segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

As Pontes de Madison

Fazia um bom tempo que eu queria ver esse filme e por sorte tinha ele na pousada. Só não sei se foi uma boa pedida assisti-lo quando se está comemorando aniversário de casamento.rss
Estou falando isso porque quando terminou o filme, começou o debate. É assim que funciona quando o Zé e eu vemos um filme. Em um ou outro derrubamos algumas lágrimas. Nesse eu não chorei – já não posso dizer o mesmo do Zé. Fiquei emocionada sim, porém, já estava anestesiada com a história da Rose, e do Senhor Renato com a tia Nata.
Sei que o filme é velho, e pelo jeito não tive o menor interesse de assistir na época que foi lançado. O interesse surgiu um dia, quando o Zé comentou que tinha assistido e era bonito. Não contou detalhes.
Esses dias procurando no YouTube por um vídeo da música “Rain and Memories”, encontrei um que mostrava cenas do filme. Fiquei emocionada ouvindo a música que gosto tanto e vendo as cenas. Gosto muito da Meryl Streep e do Clint Eastwood.
Ah, aí não teve jeito. Falei para o Zé que tinha visto e fiz alguns questionamentos tipo: _ Eles não ficam juntos no final? – foi o que pareceu no vídeo.
O Zé disse que não. Eu retruquei: _ Por quê? E ele falou: _ Ela era casada. – e falou que se não estava enganado o marido dela não era um “bom marido”.
Bom, isso não me bastou. Queria saber mais. Então (como presente de aniversário de casamento) vejo o filme à disposição na pousada. E não era pra assistir?

O filme começa com um rapaz – acompanhado da esposa, chegando a uma fazenda.
Ali ele é recebido por uma moça e um senhor. Bom, o rapaz é Michael e a moça Carolyn, filhos de Francesca. O senhor é o advogado. O encontro é para tomar conhecimento do inventário deixado pela mãe. O advogado fala das escrituras e do desejo de Francesca de ter o corpo cremado, e as cinzas jogadas em uma das pontes de Madison. Michael fica inconformado. Como assim? E o túmulo que o pai havia comprado para eles?
Porém, sua irmã encontra uma carta que muda o rumo da situação. Essa carta os leva a um baú onde estão alguns diários, revistas, objetos pessoais. Assim, aos poucos, ele e a irmã passam a conhecer o passado da mãe, levando-os a compreender o desejo tão inconcebível dela.
Enquanto liam os sentimentos se confundiam. Revolta, dúvidas, empatia. Eles mal sabiam que, o que iam ler mudaria o rumo de suas vidas.
Um pouco receosos, porém curiosos eles começam a ler e em flashbacks passamos a conhecer a história de sua mãe que aconteceu em 1965...
... Francesca é uma jovem dona de casa, muito bonita, que demonstra ter um desejo enorme pela vida. Ela é casada com Richard, um homem “limpo” como ela mesma define. Bom marido, porém totalmente alheio aos desejos dela. A vida de Francesca se resume em cuidar da casa, do marido e dos filhos adolescentes. Eles moram em uma fazenda que pertencera aos pais de Richard - no condado de Madison, em Iowa. Francesca, apesar de ter uma vida tranquila, estabilizada, se sente sozinha.
Um dia seu marido e os filhos fazem uma viagem de quatro dias para Illinois. É quando Francesca conhece Robert, um fotógrafo da revista National Geographic. Ele se perde, tentando encontrar uma das pontes de Madison e acaba parando na fazenda de Francesca para pedir ajuda.  Ela tenta explicar o trajeto, como não consegue se oferece para levá-lo até lá. Francesca o convida para um chá gelado, depois para um jantar e assim, aos poucos os dois vão se conhecendo e o envolvimento é inevitável.
Na noite anterior ao retorno da família, Francesca tem que decidir: Ficar e continuar amargurada por não viver a vida que sonhou. Ou fugir com Robert para um futuro incerto, uma vez que ele viaja muito. Eles conversam, discutem, choram.
Ela argumenta com Robert seus medos: Como o marido vai sobreviver perante a vergonha que vai passar por ter sido abandonado? E os filhos... O que vai ser deles?
Ela diz a Robert que sabe que ao partir levaria tudo e todos com ela. Que com o tempo viver com ele poderia se tornar insuportável. Será que o amor ia resistir a tudo isso?
A família de Francesca retorna e ela os recebe com lágrimas nos olhos. Ao ir a cidade comprar algumas coisas para a fazenda Francesca vê Robert, na chuva, parado, olhando-a. Percebendo que ela não vai com ele, entra no carro. O marido de Francesca chega e ao manobrar, os dois carros param no semáforo – Robert no da frente – ela com o marido no carro, logo atrás. Ela em um momento de desespero, segura o puxador para abrir a porta do carro (e assim partir com Robert). Tenso... Fiquei com o coração na mão. Mesmo sabendo que eles não ficavam juntos, fiquei apreensiva. Robert vai embora... De vez. Francesca retoma a rotina. Só que agora seu coração, seus pensamentos estavam ligados a ele, para sempre.
Richard morreu em 1982, depois disso Francesca desejou muito reencontrar Robert. Ela ia todo o ano ao local onde eles passaram o dia juntos. Ele nunca apareceu. Anos depois ela recebe uma caixa com alguns pertences de Robert – dentre eles o crucifixo que ela lhe deu, e um livro onde ele conta o que aconteceu com eles naqueles quatro dias, inclusive com as fotos que ele tirou. Esse livro ela deixou com uma amiga que entrega aos filhos, quando os mesmos vão à ponte jogar as cinzas de Francesca.

Minhas considerações:
Não tem como ver um filme desse e não ficar comovida, envolvida, emocionada. Foi assim que fiquei.
Não tem como ver um filme desse e no final, não querer discutir os prós e contras com o companheiro.
A princípio pensamos: _Que pena os dois não terem ficado juntos. Porém, acredito que Francesca ter decidido ficar com o marido e os filhos, foi a decisão mais sensata. Acredito também, que se ela tivesse deixado tudo e todos para ficar com Robert, eles não teriam sido felizes e essa história de amor não teria um fim tão lindo – apesar de triste.
E outra... Por que Robert não voltou outras vezes? Será que, se tivesse retornado a história não poderia ter tido outro fim. Mesmo que fosse o fim desse amor. Pelo menos, não teria duas pessoas “sobrevivendo” amarguradas, por terem renunciados ao que seria “o amor da vida”. 

P.S. Vou querer ver o filme novamente, em outra oportunidade. Vale a pena! E quem sabe terei outra opinião.rss
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