segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Monte Verde - Comemorando 1 ano de casados.

Comemoramos nosso 1º ano de casamento em Monte Verde- MG. Segunda vez que fomos para lá. Não era bem o que estava programado. Até a manhã do Sábado o destino era Campos do Jordão. Porém, de última hora, o Zé decidiu mudar. Monte Verde é mais perto e faz frio tanto quanto Campos do Jordão. Porque ir à um desses dois lugares?  Além de serem cidades propícias para casais – muitos em lua de mel – o clima geralmente é mais frio. E com o calor que tem feito aqui, nada melhor!
Enquanto eu tomava café - feito pelo Zé, ele deu uma olhada no INPE para saber do clima em Monte Verde. Viu que ia estar à mesma coisa que Campos do Jordão. Fizemos as malas e zarpamos.
Conforme a gente se aproximava da cidade, a temperatura diminuía. Que felicidade. Logo depois de passar por dentro da cidade de Camanducaia - na estradinha, um pouco antes de chegar em Monte Verde, fizemos um pit-stop na “Parada do ITO”. Nesse lugar vende brincos, pulseiras, colares, relógios feitos com fios de ouro. O Zé disse que essas jóias são produzidas em Tocantins, e que não é em qualquer lugar que se encontra. Geralmente nos aeroportos, pois os turistas adoram. Mas não é só isso que vende na "Parada do Ito". Tem também: pinga, geléia, pó de café, bule... Uma infinidade de coisas.rss
Lá conhecemos a Rose. Mineirinha prestativa, faladeeeira. O Zé diz que essas pessoas - que trabalham em beira de estrada, ficam animadas quando chega alguém que lhes dê atenção. Então querem falar. Querem ouvir. Sei que em poucos minutos (enquanto eu escolhia o brinco) ela ficou sabendo um pouco de nós e nós, um pouco da vida dela. Se é que pode se dizer que ela tem uma vida. A Rose nos contou que está namorando há 1 ano, mas que o relacionamento corria o risco de acabar por causa da mãe dela. Ela mora com a mãe, que teve as pernas amputadas por causa da diabete. Contou-nos que morou 7 anos com um homem, e largou ele para ir cuidar da mãe. Falou também que estava preocupada, e que não lhe agradava deixar outro relacionamento por causa da mãe. Que achava que devia começar a pensar em si mesma. Tudo isso ela falou com lágrimas nos olhos. Fiquei comovida com ela. Falei o que pensava. Que cada um deve viver a sua vida. Que a mãe dela não devia sacrificar tanto ela, e que ela devia “realmente” pensar mais em si. Saímos de lá envolvidos com a história dela. Não tem como não se envolver.
Passando o portal da cidade,  o Zé parou no posto para ligar em uma pousada que tinha visto no guia Quatro Rodas. Perguntou se tinha vaga, mas não tinha. Ligou em outra e nessa tinha vaga. Fomos para lá. Chegando, ele foi dar uma olhada e saber o valor da diária, eu fiquei esperando no carro.
Logo ele veio todo sorridente, dizendo que ficaríamos ali mesmo. A pousada Village de Minas deve ter mais ou menos uns 20 quartos. Ficamos em um no andar superior, com banheira e varanda. A pousada fica “na cara” do centrinho.rss 
Deixamos as malas no quarto e saímos para almoçar. Descendo vimos uma casa – o Zé ficou encantado. No portão tinha uma plaqueta escrita... “Geléias tia Nata”. Ele falou: _Na volta vamos entrar. Quero ver essa casa linda de perto e comprar geléia. Depois de almoçar, demos uma voltinha na rua. O Zé comprou uns sabonetes que ele gosta e decidimos voltar para a Pousada. Passando em frente à casa onde vendia geléia vimos que tinha pessoas lá, mesmo assim, tocamos a campainha. O que vimos ali merece uma postagem especial. 
De volta à pousada, pegamos 2 filmes na recepção e fomos para o quarto. Lá colocamos a rede na sacada e ali ficamos, por horas, sentindo a brisa, ouvindo e vendo os pássaros. Conversando sobre a vida, sobre a Rose, sobre a tia Nata, sobre tudo e todos...
Começou a esfriar e resolvemos entrar para assistir um dos filmes. Finalmente assisti “As Pontes de Madison”. Sobre ele discorrerei em outra postagem.
Apesar de ter levado roupa para sair a noite, acabamos optando por não sair. O Zé tinha reservado um vinho frisante na recepção e pedimos uma pizza. Assim comemoramos nosso primeiro ano de casados. 
Ontem nós acordamos e fomos tomar o café, que é servido até 11horas. Não quisemos sair depois. Ficamos ali mesmo, na pousada, esperando dar a hora de fazer as malas.
Afinal fomos lá para curtir o friozinho... Difícil acreditar que lá estava fresquinho com o calor que estamos passando aqui. Dormimos sem ventilador, com as janelas fechadas e em alguns momentos puxamos o cobertor. Quando isso está sendo possível aqui? Enfim, fizemos as malas meio tristes. Estava bom demais, mas era hora de retornar ao forno.
Conforme a gente se aproximava de Campinas, a temperatura ia aumentando. Chegamos aqui, um pouco antes das 17horas. Temperatura?... 37 graus.
Foi um fim de semana maravilhoso. Curtimos muito, principalmente um ao outro, com direito a ficar agarradinhos, o que está sendo impossível nesses dias de calor.rss
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