sábado, 17 de outubro de 2026

Aniversário Zé

Hoje o Zé comemora 71 anos de uma vida intensa e repleta de histórias. Ele tem tantas aventuras para contar que sua biografia renderia, no mínimo, uns dois volumes.

Apesar disso, ele não faz questão de comemorações; diz que nunca gostou e que talvez venha de algum trauma antigo — uma parte da história que nem ele mesmo sabe explicar. Eu, que adoro uma festa (especialmente de aniversário), respeito o espaço dele, pois cada um tem seu jeito.

Sendo assim, decidimos apenas almoçar fora, um hábito que já temos nos fins de semana. A Eliane queria saber o roteiro do dia, e o Zé sugeriu o restaurante “Feijão com Tranqueira”, localizado em Joaquim Egídio.

Eles chegaram primeiro. Por engano, o Gabriel acabou optando pelo self-service (R$ 89,90 por pessoa), pois um garçom o informou erroneamente que não haveria serviço à la carte devido a um casamento no local. Assim que chegamos, contestamos a informação, pois frequentamos o restaurante aos sábados e sabemos que o cardápio tradicional continua disponível mesmo durante eventos. No final, eu, o Zé e a Eliane conseguimos pedir o à la carte.

O almoço ainda teve uma visita ilustre: um galo que passou o tempo todo ao redor da nossa mesa. Ele chegou a tentar bicar o prato do Gabriel, mas compensou a ousadia nos divertindo com seu canto.

O almoço estava muito bom. A companhia, melhor ainda. E antes de pagar a conta tomamos um café com bolinho de chuva, cortesia do restaurante.

Para fechar o dia, ao cair da noite, comemos alguns salgadinhos que o Zé havia comprado e brindamos com vinho, garantindo que a data não passasse em branco.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Reforma do quarto Henrique: Parte Dois

Na quarta-feira, o Henrique acordou um pouco mais cedo. Tomou o leite e ficou arrumando e brincando com a pista de skate de dedo. Ele está naquela fase de assistir a vídeos de pessoas brincando com skate de dedo. A Letícia não apareceu. Mandou uma mensagem perguntando o que eu estava fazendo. Talvez tenha percebido que, naquele dia, eu não precisaria de ajuda.

Quanto à obra no quarto, passei a manhã arrancando a argamassa dos rodapés. Ontem, quando o Michel foi fazer o orçamento, ele disse que não seria necessário fazer contrapiso. Graças a Deus! Mas explicou que precisávamos retirar a argamassa dos rodapés, porque alguns saíram com ela e outros não. Então, era preciso deixar tudo sem argamassa. Tirando o barulho, deu um trabalhão! Ou talvez tenha sido a dor no ombro e na perna que me fez sentir tudo ainda mais.


Passei massa corrida por cima da argamassa naqueles buracos que tampamos ontem. Foram duas demãos, com algumas horas de intervalo entre elas. Também comecei a pintar a janela. Dei duas demãos, com um intervalo de cinco horas entre uma e outra. Quando terminei a primeira, fiquei assustada. Que merda é essa que vai ficar?, pensei. Depois da segunda, ainda não estava muito satisfeita.

O Henrique bonzinho como sempre. Assistia televisão. Jogava video game. Brincava um pouco.


Começou a comer melhor. Comeu bolo de manhã e almoçou direitinho. À tarde, comeu uma maçã. 


Ainda tinha feijão e mistura, mas mandei uma mensagem para o Danilo pedindo que comprasse carne em cubos, batata, cenoura, tomate e alho, porque eu queria fazer carne de panela. Também fiz feijão, porque estava com vontade. Acho que esse tempo chuvoso dá mesmo vontade de comer uma carne de panela com batata. Rsrs.

Na quinta-feira, o tempo estava melhor, sem chuva. A primeira coisa que fiz foi lixar a massa corrida. Fiquei branca de tanto pó, e meu cabelo estava pedindo socorro! Quando terminei, fui direto tomar banho. O cabelo, porém, teria que esperar até a noite, quando eu chegasse em casa, para receber uma hidratação.

Dei mais duas demãos de tinta na janela. A montagem abaixo eu fiz depois que dei a terceira demão.

Só fiquei satisfeita mesmo depois da quarta demão. Comentei com o Danilo que talvez fosse interessante dar mais uma demão, mas ele acha que não precisa, que já ficou bom. Agora, a decisão é dele, assim como a pintura das paredes. Acredito que a parte mais pesada do trabalho eu já fiz. Como ele entrará de férias na segunda-feira e o piso só será colocado no dia 30, terá bastante tempo para pintar as paredes, dando quantas demãos forem necessárias.

Como o sol apareceu um pouquinho e as crianças não tiveram aula por ser Dia do Professor, o condomínio estava cheio delas. Antes do almoço, chamei o Henrique para irmos ao Bazar Carla e ao mercadinho. Ao voltar eu almocei e depois dei almoço para o Henrique. Ele não quis almoçar primeiro. Eu agradeci, pois estava com muita fome.rsrs


Mais tarde, o Lucas foi chamá-lo para brincar, e os dois desceram. De vez em quando, eu também descia para ver o que estavam fazendo. Para não dar a impressão de que estava vigiando, levava água para o Henrique beber. Rsrs.

Ele e os amiguinhos estavam brincando de esconde-esconde e de outras brincadeiras, até que resolveram ir para a quadra. No final do dia, desci novamente e fiquei observando a diversão da criançada. Alguns jogando vôlei. Outros, futebol. Tinha bicicleta, motoca.O Lucas e a Julia com Hoverboard. Não sei como se entendem em um pequeno espaço, porque convenhamos, a quadra não é muito grande.






Já era noite quando o Zé avisou que estava no Marquinhos. Avisei que já podia ir me buscar. Despedi-me do Henrique, subi para me despedir do Danilo, juntei minhas coisas e voltei para casa, satisfeita com tudo o que consegui fazer nesses dias.

Não terminei tudo, mas acredito que a pior parte já passou!

Agora é descansar, dormir, descansar mais um pouco e dormir de novo... Porque eu mereço! Rsrs.

Reforma do quarto Henrique: Parte UM

Desde quando ainda estava trabalhando, eu já havia me programado para aproveitar minhas férias sabáticas e ir ao apartamento da Vila União para arrancar os pisos do quarto do Henrique. Grande parte deles estavam quebrados, oferecendo o risco de o Henrique ou alguém se machucar.

Como precisaria de ajuda, conversei com a Letícia, que está trabalhando por conta própria com impressões 3D, para saber quando ela poderia me ajudar. Ela sugeriu a semana do dia 13.

Na segunda-feira, dia 12, foi feriado: Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Ou seja, era dia de ver o Henrique, o que fiz no final da tarde.



Acabei ficando para dormir, pois o Henrique não iria à escola naquela semana, que seria mais curta. Além do Dia das Crianças, na segunda-feira, na quinta-feira seria comemorado o Dia do Professor. Outro motivo para ficar foi que ele estava com muita tosse, fazendo inalação e tomando xarope.

Já era noite quando eu e o Danilo tiramos o guarda-roupa e tudo o que havia dentro do quarto. Também retiramos as prateleiras que estavam presas à parede. Henrique tomou banho e colocou o pijama que a Dona Delza (bisavó) comprou para ele lá em Caldas Novas. Ganha um doce quem adivinhar quem penteou o cabelo dele?rsrs

Dormi mais ou menos. Como durmo no sofá, a claridade que entra por baixo da cortina e pelo vitrô da cozinha acaba me acordando cedo. Fora isso tem o barulho dos carros que circulam na Rodovia dos Bandeirantes. Então, antes mesmo de o Danilo sair do quarto, eu já estava acordada. Foi assim durante todos os dias, mas eu esperava que ele saísse para me levantar.

Na terça-feira, o Danilo saiu para trabalhar. Fiz café, tomei e comecei a arrancar os pisos que estavam soltos. De repente, caiu uma chuva forte.

O Henrique acordou, e preparei o leite para ele. Passou o dia todo no sofá, assistindo à televisão ou jogando videogame ou brincando. De vez em quando, ia até o quarto dar uma espiadinha para ver o que estava acontecendo. O fiscalzinho.Rsrs.


A Letícia demorou um pouco para chegar, mas, quando chegou, colocou a mão na massa e me ajudou a arrancar os pisos e as soleiras.

Eu estava preocupada com os entulhos. Como faríamos para nos livrar de tudo aquilo? Por sorte, o pai dela nos emprestou o Fiat Uno para levarmos os entulhos até o Ecoponto do Parque Tropical.

Enquanto ainda estávamos retirando os pisos, eu chamei o Michel, da Ômega Pisos, que foi até o apartamento para fazer o orçamento do piso laminado. Ele chegou um pouco antes do nosso almoço.

Depois do almoço, a Letícia foi buscar o carro com o pai. Enquanto isso, dei almoço para o Henrique e também almocei.

Quando a Letícia voltou com o carro, começamos a carregar os entulhos. Fizemos duas viagens. Na primeira foram três sacolas e uma caixa de papelão cheia de pisos quebrados. Quase morremos carregando tudo escada abaixo!

Na segunda, levamos duas sacolas com os pisos inteiros e uma caixa com cabides, um varão de cortina e outras coisas que a Letícia encontrou pelo caminho e que precisavam ser descartadas — mas não na lixeira comum.

Na volta da segunda viagem, paramos em uma loja para comprar argamassa, tintas e acessórios. Aproveitei para comprar um bolo para comermos com café. Afinal, a gente merecia! Rsrs.




Depois do café, a Letícia ficou mais um pouquinho e foi embora antes das 17h. Ela ainda precisava devolver o carro ao pai e buscar a Karol no trabalho. 

Mais tarde, fiz inalação no Henrique. Não era porque ele estivesse piorando, mas para ajudar a acelerar a melhora. Henrique gostou do bolo, pois mais tarde pediu mais um pedaço. 

Danilo chegou e deu uma olhada no que fizemos. Pedi para ele preparar a argamassa para tamparmos os buracos das paredes. Que eram muitos. E grandes! Na verdade eu fiz besteira. Não precisava ter arrancado as buchas, segundo o Zé. Mas fiquei sabendo disso tarde demais. Tinha uma bucha que estava tão difícil de sair que saiu arrancando pedaço da parede. Deu vontade de chorar quando eu vi o estrago que fiz.😓



Quando finalmente parei, eu estava morta de cansaço! Sentia dores nos ombros e nas pernas. Tomei banho, comi um miojo e tomei um comprimido de Dorflex. Ainda não eram dez horas da noite, e eu já estava morrendo de sono.

Fomos todos dormir... Afinal, no dia seguinte, tinha mais!

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Um ano e cinco meses sem minha mãe

Oi, mãezinha. A bênção! 🙏🏼

Na semana passada, o Google fez uma montagem de fotos com a senhora... Aí a saudade bate forte, o coração aperta e os olhos lacrimejam. Quanta saudade eu sinto! 😢 Ainda mais agora que estou de férias. A gente teria tanto tempo para bater perna, tomar um café e conversar... Sinto tanta falta da senhora. 


Mas vou parar com as lamentações, porque não quero atrapalhar em nada a paz e tudo o que a senhora está vivendo longe daqui.

Por isso, vou focar nas coisas boas que aconteceram neste último mês. Eu praticamente só viajei! No domingo, dia 13, fui para Foz do Iguaçu com o Zé, o Bruno e o Victor, e voltamos na sexta-feira. Já na sexta seguinte, fomos para a Expoflora. Tá aí um lugar que me faz lembrar da senhora na hora! Acho que a senhora ia todo ano de tanto que gostava. Até a Adriana foi. Ela ainda está um pouco resistente em frequentar os lugares onde a senhora ia, mas todos nós seguramos bem a onda.


No momento mágico da chuva de pétalas, não teve jeito, fiquei superemocionada. Peguei uma pétala pensando na senhora, juntei mais algumas e guardei na bolsa. Levei para casa com a intenção de deixar na sua morada, mas como tive passeio de moto no sábado, acabou não dando tempo. Como saí bem cedinho no domingo, pedi para o Zé levar para mim, e depois ele me mandou a foto.


E sabe para onde eu fui no domingo? Caldas Novas! Naquela excursão que a Dona Delza faz há anos. Lembra que cheguei a comentar com a senhora? Inclusive perguntei o que achava de irmos juntas... É claro que, estando lá, me lembrei demais da senhora. O hotel tinha cinco piscinas e um ofurô de água quentinha. Uma delícia, a senhora ia amar! E a viagem de ônibus nem foi cansativa, pois tem tanta distração que a gente nem vê a hora passar.

Voltei na sexta-feira, dia 02, e no sábado, dia 03, teve a reunião da Cooperfam na sua casa. Foi nesse dia que conhecemos a Maria Aurora. Uma belezinha, só dormiu! Ela se parece demais com o irmão, o Matteo.

No domingo tivemos eleição para Presidente e vários outros cargos. Aquela velha história: a gente tem que levar colinha, senão não sai da frente da urna... rsrs. Vamos ter segundo turno entre o Flávio Bolsonaro e o Lula. A briga entre os brasileiros continua firme, direita contra esquerda. Aff, não vejo a hora de tudo isso acabar. Mas esse é um nervoso e uma preocupação que a senhora não passa mais. Se livrou!

E para finalizar, no sábado passado fui para São Paulo com o Zé, Eliane, Gabriel e Felipe, para assistir o espetáculo Alegria do Cirque Du Soleil. Foi lindo de viver!

Mãe, é isso... Apesar de estar de férias do trabalho, a vida continua uma agitação só. Aos poucos vou tentando desacelerar. Será? 🤔 Vamos ver...

Volto aqui no mês que vem, para contar se finalmente sosseguei. Mãezinha, ore por mim e por nós. Estamos todos precisando.

Saudades imensas! 🥹 Te amo hoje e sempre. 💓

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A Inconveniente Loja de Conveniência

Sinopse: Best-seller na Coréia do Sul, a Inconveniente loja de conveniência, de Kim Ho-Yeon, é um romance sobre segundas chances e sobre como a solução de problemas aparentemente insolúveis pode estar mais perto do que se imagina.

Dok-go mora na Estação Seul e passa seus dias olhando para a mesma loja de conveniência. Ele não tem lembranças do seu passado, mas sabe que daria tudo para beber uma dose de soju. Quando acha uma bolsinha com documentos e uma carteira, ele não faz a menor ideia de que sua vida está prestes a mudar.

A senhora Yeom, uma professora de história aposentada, perdeu sua bolsinha na estação. Mas graças ao bom Deus que sempre a protege, assim que deu falta dos seus pertences, recebeu uma ligação de um telefone público informando que tinham sido encontrados. Ela fica tão grata que resolve levar Dok-go até sua loja de conveniência para lhe dar de comer. Ao ver a felicidade estampada em seu rosto, ela diz que ele pode passar lá todo dia e pegar uma marmita.

Por uma reviravolta do destino, Dok-go acaba salvando a loja de um assalto. E, mesmo que os funcionários não confiem tanto assim nele, a senhora Yeom oferece ao homem com aparência de urso a vaga de turno da noite. Aos poucos Dok-go surpreende a todos e cativa as pessoas ao seu redor.

O problema é que o filho imprestável da senhora Yeom tem outros planos para o lugar. Ele quer vender a loja e, nesse interim, contrata um detetive para descobrir o que Dok-go vem tentando a todo custo esquecer.

Editora: Bertrand Brasil

Ano: 2023

Páginas: 270


Esse livro é da Letícia e já estava há um bom tempo rodando pela família até chegar a mim, que aguardava na fila para pegá-lo emprestado. Peguei-o no dia em que fomos à Expoflora e comecei a leitura no dia 4, há exatamente cinco dias.

Para começar, preciso falar da capa. De vez em quando, escolho um livro pela aparência, e a deste é lindíssima, com cores em tons suaves e desenhos cativantes. O título também é muito instigador. É claro que li a obra esperando encontrar a explicação para ele, e ela surge em dois momentos. O primeiro é pela personagem In-gyeong, uma escritora que decide escrever sobre o lugar e se refere a loja como uma “inconveniente loja de conveniência” (pág. 158 e 159). O segundo é quando a senhora Yeom explica a Dok-go que os vizinhos a chamavam assim porque a loja "tem pouca variedade de produtos, não tem muitos eventos em comparação com outros lugares e não dá para pechinchar como nos comércios locais" (pág. 267).

Sobre o enredo, além de Dok-go e da senhora Yeom, a cada capítulo conhecemos um novo personagem e sua história de vida. Todos eles frequentam o local, e o contato com Dok-go vai transformando suas vidas. No final, é o próprio Dok-go quem reflete sobre o impacto dessas conversas e sua visão diante de cada um deles. O ponto mais impactante é quando ele recobra a memória e decide recomeçar sua antiga vida — agora com mais sabedoria, após todo o sofrimento que passou como morador de rua.

Gostei demais do livro e vi que existe uma sequência, mas sem a presença de Dok-go. Queria tanto saber se ele reencontrou a esposa e a filha, e se elas o aceitaram de volta! Eu me envolvo demais com os personagens e sofro quando o autor não finaliza o romance com o tão esperado "e viveram felizes para sempre". Mas tudo bem, o problema não é dele, é meu, que preciso imaginar o final e pronto!

Provavelmente vou adquirir o combo com os dois volumes para ler e reler.