quinta-feira, 3 de abril de 2014

Tentando compreender as pessoas

Tem algumas pessoas que agem de maneira que me entristecem profundamente. Queria não deixar me envolver, às vezes dá, mas nesse caso é quase que impossível.
Também não é fácil conviver mais de oito horas, dentro de um mesmo espaço com uma pessoa que não diz nem “bom dia” para os colegas de trabalho. Se não é capaz disso, imagina esperar que ela tenha outras atitudes que tornem o ambiente mais agradável ou sociável.
E o pior não é isso. Essa mulher é supervisora de RH. Como pode trabalhar nesse departamento, uma pessoa que vive de “cara amarrada”, que é estúpida com os clientes – se bem que normal – pois se não é capaz de dizer um bom dia aos colegas de trabalho!
Às vezes fico nervosa ao ouvi-la destratando um cliente, ou mesmo o menino que a ajuda. E pasmem! O escritório já perdeu vários clientes por causa dela (segundo o patrão). Por que ela continua trabalhando aqui? Não sei. Talvez pelos motivos que descreverei a seguir.
Fiquei sabendo que ela tem muitos problemas familiares. Há muitos anos ela perdeu o noivo em um acidente. Um irmão se suicidou e por conseqüência a mãe adoeceu. Ela vive com a mãe. Ouvi dizer também que ela faz cirurgias plásticas na boca - para correção, pois um dia levou uma mordida de um cachorro. É claro que eu fico compadecida com toda essa tragédia que se abateu sobre ela. Mas será que tudo isso justifica ela agir assim?
Só que pelo que percebo, ela não é assim com todos. Um dia desses, fiquei muito surpresa ao ouvi-la dizendo em alto e bom tom “bom dia” para a funcionária da sala ao lado. Segundos depois ela adentrou na nossa sala e como era de se esperar, não nos cumprimentou.
Acho que o problema deve estar nos colegas. Eu inclusive. Ou então, o trabalho. Pode ser que ela não goste do que faz. Se bem que - para quem não gosta do que faz - não parar nem para almoçar e ficar quase todo dia além do horário. Acho difícil.
O problema deve estar na gente mesmo.
Quando comecei a trabalhar nesse escritório me alertaram sobre ela. Diziam: _ Cuidado com o que você falar para ela, pois ela é muito traiçoeira. _Quando ela entra na sala do patrão é para ferrar alguém. Isso quando não manda e-mail para ele contando o que está vendo ou ouvindo na sala.
Bom, já tive provas de que realmente ela faz isso. Conheço quem a testou e confirmou a acusação.
Como disse no início, não devia esquentar, não me envolver, mas não consigo ser indiferente. Já não bastasse a impressão ruim que tenho, que sinto, há alguns dias, ela remanejou o lugar em que se sentava. E eu acabei ficando de costas para ela. Pode ser impressão, mas sinto a vibração negativa.
Sei que nem todos os ambientes de trabalho são serenos, onde a paz paira no ar. Mas acredito que o mesmo “pode” ser pelo menos “um pouquinho” assim. Vai depender das pessoas que habitam nele. Nós podemos torná-lo melhor ou pior. Azul ou cinza. Alegre ou triste.
O que eu ganho escrevendo sobre isso, sobre essa pessoa? Nada. Talvez nem deveria.  Posso estar sendo cruel mas, escrevo como desabafo e, para me lembrar de não (queria escrever nunca. Porém, dizem que nunca é uma palavra que jamais devemos dizer) deixar que as tristezas, que as decepções, que as mágoas, que as perdas dessa vida não me consumam a ponto de eu achar que as pessoas ao meu redor tenham que pagar por isso. 
E pensar que no dia 24/02/2012 fiz essa postagem porque fiquei triste por ela. Pensar que um dia senti pena dela. Hoje... Não sei.
Uma coisa eu venho aprendendo nessa vida é o quanto mudamos. O que gostamos hoje, amanhã podemos não gostar. Ou seja, tudo e todos estão em constante mudança. Só espero que sejam sempre para melhor!!

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