No interior de Minas Gerais, vivia um homem que
se chamava José. Todos os dias antes de trabalhar na lavoura ele passava na
igreja local, entrava, ia ao sacrário e se ajoelhava. Depois saía para
trabalhar.
Todos os dias lá estava ele, fazendo o mesmo
ritual, entrava se ajoelhava e ia embora. O padre que observava sua atitude,
foi perguntar porque rezava tão rápido, e a resposta foi imediata: "Eu não
sei ler nem escrever. Não conheço as orações que vocês conhecem e muito menos
sei falar as palavras bonitas que falam. Eu somente chego aqui em frente, olho
para Ele e digo: Jesus, aqui é o Zé".
E assim se passaram anos e anos até que um dia
Zé não apareceu. Depois de uma semana, o padre preocupado procurando saber notícias
do Zé, descobriu que ele havia sido atropelado e estava internado no hospital.
O padre foi então visitá-lo, mas antes procurou
uma enfermeira para saber como ele estava.
"O Zé está muito bem! O impressionante é
que desde que ele chegou aqui todos estão muito felizes e se recuperando
mais!".
O padre entrou em seu quarto e perguntou:
"Zé, o que você fez para motivar todos aqui?".
"Eu não fiz nada, é a visita que eu recebo
todos os dias", respondeu. O padre sabia que ele não tinha família, amigos
ou pessoas que se preocupassem com ele, mas ainda assim perguntou:
"Que visita tão maravilhosa é essa?"
Com um grande sorriso no rosto ele respondeu:
"Todos os dias exatamente no horário em
que eu ia à igreja, Jesus chega bem perto da minha cama e diz: Zé, aqui é
Jesus."
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