quinta-feira, 21 de junho de 2012

Eu e a chuva.

Uma chuvinha fina e silenciosa cai lá fora. Depois de deixar o despertador se acabar de tanto tocar, me levanto. O dever me espera.
Logo no elevador encontro com um morador do prédio.
Ele diz: _Que chuvinha boa.
 _É, boa para ficar na cama. Foi o que respondi.
Ele fala que gosta porque não faz nada (provavelmente é aposentado).
_Se não faz nada mais um motivo para ficar na cama, retruquei. Vai entender.rss
Saindo, no portão, vejo que o porteiro já chegou. Pensei... com um tempo assim costumamos sair de casa mais cedo, pode ocorrer imprevistos pelo caminho.
Começo a caminhar em direção ao meu trabalho e, no mesmo sentido três jovens rapazes seguem seu destino. Somente um deles está com guarda-chuva. Os outros dois caminham tranquilamente, como se nem sentissem a chuvinha que caía sobre eles, já estavam um pouco molhados.  Engraçado que ontem, ao voltar para casa depois do expediente, pensei no meu filho. Será que ele estaria preparado para a chuva que começara a cair? Hoje vendo esta cena tenho claro que provavelmente não, e mais ainda, me conscientizo de que já fui jovem e, mesmo sendo mulher (que é mais cuidadosa), adorava "esquecer" minha sombrinha só para sentir a chuvinha fina caindo sobre mim, sem falar de quantas vezes estava um frio danado e eu com trajes que não eram condizentes com o clima. Coisas da juventude!!
Continuei caminhando devagar, até mesmo para não molhar os pés. Em casa, procurei escolher um calçado que me proporcionasse caminhar com segurança (salto nem tão fino, nem tão alto) e ao mesmo tempo que não molhasse meus pés.
Faltando duas quadras para chegar no escritório cruzo com um senhor (morador de rua), ele caminha calmamente (parece nem se preocupar com a chuva) o pensamento distante, com suas cobertas e alguns papelões (seu colchão) na mão. Me cortou o coração... para onde ele estava indo? Com esse tempo aquelas cobertas não vão secar! Como ele vai dormir à noite pois com certeza fará muito frio. Só me ocorreu elevar uma oração à Deus pedindo que protegesse essas pessoas desprovidas de um teto, de uma cama quentinha, de um alimento para forrar o estômago nessas noites de frio.
Continuei caminhando e como sempre, tudo observando.
Pronto... enfim cheguei no trabalho.
Os pés... molhados.
Isso foi Ontem!!
Hoje, continua chovendo e os pés...
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