Ontem, durante o dia, eu recebi um comunicado da Netflix, com uma dica. Chegando
em casa, falei para o Zé de assistirmos. Só quando me sentei para ver e falar
para ele do que se tratava, vi que era uma série. E como estamos para viajar,
achamos por bem não começar nenhuma série. Por fim, comecei a olhar os filmes
que tenho em DVD. E Escolhi “Tomates Verdes Fritos”. Lembro que assisti na
década de 90, e gostei muito. Porém não lembro de nada do filme. E o Zé não
lembra de ter assistido.
Título original: Fried
Green Tomatoes at the Whistle Stop Cafe
Data de lançamento: 10 de abril de 1992 no Brasil | 2h 10min
Direção: Jon Avnet
Elenco: Kathy Bates,
Mary Stuart Masterson, Mary-Louise Parker
Gênero: Comédia, Comédia
dramática, Drama
Sinopse: Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma dona de casa emocionalmente
reprimida, que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard
Sartain), o marido dela, quase não nota a existência de Evelyn. Toda semana
eles vão visitar uma tia em um hospital, mas a parente nunca permite que Evelyn
entre no quarto. Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita,
Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma debilitada, mas gentil
senhora de 83 anos, que ama contar histórias. Através das semanas ela faz
relatos que estão centrados em uma parente, Idgie (Mary Stuart Masterson), que
desde criança, em 1920, sempre foi muito amiga do irmão, Buddy (Chris
O'Donnell). Assim, quando ele morreu atropelado por um trem (o pé ficou preso
no trilho), Idgie não conseguia conversar com ninguém, exceto com a garota de
Buddy, Ruth Jamison (Mary-Louise Parker). Apesar disto Idgie era bem doce,
apesar de nunca levar desaforo para casa. Independente, ela faz seu próprio
caminho ao administrar uma lanchonete em Whistle Stop, no Alabama. Elas tinham
uma amizade bem sólida, mas Ruth faz a maior besteira da sua vida ao se casar
com Frank Bennett (Nick Searcy), um homem estúpido que espanca Ruth, além de
ser secretamente membro da Ku Klux Klan. Inicialmente Ruth tentou segurar a
situação, mas quando não era mais possível Idgie foi buscá-la, acompanhada por
dois empregados. Idgie logo dá a Ruth um emprego em sua lanchonete. Por causa
do seu jeito de se sustentar sozinha, enfrentar Frank e servir comida para
negros no fundo da lanchonete, Idgie provocou a ira dos cidadãos menos
tolerantes de Whistle Stop. Quando Frank desapareceu misteriosamente muitos
moradores suspeitaram que Idgie, Ruth e seus amigos poderiam ser os
responsáveis.
O filme é longo, hein! Demos o play era 20h30 e terminou às 23h. Mas isso
não quer dizer que foi cansativo. Não foi. Porque ele tem enredo que prende a
atenção. Eu fiquei tentando descobrir quem era Ninny. Fiquei tensa em vários
momentos, pois o filme tem muitas cenas tocantes. Não vou falar do filme, mas
se você quiser saber tudinho, dá uma olhada AQUI!
Eu vou fazer somente um comentário: O filme é de 1991. É bem claro que
Idgie ama Ruth. Tem também a violência contra a mulher, pois Frank batia não só
em Ruth, mas na mãe dela também. E como sempre (ainda mais naquela época) o
racismo. Terminou o filme e fiquei pensando. Hoje em dia, nada pode. Tudo é
motivo de mi mi mi. Se o filme fosse lançado hoje, já iam falar que está
incitando a ideologia de gênero. Incitando o feminicídio. O racismo. Eu assisti
na década de 90 e não fui influenciada por nada disso. E nem na época teve
repercussões exacerbadas sobre esses temas, presentes no filme.
Tenho assistido alguns filmes antigos, até mesmo da década de 80, que se
fosse hoje, pelo amor... Devo dizer que está complicado, porque no fim a gente
fica sem muitas opções de filmes atuais bons. Um pouco é culpa das cabecinhas
que assistem com a intenção de analisar e julgar. E quem paga o pato é quem só
quer sentar e assistir um filme para passar o tempo. Só isso!
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