domingo, 16 de janeiro de 2011

Cartas para Julieta

Noite de Sábado, nada para fazer, neste caso ver um filminho vai bem! Pego na estante um entre tantos filmes, que estão faz um tempinho aguardando a vez que nunca chega. O escolhido: Cartas para Julieta, não sabia nada sobre ele, quando peguei (na minha irmã) fui movida pela capa e talvez porque adoro esse negócio de cartas, mensagens e sendo para Julieta, melhor conferir.

Caso se interesse, veja aqui a sinopse e alguns comentários do filme. O que posso adiantar é que estreou dia 11 de Junho de 2010 (um dia antes do dia dos namorados) e também que é do mesmo diretor de "De repente 30" outro filme que adorei e quem sabe faço um post sobre ele.

Mas vamos ao que interessa, o filme é mais uma daquelas historinhas onde a mocinha encontra o mocinho, por um acaso, coincidência ou para os mais afoitos que acreditam no Senhor Destino podem culpá-lo.rss

Não posso deixar de comentar que Sophie estava noiva e foi à Itália fazer uma pré lua de mel (nunca tinha ouvido falar nisso) e o que acontece, só assistindo.

A princípio (além do que citei no parágrafo acima) a história é a busca e o possível reencontro de duas pessoas que se amaram e acabaram se separando há mais de 50 anos, mas por fim acabamos tendo duas histórias, dois casais, cabe a cada um se encantar com a que melhor lhe agradar.

O que de cara já me agradou foi a música de abertura "You Got Me" de Colbie Caillat, destaco também "Sospesa" com Malika Ayane and Pacifico, por aí já fiquei animada e pensando não estar jogando a minha noite de Sábado fora (como se tivesse alguma outra opção melhor) senão pelo filme, pelo menos pelas músicas já estava valendo a pena.

Mas não foi bem assim, aos poucos fui sendo cativada, pelos atores, pelo lugar, as belas paisagens, e principalmente pelas histórias. E as cenas? Mulheres sentadas escrevendo cartas contando suas dores, pedindo conselhos à Julieta, chega a ser comovente pois a maioria chora enquanto escreve (coisa de mulher). Um muro revestido com essas mesmas cartas. As secretárias de Julieta respondendo as tais cartas. E a busca de Claire, Sophie e Charlie por Lorenzo. Todos essas cenas fizeram deste filme especial, me fazendo pensar se realmente existe o amor verdadeiro, se vale a pena tentar reencontrá-lo depois de anos. A gente vive se perguntando "e se" e foi bem sobre isso que Sophie escreveu na sua resposta à carta de Claire, vejam o que ela escreveu, vale a pena refletir sobre essas palavras:

"Querida Claire, "e" e "se" são duas palavras tão inofensivas quanto as palavras podem ser. Mas coloque-as junto, lado a lado e elas tem o poder de perseguir você pelo resto da sua vida.

E se? E se? E se?

Não sei como sua história terminou mas, se o que você sentia então, era o amor verdadeiro, então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro, então porque não seria agora? Você só precisa ter coragem de seguir teu coração. Não sei como é um amor como o de Julieta, um amor pelo qual deixar entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos. Mas quero acreditar que, se um dia eu sentisse esse amor, teria coragem de agarrá-lo.

E, Claire, se não fez isso, espero que um dia o faça.

Com todo carinho, Julieta"

Como sou admiradora de tudo que é belo, no caso estou me referindo à arte literária; poemas, poesias, pensamentos, provérbios .... quero chamar a atenção para uma cena em que Sophie e Charlie (as condições em que eles se encontram são dignas de: eu também querooo!) declamam este pensamento de Shakespeare:
"Duvida que as estrelas sejam fogo. Duvida que o sol se mova. Duvida que a verdade seja mentira. Mas nunca duvides do meu amor."
Ai, ai, que romântico. Sei que quando o filme terminou, só dei aquela suspirada e disse: Ah, l'amore!.
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