quinta-feira, 9 de maio de 2013

O Alquimista



Santiago é um rapaz, pastor de ovelhas, que após ter o mesmo sonho por mais de uma vez resolve procurar uma cigana para revela-lo.Descobre que deve buscar um tesouro que estava guardado próximo as pirâmides do Egito. Ele vende suas ovelhas e sai em busca de seu tesouro.
Durante essa busca ele vive muitas aventuras, conhece um rei, é roubado, se torna vendedor em uma loja de cristais, conhece muitas pessoas.
E é durante uma parada no deserto que o rapaz conhece o alquimista e encontra a mulher da sua vida. Ao prosseguir a travessia pelo deserto em busca do seu tesouro, o rapaz pensa em desistir  (já tinha um bom dinheiro e tinha encontrado seu grande amor), mas é alertado pelo alquimista de que, se desistisse, ficaria feliz por um tempo mas morreria aos poucos por não ter realizado sua Lenda Pessoal.
Então ele prosseguiu. Por ser persistente, por acreditar em seus sonhos, nos sinais e principalmente por querer encontrar seu tesouro e assim cumprir sua Lenda Pessoal, esse rapaz passa por muitas adversidades, onde o medo só não é maior diante da pureza do seu pensamento e a confiança no seu coração.


“Onde estiver seu tesouro, ali estará também o seu coração.”- O alquimista


Nunca demorei tanto para escrever algo sobre um livro. Geralmente termino de ler e escrevo o que penso, sem receios. Confesso que fiquei meio confusa, ler palavras como Lenda Pessoal, Alma do Mundo, e algumas outras fogem um pouco da minha compreensão. Imaginar uma cena, como a do rapaz conversando com a areia do deserto, com o vento, com o sol então, é muita magia. Essa área mística, esse mundo da magia nunca foram o meu forte. Sempre me limitei a ler livros do gênero auto-ajuda, policial, romance, de literatura, etc. Deste gênero, é o primeiro. Do Paulo Coelho é o segundo. Talvez por isso, não quis ler logo que ganhei. Na época tinha conhecimento de que o autor era um Mago e achei que poderia não entender nada. Na ocasião eu seguia fielmente a religião católica, poderia ser influenciada. Era o que eu pensava. Hoje não tenho preconceitos, tenho aprendido muito nesta minha vida. Então, diante de tudo isso posso ter interpretado algo errado mas enfim,  extrai algumas lições, alguns ensinamentos para carregar no meu dia a dia.
O principal deles é de que nem tudo é, o que parece ser. Que nem sempre o tesouro é, “um” tesouro. Está certo que na história existia mesmo um tesouro, mas, foi procurando errado, que o rapaz cumpriu sua Lenda Pessoal, encontrou a si mesmo, descobriu a Alma do Mundo, conheceu a sua amada. Isso sim é um tesouro!
Vou procurar aceitar (sem discutir) os presentes que a vida venha a me oferecer. Comecei a pensar assim depois de ler um trecho (quase no final) onde um monge após receber um pedaço de ouro do alquimista diz:
_Estou recebendo um pagamento além da minha generosidade- respondeu o monge.
E o alquimista responde:
_Jamais repita isto. A vida pode escutar, e lhe dar menos da próxima vez.
Não que eu esteja querendo me gabar, dizendo que sou generosa.rss Mas que é meu costume achar que estou sempre recebendo mais do que mereço.
Com certeza ficarei mais atenta aos sinais de Deus. E, tentarei dar maior atenção aos sonhos, se bem que na história, em dois momentos a revelação dos sonhos não foi clara, ou foi incompleta, ou mal interpretada... no sonho do rapaz e na história contada pelo alquimista sobre o pai e seus dois filhos: um poeta e o outro militar.
Diante disso fico a pensar se devemos confiar (plenamente) em nossos sonhos ou o que deles é revelado.


Como sempre faço, escolhi este trecho que gostei muito:

“Iluminadas pela luz da lua cheia e pelo branco do deserto, erguiam-se majestosas e solenes A pirâmides do Egito. O rapaz caiu de joelhos e chorou. Agradecia a Deus por haver acreditado em sua Lenda Pessoal, e por haver encontrado certo dia um rei, um mercador, um inglês e um alquimista. Sobretudo por haver encontrado uma mulher do deserto, que lhe tinha feito entender que o Amor jamais vai separar o homem de sua Lenda Pessoal.”
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