sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Bem-Vindos à Livraria Hyunam-Dong

Sinopse: ENCONTRE O SEU LUGAR - Yeongju tem se sentido desmotivada. Sua vida se tornou uma sucessão de frustrações e ela sente um vazio eterno no peito. Cansada de viver assim, ela decide deixar tudo para trás e colocar em préstica u antigo sonho: abrir uma livraria.

Mas começar um negócio nunca é fácil, e ela vai descobrir que amar livros não é o suficiente para tornar o seu sonho realidade.

Conforme entende como administrar uma livraria, Yeongju também aprende mais sobre si mesma e quem ela quer ser. À medida que a Livraria Hyunam-dong se transforma em um espaço convidativo para que almas feridas descansem, se curem e descubram o que realmente importa, Yeongju encontra um novo significado para a vida. E quando os clientes começam a ficar confortáveis para compartilhar suas histórias, experiências, esperanças e emoções naquele espaço, ela sente finalmente que encontrou o seu lugar.

Com diálogos sinceros e profundos, Bem-vindos à Livraria Hyunam-dong é uma história emocionante sobre os momentos decisivos da nossa vida e como os livros são capazes de curar e mudar as pessoas.

Editora:Intrínseca

Ano: 2023

Páginas: 272

Antes de falar do livro em si, preciso contar como ele veio parar nas minhas mãos. Então senta que lá vem a história.rsrs 

Esse livro é da Andressa e ele estava com a Adriana. Como a Adriana passou no trabalho do Bruno para buscar uns livros reservados, pediu para ele devolver para a Andressa. Sábado passado, eu estava no apartamento do Bruno e do Victor, bati o olho no livro e perguntei: "De quem é esse livro e o que está fazendo aqui?".

Ao ouvir a resposta, perguntei se poderia levar e disse que deixaria na casa da vó — que é um ponto estratégico onde sempre tem alguém, no caso a Shirlei, que faria o favor de entregar para a Andressa. Mas é claro que o plano real era ler antes de devolver. Avisei a Andressa no WhatsApp: o livro estava comigo, ia ser lido e devolvido em seguida.

Agora sim, vamos ao que interessa: o conteúdo!

Uma leitura em pequenos passos

O livro é dividido em capítulos bem amarrados, daqueles perfeitos para quem vive precisando interromper a leitura. Terminou o capítulo? Fechou o livro em paz.

Com a inauguração da livraria, os personagens vão ganhando vida. A cada página, a gente entende como eles influenciam (e são influenciados) uns aos outros e pelo próprio espaço da livraria. Conheça a turma:

Minjun: O primeiro funcionário, contratado como barista. Ele assume todas as funções do café — incluindo a difícil missão de escolher e comprar os grãos.

Jimi: Dona da Goat Beans, a fornecedora de café. Vive um casamento turbulento onde reclamar do marido virou a sua rotina oficial.

Mincheol: Um adolescente empurrado para a livraria pela mãe, Jeon Hijoo, com a missão de "ler um livro". Sem gostar muito da ideia, ele combina com a dona da livraria, Yeongju, que só vai aparecer lá para conversar com ela (evitando ficar em casa jogando videogame ou vendo TV o dia todo). Mais tarde, já adulto e de volta de uma viagem à Europa, ele pede (e consegue) um emprego na livraria.

Jeongseo: Uma mulher que começou indo à livraria só para meditar e, depois, engatou no crochê. Ela largou o emprego para tirar umas férias e encontrou ali um refúgio. Em uma frase certeira, ela define: “Sempre que faço uma pausa no tricô e olho em volta me sinto em paz. Acho que estar rodeada de livros traz uma sensação de alívio.”

Sangsoo: Leitor voraz e líder de clube de leitura. Ao ver Yeongju sufocada de tanto trabalho, oferece ajuda no horário de pico. Acaba contratado para o caixa.

Seungwoo: Escritor famoso pela habilidade de revisar textos. Executivo de carreira, ganhou notoriedade após uma batalha épica contra o diretor de uma editora — o empurrão que faltava para virar autor.

Seongcheol: Crítico de cinema e amigo de faculdade do barista Minjun.

Muito mais do que uma livraria

Apresentados os personagens (do meu jeito, claro!), vemos Yeongju tentando de tudo para manter o negócio saudável. Ela inventa de tudo: Clube do Livro (inclusive uma versão especial para mães), Book Talks com autores convidados e uma forte presença nas redes sociais - Blog e Instagram.

Mas o grande trunfo do livro não são só os eventos; é a discussão sobre o trabalho.

A trama faz a gente refletir sobre como o excesso de ocupação nos dá a nítida sensação de estar "desperdiçando o tempo". Quantas vezes a gente ama o que faz, mas o ambiente corporativo suga a nossa energia? Ou o ambiente é ótimo, mas a gente se desdobra tanto que acaba adoecendo? Ou pior: a gente não ama o que faz?

O livro bate nessa tecla: gostar do que se faz, estar num lugar agradável e ressignificar o tempo que a gente gasta trabalhando.

Uma curiosidade bem legal (e que divide opiniões) é a preocupação da Yeongju com a jornada dos funcionários. Ela faz de tudo para ser justa com os horários deles — tanto que, no final, decide se mudar para um apartamento com uma vista não muito boa (ou seja, "inferior" ao antigo) só porque precisou arcar com o aumento da equipe.

Para alguns, um ato nobre e coerente. Para outros, incompreensível. Como diz o ditado: cada cabeça, uma sentença!

E por falar em férias...

Me identifiquei horrores com a Jeongseo. Assim como ela, estou em férias sabáticas, repensando os rumos da carreira.

Diferente dela, acho que não vou me aventurar no tricô, mas estou seriamente tentada a testar o amigurumi (e outras artes manuais) para descobrir se existe alguma veia artística adormecida em mim — ou se a contabilidade e o mundão dos números são mesmo a minha verdadeira zona de conforto. Risos.

E você? Já leu esse livro? Me conta aqui nos comentários o que achou dos rumos dos personagens!

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Minha Melhor Amiga

Data de lançamento: 3 de setembro de 2026 | No cinema | 2h 05min

Direção: Susana Garcia | Roteiro Patricia Leme, Susana Garcia

Elenco: Ingrid Guimarães, Mônica Martelli, Giulia Benite

Gênero: Comédia

Sinopse: Estrelando Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, Minha Melhor Amiga acompanha Júlia e Clara, duas jovens senhoras na casa dos 50 anos que decidem sair da rotina juntas e conhecer a Europa. A decisão foi tomada após elas se despedirem das filhas, Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), que embarcavam para Portugal em um intercâmbio. Com o vazio e tristeza em seus corações, a saudade das filhas a faz idealizar umas férias perfeita com suas filhas, mas a realidade se torna bem diferente do esperado.

Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-1000027736/

No domingo passado, o Bruno compartilhou uma imagem no grupo do WhatsApp.


Olhei com calma e anotei na agenda os filmes que me interessam e "Minha Melhor Amiga" é um deles. Aliás, eu queria muito ter assistido a esse filme no cinema; lembro de ter visto o pôster quando fui assistir a “O Morro dos Ventos Uivantes”. No fim, o tempo passou e não consegui ir.

Eu adoro a Mônica Martelli e a Ingrid Guimarães, então nem preciso pensar muito para decidir se quero assistir a algo com elas no elenco.

Como queria ver algo leve, escolhi esse filme para hoje. E, antes mesmo de dar o play, já dei muita risada com o trailer. Vi que ia me divertir com as duas.

Eu e o Zé estranhamos um pouco a aparência da Mônica, que está usando o cabelo bem liso e mais escuro do que o costume. Na cena em que ela está dirigindo o carro a caminho de Sevilha, achei que ela parecia a Regina Duarte. Em outra cena, ela mesma comenta que está parecendo a Mortícia, da Família Addams (rsrs).

O filme traz um enredo interessante e cenários lindíssimos. São várias cenas engraçadas que me fizeram dar muita risada. Algumas são um pouco exageradas ou forçadas, mas nada que tire o brilho dessas duas atrizes maravilhosas.

Gostei bastante do filme. Recomendo!

domingo, 1 de novembro de 2026

Dersu Uzala

Data de lançamento: 1976 | No cinema | 2h 25min |

Direção: Akira Kurosawa | Roteiro Akira Kurosawa, Yuri Nagibin

Elenco: Yuri Solomin, Aleksandr Pyatkov, Maksim Munzuk

Gênero: Aventura, Drama

Sinopse: O capitão Vladimir Arseniev (Yuri Solomin) é enviado pelo governo soviético para explorar e reconhecer as montanhas da Mongólia, juntamente com uma pequena tropa. Em meio a expedição eles encontram Dersu Uzala (Maksim Munzuk), um caçador que vive apenas nas florestas. Percebendo que Dersu conhece bastante o local, o que pode facilitar o trabalho, o capitão lhe oferece que acompanhe a tropa até o término da missão. É o início de uma forte amizade entre o capitão e Dersu, que aos poucos demonstra suas habilidades.




Eu devia ter uns dez anos quando minha tia Janete me levou ao cinema, no centro da cidade, para assistir a esse filme. Nunca mais me esqueci daquela sessão, tampouco de nós duas caminhando pelas ruas vazias e silenciosas da cidade — provavelmente em um fim de semana.

Desde que comecei a garimpar relíquias, sempre procurei por esse DVD; queria muito tê-lo na minha coleção. E não é que o encontrei ontem, em um sebo no centro de Campinas. Imagine a minha felicidade! O Zé me contou que o filme também o havia marcado na juventude e que guardava o desejo de revê-lo. Assim que lhe mostrei a capa, o entusiasmo foi imediato, e escolhemos assistir hoje no final da tarde.

Lançada em 1975, a obra carrega a poesia do que é calmo, livre das parafernálias tecnológicas modernas. O ritmo das tomadas evidencia isso de forma nítida: a câmera permanece longos instantes estática, contemplando um ponto ou uma pessoa. Sem pressa. Sem a ansiedade contemporânea. Uma verdadeira lição para os dias de hoje.

O filme se agiganta nos pequenos gestos. Como na cena em que Dersu repara o telhado de uma cabana isolada e pede ao capitão um pouco de arroz, sal e fósforo, apenas para deixar ali, como mantimento para o próximo viajante que buscar abrigo. Ou no choque cultural de Dersu ao chegar à cidade e ver a água ser comercializada; ele simplesmente não compreende a lógica de se pagar por algo que corre livre nos rios. O mesmo estranhamento se repete diante do comércio de lenha.

A amizade entre Dersu e o capitão — a quem ele chama carinhosamente o tempo todo de "Kapitan" — é de uma sensibilidade comovente.

Que privilégio e que emoção resgatar um filme que transborda tantas memórias e ensinamentos. Precisamos, urgentemente, de mais filmes assim.

sábado, 31 de outubro de 2026

Pantera Negra: Wakanda para Sempre!

Título original: Black Panther: Wakanda Forever

Data de lançamento: 10 de novembro de 2022 | 2h 42min

Direção: Ryan Coogler | Roteiro Ryan Coogler, Joe Robert Cole

Elenco: Letitia Wright, Angela Bassett, Danai Gurira

Gênero: Aventura, Ação, Fantasia

Sinopse: Pantera Negra: Wakanda Para Sempre é a continuação do longa Pantera Negra, da Marvel, dirigido por Ryan Coogler e produzido por Kevin Feige. No filme, o mundo de Wakanda se expande. Após a morte do ator de T'Challa (Chadwick Boseman) o foco de Wakanda Para Sempre são os personagens em volta do Pantera Negra. Rainha Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright), M'Baku (Winston Duke), Okoye (Danai Gurira) e as Dora Milage lutam para proteger a nação fragilizada de outros países após a morte de T'Challa. Enquanto o povo de Wakanda se esforça para continuar em frente neste novo capítulo, a família e amigos do falecido rei precisam se unir com a ajuda de Nakia (Lupita Nyong'o), integrante dos Cães de Guerra, e Everett Ross (Martin Freeman). Em meio a isso tudo, Wakanda ainda terá que aprender a conviver com a nação debaixo d'água, Talokan, e seu rei Namor (Tenoch Huerta).

Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-263242/



Terminei de assistir ao filme A Última Sessão de Freud e o Bruno me chamou para assistir a Pantera Negra: Wakanda Para Sempre. Esse filme estava pendente desde ESTE dia, que assisti com eles o primeiro longa, estrelado pelo inesquecível Chadwick Boseman. Eu já sabia que haveria cenas tristes por conta da homenagem ao ator, que faleceu em agosto de 2020. Eu estava preparada? A gente nunca está, né? rsrs

Gostei bastante do filme! Fechei os olhos em alguns momentos — o que não é de estranhar, até porque aqueles inimigos azuis que brotam da água dão um medo danado. Eles são o povo de Talokan, uma civilização subaquática inspirada na cultura maia. O líder deles se chama Namor. Mas também teve uma hora em que eu ri, porque parecia que estava assistindo a Avatar. rsrs

No geral, o filme me prendeu do início ao fim; gostei muito do enredo e do desfecho. E para quem quiser saber toda a história, sem medo de spoilers, pode conferir AQUI!

E assim foi o meu sábado: começou com garimpos nos sebos — onde encontrei verdadeiras relíquias — e terminou com dois excelentes filmes. E o melhor de tudo: na companhia do Victor e do Bruno, que é sempre maravilhosa.

A Última Sessão de Freud

O filme "A Última Sessão de Freud" (Freud's Last Session, 2023) é um drama dirigido por Matt Brown, baseado na peça de teatro homônima de Mark St. Germain e inspirado no livro "Deus em Questão" (The Question of God), de Armand M. Nicholi Jr.

Elenco Principal: Anthony Hopkins interpreta Sigmund Freud e Matthew Goode interpreta C.S. Lewis; Liv Lisa Fries vive Anna Freud.

Premissa / Trama: O filme retrata um encontro ficcional (os dois reais pensadores nunca se encontraram pessoalmente) em Londres, no dia 3 de setembro de 1939 — o exato dia em que a Grã-Bretanha declara guerra à Alemanha no início da Segunda Guerra Mundial.

O Debate Central: Sigmund Freud (um ateu convicto e envelhecido, lidando com um doloroso câncer de boca) recebe em sua casa o jovem professor de Oxford C.S. Lewis (ex-ateu que se converteu ao cristianismo e, mais tarde, ficaria famoso por criar As Crônicas de Nárnia). O embate gira em torno de duas grandes visões: a existência de Deus, a fé versus a razão, o sentido do sofrimento humano e a moralidade, tendo como pano de fundo a tragédia iminente da guerra e as relações familiares de Freud.

Fiquei sabendo da existência deste filme na noite em que fomos à casa dos amigos Edson e Rose. Eu tinha ido devolver um livro, e o Edson comentou que havia uma peça de teatro e um filme baseados na obra. Como eu tinha gostado muito da leitura, procurei pelos dois na internet assim que pude.

Descobri que a peça já esteve em cartaz em Campinas anos atrás. Já o filme ainda está disponível no catálogo do Prime Video (mas prestes a sair!). Por isso, combinei de assistir na casa do Bruno; estou enfrentando um problema de compatibilidade entre o meu celular e a televisão, o que me impede de espelhar o conteúdo. Poderia ter assistido na tela pequena do celular? Poderia. Mas não queria! 😄

Avisei os meninos que talvez o filme fosse maçante para eles. Deixei claro que não me importaria de assistir sozinha e que eles podiam seguir com a rotina deles, fazendo de conta que eu nem estava ali. O Bruno foi tomar banho e acabou cochilando; já o Victor ficou na sala e acompanhou alguns pedaços.

Mas vamos ao que achei do filme!

Gostei muito de rever o ator Matthew Goode no papel de C.S. Lewis — logo que ele apareceu, lembrei dele na série Downton Abbey. E o Anthony Hopkins nem precisa de elogios, não é mesmo?

A fotografia do filme é bem escura, tanto nos ambientes internos quanto nas ruas. Isso não chega a ser uma surpresa, já que a história se passa em plena Segunda Guerra Mundial. Não é o meu estilo favorito de imagem, mas entendo a escolha artística. O diálogo entre os dois personagens é bastante acirrado, mas fiel ao que li. O diretor soube transpor muito bem o conteúdo do livro para as telas.

Um ponto que me causou estranheza foi o relacionamento entre Anna (filha de Freud) e Dorothy, pois o livro quase não menciona o assunto. Para tirar a dúvida, recorri à internet e descobri o seguinte:

“Durante décadas, biógrafos e os registros oficiais da época descreveram o vínculo entre elas cautelosamente como uma 'amizade íntima' ou 'companheirismo' — um reflexo da época e do contexto da própria família Freud. No entanto, historiadores e psicanalistas contemporâneos reconhecem a união das duas como uma parceria conjugal e um dos primeiros casais homoafetivos registrados na história da psicanálise.” 

Minha estranheza inicial vinha da impressão de que Freud não aceitava a relação delas. Porém, a visão dele era bem diferente:

“Freud NÃO considerava a homossexualidade uma doença, um vício, um crime ou uma degeneração moral, rompendo com a visão patologizante dominante da sexologia do final do século XIX.”

Enfim, gostei muito da experiência. O filme apresenta duas figuras brilhantes que eu adorei conhecer mais a fundo. Agora só falta conseguir assistir à peça! 🎭