domingo, 20 de julho de 2014

Desculpe-me, não reconheci você: eu mudei muito


Desculpe-me, não reconheci você: eu mudei muito.

Um escritor contemporâneo afirmou que ninguém é mais diferente de outra pessoa do que é de si mesmo nos diversos momentos da trajetória pessoal. Na maioria dos casos, isso é verdade, pois o saudável é queimarmos etapas na vida, amadurecendo e desenvolvendo novos interesses.
Contudo, nem todo mundo evolui do mesmo modo. Não é incomum que, anos depois de ter cumprido certa etapa da vida, uma pessoa perceba que os amigos permanecem naquela fase e reclamam pelo fato de ela haver mudado. De repente, pessoas que tinham muito em comum já não têm sobre o que conversar, exceto os “velhos tempos”.
É inútil manter uma amizade artificialmente apenas por ser uma relação de muitos anos. Isso só rouba um tempo que poderia ser dedicado a relacionamentos mais favoráveis ao momento que está se vivendo.
E nada impede que, no futuro, os caminhos de velhos amigos voltem a se cruzar.
  
Do livro Oscar Wilde para inquietos de Allan Percy.
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