segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ciência e ética


Nos tempos atuais, o conhecimento científico chegou a várias construções que nos levaram a algumas reflexões éticas sobre o que podemos e não podemos fazer, sobre o que devemos e não devemos admitir, o que queremos e não queremos aceitar. Mas não é só o tema da Bioética que vem à tona. É, acima de tudo, a ética em relação ao uso da Ciência, naquilo que ela inventa e constrói, na possibilidade de que o que por ela for produzido venha a servir, no sentido positivo de proteção ao conjunto da humanidade.
François Rabelais, monge beneditino do século XVI, muito conhecido por ter, na literatura francesa renascentista, produzido as obras clássicas Gargântua e Pantagruel, dá um conselho valioso: “Ciência sem consciência não passa de ruína da alma”.
Termo comum na época renascentista, “ruína da alma” é a perdição, ou seja, o apodrecimento da nossa capacidade de fazer aquilo que precisa ser feito. Para que não degrademos a nossa condição de pensador, de escritor, de cientista.

A ética, numa época em que a ciência nos anima imensamente, não pode ser deixada de lado. Ela é consistência para a decência.

Mario Sergio Cortella (Pensar bem nos faz bem! vol.1)



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