O Zé e o
Gabriel compraram os ingressos no dia 3 de abril. Na época, escolheram os
melhores lugares e acharam caro, mas decidiram investir. Dias depois,
descobriram que o setor era o VIP, o que justificava perfeitamente o valor. A
reserva do hotel, por sua vez, foi feita há pouco tempo. Inicialmente, achei
que voltaríamos para casa logo após o espetáculo, afinal, nossa sessão era ao
meio-dia. Mas os planos deles incluíam um jantar na Cantina C... Que Sabe!
E assim
chegou o grande dia. Combinamos de nos encontrar no prédio do Gabriel e da
Eliane às 8h e, pontualmente, estávamos no estacionamento. Deixamos o nosso
carro lá, passamos para o deles e seguimos viagem rumo a São Paulo. O dia
estava maravilhoso, com céu azul e um sol radiante.
No
caminho, fizemos duas paradas para o café. Na primeira, apenas descemos do
carro para dar uma olhada nas lanchonetes e restaurantes. Como nenhum tinha o
clássico pão na chapa com café, decidimos seguir em frente. Minutos depois,
paramos em um Graal e finalmente tomamos nosso café no Route Café.
Assim que
chegamos ao Parque Villa-Lobos, começamos a nos sentir quase como celebridades.
Os funcionários do estacionamento foram direcionando o Gabriel até a vaga mais
próxima da entrada do Cirque du Soleil. Como ainda não eram 10h30 — o horário
permitido para a entrada —, fomos até a Roda Gigante Rico para usar o banheiro.
O parque estava cheio de atrações infantis, já que segunda-feira é Dia das
Crianças.
Ao
voltarmos para o Cirque, fomos recebidos na tenda da área VIP. E que estrutura
impressionante! Um funcionário nos guiou pelo espaço, apresentando as
acomodações. A primeira tenda era mais iluminada e aquecida. Enquanto eu ainda
observava os detalhes, vi o Gabriel ser conduzido por um corredor e o seguimos.
Entramos
em uma tenda maior, climatizada e com uma charmosa iluminação à meia-luz. Logo
na entrada, à esquerda, havia um balcão de comidas, mas os garçons e garçonetes
eram tão atenciosos passando com os aperitivos o tempo todo que nem precisei ir
até lá. Eles serviam: mini hamburgueres, pastelzinho de catupiry, "alguma coisa" de Caranguejo, estrogonofe com arroz e batata palha,
bolinho de feijoada com molho de pimenta e um lanchinho de pernil. Ao lado, ficava o balcão de
bebidas e um carrinho elegante com copos e taças. Mas o tempo todos os garçons
passavam servindo: água, Coca-Cola, sucos e espumante.
O espaço
contava ainda com uma cadeira enorme, onde mais tarde tiramos fotos com dois
artistas do elenco.
Aproveitamos
o conforto do lounge até o aviso de que o espetáculo iria começar. Nos dirigimos
à tenda principal, garantindo antes um lindo baldinho de pipoca. Nossos
assentos ficavam na fileira B, com o palco colado na nossa frente. O Zé ficou
na ponta do corredor — uma posição estratégica e perigosa! Apenas estranhei o
fato de o palco não ser 360 graus, como o da turnê "Corteo".
Eu já
assisti a essa e outras produções em DVD, mas posso afirmar que
"Alegria" é a minha favorita, especialmente pela trilha sonora
marcante. Embora a estrutura dos números mude sutilmente de uma turnê para
outra — com pequenos ajustes e troca de atos —, a essência encantadora
permanece a mesma.
Sobre o espetáculo:
Durante o
intervalo, retornamos à sala VIP e aproveitamos para degustar os doces. Eu me
esbaldei com o banoffee! No segundo tempo do show, a diversão continuou: por
estar na ponta do corredor, o Zé foi cutucado duas vezes pelo palhaço e quase
foi arrastado para o palco. O rapaz do outro lado do corredor não teve a mesma
escapatória e acabou virando parte do número.
O
encerramento ficou por conta do trapézio, que sempre nos deixa de coração na
mão. Um dos trapezistas chegou a errar o movimento e caiu na rede de segurança
— o que me arrancou um belo grito de susto. Ao final, os artistas se
aproximaram do público para agradecer, sob os aplausos esfuziantes de uma
plateia de pé.
O Cirque du Soleil é uma experiência inesquecível. Saímos de lá maravilhados e seguimos direto para a nossa próxima parada: o Hotel Mercure, onde uma piscina relaxante nos aguardava.
























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