quinta-feira, 6 de agosto de 2015

“Um amigo me chamou pra cuidar da dor dele, guardei a minha no bolso.
 E fui.

Clarice Lispector

Lembrei-me da frase acima, depois de presenciar minha mãe, guardando a dor dela no bolso e se preocupando com o próximo.  
Por dois momentos ela fez isso.
O primeiro foi durante o velório do meu pai. Quando a Adriana – minha cunhada - foi cumprimentar minha mãe, ela perguntou pelos pais da Adriana.
E mais tarde, depois do enterro, já em sua casa, minha mãe disse para o Zé não esquecer, que no dia seguinte ele tinha que fazer uma simpatia, que ela ensinou.
Essa é a minha mãe! Mesmo com o coração partido, se lembrando dos problemas dos outros. 
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