Passar pelas catracas foi até suave, apesar do
"espreme-espreme" de gente (rsrs). Logo que entramos, nossa missão no
primeiro corredor era achar o banheiro e o guarda-volumes. Achamos o banheiro,
mas o guarda-volumes sumiu no mapa. O jeito foi carregar tudo.
Passei a maior parte do tempo caminhando com os meninos. O esquema era o
seguinte: em alguns estandes eles entravam e eu esperava fora; em outros,
entravam os três. O nosso maior perrengue foram as mochilas. Como os espaços
estavam lotados, a bagagem só atrapalhava. Como não achamos onde guardá-las,
começamos a revezar: um entrava e o outro ficava do lado de fora cuidando das
bolsas.
Tinha estandes lindos, com cenários instagramáveis de tirar o chapéu! O
problema? Filas quilométricas. E vamos combinar: hoje em dia, a pessoa tira
foto de todos os ângulos e ainda para para conferir o resultado. Se não gostou,
faz tudo de novo. Haja paciência! Tinha esse abaixo que eu até queria tirar,
mas desisti.
![]() |
| A pessoa sentava em cima do livro para tirar a foto |
Preferi usar nossas pausas para sentar, descansar as pernas e comer algo. Ali, a gente sentava onde encontrava espaço. E quanto às mochilas e bolsas, tinha pior - ou melhor! Tinha muita, mas muita gente com aquelas malas de rodinhas. Atrapalhava um pouco dentro dos estandes, mas convenhamos que é bem mais prático e menos cansativo. Vou pensar nisso na próxima Bienal.
Tinha autores dando autógrafos. Salas com bate papo com autores. E várias
atrações por onde a gente andava. Tudo muito animado. E onde dava para tirar
foto, eu tirava. Ou melhor, os meninos tiravam de mim.rsrs
Deixamos os estandes mais famosos (Rocco, Intrínseca, Arqueiro, Record,
Companhia das Letras) para o final. Cada vez que passávamos por perto e
olhávamos o tamanho da fila para entrar — e a outra fila gigante para pagar —,
corríamos para o outro lado.
Andamos tanto que, no fim do dia, nossas mãos estavam cheias de sacolas.
E adivinhem? Foi exatamente aí que encontramos o guarda-volumes! Descobrimos
que ele ficava bem no canto direito da entrada. Como tínhamos entrado e seguido
pelo lado esquerdo, nem vimos. Guardamos as sacolas e voltamos para os
corredores, que já estavam bem mais vazios. Dava até para tirar fotos em muitos painéis que estavam espalhados e que a gente nem viu quando entrou, de tanta gente.rsrs
Conseguimos entrar nos estandes mais badalados com tranquilidade, mas muitos
já estavam desabastecidos. A sensação era de que um furacão tinha passado por
ali!
Exaustos, sentamos para descansar, comer, organizar as compras e enrolar um pouco. Queríamos dar um tempo para a multidão ir embora, prevendo o caos que seria chamar um Uber.
Quando finalmente saímos do pavilhão, fomos recebidos por um
frio de congelar. Eu sei que São Paulo tem fama de fria, mas estava
insuportável! E com uma chuva fina para completar o cenário. Felizmente, a
sorte sorriu para nós: o Uber chegou super-rápido e nos pegou bem na frente.
Continuo na próxima postagem...





























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