Na viagem, voltando de Londrina, sofremos um pequeno acidente. Isso aconteceu quando já estávamos em Indaiatuba. Graças a Deus nenhum de nós teve um arranhão sequer. Já não posso dizer o mesmo do carro.
Por mim, e pela Sandra a gente dormia em Londrina e sairíamos na
madrugada do domingo. Ela chegou até a pesquisar um hotel. Mas, desde o início
o Hélio falou que voltaria no sábado. Ele falou que é acostumado a dirigir a
noite. Disse que até prefere. E como a gente estava de carona, não discutimos.
Logo que entramos no carro, eu peguei meu terço e rezei o Terço
Mariano. Na ida rezei o Terço da Divina Misericórdia. Depois assisti um episódio da
série “Uma Nova Mulher”. O Hélio fez uma parada para irmos ao banheiro. Eu não
quis comer nem beber nada. Ele comprou algo para beber e foi bebendo no carro.
Eu dormi um pouquinho até meia noite. Depois, de vez em quando dava umas cochiladas. Vi que a Sandra também dava. Toda vez que olhava para a frente, via que a Gina conversava com o Hélio. Ou mexia no celular. Ela estava sempre atenta nos pedágios, pegando o dinheiro e entregando para o Hélio. Enfim, ficou de co-pilota. Isso me tranquilizava.
Eu já não estava mais cochilando porque sabia que estávamos chegando, mas
foi um piscar de olhos... Escutei um barulho e vi o carro desgovernado e
batendo em coisas. A Sandra gritando. Um grito baixo e sufocado, porque ela estava
rouca. Me segurei e só queria que o carro parasse antes de cair em algum lugar,
ou bater em algo concreto. Ele parou. Foi aí que vi que ele estava no canteiro. Uma escuridão que não dava para enxergar nada. O Hélio funcionou o carro e voltou
para a pista. Parou no acostamento, com o pisca alerta ligado. Ele só ficava
perguntando se alguém tinha se machucado.
Ele e a Gina desceram do carro e foram ver o estrago. Depois saímos a
Sandra e eu. O carro, um Clio, judiação. Perdeu o para-choque. Faróis. O
espelho retrovisor do motorista. Trincou o para-brisa. E amassou o capô.
Sem ter o que fazer ali, voltamos para o carro. A Sandra pediu para rezarmos um "Pai Nosso". O Hélio foi dirigindo, devagar e nós todos quietos.
Eles me deixaram na casa da Sandra. Me despedi dos dois, e mais uma vez eles pediram desculpa pelo acidente. Nem precisavam pedir desculpas. Afinal, acidentes acontecem! Eu entrei, escovei os dentes e caí na cama. Não sem antes avisar o Zé que havia chegado bem e que avisaria quando acordasse, para ele me buscar.
Não contei para ele o que aconteceu, pois eu iria levar bronca. Porque
ele avisou para eu não voltar a noite.
Importante é que ninguém se machucou. E eu só tenho a agradecer a Deus
pelo “livramento”.
Oi, um relato fidedigno de nosso acidente. Que saibam quem ler... Sandra Ito
ResponderExcluirOlá!
ExcluirNão perguntaram se eu que queria viagem com emoção ou sem emoção.rsrs
Queria emoção, mas não desse tipo. Mas tão bom! Importante é que ninguém se feriu.