sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Reforma do quarto Henrique: Parte UM

Desde quando ainda estava trabalhando, eu já havia me programado para aproveitar minhas férias sabáticas e ir ao apartamento da Vila União para arrancar os pisos do quarto do Henrique. Grande parte deles estavam quebrados, oferecendo o risco de o Henrique ou alguém se machucar.

Como precisaria de ajuda, conversei com a Letícia, que está trabalhando por conta própria com impressões 3D, para saber quando ela poderia me ajudar. Ela sugeriu a semana do dia 13.

Na segunda-feira, dia 12, foi feriado: Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Ou seja, era dia de ver o Henrique, o que fiz no final da tarde.



Acabei ficando para dormir, pois o Henrique não iria à escola naquela semana, que seria mais curta. Além do Dia das Crianças, na segunda-feira, na quinta-feira seria comemorado o Dia do Professor. Outro motivo para ficar foi que ele estava com muita tosse, fazendo inalação e tomando xarope.

Já era noite quando eu e o Danilo tiramos o guarda-roupa e tudo o que havia dentro do quarto. Também retiramos as prateleiras que estavam presas à parede. Henrique tomou banho e colocou o pijama que a Dona Delza (bisavó) comprou para ele lá em Caldas Novas. Ganha um doce quem adivinhar quem penteou o cabelo dele?rsrs

Dormi mais ou menos. Como durmo no sofá, a claridade que entra por baixo da cortina e pelo vitrô da cozinha acaba me acordando cedo. Fora isso tem o barulho dos carros que circulam na Rodovia dos Bandeirantes. Então, antes mesmo de o Danilo sair do quarto, eu já estava acordada. Foi assim durante todos os dias, mas eu esperava que ele saísse para me levantar.

Na terça-feira, o Danilo saiu para trabalhar. Fiz café, tomei e comecei a arrancar os pisos que estavam soltos. De repente, caiu uma chuva forte.

O Henrique acordou, e preparei o leite para ele. Passou o dia todo no sofá, assistindo à televisão ou jogando videogame ou brincando. De vez em quando, ia até o quarto dar uma espiadinha para ver o que estava acontecendo. O fiscalzinho.Rsrs.


A Letícia demorou um pouco para chegar, mas, quando chegou, colocou a mão na massa e me ajudou a arrancar os pisos e as soleiras.

Eu estava preocupada com os entulhos. Como faríamos para nos livrar de tudo aquilo? Por sorte, o pai dela nos emprestou o Fiat Uno para levarmos os entulhos até o Ecoponto do Parque Tropical.

Enquanto ainda estávamos retirando os pisos, eu chamei o Michel, da Ômega Pisos, que foi até o apartamento para fazer o orçamento do piso laminado. Ele chegou um pouco antes do nosso almoço.

Depois do almoço, a Letícia foi buscar o carro com o pai. Enquanto isso, dei almoço para o Henrique e também almocei.

Quando a Letícia voltou com o carro, começamos a carregar os entulhos. Fizemos duas viagens. Na primeira foram três sacolas e uma caixa de papelão cheia de pisos quebrados. Quase morremos carregando tudo escada abaixo!

Na segunda, levamos duas sacolas com os pisos inteiros e uma caixa com cabides, um varão de cortina e outras coisas que a Letícia encontrou pelo caminho e que precisavam ser descartadas — mas não na lixeira comum.

Na volta da segunda viagem, paramos em uma loja para comprar argamassa, tintas e acessórios. Aproveitei para comprar um bolo para comermos com café. Afinal, a gente merecia! Rsrs.




Depois do café, a Letícia ficou mais um pouquinho e foi embora antes das 17h. Ela ainda precisava devolver o carro ao pai e buscar a Karol no trabalho. 

Mais tarde, fiz inalação no Henrique. Não era porque ele estivesse piorando, mas para ajudar a acelerar a melhora. Henrique gostou do bolo, pois mais tarde pediu mais um pedaço. 

Danilo chegou e deu uma olhada no que fizemos. Pedi para ele preparar a argamassa para tamparmos os buracos das paredes. Que eram muitos. E grandes! Na verdade eu fiz besteira. Não precisava ter arrancado as buchas, segundo o Zé. Mas fiquei sabendo disso tarde demais. Tinha uma bucha que estava tão difícil de sair que saiu arrancando pedaço da parede. Deu vontade de chorar quando eu vi o estrago que fiz.😓



Quando finalmente parei, eu estava morta de cansaço! Sentia dores nos ombros e nas pernas. Tomei banho, comi um miojo e tomei um comprimido de Dorflex. Ainda não eram dez horas da noite, e eu já estava morrendo de sono.

Fomos todos dormir... Afinal, no dia seguinte, tinha mais!

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