sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Tomates Verdes Fritos

Ontem, durante o dia, eu recebi um comunicado da Netflix, com uma dica. Chegando em casa, falei para o Zé de assistirmos. Só quando me sentei para ver e falar para ele do que se tratava, vi que era uma série. E como estamos para viajar, achamos por bem não começar nenhuma série. Por fim, comecei a olhar os filmes que tenho em DVD. E Escolhi “Tomates Verdes Fritos”. Lembro que assisti na década de 90, e gostei muito. Porém não lembro de nada do filme. E o Zé não lembra de ter assistido.


Título original: Fried Green Tomatoes at the Whistle Stop Cafe

Data de lançamento: 10 de abril de 1992 no Brasil | 2h 10min

Direção: Jon Avnet

Elenco: Kathy Bates, Mary Stuart Masterson, Mary-Louise Parker

Gênero: Comédia, Comédia dramática, Drama

Sinopse: Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma dona de casa emocionalmente reprimida, que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard Sartain), o marido dela, quase não nota a existência de Evelyn. Toda semana eles vão visitar uma tia em um hospital, mas a parente nunca permite que Evelyn entre no quarto. Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita, Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma debilitada, mas gentil senhora de 83 anos, que ama contar histórias. Através das semanas ela faz relatos que estão centrados em uma parente, Idgie (Mary Stuart Masterson), que desde criança, em 1920, sempre foi muito amiga do irmão, Buddy (Chris O'Donnell). Assim, quando ele morreu atropelado por um trem (o pé ficou preso no trilho), Idgie não conseguia conversar com ninguém, exceto com a garota de Buddy, Ruth Jamison (Mary-Louise Parker). Apesar disto Idgie era bem doce, apesar de nunca levar desaforo para casa. Independente, ela faz seu próprio caminho ao administrar uma lanchonete em Whistle Stop, no Alabama. Elas tinham uma amizade bem sólida, mas Ruth faz a maior besteira da sua vida ao se casar com Frank Bennett (Nick Searcy), um homem estúpido que espanca Ruth, além de ser secretamente membro da Ku Klux Klan. Inicialmente Ruth tentou segurar a situação, mas quando não era mais possível Idgie foi buscá-la, acompanhada por dois empregados. Idgie logo dá a Ruth um emprego em sua lanchonete. Por causa do seu jeito de se sustentar sozinha, enfrentar Frank e servir comida para negros no fundo da lanchonete, Idgie provocou a ira dos cidadãos menos tolerantes de Whistle Stop. Quando Frank desapareceu misteriosamente muitos moradores suspeitaram que Idgie, Ruth e seus amigos poderiam ser os responsáveis.



O filme é longo, hein! Demos o play era 20h30 e terminou às 23h. Mas isso não quer dizer que foi cansativo. Não foi. Porque ele tem enredo que prende a atenção. Eu fiquei tentando descobrir quem era Ninny. Fiquei tensa em vários momentos, pois o filme tem muitas cenas tocantes. Não vou falar do filme, mas se você quiser saber tudinho, dá uma olhada AQUI!

Eu vou fazer somente um comentário: O filme é de 1991. É bem claro que Idgie ama Ruth. Tem também a violência contra a mulher, pois Frank batia não só em Ruth, mas na mãe dela também. E como sempre (ainda mais naquela época) o racismo. Terminou o filme e fiquei pensando. Hoje em dia, nada pode. Tudo é motivo de mi mi mi. Se o filme fosse lançado hoje, já iam falar que está incitando a ideologia de gênero. Incitando o feminicídio. O racismo. Eu assisti na década de 90 e não fui influenciada por nada disso. E nem na época teve repercussões exacerbadas sobre esses temas, presentes no filme.

Tenho assistido alguns filmes antigos, até mesmo da década de 80, que se fosse hoje, pelo amor... Devo dizer que está complicado, porque no fim a gente fica sem muitas opções de filmes atuais bons. Um pouco é culpa das cabecinhas que assistem com a intenção de analisar e julgar. E quem paga o pato é quem só quer sentar e assistir um filme para passar o tempo. Só isso!

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