quinta-feira, 8 de junho de 2017

Egoísmo ou amor?

O Zé cismou que o “santo” dele, com o “santo” da faxineira do trabalho dele “não batem”. Disse que já tentou uma aproximação, e nela concluiu que era só impressão. Ontem, voltou atrás. Mas aí, não acho que é porque o “santo” não bate não. É questão de opinião mesmo. Até porque eu também reagiria como ela. Não que falaria o que ela falou, mas... Penso igual.
Ele me contou o que aconteceu. Disse que ele estava na cozinha, com um colega e a senhora – que estava de costas, fazendo café. Ele e o colega estavam conversando, falando de doenças, etc. Então ele falou que o pai está em uma clínica, sobrevivendo, e que às vezes ele achava que viver assim não é legal, que seria melhor morrer.  Segundo ele, ao dizer isso, a mulher virou “com tudo” olhou para ele dizendo que ele não devia falar isso. E sei lá mais o quê que ela falou. Sei que o Zé, ficou surpreso (e chateado) com a reação dela. Eu não! Eu compreendo...
Falei para ele que quando a gente ama uma pessoa, a gente a quer por perto DE QUALQUER JEITO. Contei para ele um caso. Em 1988, uma colega de departamento, na Sonata - onde trabalhei por um tempo - tinha um irmão que estava em casa a alguns anos, vivendo com a ajuda de aparelhos. Ele tinha sofrido um acidente. A mãe dela quis assim. Na época eu era recém-casada. Não tinha filhos.
E complementei dizendo que, caso aconteça algo com meus filhos (ou outro ente querido) eu faria o mesmo. Ou seja, faria o possível para mantê-la por perto, pelo tempo que fosse necessário. 
Sei que pode parecer egoísmo. Eu penso do outro lado também. Imagino que, se a pessoa tiver consciência, pode desejar morrer. Não sei se isso seria entendido como "Amor" ou Egoísmo"... Complicado, não é? 
Postar um comentário