sábado, 10 de outubro de 2026

Cirque Du Soleil - Alegria

O Zé e o Gabriel compraram os ingressos no dia 3 de abril. Na época, escolheram os melhores lugares e acharam caro, mas decidiram investir. Dias depois, descobriram que o setor era o VIP, o que justificava perfeitamente o valor. A reserva do hotel, por sua vez, foi feita há pouco tempo. Inicialmente, achei que voltaríamos para casa logo após o espetáculo, afinal, nossa sessão era ao meio-dia. Mas os planos deles incluíam um jantar na Cantina C... Que Sabe!

E assim chegou o grande dia. Combinamos de nos encontrar no prédio do Gabriel e da Eliane às 8h e, pontualmente, estávamos no estacionamento. Deixamos o nosso carro lá, passamos para o deles e seguimos viagem rumo a São Paulo. O dia estava maravilhoso, com céu azul e um sol radiante.

No caminho, fizemos duas paradas para o café. Na primeira, apenas descemos do carro para dar uma olhada nas lanchonetes e restaurantes. Como nenhum tinha o clássico pão na chapa com café, decidimos seguir em frente. Minutos depois, paramos em um Graal e finalmente tomamos nosso café no Route Café.

Assim que chegamos ao Parque Villa-Lobos, começamos a nos sentir quase como celebridades. Os funcionários do estacionamento foram direcionando o Gabriel até a vaga mais próxima da entrada do Cirque du Soleil. Como ainda não eram 10h30 — o horário permitido para a entrada —, fomos até a Roda Gigante Rico para usar o banheiro. O parque estava cheio de atrações infantis, já que segunda-feira é Dia das Crianças.



Ao voltarmos para o Cirque, fomos recebidos na tenda da área VIP. E que estrutura impressionante! Um funcionário nos guiou pelo espaço, apresentando as acomodações. A primeira tenda era mais iluminada e aquecida. Enquanto eu ainda observava os detalhes, vi o Gabriel ser conduzido por um corredor e o seguimos.



Entramos em uma tenda maior, climatizada e com uma charmosa iluminação à meia-luz. Logo na entrada, à esquerda, havia um balcão de comidas, mas os garçons e garçonetes eram tão atenciosos passando com os aperitivos o tempo todo que nem precisei ir até lá. Eles serviam: mini hamburgueres, pastelzinho de catupiry, "alguma coisa" de Caranguejo, estrogonofe com arroz e batata palha, bolinho de feijoada com molho de pimenta e um lanchinho de pernil. Ao lado, ficava o balcão de bebidas e um carrinho elegante com copos e taças. Mas o tempo todos os garçons passavam servindo: água, Coca-Cola, sucos e espumante.






O espaço contava ainda com uma cadeira enorme, onde mais tarde tiramos fotos com dois artistas do elenco.


Aproveitamos o conforto do lounge até o aviso de que o espetáculo iria começar. Nos dirigimos à tenda principal, garantindo antes um lindo baldinho de pipoca. Nossos assentos ficavam na fileira B, com o palco colado na nossa frente. O Zé ficou na ponta do corredor — uma posição estratégica e perigosa! Apenas estranhei o fato de o palco não ser 360 graus, como o da turnê "Corteo".


Eu já assisti a essa e outras produções em DVD, mas posso afirmar que "Alegria" é a minha favorita, especialmente pela trilha sonora marcante. Embora a estrutura dos números mude sutilmente de uma turnê para outra — com pequenos ajustes e troca de atos —, a essência encantadora permanece a mesma.

Sobre o espetáculo:

O espetáculo Alegría – In a New Light, apresenta um repertório fixo de números acrobáticos e artísticos em cada sessão (com duração total de 2h15, incluindo intervalo).
As principais atrações e números que compõem o espetáculo incluem:
• Abertura e Animação: Entrada do Sr. Fleur, aristocratas e músicos interagindo com o público, seguida da apresentação da cantora principal enquanto os acrobatas tomam o palco.
• Acrobacias com Varas (Power Track / Varas): Demonstração de saltos e força coletiva dos aristocratas e artistas.
• Trapézio Voador (Flying Trapeze): Um dos números clássicos e mais esperados, executado com novos elementos de voo e sincronismo.
• Bambolês (Hula Hoops): Número de manipulação de bambolês em alta velocidade e precisão coreográfica.
• Dança e Contorsionismo: Apresentações de flexibilidade extrema e expressão corporal.
• Números de Palhaços e Humor: Cenas cômicas conduzidas por palhaços que articulam a transição entre os atos.
• Trilha Sonora ao Vivo: Execução das músicas icônicas do espetáculo (incluindo a faixa-título "Alegría") por uma banda e cantoras ao vivo.


Durante o intervalo, retornamos à sala VIP e aproveitamos para degustar os doces. Eu me esbaldei com o banoffee! No segundo tempo do show, a diversão continuou: por estar na ponta do corredor, o Zé foi cutucado duas vezes pelo palhaço e quase foi arrastado para o palco. O rapaz do outro lado do corredor não teve a mesma escapatória e acabou virando parte do número.

O encerramento ficou por conta do trapézio, que sempre nos deixa de coração na mão. Um dos trapezistas chegou a errar o movimento e caiu na rede de segurança — o que me arrancou um belo grito de susto. Ao final, os artistas se aproximaram do público para agradecer, sob os aplausos esfuziantes de uma plateia de pé.



O Cirque du Soleil é uma experiência inesquecível. Saímos de lá maravilhados e seguimos direto para a nossa próxima parada: o Hotel Mercure, onde uma piscina relaxante nos aguardava.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá. Ficarei muito feliz com seu comentário. Só peço que coloque seu nome para que eu possa responder, caso necessário. Obrigada!