domingo, 18 de outubro de 2026

Domingo de futebol com Henrique e Lucas

Na semana passada, o Zé sugeriu de irmos para Paraty e ficarmos de hoje até quarta-feira. Ele ligou para o Rafael, da pousada Maré Cheia, e fez a reserva. Porém, durante a semana, o Zé viu que a previsão do tempo mudou — todos os dias seriam de chuva — e acabou desistindo da viagem.

Ontem à noite, o Danilo perguntou se eu iria viajar e respondi que não. Ele comentou que iria jogar bola e que o Henrique tinha perguntado se eu ia. Pedi para ele não confirmar minha ida, porque o Henrique fica muito ansioso. O Danilo também comentou que tinha pensado em chamar o Lucas, mas estava na dúvida. Falei que ele deveria chamar, sim, pois, caso eu não pudesse ir por algum motivo, pelo menos o Henrique teria companhia.

Não dormi bem esta noite, não sei o porquê. Acordei antes das 6h, fiz café e, antes das 7h, o Danilo já mandou uma foto dos meninos no carro. 

Falei que passaria lá um pouco. Quando cheguei ao campo, o Henrique ficou muito feliz ao me ver. Fomos para o gramado e fiquei jogando bola com eles. 



Percebo que o Henrique muda um pouco quando tem mais pessoas brincando: ele fica enciumado se outra criança tenta chamar a minha atenção.



Como eu já tinha avisado a ele logo na chegada que não ficaria muito tempo porque precisava ir à missa, quando passou um pouco das 8h — e vendo que ele já estava meio desanimado para brincar —, decidi ir embora. Assim, ele continuaria brincando com o Luquinha. Me despedi deles e saí. O Henrique ainda perguntou se eu podia ir mais tarde ao apartamento dele, mas, como sei que ele dorme à tarde, expliquei que ele precisaria descansar enquanto o sol estivesse muito quente (ardido) para poder aproveitar o fim da tarde com as outras crianças. Ele entendeu... acho! rsrs

Por que não pediram a Evans?

Sinopse: Por que não pediram a Evans? são as últimas palavras de um homem à beira da morte. A testemunha é Bobby Jones, um jovem que estava jogando golfe nas redondezas. O nevoeiro da noite pode ter sido a razão do homem ter dado um passo em falso e caído fatalmente de um penhasco. Mas quando Bobby sofre uma tentativa de envenenamento ele começa a pensar que alguém pode ter empurrado o homem lá de cima. Agatha Christie constrói como ninguém um ambiente de suspense, no qual todos parecem culpados. Em Por que não pediram a Evans? a investigação é conduzida por um casal em constante clima de romance. Bobby Jones é o quarto filho do vigário de Marchbolt, e é um sem-rumo na vida. Já Frances é literalmente uma lady, filha do conde Derwent. Juntos, têm que descobrir quem, afinal, é esse homem e por que alguém se beneficiaria com sua morte. Pistas, possuem apenas duas: a frase proferida no último suspiro de vida e uma foto de uma bonita moça encontrada no bolso do falecido que, no decorrer das investigações, é misteriosamente roubada.

Editora: Record

Ano: 1987

Devorei este livro em um piscar de olhos: iniciei a leitura na sexta-feira e a concluí já no sábado. A narrativa ágil me envolveu rapidamente, impulsionada pela ansiedade de desvendar, junto aos personagens, a identidade do assassino e, sobretudo, o mistério por trás da intrigante indagação: “Por que não pediram a Evans?”. Com 238 páginas distribuídas em 35 capítulos, a obra superou completamente as minhas expectativas. Confesso que subestimei a leitura inicialmente, por não se tratar de um dos títulos mais célebres de Agatha Christie, mas fui graciosamente surpreendida. A trama é de tirar o fôlego e desperta nossa desconfiança a cada reviravolta. Frankie e Bobby revelaram-se protagonistas extremamente astutos, a ponto de não deixarem espaço para a saudade do famoso detetive Hercule Poirot. É mais uma prova da mente brilhante de Christie, cuja escrita permanece inigualavelmente envolvente.

sábado, 17 de outubro de 2026

Aniversário Zé

Hoje o Zé comemora 71 anos de uma vida intensa e repleta de histórias. Ele tem tantas aventuras para contar que sua biografia renderia, no mínimo, uns dois volumes.

Apesar disso, ele não faz questão de comemorações; diz que nunca gostou e que talvez venha de algum trauma antigo — uma parte da história que nem ele mesmo sabe explicar. Eu, que adoro uma festa (especialmente de aniversário), respeito o espaço dele, pois cada um tem seu jeito.

Sendo assim, decidimos apenas almoçar fora, um hábito que já temos nos fins de semana. A Eliane queria saber o roteiro do dia, e o Zé sugeriu o restaurante “Feijão com Tranqueira”, localizado em Joaquim Egídio.

Eles chegaram primeiro. Por engano, o Gabriel acabou optando pelo self-service (R$ 89,90 por pessoa), pois um garçom o informou erroneamente que não haveria serviço à la carte devido a um casamento no local. Assim que chegamos, contestamos a informação, pois frequentamos o restaurante aos sábados e sabemos que o cardápio tradicional continua disponível mesmo durante eventos. No final, eu, o Zé e a Eliane conseguimos pedir o à la carte.

O almoço ainda teve uma visita ilustre: um galo que passou o tempo todo ao redor da nossa mesa. Ele chegou a tentar bicar o prato do Gabriel, mas compensou a ousadia nos divertindo com seu canto.

O almoço estava muito bom. A companhia, melhor ainda. E antes de pagar a conta tomamos um café com bolinho de chuva, cortesia do restaurante.

Para fechar o dia, ao cair da noite, comemos alguns salgadinhos que o Zé havia comprado e brindamos com vinho, garantindo que a data não passasse em branco.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Reforma do quarto Henrique: Parte Dois

Na quarta-feira, o Henrique acordou um pouco mais cedo. Tomou o leite e ficou arrumando e brincando com a pista de skate de dedo. Ele está naquela fase de assistir a vídeos de pessoas brincando com skate de dedo. A Letícia não apareceu. Mandou uma mensagem perguntando o que eu estava fazendo. Talvez tenha percebido que, naquele dia, eu não precisaria de ajuda.

Quanto à obra no quarto, passei a manhã arrancando a argamassa dos rodapés. Ontem, quando o Michel foi fazer o orçamento, ele disse que não seria necessário fazer contrapiso. Graças a Deus! Mas explicou que precisávamos retirar a argamassa dos rodapés, porque alguns saíram com ela e outros não. Então, era preciso deixar tudo sem argamassa. Tirando o barulho, deu um trabalhão! Ou talvez tenha sido a dor no ombro e na perna que me fez sentir tudo ainda mais.


Passei massa corrida por cima da argamassa naqueles buracos que tampamos ontem. Foram duas demãos, com algumas horas de intervalo entre elas. Também comecei a pintar a janela. Dei duas demãos, com um intervalo de cinco horas entre uma e outra. Quando terminei a primeira, fiquei assustada. Que merda é essa que vai ficar?, pensei. Depois da segunda, ainda não estava muito satisfeita.

O Henrique bonzinho como sempre. Assistia televisão. Jogava video game. Brincava um pouco.


Começou a comer melhor. Comeu bolo de manhã e almoçou direitinho. À tarde, comeu uma maçã. 


Ainda tinha feijão e mistura, mas mandei uma mensagem para o Danilo pedindo que comprasse carne em cubos, batata, cenoura, tomate e alho, porque eu queria fazer carne de panela. Também fiz feijão, porque estava com vontade. Acho que esse tempo chuvoso dá mesmo vontade de comer uma carne de panela com batata. Rsrs.

Na quinta-feira, o tempo estava melhor, sem chuva. A primeira coisa que fiz foi lixar a massa corrida. Fiquei branca de tanto pó, e meu cabelo estava pedindo socorro! Quando terminei, fui direto tomar banho. O cabelo, porém, teria que esperar até a noite, quando eu chegasse em casa, para receber uma hidratação.

Dei mais duas demãos de tinta na janela. A montagem abaixo eu fiz depois que dei a terceira demão.

Só fiquei satisfeita mesmo depois da quarta demão. Comentei com o Danilo que talvez fosse interessante dar mais uma demão, mas ele acha que não precisa, que já ficou bom. Agora, a decisão é dele, assim como a pintura das paredes. Acredito que a parte mais pesada do trabalho eu já fiz. Como ele entrará de férias na segunda-feira e o piso só será colocado no dia 30, terá bastante tempo para pintar as paredes, dando quantas demãos forem necessárias.

Como o sol apareceu um pouquinho e as crianças não tiveram aula por ser Dia do Professor, o condomínio estava cheio delas. Antes do almoço, chamei o Henrique para irmos ao Bazar Carla e ao mercadinho. Ao voltar eu almocei e depois dei almoço para o Henrique. Ele não quis almoçar primeiro. Eu agradeci, pois estava com muita fome.rsrs


Mais tarde, o Lucas foi chamá-lo para brincar, e os dois desceram. De vez em quando, eu também descia para ver o que estavam fazendo. Para não dar a impressão de que estava vigiando, levava água para o Henrique beber. Rsrs.

Ele e os amiguinhos estavam brincando de esconde-esconde e de outras brincadeiras, até que resolveram ir para a quadra. No final do dia, desci novamente e fiquei observando a diversão da criançada. Alguns jogando vôlei. Outros, futebol. Tinha bicicleta, motoca.O Lucas e a Julia com Hoverboard. Não sei como se entendem em um pequeno espaço, porque convenhamos, a quadra não é muito grande.






Já era noite quando o Zé avisou que estava no Marquinhos. Avisei que já podia ir me buscar. Despedi-me do Henrique, subi para me despedir do Danilo, juntei minhas coisas e voltei para casa, satisfeita com tudo o que consegui fazer nesses dias.

Não terminei tudo, mas acredito que a pior parte já passou!

Agora é descansar, dormir, descansar mais um pouco e dormir de novo... Porque eu mereço! Rsrs.

Reforma do quarto Henrique: Parte UM

Desde quando ainda estava trabalhando, eu já havia me programado para aproveitar minhas férias sabáticas e ir ao apartamento da Vila União para arrancar os pisos do quarto do Henrique. Grande parte deles estavam quebrados, oferecendo o risco de o Henrique ou alguém se machucar.

Como precisaria de ajuda, conversei com a Letícia, que está trabalhando por conta própria com impressões 3D, para saber quando ela poderia me ajudar. Ela sugeriu a semana do dia 13.

Na segunda-feira, dia 12, foi feriado: Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Ou seja, era dia de ver o Henrique, o que fiz no final da tarde.



Acabei ficando para dormir, pois o Henrique não iria à escola naquela semana, que seria mais curta. Além do Dia das Crianças, na segunda-feira, na quinta-feira seria comemorado o Dia do Professor. Outro motivo para ficar foi que ele estava com muita tosse, fazendo inalação e tomando xarope.

Já era noite quando eu e o Danilo tiramos o guarda-roupa e tudo o que havia dentro do quarto. Também retiramos as prateleiras que estavam presas à parede. Henrique tomou banho e colocou o pijama que a Dona Delza (bisavó) comprou para ele lá em Caldas Novas. Ganha um doce quem adivinhar quem penteou o cabelo dele?rsrs

Dormi mais ou menos. Como durmo no sofá, a claridade que entra por baixo da cortina e pelo vitrô da cozinha acaba me acordando cedo. Fora isso tem o barulho dos carros que circulam na Rodovia dos Bandeirantes. Então, antes mesmo de o Danilo sair do quarto, eu já estava acordada. Foi assim durante todos os dias, mas eu esperava que ele saísse para me levantar.

Na terça-feira, o Danilo saiu para trabalhar. Fiz café, tomei e comecei a arrancar os pisos que estavam soltos. De repente, caiu uma chuva forte.

O Henrique acordou, e preparei o leite para ele. Passou o dia todo no sofá, assistindo à televisão ou jogando videogame ou brincando. De vez em quando, ia até o quarto dar uma espiadinha para ver o que estava acontecendo. O fiscalzinho.Rsrs.


A Letícia demorou um pouco para chegar, mas, quando chegou, colocou a mão na massa e me ajudou a arrancar os pisos e as soleiras.

Eu estava preocupada com os entulhos. Como faríamos para nos livrar de tudo aquilo? Por sorte, o pai dela nos emprestou o Fiat Uno para levarmos os entulhos até o Ecoponto do Parque Tropical.

Enquanto ainda estávamos retirando os pisos, eu chamei o Michel, da Ômega Pisos, que foi até o apartamento para fazer o orçamento do piso laminado. Ele chegou um pouco antes do nosso almoço.

Depois do almoço, a Letícia foi buscar o carro com o pai. Enquanto isso, dei almoço para o Henrique e também almocei.

Quando a Letícia voltou com o carro, começamos a carregar os entulhos. Fizemos duas viagens. Na primeira foram três sacolas e uma caixa de papelão cheia de pisos quebrados. Quase morremos carregando tudo escada abaixo!

Na segunda, levamos duas sacolas com os pisos inteiros e uma caixa com cabides, um varão de cortina e outras coisas que a Letícia encontrou pelo caminho e que precisavam ser descartadas — mas não na lixeira comum.

Na volta da segunda viagem, paramos em uma loja para comprar argamassa, tintas e acessórios. Aproveitei para comprar um bolo para comermos com café. Afinal, a gente merecia! Rsrs.




Depois do café, a Letícia ficou mais um pouquinho e foi embora antes das 17h. Ela ainda precisava devolver o carro ao pai e buscar a Karol no trabalho. 

Mais tarde, fiz inalação no Henrique. Não era porque ele estivesse piorando, mas para ajudar a acelerar a melhora. Henrique gostou do bolo, pois mais tarde pediu mais um pedaço. 

Danilo chegou e deu uma olhada no que fizemos. Pedi para ele preparar a argamassa para tamparmos os buracos das paredes. Que eram muitos. E grandes! Na verdade eu fiz besteira. Não precisava ter arrancado as buchas, segundo o Zé. Mas fiquei sabendo disso tarde demais. Tinha uma bucha que estava tão difícil de sair que saiu arrancando pedaço da parede. Deu vontade de chorar quando eu vi o estrago que fiz.😓



Quando finalmente parei, eu estava morta de cansaço! Sentia dores nos ombros e nas pernas. Tomei banho, comi um miojo e tomei um comprimido de Dorflex. Ainda não eram dez horas da noite, e eu já estava morrendo de sono.

Fomos todos dormir... Afinal, no dia seguinte, tinha mais!