Hoje o Zé
comemora 71 anos de uma vida intensa e repleta de histórias. Ele tem tantas
aventuras para contar que sua biografia renderia, no mínimo, uns dois volumes.
Apesar
disso, ele não faz questão de comemorações; diz que nunca gostou e que talvez
venha de algum trauma antigo — uma parte da história que nem ele mesmo sabe
explicar. Eu, que adoro uma festa (especialmente de aniversário), respeito o
espaço dele, pois cada um tem seu jeito.
Sendo
assim, decidimos apenas almoçar fora, um hábito que já temos nos fins de
semana. A Eliane queria saber o roteiro do dia, e o Zé sugeriu o restaurante
“Feijão com Tranqueira”, localizado em Joaquim Egídio.
Eles chegaram primeiro. Por engano, o Gabriel acabou optando pelo
self-service (R$ 89,90 por pessoa), pois um garçom o informou erroneamente que
não haveria serviço à la carte devido a um casamento no local. Assim que
chegamos, contestamos a informação, pois frequentamos o restaurante aos sábados
e sabemos que o cardápio tradicional continua disponível mesmo durante eventos.
No final, eu, o Zé e a Eliane conseguimos pedir o à la carte.
O almoço ainda teve uma visita ilustre: um galo que passou o tempo todo ao redor da nossa mesa. Ele chegou a tentar bicar o prato do Gabriel, mas compensou a ousadia nos divertindo com seu canto.
O almoço estava muito bom. A companhia, melhor ainda. E antes de pagar a conta tomamos um café com bolinho de chuva, cortesia do restaurante.
Para fechar o dia, ao cair da noite, comemos alguns salgadinhos que o Zé havia comprado e brindamos com vinho, garantindo que a data não passasse em branco.




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