sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Pais & Filhos

Topázio Cinemas - Prado Sala 3 - Data: 06-02-14 - Sessão: 20:25
Combinei com a Dinda durante o dia, inclusive de pegá-la para irmos juntos. Chegamos ao Shopping e só deu tempo de comer um lanche e tomar um suco.
Estava uma noite muito quente. Dentro do elevador o termômetro marcava 35 graus.
Eu fui de bermuda e camiseta de alcinha. Mesmo assim levei uma blusa de frio. A última vez que fomos àquele cinema quase congelamos.rss
Como ficamos sabendo do filme...
... Um dia passeando pelo Shopping resolvemos dar uma olhada nos filmes que estavam em cartaz. Vimos o folder desse filme e ficamos interessados O Zé gosta de filmes estrangeiros. Ele gosta também desse cinema... As salas geralmente estão vazias. 


Sinopse:
Pais e Filhos é a história de um grande homem de negócios, obcecado pelo dinheiro e pelo sucesso. Sua vida sofre uma grande transformação quando ele descobre que está criando o filho de outro homem há seis anos, já que seu filho biológico foi trocado por engano na maternidade.
Direção: Hirokazu Koreeda
Elenco: Lily Franky, Machiko Ono, Masaharu Fukuyama, Yôko Maki
Drama
Classificação: Livre - Soshite Chichi ni Naru, Japão, 2013 - 120 minutos

***
Não citarei os nomes dos pais e das crianças porque não lembro - não são nomes comuns, então fica difícil. Porém darei uma breve descrição de cada família.
Primeiro casal - São de classe média alta. Eles moram em um apartamento que mais parece um hotel. O pai tem um bom emprego. Um bom carro. A mãe fica em casa cuidando do filho único.
Segundo casal – São de classe média. Eles moram em uma casa onde também funciona a loja de materiais elétricos – trabalho do pai. Possuem uma perua meio velha. A mãe trabalha fora. Eles têm três filhos. Dois meninos e uma menina.
O filme começa com primeiro casal fazendo uma entrevista na escolinha onde queriam matricular o filho. Na entrevista o filho mente dizendo que o pai é amigo, companheiro. Que fazem coisas juntos. Na verdade o pai vive mais para o trabalho e quase não tem tempo para brincar com o menino.
Tudo ia bem até que eles são procurados por advogados. Ficam então sabendo que o filho que estão criando não é filho deles. Para confirmar fazem os exames.
Em seguida eles são apresentados ao outro casal. Depois cada um conhece o filho verdadeiro.
No decorrer da história eles também conhecem a enfermeira que fez a troca dos bebês na maternidade. Ela conta que fez a troca propositalmente, por despeito.
Bom, os pais são muito diferentes um do outro. Um é sério, autoritário. Muito trabalhador. Acha que o mais importante é o futuro do filho.
O outro é do tipo que vive o momento. O tempo todo está atirado ao chão, brincando com os filhos. Para ele o mais importante é o tempo que se passa com os filhos e não o que você vai deixar para eles.
As famílias começam se encontrando em lanchonetes até que chega o momento de começarem a trocar os filhos.
Não foi fácil ver a cena do primeiro casal deixando o filho que criaram por 6 anos na casa do segundo casal. Fiquei com o coração partido. O coitadinho do menino vendo os pais irem embora o deixando e levando o outro. Acho que isso deve fazer um estrago na cabecinha deles.
Eu já virei para o Zé e falei: _Eu jamais deixaria meu filho - 6 anos não são 6 dias, 6 horas. 
_Eu tentaria ficar com os dois - ou então combinaria com o outro casal de esperar o tempo passar, eles crescerem e decidirem. Mas é claro que estaria sempre acompanhando o crescimento do filho biológico.
No filme, bem que o pai rico tentou – insinuou ao outro pai, ficar com as duas crianças. Só que o outro pai não gostou. Brigaram. Por fim, em um outro momento, ele mesmo acabou cogitando ficar com os dois.
As mulheres não opinavam muito. Sofriam caladas. Cultura japonesa!
Enfim, a cada tentativa de convivência entre filhos e pais verdadeiros - houve até fuga - era só sofrimento. Dos pais. Das mães. Das crianças. Dos telespectadores.
No geral, o filme foi muito bom. Mostrou-nos alguns lugares do Japão e um pouquinho da sua cultura. Não tinha como não sair tristes e pensativos da sala. Tristes pois sabemos que aconteceu e acontece histórias como essa. E pensativos em como agiríamos ou reagiríamos se estivéssemos na mesma situação. 
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