O livro
"Ecos: Em harmonia com os Irmãos Grimm" (Echoes), escrito por Pam
Muñoz Ryan e publicado no Brasil pela DarkSide Books (selo DarkLove), é uma
fantasia histórica em formato de fábula.
Sinopse e
Enredo
A fábula
inicial: Três irmãs (Eins, Zwei e Drei — Um, Dois e Três) escapam da morte mas
ficam presas por uma bruxa em uma floresta. Para quebrar o feitiço, elas
precisam usar uma harmonia musical que consegue viajar pelo tempo e pelo
espaço.
As
histórias principais: A narrativa se divide em três núcleos temporais e
geográficos no século XX, conectados pela mesma gaita mágica:
Alemanha,
1933: Frederich, um garoto apaixonado por música que enfrenta a crescente
ameaça e a ascensão do regime nazista.
Estados
Unidos, 1935: Mike Flennery, um menino órfão que vive em um lar adotivo e tenta
proteger seu irmão mais novo durante a Grande Depressão.
Estados
Unidos, 1942: Ivy, uma garota de uma família de descendentes de mexicanos que
lida com o preconceito, a segregação e a ausência do irmão mais velho lutando
na Segunda Guerra Mundial.
Editora:
DarkSide
Ano: 2017
Páginas:
368
Foi a capa que me fisgou primeiro no livro Ecos, que peguei emprestado com o Bruno. Ela é linda demais: capa dura, corte das páginas em laranja e o interior ricamente decorado. Um daqueles livros que já conquistam a gente antes mesmo de começar a leitura. Esta é a primeira vez que leio algo da autora Pam Muñoz Ryan, e que ótima estreia!
Como o Bruno adora terror e a DarkSide é famosa por isso, perguntei ao Bruno se tinha algo de terror. Ele me garantiu que não, e eu mergulhei na leitura.
Comecei
no dia 25 e terminei hoje. Foram cinco dias de uma imersão intensa na história. Houve momentos em que eu começava um capítulo e não sossegava enquanto não chegasse
ao fim. O coração disparava de tanta tensão! A cada final de capítulo, o
desespero batia: o que aconteceu afinal? Pelo histórico do personagem, eu
sempre temia o pior.
A narrativa tem esse
poder de nos deixar inquietos, querendo descobrir o que vem pela frente. E,
quando achamos que já entendemos o rumo da história, somos levados a acompanhar
novos acontecimentos e personagens, sem perder a curiosidade de saber como tudo
vai se encaixar.
Mas o desfecho... que desfecho maravilhoso! Fui totalmente surpreendida. Tudo foi respondido, e as peças foram se encaixando de uma maneira que me deixou encantada. Embora eu goste de finais abertos que nos fazem exercitar a imaginação, prefiro muito mais quando a autora consegue concluir perfeitamente aquilo que começou. E foi exatamente essa sensação que Ecos me proporcionou: a de chegar à última página com a história completa, sem pontas soltas e com o coração aquecido.
Que sensibilidade a autora possui! Ela nos envolve com a situação de cada personagem, fazendo com que nos importemos com seus destinos e torçamos por eles. Não é apenas uma questão de querer saber o que vai acontecer, mas de sentir junto, de sofrer com as incertezas e de alimentar a esperança de que tudo termine bem.
Outro aspecto que me encantou foi a maneira como a música se torna parte essencial da narrativa, conectando histórias e pessoas. Ela representa muito mais do que notas e melodias: é um elo entre vidas, capaz de atravessar distâncias e manter viva a esperança mesmo nos momentos mais difíceis.
Ecos é
daqueles livros que nos prendem pela curiosidade, emocionam pela sensibilidade
e surpreendem pela forma como tudo se conecta. Terminei a leitura encantada com
a criatividade da autora e com a maneira como ela conduziu a história até seu
desfecho.
E pensar que tudo começou com uma capa bonita! Ainda bem que, desta vez, a beleza exterior veio acompanhada de uma história à altura.
Adorei a
leitura e recomendo!


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