Pegamos um Uber em frente ao pavilhão da Bienal e fomos até o apartamento
que o Victor reservou no Butantã. Gente do céu! Chega Campinas, mas não chega
no Butantã! 😅 Não sei se era o cansaço, mas parecia que
estávamos demorando uma eternidade. Para constar, nós andamos por mais de 10
horas. Entramos na Bienal praticamente na hora em que abriu e saímos um pouco
antes de fechar — e na maior parte do tempo carregando peso. É ou não é para
estar morta de cansaço?
Enfim, chegamos ao apartamento às 23h. Estava um frio de matar! Tudo o
que eu mais queria era entrar logo, tomar um banho quente e me enfiar debaixo
das cobertas. O apartamento é bem bonitinho e aconchegante: tem um banheiro, um
quarto com uma cama de casal e uma de solteiro, e uma sacada charmosa com uma
bancada alta, bancos e uma daquelas cadeiras de balanço suspensas para leitura,
sabe? Espero que sim, porque não sei explicar melhor! 😂
Eu estava tão exausta que nem tirei fotos. Fui direto tomar banho e deitei. Enquanto eu capotava, os meninos tiraram tudo o que compramos das sacolas, filmaram e fotografaram. Abaixo, mostro o que eu comprei!
Dormi tão
rápido que nem vi os meninos tomarem banho ou irem deitar.
Acordei hoje antes deles, fiz um café e nos sentamos para decidir o que
fazer. Percebemos que não haveria condições de ir ao Shopping Busca Busca,
principalmente porque lá não tem guarda-volumes. Isso significaria que um de
nós sempre teria que ficar do lado de fora segurando as sacolas, e o Victor
queria muito que nós três pudéssemos entrar e olhar os produtos juntos. Além
disso, mesmo se comprássemos algo, não tínhamos mais mãos para carregar nada!
O Victor até tentou antecipar o horário das nossas passagens de ônibus,
mas não conseguiu. Ou seja: teríamos que esperar até as 18h de qualquer jeito.
A solução foi ir até o Bourbon Shopping, que era o mais próximo da estação
Barra Funda. Como tínhamos que desocupar o apartamento antes das 11h, arrumamos
as coisas e saímos.
Chegando ao shopping, me ajeitei em um banco e falei para os meninos irem
caminhar. Depois eles voltaram e foi a minha vez de dar uma voltinha (o que
incluiu uma paradinha estratégica no banheiro, claro!). A fome bateu e subimos
até a praça de alimentação para almoçar. Depois do almoço, descemos e enrolamos
mais um pouco.
Apesar de o motorista do Uber ter dito que dava para ir a pé até a
rodoviária, o frio estava congelante. Vimos no mapa que seriam mais de 20
minutos de caminhada. Andar tudo isso no frio e carregando peso? Sem condições!
Chamamos outro Uber.
Chegamos à Estação Barra Funda antes das 17h e nos acomodamos nos bancos
para esperar. Olha, fazia tempo que eu não passava tanto frio! Eu já estava
vestindo quatro blusas — coloquei literalmente todas as que eu tinha levado.
Felizmente, alguns minutos antes das 18h, fomos para a rua onde o ônibus nos
pegaria e ele já estava lá parado. Graças a Deus! Entramos e finalmente ficamos
quentinhos, só aguardando o ônibus sair.
Na chegada a Campinas, o ônibus parou em um estacionamento em frente ao
Assaí da Senador Saraiva (onde era o antigo Eldorado). Caminhamos até a Avenida
Francisco Glicério, onde peguei um ônibus para casa, enquanto os meninos
chamaram um Uber para o apartamento deles. Todos chegamos bem!
E assim finalizamos a nossa maratona. Que experiência maravilhosa é a
Bienal! Fico feliz e até emocionada de ver tanta gente em um evento como esse. Em
plena era do celular, ver uma multidão comprando livros chega a ser surreal. E,
claro, a companhia dos meninos foi maravilhosa e tornou esses dois dias
verdadeiramente incríveis!








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