O
filme "A Última Sessão de Freud"
(Freud's
Last Session, 2023) é
um drama dirigido por Matt Brown, baseado na peça de teatro
homônima de Mark St. Germain
e inspirado no livro "Deus em Questão" (The
Question of God), de Armand M. Nicholi Jr.
Elenco
Principal: Anthony Hopkins interpreta Sigmund Freud e Matthew Goode interpreta
C.S. Lewis; Liv Lisa Fries vive Anna Freud.
Premissa
/ Trama: O filme retrata um encontro ficcional (os dois reais pensadores nunca
se encontraram pessoalmente) em Londres, no dia 3 de setembro de 1939 — o exato
dia em que a Grã-Bretanha declara guerra à Alemanha no início da Segunda Guerra
Mundial.
O
Debate Central: Sigmund Freud (um ateu convicto e envelhecido, lidando com um
doloroso câncer de boca) recebe em sua casa o jovem professor de Oxford C.S.
Lewis (ex-ateu que se converteu ao cristianismo e, mais tarde, ficaria famoso
por criar As Crônicas de Nárnia). O embate gira em torno de duas grandes
visões: a existência de Deus, a fé versus a razão, o sentido do sofrimento
humano e a moralidade, tendo como pano de fundo a tragédia iminente da guerra e
as relações familiares de Freud.
Fiquei
sabendo da existência deste filme na noite em que fomos à casa dos amigos Edson
e Rose. Eu tinha ido devolver um livro, e o Edson comentou que havia uma peça
de teatro e um filme baseados na obra. Como eu tinha gostado muito da leitura,
procurei pelos dois na internet assim que pude.
Descobri
que a peça já esteve em cartaz em Campinas anos atrás. Já o filme ainda está
disponível no catálogo do Prime Video (mas prestes a sair!). Por isso, combinei
de assistir na casa do Bruno; estou enfrentando um problema de compatibilidade
entre o meu celular e a televisão, o que me impede de espelhar o conteúdo.
Poderia ter assistido na tela pequena do celular? Poderia. Mas não queria! 😄
Avisei os
meninos que talvez o filme fosse maçante para eles. Deixei claro que não me
importaria de assistir sozinha e que eles podiam seguir com a rotina deles,
fazendo de conta que eu nem estava ali. O Bruno foi tomar banho e acabou
cochilando; já o Victor ficou na sala e acompanhou alguns pedaços.
Mas vamos
ao que achei do filme!
Gostei
muito de rever o ator Matthew Goode no papel de C.S. Lewis — logo que ele
apareceu, lembrei dele na série Downton Abbey. E o Anthony Hopkins nem
precisa de elogios, não é mesmo?
A
fotografia do filme é bem escura, tanto nos ambientes internos quanto nas ruas.
Isso não chega a ser uma surpresa, já que a história se passa em plena Segunda
Guerra Mundial. Não é o meu estilo favorito de imagem, mas entendo a escolha
artística. O diálogo entre os dois personagens é bastante acirrado, mas fiel ao
que li. O diretor soube transpor muito bem o conteúdo do livro para as telas.
Um ponto
que me causou estranheza foi o relacionamento entre Anna (filha de Freud) e
Dorothy, pois o livro quase não menciona o assunto. Para tirar a dúvida,
recorri à internet e descobri o seguinte:
“Durante décadas, biógrafos e os registros oficiais da época descreveram o vínculo entre elas cautelosamente como uma 'amizade íntima' ou 'companheirismo' — um reflexo da época e do contexto da própria família Freud. No entanto, historiadores e psicanalistas contemporâneos reconhecem a união das duas como uma parceria conjugal e um dos primeiros casais homoafetivos registrados na história da psicanálise.”
Minha
estranheza inicial vinha da impressão de que Freud não aceitava a relação
delas. Porém, a visão dele era bem diferente:
“Freud
NÃO considerava a homossexualidade uma doença, um vício, um crime ou uma
degeneração moral, rompendo com a visão patologizante dominante da sexologia do
final do século XIX.”
Enfim,
gostei muito da experiência. O filme apresenta duas figuras brilhantes que eu
adorei conhecer mais a fundo. Agora só falta conseguir assistir à peça! 🎭

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