segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Lincoln

Sexta-feira, dia 15, depois de correr atrás de resolver alguns "pepinos", aqueles que deixamos para resolver nas férias e no caso, para o último dia, eu e o Zé fomos almoçar no Shopping com a minha filha. Após o almoço e querendo aproveitar um pouco mais o dia resolvemos pegar um cineminha. Ficamos entre Lincoln e os Miseráveis, ambos estavam na nossa lista de intenções.
Optamos por assistir Lincoln uma vez que a sessão já estava para começar.
Após comprar os ingressos eis que encontro 40 reais no chão, o cineminha saiu de graça, melhor ainda.rss
Queria assistir Lincoln porque gosto de filmes baseados em histórias reais e sempre tive vontade de conhecer um pouco mais sobre Abraham Lincoln.
O filme é um pouco cansativo, talvez porque eu não curto e não entendo de política, mas Daniel Day-Lewis soube me encantar com a sua atuação que foi realmente brilhante, fantástica, o que fez minha admiração por este Grande Homem (Lincoln) aumentar.
Adorei o cenário, parecia que estava vivendo na época. Tudo muito bem trabalhado. Talvez pelo fato do filme ter pouca ação e *diálogos demais, tive como prestar atenção nesta categoria. 
*  é o que dizem abaixo, o que é verdade para quem não gosta de muito papo.rss Eu como sou uma pessoa que adora dialogar, adorei, ficava toda atensiosa prestando atenção nas histórias que o presidente contava, diálogos enriquecedores, fiquei encantada.
Um filme que vale a pena conferir!


Filme com o maior número de indicações ao Oscar em 2013, Lincoln chega aos cinemas do Brasil nesta sexta. Apesar de concorrer em 12 categorias, entretanto, o novo longa-metragem de Steven Spielberg não é necessariamente o favorito, pois seu ritmo exige uma certa predisposição da plateia, já que há pouca ação e diálogos demais.

Trata-se de uma cinebiografia de Abraham Lincoln, presidente norte-americano que liderou o país na Guerra da Secessão (quando os Estados do norte lutaram contra os do sul do país) e libertou os escravos. No lugar de narrar toda a vida do personagem, o filme procura transmitir sua personalidade ao retratar seus conturbados últimos momentos de vida.

A narrativa é concentrada nas negociações entre Lincoln e políticos que precisam ser convencidos a votar a favor da Décima Terceira Emenda (responsável pela abolição da escravatura). A aprovação constitucional o ajudaria a pôr fim na guerra, que também começou sob seu governo. A relação do presidente com sua esposa (interpretada por Sally Field) e seus filhos (Joseph Gordon-Lewitt e Gulliver McGrath) também é enfatizada.

Além de melhor filme, Lincoln concorre aos prêmios de direção (Spielberg com uma orquestração precisa e equilibrada), ator (Daniel Day-Lewis, memorável na composição física e verbal do personagem), ator coadjuvante (Tommy Lee Jones, beneficiado por uma comovente revelação final), atriz coadjuvante (Sally Field, como uma mãe à beira da loucura), trilha sonora (John Williams garante a comoção) e em categorias normalmente vistas como "técnicas", mas que respeitam a reconstituição histórica com bela riqueza artística (fotografia, edição, direção de arte, figurino, mixagem e roteiro adaptado).


Steven Spielberg optou por um tom intimista, de ambientes fechados, com mais ênfase na dramaturgia do que nas cenas apoteóticas. Por causa desse estilo dialético, mesmo com certa preocupação didática, o filme pode ser considerado chato por parte do público. Brasileiros podem ficar perdidos em diversas cenas (inclusive nas piadas) por causa das referências à federação e ao sistema político-partidário dos Estados Unidos, informações necessárias para a compreensão de diversas cenas. Se não fosse pela música de John Williams, momentos decisivos correriam o risco de passar despercebidos junto a plateias de fora dos EUA.

Graças à interpretação de Daniel Day-Lewis como o personagem-título, entretanto, essas barreiras diminuem. Mesmo que alguém não entenda aquele jogo em torno da constituição americana, todos se sentirão diante de um grande homem. Afinal, trata-se de um filme cuja maior intenção é a construção de um perfil. Os gestos, a fisionomia, o porte, o tom de voz e a oratória de Lincoln são transmitidos com forte verossimilhança humana.Na obra de Spielberg, o filme está situado em seu interesse por grandes temas históricos, como as guerras mundiais (Império do Sol, A Lista de Schindler, O resgate do soldado Ryan e Cavalo de guerra) e a própria escravidão (Amistad e A cor púrpura).

A assinatura do cineasta pode ser percebida em detalhes como a ênfase na relação entre Lincoln e seus filhos Robert e Tad, interpretados por Joseph Gordon-Lewitt e Gulliver McGrath. O diretor chega ao ponto de adotar esse viés para retratar até mesmo o assassinato do presidente, cuja reconstituição foi mais explícita no filme (mudo) Abraham Lincoln, dirigido por DW Grifith em 1930. O interesse de Spielberg pelo tema da paternidade é enfatizado em obras tão diferentes quanto Guerra dos mundos ou nos dois últimos Indiana Jones. Em sua visão, portanto, Abraham, com todas as suas contradições e responsabilidades, teria sido como um bom pai para a América.


Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/01/24/internas_viver,419699/indicado-a-12-oscar-filme-lincoln-de-steven-spielberg-e-programa-cansativo.shtml
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