quarta-feira, 14 de junho de 2017

Mudam-se o Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Egoísmo ou amor?

O Zé cismou que o “santo” dele, com o “santo” da faxineira do trabalho dele “não batem”. Disse que já tentou uma aproximação, e nela concluiu que era só impressão. Ontem, voltou atrás. Mas aí, não acho que é porque o “santo” não bate não. É questão de opinião mesmo. Até porque eu também reagiria como ela. Não que falaria o que ela falou, mas... Penso igual.
Ele me contou o que aconteceu. Disse que ele estava na cozinha, com um colega e a senhora – que estava de costas, fazendo café. Ele e o colega estavam conversando, falando de doenças, etc. Então ele falou que o pai está em uma clínica, sobrevivendo, e que às vezes ele achava que viver assim não é legal, que seria melhor morrer.  Segundo ele, ao dizer isso, a mulher virou “com tudo” olhou para ele dizendo que ele não devia falar isso. E sei lá mais o quê que ela falou. Sei que o Zé, ficou surpreso (e chateado) com a reação dela. Eu não! Eu compreendo...
Falei para ele que quando a gente ama uma pessoa, a gente a quer por perto DE QUALQUER JEITO. Contei para ele um caso. Em 1988, uma colega de departamento, na Sonata - onde trabalhei por um tempo - tinha um irmão que estava em casa a alguns anos, vivendo com a ajuda de aparelhos. Ele tinha sofrido um acidente. A mãe dela quis assim. Na época eu era recém-casada. Não tinha filhos.
E complementei dizendo que, caso aconteça algo com meus filhos (ou outro ente querido) eu faria o mesmo. Ou seja, faria o possível para mantê-la por perto, pelo tempo que fosse necessário. 
Sei que pode parecer egoísmo. Eu penso do outro lado também. Imagino que, se a pessoa tiver consciência, pode desejar morrer. Não sei se isso seria entendido como "Amor" ou Egoísmo"... Complicado, não é? 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Você já descobriu qual o seu propósito?

O búfalo foi criado de tal maneira que sua inclinação natural é a de olhar para baixo; o formato de seu pescoço lhe dificulta olhar para cima. Por sua vez, a girafa foi criada de um modo que torna fácil olhar para cima; seu pescoço lhe dificulta olhar para baixo.

As girafas comem folhas dos galhos das árvores. Os búfalos comem grama do campo. Nenhum tem que se tornar semelhante ao outro para comer. Quando observamos os animais e as pessoas ao nosso redor, somos lembrados que fomos criados para um propósito determinado.

Tem pessoas que têm a tendência natural de olhar para cima e ter uma "visão global", enquanto que a outra olha para baixo e se focaliza nos detalhes. Ambas são importantes e nem por isso uma precisa ser melhor do que a outra. Se cada uma fizer o que sabe fazer e da melhor forma, ambas serão felizes.
Fonte:http://www.palestrante.srv.br/index.php/fabulas/1259-voce-ja-descobriu-qual-o-seu-proposito

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Gilmore Girls - Um ano para recordar

Ontem terminamos de assistir o revival de Gilmore Girls. Foram quatro episódios - um em cada estação, começando no inverno. Eu estava ansiosa para ver como todos estariam após tantos anos. Alguns me chocaram. Outros melhoraram ou pioraram. Não sei vocês, mas eu acho que as celebridades tem por obrigação, cuidar da aparência. Mas 10 anos, às vezes fazem diferença. Eu por exemplo, sou uma que, ou chocaria - ou surpreenderia as pessoas, afinal mudei muito em 10 anos. Em 2007 eu tinha os cabelos curtos e pretos. Não trabalhava. Hoje, sou loira. Estou pesando 10 quilos a mais - e não dizem que estou gorda - então, na época devia estar magra demais. Atualmente trabalho. Fiz faculdade. Mudança quase que radical.
Mas voltando a Gilmore, fiquei chocada com a aparência da Srta.Patty. Ela emagreceu muuuito. Até pensei que tinham substituído a atriz. Mas não! Outra que estava bastante magra é a Emily. Como Richard morreu, subentende-se que o sofrimento tenha contribuído para esse emagrecimento. Aliás, Emily, além de estar bem magra, mudou seu comportamento. Não é mais aquela mulher autoritária, altiva e ativa. Até mesmo a elegância ela foi deixando aos poucos. Como eu comentei na outra postagem sobre essa série, apesar de tudo eu gostava muito dela. Então, não fiquei feliz com as mudanças. E claro, senti a falta de Richard, que foi lembrado muitas vezes por ela e pelas filhas. Outros artistas percebe-se nitidamente que engordaram um pouco. Achamos que Zach que fez o papel do marido da Lane estava bastante envelhecido. Por outro lado, alguns continuaram a mesma coisa, ou ficaram melhores. Quem eu achei que estão mais bonitos: Christopher, Dean, Jess.
Vamos deixar as aparências de lado e falar dos episódios. Tanto no cenário, como no enredo, gostei mais do Outono. Achei que, com a parada, os personagens perderam um pouco a sintonia. Mas isso é de se esperar, afinal nas temporadas anteriores, eles ficaram sete anos atuando juntos - ano a ano. Só o enredo que ficou um pouco a desejar. Alguns foram até entediantes. Tanto que eu cheguei a achar que demorava a terminar. O que não aconteceu nas temporadas anteriores. Quanto as Gilmore: Lorelai e Rory. Elas estão mais desligadas uma da outra. Ainda conversam bastante, mas nem tudo está às claras entre as duas. Lorelai continua perdidona, apesar de estar morando com Luke. E Rory chega aos 32 anos sem trabalho, sem um imóvel, sem um namorado. Decepcionante para quem conviveu com ela desde os 16 anos e viu o quanto ela era esforçada – quase paranóica com os estudos e perspectivas de trabalho. E no fim, ainda faz uma revelação que provavelmente trará continuidade para a série. O que eu considero um erro! Os autores da série deviam deixar os telespectadores com as lembranças boas dos personagens. Minha opinião.rsrs Eu devia torcer pelo retorno, até porque vou sentir saudades das noites em que, não tendo o que fazer, escolhia passar em companhia das Gilmore. Porém, como sabemos... Tudo tem seu tempo. 

domingo, 4 de junho de 2017

Como ter sexo a Vida toda com a mesma pessoa

No palco, Tânia Bondezan interpreta Annetta Poché, sexóloga búlgara formada na Sorbonne, que traz ao público técnicas para a vida sexual dos casais, dando receitas insólitas para superar as diversas crises que acontecem ao longo de anos de convivência e com receitas improváveis, garante como ter sexo a vida toda com a mesma pessoa.
Com sua técnica revolucionária, a sexóloga também ensina manter o fogo de um relacionamento e leva à reflexão sobre sexualidade longe do medo, culpa e vergonha.
Sucesso de público na Argentina, onde também está em cartaz há mais de 10 anos, a história se passa numa conferência, por isso é utilizado data-show e os temas são abordados pelo lado científico, mas traduzidos com humor ao público. (1)
Segundo a produção da peça, a ideia é que plateia possa interagir e se envolver com a apresentação. O texto do espetáculo é uma adaptação da peça da argentina Mônica Salvador e está em cartaz há dois anos no Brasil.
O espetáculo é baseado em estudos com sexólogos, psiquiatras e psicólogos e fala sobre, como diz o título, lidar com um relacionamento a dois. Com piadas e de forma divertida, a sexóloga conta técnicas e dicas para melhorar a vida sexual dos casais. (2)
Fonte (1) 
Fonte (2)
Marcamos presença ontem, em mais uma peça, cortesia do Correio Cult. Sabem onde é a fileira “D”? No corredor. Preocupante. Muito preocupante! Do lado de fora eu e o Zé combinamos que, se caso fossemos abordados pela atriz, diríamos que a gente não era um casal. Vai que depois ela vem com perguntas, tipo: Quantas vezes vocês transam? Ou outras mais cabeludas.rsrs Eu tinha dado uma espiada aqui e ali sobre o conteúdo da peça, por isso a gente estava esperto. Escapamos... A atriz até passou na nossa frente, mas abordou outros casais. A peça é como se estivéssemos em uma palestra. No palco uma poltrona. Uma mesa. E ao fundo uma tela onde eram projetados os tópicos. A Tânia é muito dinâmica. Andava pra lá e pra cá – no palco. Falou o tempo todo. Não sei como conseguem decorar. Atores que fazem monólogos ganham minha admiração por isso! Durante a palestra a gente se reconhece em alguns pontos. E mesmo com um assunto meio polêmico, o público se divertiu. Gostei também de conhecer pessoalmente uma atriz global. Lembro-me da Tânia no papel de mãe do Jacinto na minissérie “Chiquinha Gonzaga”. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Lion - Uma jornada para casa


Data de lançamento: 16 de fevereiro de 2017 (1h 58min)
Direção: Garth Davis
Elenco: Dev Patel, Rooney Mara, Nicole Kidman
Gêneros: Biografia, Drama, Aventura
Nacionalidades: EUA, Austrália, Reino Unido
Sinopse: Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-229070/
Fiquei querendo assistir esse filme desde que vi o trailer no cinema. Então, quando vi que o Netflix colocou-o na sua grade, não perdi tempo. Assistimos ontem.
Logo no início, quando somos informados que o filme é baseado em uma história real, fiquei mais animada. Adoro filmes – biografia. Isso eu falo aqui , sem culpa (vai que acham que estou dando spoiler) porque quando falo para as pessoas sobre ele, a maioria diz: _É aquele baseado em fatos reais, não é? Ou seja... Não é novidade para ninguém.rsrs Nessas horas eu penso o quanto sou desligada (ou seria desinteressada?). Já sabia que queria assistir ao filme e não tive a curiosidade de fuçar na internet para saber detalhes. Geralmente só faço isso depois que assisto. Não vou fazer resenha do filme, porque encontrei uma sensacional bem AQUI. Vale a pena darem uma olhada. A única coisa que o Ricardo Farinha esqueceu-se de comentar, é que o Sheru significa Lion (título do filme) e que no final do filme, mostra o verdadeiro Saroo levando a mãe adotiva para conhecer a mãe biológica.
Eu simplesmente amei o filme. Muito emocionante. Ver aquele pobre menino passando pelos apuros que passou, é desesperador. Não tem como não se encantar e “de quebra” chorar. É só olhar o rostinho lindo desse menino que dá um aperto no coração e os olhos lacrimejam. História fantástica! Depois que assisti, estou indicando para todos (os sentimentais) que conheço.