedro se casaram em 1929 e resolveram se transferir para o Brasil. Passaram por Recife e se radicaram no Rio de Janeiro. O casal teve dois filhos: o escultor Pedro e o paisagista Luís. Logo, o pintor começou a participar das rodas de artistas plásticos e intelectuais, integrando-se na vertente carioca do movimento modernista. Também em 1929 voltaram ao Brasil Guignard e Roberto Burle Marx, que haviam estudado na Alemanha. O pintor Cândido Portinari e o poeta Murilo Mendes tinham papel importante no Rio da época.
Pedro Correia de Araújo dedicou-se às paisagens montanhosas e florestais do Rio de Janeiro, sobretudo concentrado na figura feminina, grande tema de sua obra. Sem comercializar os desenhos e óleos, ele acumulava a produção e administrava a herança familiar como fonte inesgotável de renda.
Foi assim que adquiriu o casarão das Lajes, em Ouro Preto, que faria Lili Correia de Araújo mudar-se para a cidade, após seu falecimento. Residindo nas Lajes, ela fez do Pouso do Chico Rei a primeira pousada do circuito histórico de Minas e um exemplo que, mais de meio século depois, permanece vivo nas mãos de seu neto Ricardo Correia de Araújo, atual dirigente do Chico Rei.

Um nobre africano em Vila Rica
Lili e Ninita escolheram o nome do legendário príncipe africano escravizado para o pouso inaugurado na antiga Vila Rica. Segundo a tradição, amparada por documentos setecentistas, como livros de irmandades estudados pelo historiador norte-americano Donald Ramos (Universidade de Cleveland, Ohio, EUA), Chico Rei era um chefe africano escravizado após guerras tribais e vendido, com seus familiares, para o Brasil. Ele e a família foram comprados por um senhor de escravos de Vila Rica e tiveram a sorte de não se dispersar.
Trabalhando intensamente e economizando ouro, nos cabelos frisados e nas unhas, Chico Rei teve meios para comprar a carta de alforria do filho e, em seguida, a sua própria liberdade. Depois, cuidou de libertar os familiares e chegou a ter a sua mina, que o tornou um homem rico. Essa mina pode ser visitada, no bairro de Antônio Dias, logo depois da Ponte do Palácio Velho da Encardideira.
O rei negro participou da construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia do Alto da Cruz. Ele comparecia às solenidades religiosas ricamente vestido, acompanhado em cortejo pelos familiares. Remonta a esse costume o desfile dos congados, que os africanos e afro-descendentes passaram a realizar em momentos festivos e nas celebrações do Rosário.
Fonte: http://www.pousodochicorei.com.br/index.html