Sinopse: Best-seller na Coréia do Sul, a Inconveniente loja de
conveniência, de Kim Ho-Yeon, é um romance sobre segundas chances e sobre como
a solução de problemas aparentemente insolúveis pode estar mais perto do que se
imagina.
Dok-go mora na Estação Seul e passa seus dias olhando para a mesma loja
de conveniência. Ele não tem lembranças do seu passado, mas sabe que daria tudo
para beber uma dose de soju. Quando acha uma bolsinha com documentos e uma
carteira, ele não faz a menor ideia de que sua vida está prestes a mudar.
A senhora Yeom, uma professora de história aposentada, perdeu sua
bolsinha na estação. Mas graças ao bom Deus que sempre a protege, assim que deu
falta dos seus pertences, recebeu uma ligação de um telefone público informando
que tinham sido encontrados. Ela fica tão grata que resolve levar Dok-go até
sua loja de conveniência para lhe dar de comer. Ao ver a felicidade estampada
em seu rosto, ela diz que ele pode passar lá todo dia e pegar uma marmita.
Por uma reviravolta do destino, Dok-go acaba salvando a loja de um
assalto. E, mesmo que os funcionários não confiem tanto assim nele, a senhora Yeom
oferece ao homem com aparência de urso a vaga de turno da noite. Aos poucos
Dok-go surpreende a todos e cativa as pessoas ao seu redor.
O problema é que o filho imprestável da senhora Yeom tem outros planos
para o lugar. Ele quer vender a loja e, nesse interim, contrata um detetive
para descobrir o que Dok-go vem tentando a todo custo esquecer.
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2023
Páginas: 270
Esse
livro é da Letícia e já estava há um bom tempo rodando pela família até chegar
a mim, que aguardava na fila para pegá-lo emprestado. Peguei-o no dia em que
fomos à Expoflora e comecei a leitura no dia 4, há exatamente cinco dias.
Para
começar, preciso falar da capa. De vez em quando, escolho um livro pela
aparência, e a deste é lindíssima, com cores em tons suaves e desenhos
cativantes. O título também é muito instigador. É claro que li a obra esperando
encontrar a explicação para ele, e ela surge em dois momentos. O primeiro é
pela personagem In-gyeong, uma escritora que decide escrever sobre o lugar e se
refere a loja como uma “inconveniente loja de conveniência” (pág. 158 e 159). O
segundo é quando a senhora Yeom explica a Dok-go que os vizinhos a chamavam
assim porque a loja "tem pouca variedade de produtos, não tem muitos
eventos em comparação com outros lugares e não dá para pechinchar como nos
comércios locais" (pág. 267).
Sobre o
enredo, além de Dok-go e da senhora Yeom, a cada capítulo conhecemos um novo
personagem e sua história de vida. Todos eles frequentam o local, e o contato
com Dok-go vai transformando suas vidas. No final, é o próprio Dok-go quem
reflete sobre o impacto dessas conversas e sua visão diante de cada um deles. O
ponto mais impactante é quando ele recobra a memória e decide recomeçar sua
antiga vida — agora com mais sabedoria, após todo o sofrimento que passou como
morador de rua.
Gostei demais do livro e vi que existe uma sequência, mas sem a presença de Dok-go. Queria tanto saber se ele reencontrou a esposa e a filha, e se elas o aceitaram de volta! Eu me envolvo demais com os personagens e sofro quando o autor não finaliza o romance com o tão esperado "e viveram felizes para sempre". Mas tudo bem, o problema não é dele, é meu, que preciso imaginar o final e pronto!
Provavelmente vou adquirir o combo com os dois volumes para ler e reler.

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