quarta-feira, 23 de novembro de 2016

The Crown


Semana passada nós terminamos de assistir “The Crown”, que é uma série de TV anglo-americana criada e escrita por Peter Morgan para a Netflix. A série é uma história biográfica sobre a família real do Reino Unido. Por enquanto foi feita só uma temporada, com 10 episódios. Apesar de não acrescentar muito. Serviu para conhecer um pouco sobre a história da rainha da Inglaterra, seu marido, o pai, a mãe, a irmã, o tio, e outros personagens, também muito importantes para a história.
Os episódios seguem uma ordem cronológica, mas não são sequenciais. Ou seja, o que vimos em um não continua no seguinte.
Começamos conhecendo o pai da rainha. Seu reinado até sua morte. Depois a rainha assumindo o cargo. A aventura amorosa da irmã – princesa Margaret.
Conhecemos também o primeiro ministro Winston Churchill. E a influência que ele tinha sobre o rei e depois sobre a rainha.
Aliás, ali também, percebemos que quem manda mesmo é o pessoal do parlamento. Um querendo derrubar o outro. Na verdade, do começo o fim da temporada, vemos claramente que ninguém queria o Churchill no comando da nação, mas ele era muito esperto, e sabia se safar das “ciladas” dos inimigos.
A rainha também é bastante esperta. Ela sabe ouvir. E pensa muito antes de falar. No início, achavam que ela não tinha competência para governar o país. Mas com garra e determinação ela “calou” a boca de todos.
Na vida pessoal, percebemos que ela não é muito feliz. O marido, apesar de ser um bom pai, se mostra bastante distante dela. Um pouco por se sentir inferior. Outra por eles terem pouco momento a sós.
Bom, não vou fechar meus olhos e ignorar que o que vemos ali é que existe muito luxo. Muita gente não fazendo nada e gastando. E difícil acreditar no quanto eles são admirados – quase que idolatrados – pelo povo. Porém, a história mostra que por trás desse luxo, dessa mordomia, eles também têm obrigações “morais” que devem manter para não perderem o trono. E com isso... A vida boa!
Adorei os atores. Apesar de não conhecer nenhum deles. Ou melhor, só reconhecer um. Lembrei-me do Churchill, do filme Footloose. A atriz que protagonizou a rainha, excelente. Conseguiu transmitir a responsabilidade, as renúncias que uma rainha deve fazer para manter a ordem, ou as regras políticas a que foi imposta.
Em alguns momentos, um ou outro deixava claro que o cargo “pesava” na vida pessoal. Por não poderem ser pessoas normais, e poder fazer o que “todo” mundo faz. Mas, eu não acredito que eles gostariam de ter que trabalhar para pagar as contas e muitas vezes não ter dinheiro – nem tempo – para diversão. Afinal, esse é o mundo da maioria.
Eu tenho recomendado esse seriado, até porque acho interessante conhecer um pouco da história de celebridades. Para ver se eles têm outro lado, e não somente o que conhecemos.
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