domingo, 30 de março de 2014

Elis, A Musical


Quero deixar bem claro que qualquer coisa que eu diga sobre este espetáculo, não vai expressar nem “um por cento” da magia que aconteceu ali.
Ainda não presenciei cena assim. Durante todo o espetáculo, a vibração, a emoção tomou conta do público. A cada cena... Muitos aplausos, assovios e uhhhuuuuus tomavam conta do teatro. A expressão no rosto de todos era de um grande sorriso, contrastando com as lágrimas que, vez ou outra teimavam em cair.
Eu me incluo em tudo que mencionei acima. Vibrei, aplaudi, me emocionei, soltei alguns uhhuuus e bravo!! Ri e chorei. E olha que não sou muito fã da Elis. Gosto de algumas músicas. E foi o suficiente para não titubear quando o Zé falou de irmos assistir esse musical.
Bom, logo que chegamos e entramos – no saguão -  havia um cartaz onde estava escrito que para a próxima sessão (que seria a nossa), a atriz que interpretaria a Elis seria Lilian Menezes. Fiquei decepcionada e chateada, pois sabia que a atriz principal era a Laila Garin que concorreu com 200 candidatas e ganhou o primeiro lugar. Porém, a frustração durou até a Lilian (Elis) entrar no palco.
Essa moça deu um show de interpretação. Só para ter uma ideia, durante o intervalo e no final, ouviam-se comentários do tipo. “Nossa, quando a luz piscou duas vezes e a atriz começou a cantar, tive a impressão que a “entidade” da Elis tinha “baixado” ali”. O Zé eu pensamos que a atriz iria dublar. Engano nosso! A moça arrebentou de cantar. E os gestos, a expressão facial? Tudo nos fazia acreditar que era a Elis que estava ali presente.
Fiquei muito emocionada ao ver alguns ídolos da TV. O Tuca Andrada e o Claudio Lins. Reconheci também o Icaro Silva – só não me lembrava de onde. Fiquei sabendo no intervalo que ele tinha sido da Malhação. O Icaro foi fantástico interpretando o Jair Rodrigues. Aliás, fiquei boquiaberta por ver todos cantarem. Até o Tuca cantou.rss
O Tuca interpretou o papel do primeiro marido (Bôscoli) da Elis e o Claudio do segundo (César Camargo Mariano). Ouvi comentários de que os próprios ficaram emocionados ao assistir o musical e ver quanto o mesmo está sendo fiel a história.
O espetáculo todo foi magnífico. A gente nem percebe a hora passar. Ficaria ali o dia inteiro, com certeza. Em algumas cenas a gente chacoalhava o corpo e vibrava, foi assim quando a Elis fez um pout-pourri com o Jair Rodrigues – representando a época que eles fizeram um programa no rádio. A outra foi quando ela cantou com o Tom Jobim a música “Águas de Março” – essa a cena foi em um estúdio. Confesso que arrepiei e chorei quando ela cantou “Como Nossos Pais” e “O Bêbado e o Equilibrista” – a segunda ela canta para o Henfil – em uma forma desesperada de conseguir a aprovação dele, pois ele a enterrou por duas vezes em suas charges no jornal de grande repercussão da época “O Pasquim”.
 No espetáculo conheci outros personagens como Lannie Dale, Miele e alguns outros.
Bom, não vou me alongar mais porque corro sério risco de acabar contando o final. O que posso dizer, é que este espetáculo me encantou. Ainda não vi melhor! Só assistindo mesmo para saber o que estou falando...  Sentindo. E nem precisa ser fã da Elis. É só gostar de boa música, de conhecer um pouco da história não só da pessoa, como do nosso país, além de ver alguns ídolos e outros talentos que nos encantaram a cada segundo.
O que aconteceu naquele teatro foi sublime. Uma energia positiva. Uma emoção geral e recíproca. Artistas e público. Imagem que não esquecerei jamais!
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