segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Partilha

Como faz quando começa a chegar o final de semana, o Zé procurou na internet as dicas de lazer e cultura. De toda a programação nos interessamos pela peça "A Partilha", veja abaixo:


A Partilha
Miguel Falabella dirige peça com grande elenco

A peça, cuja estreia aconteceu há 20 anos, se tornou um clássico contemporâneo que já foi montado em mais de 12 países. A montagem original permaneceu em cartaz por seis anos e foi vista por mais de um milhão de espectadores. A trama conta a história de quatro irmãs que se reencontram no velório da mãe e repassam suas próprias histórias a partir do fatídico acontecimento.
A tijucana Selma (Patricya Travassos) é a irmã mais conservadora e vive um casamento tedioso com um militar; Regina (Elizangela) é liberada, esotérica e tem uma visão "alto astral" da vida; Lúcia (Arlete Salles) abandonou um casamento convencional e o filho para viver um grande amor em Paris; e Laura (Alessandra Maestrini), a caçula, revela-se uma intelectual sisuda e surpreende as irmãs com suas atitudes, sobretudo quando se assume homossexual. As quatro mergulham no passado e deixam vir à tona as diferenças e afetos em uma jornada emocionante, repleta de humor e ironia. 

Mais sobre a peça, aqui.


Teatro Castro Mendes, Sábado, 31 de Agosto. Chegamos um pouco adiantados, para a sessão das 21:30h. Acho que já comentei que não gosto muito da localização desse teatro. Os estacionamentos "tiram o couro" de quem vai ao teatro. Outra opção é deixar o carro na rua, mas é arriscado, pois a região não é um pouco sinistra.rs Enfim, por precaução o Zé colocou o carro no estacionamento.  Eu estava um pouco ansiosa para ver essa peça. Nem tanto pela história e sim por poder conhecer atrizes que eu admiro tanto. A peça começou com um pouco de atraso, acho que devido à apresentação anterior. Quando as cortinas se abriram, no palco um “suposto” caixão e uma mulher. Não reconheci que era a Patricya Travassos. Mas foi só ela pronunciar as primeiras palavras e já falei para o Zé: _ É a Patricya. A voz dela é singular. E assim foi chegando, uma a uma... Elizangela, Arlete, Alessandra... Meus olhos brilhavam ao vê-las entrando em cena.
A Patricya, apesar de fazer o papel de uma mulher amarga, rancorosa... Fez-nos rir em diversas ocasiões. E o figurino dela? Típico de mulher conservadora, séria, triste!
A Elizangela, linda e exuberante, como sempre. Sempre de bom humor. Gostei das blusas dela, esvoaçantes, lindas. Ela trocou várias vezes o figurino.
E a Arlete, puxa vida, acabei de ver... A mulher tem 71 anos!! Ela é um espetáculo, bonita, talentosa, engraçada e conservadona. Como dizem os mais velhos: benzadeus!!
De todas só não conheço a Alessandra Maestrini. Jovem, bonita, tem uma voz forte, muito talentosa. Seu trejeito não nega que ela, não é ela!
Bom, o enredo representa o que acontece com muitas famílias (ricas), quando chega a hora de dividir os bens. Elas brigavam por quase tudo. Vende ou não vende. E assim foram se desfazendo de tudo. Menos o joguinho (xícaras e bule) do toddynho. Elas não abriam mão dele.rss O Zé disse que existiu mesmo esse jogo. Segundo ele foi uma promoção do Achocolatado Toddy. Eu não sei.

Final da peça, muitos aplausos e emoção, ao ver tanto talento junto! Mulheres brilhantes, fantásticas. 

P.S. Esse “suposto”, porque o caixão se transforma no sofá da sala. Muito engraçado. 
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