terça-feira, 21 de maio de 2013

Casar pra quê?

Casar pra quê?
_ Por que ele quer ver uma peça com esse tema? Confesso, foi o que pensei quando o Zé falou de irmos ver.rss Dei uma olhada na sinopse (abaixo) que ele me enviou e achei que seria legal. Comédia romântica e, em um teatro que a gente ainda não conhecia. Também não conhecia os atores, somente o Eri Johnson que dirige. Tudo novidade! 

A peça:
Durante 70 minutos, os atores mostram no palco inúmeros conflitos de ideias, pensamentos e atitudes existentes entre um casal completamente apaixonado, fazendo com que a plateia se identifique intimamente com quase tudo que está acontecendo ali. E diante de tantas situações engraçadas, não tem quem não se espelhe em uma ou várias delas e o público acaba rindo de si mesmo.

A comédia romântica estreou em 2007 e já foi assistida por mais de 300 mil espectadores. Desde 2012, conta com novo cenário, novos figurinos e novos quadros. O já consagrado ator e comediante de teatro e televisão Eri Johnson é quem assina a direção dessa comédia escrita por Alessandro Anes, que também atua na peça ao lado de Michelle Martins.

Para criar a peça, o autor começou a observar trechos de conversas de bar, papos pelos corredores e foi colecionando pérolas do complicado relacionamento entre homens e mulheres. Fez então uma seleção do que considerou o mais absurdo, mais engraçado e, quando se deu conta, já tinha pronta a história de um casal que representa todos os outros: ela vendo a vida de um jeito que para ele é totalmente maluco e ele querendo curtir de uma forma que para ela é inadmissível.
E o mais louco de tudo: ela é louquinha por ele e ele não vive sem ela. Ela gosta de ir ao shopping, falar horas com as amigas no telefone e não perde um capítulo da novela. Ele não dispensa um futebol com a galera, uma cerveja gelada e, claro, adora falar mal da sogra. Situações como essas fazem parte da vida de todo casal e é mostrada por esses dois jovens que formam um hilário casal. O que é mais incrível é que eles não se largam.

Na peça eles são Ana Lucia e Pedro Paulo. Ela é muito bonita um mulherão, mas também muito louca, as vezes estressante, tinha hora que era bem chata.rss Acho que eu não teria tanta paciência como ele tinha, mais um pouco e dava uns petelecos nela. Verdade, tanto que em um certo momento ele reclama (se dirigindo à Deus) por não ter uma lei que o protegesse (citou a lei Maria da Penha).rss
Ele é meio maluco, crianção, chorão, um coitado, sofre na mão daquela mulher. Fiquei com pena dele. Acho que todos ficaram.rss
Aliás, estou aqui pensando... meio machista essa peça.  Concordo que mulher quando quer ser chata ninguém aguenta. E como se não bastasse ainda tem a TPM pra colaborar. Coitado dos homens.
Realmente, as situações, as conversas em alguns pontos nos remetem ao nosso casamento. No meu caso, lembrei de alguns estresses do primeiro casamento.
Hoje estou mais madura, menos chata.rss Foi bom ver essa peça assim fico de antena ligada nas picuinhas que fazemos e que chateiam o companheiro.
Quanto aos atores, como falei anteriormente, não conhecia o trabalho deles. Ganharam minha admiração, são muito talentosos. Deram um show de interpretação. esbanjaram competência na expressão corporal, nos gestos.
Foi hilário ver o ator dançando em uma noite que queria provocar a esposa (inconformado por ela tê-lo colocado pra dormir no sofá).
Ela, quando começou a tremer em um momento de tensão... demos muita risada.
Uma peça que recomendo, até mesmo pelas surpresas, pois pelo que percebi (até mesmo pelo que consta na sinopse) tem sempre um quadro diferente. Confirmado pelo final que foi improvisado, inesperado. Pelo menos para a atriz.rss
Dá até vontade de voltar nos outros dias para ver o que ele inventou.
Os atores ficaram muito felizes e agradecidos, a gente podia ver a expressão de surpresa deles por ver o teatro lo-ta-do e uma platéia tão receptiva. Comentaram isso.
Eu me emocionei por eles, fiquei feliz, cheguei a arrepiar. Deve ser muito gratificante para um ator ser reconhecido profissionalmente.
Desabafo: Aliás, é bom pra qualquer um ser reconhecido, profissionalmente. Pena que na vida real  não recebemos aplausos, temos que nos dar por satisfeitos "quando" e "se" somos reconhecidos ou valorizados.
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