quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Dia D

Título original: Disclosure Day

Data de lançamento: 10 de junho de 2026 |No cinema | 2h 25min

Direção: Steven Spielberg | Roteiro David Koepp

Elenco: Emily Blunt, Josh O'Connor, Colin Firth

Gênero: Ficção Científica, Suspense

A Trama

O roubo de dados: A história acompanha Daniel Kner (um analista ou segurança cibernético) e Margaret Barchild (uma apresentadora de previsão do tempo). Daniel rouba pen drives com arquivos sigilosos de uma poderosa organização sombria chamada Vardex. 

A conspiração: Esses documentos provam que o governo dos Estados Unidos e a Vardex escondem a existência de vida extraterrestre desde a queda de um OVNI em Roswell (1947). 

Abuso tecnológico: O enredo revela que os seres extraterrestres capturados sofreram maus-tratos e testes dolorosos, enquanto a empresa fazia engenharia reversa de suas tecnologias.

O plano de revelação: Com a ajuda de um aliado misterioso chamado Hugo e de um alienígena sobrevivente (Envivo 17), Daniel e Margaret — que possuem dons especiais de empatia e compreensão matemática concedidos em abduções passadas — unem forças para expor a verdade globalmente. 

Eu queria assistir a esse filme desde que soube da sua estreia nos cinemas. Minha intenção inicial era assisti-lo nas telonas, mas acabei não conseguindo. Lembro que a Silvana, que também estava superanimada para ver, foi ao cinema e não ficou muito satisfeita com o que assistiu. Mesmo assim, não desisti da ideia; queria tirar minhas próprias conclusões.

Acabei assistindo ontem, no início da noite, com o Bruno e o Victor no apartamento deles. O filme conta com um elenco de peso:

  • Colin Firth (que eu gosto demais e quase não reconheci por causa da barba), conhecido por interpretar o Mark Darcy em O Diário de Bridget Jones e por sua atuação em O Discurso do Rei;
  • Emily Blunt, de O Diabo Veste Prada e A Garota no Trem;
  • Josh O’Connor, da série The Crown e de Glass Onion: Um Mistério Knives Out.

O enredo me prendeu do início ao fim com sua ação incessante. Não levantei nem para ir ao banheiro, com medo de perder qualquer detalhe. E confesso: mesmo prestando total atenção, o filme me deixou com várias dúvidas. Na verdade, a trama traz muitas camadas de mensagens e um forte convite à reflexão.

Como eu não queria quebrar a cabeça sozinha, joguei uma pergunta no grupo do WhatsApp: "Quem assistiu, o que entendeu da última palavra que a Margaret diz no final do filme?". A palavra é: "Escutem". O debate no grupo foi longo e eu fiquei apenas observando as teorias, já que, como disse, ainda estou tentando processar tudo. Preciso de um tempo para refletir.

Enfim, independentemente de ter compreendido todas as nuances de imediato ou não, eu gostei muito do filme. É o tipo de história que continua com a gente mesmo depois que os créditos sobem.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dia de garimpo

Eu tinha combinado com o Bruno que, nas férias dele, a gente iria garimpar em alguns bazares e sebos, e depois assistir a uns filmes tensos juntos. Ele marcou para hoje porque tem chovido bastante nos últimos dias. Mesmo assim, ainda pegamos um pouco de chuva, mas logo o sol abriu e o tempo firmou.

O ponto de encontro era o bazar do Allan Kardec, onde cheguei primeiro. Eles tiveram que parar no caminho para se proteger da chuvinha fina, mas molhada.rsrs

Quando entrei no bazar, vi que não tinha quase nada do que a gente gosta — como LPs, DVDs e CDs (na verdade, tinha muito CD pirata). Mesmo assim, consegui garimpar esses dois da foto.

Como vi que o estoque estava fraco, mandei mensagem para eles e mudamos o plano: nos encontramos direto no sebo que vende tudo naquele esquema de 3 por R$ 20,00. Lá a gente se perdeu no tempo! Comprei esses produtos e gastei R$ 100,00.


Saímos de lá e fomos almoçar. Adivinha onde? No Suco de Praia! (rsrs) O Victor pediu peixe, mas eu e o Bruno continuamos fiéis ao de sempre: filé de frango à parmegiana.

Depois do almoço, pegamos um Uber e fomos ao Bazar Semente Esperança. Dei uma olhada geral, principalmente nos CDs, DVDs, Livros e LPs. Olhei as araras de vestidos e até experimentei um, que não serviu. Acabei levando quatro LPs, um CD e um livro por apenas R$ 22,00.


De lá, pegamos outro Uber e fomos para o apartamento dos meninos. O Victor fez café e um bolo de laranja delicioso. Depois do lanche, nos sentamos para ver um filme. O Bruno tinha deixado uns quatro separados, mas acabei escolhendo “Dia D”. Sobre o filme, conto tudo na próxima postagem! Para fechar o dia, o Zé foi me buscar.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Depois se vê

Chuva. Nada mais ancestral. Muita água, pouca água, não importa: choverá. Em vários períodos do ano, mais forte, mais fraco: choverá. Em São Paulo, Minas, Rio, Florianópolis. E também na Alemanha, na Nova Zelândia, no Peru. Choveu nos anos 40, chove em 2011, choverá em 2068. Passado, presente e futuro sob uma única nuvem. Só que o país do futuro não pensa no futuro. Somos totalmente refratários à prevenção.

Tudo o que nos acontece de ruim provoca uma chiadeira, vira escândalo nacional - mas depois. Ficamos estarrecidos, mas depois. O antes é um período de tempo que não existe. Investir dinheiro para evitar o que ainda não aconteceu nos soa como panaquice. Se está tudo bem até às 14h30 dessa quarta-feira, por que acreditar que às 14h31 tudo pode mudar? E então não se investe em hospitais até que alguém morra no corredor, não se policia uma rua até que duas adolescentes sejam estupradas, não se contrata salva-vidas até que meia dúzia morra afogada. Somos os reis em tapar buracos, os bambambās em varrer para debaixo do tapete, os retardatários de todas as corridas rumo ao desenvolvimento. Não prevemos nada. Adoramos os astrólogos, mas odiamos pesquisa. Consideramos estupidez gastar dinheiro com tragédias que ainda estão em perspectiva. Só o erro consolidado retém nossa atenção.

A gente se entope de açúcar, não usa fio dental e depois vai tratar a cárie, se sentindo privilegiado por poder pagar um dentista. A gente aplaude a arrogância dos filhos e depois vai pagar a fiança na delegacia. A gente fuma três maços por dia e depois processa a indústria tabagista. A gente corre na estrada a 140 km/h, ultrapassa em faixa contínua e depois suborna o guarda, na melhor das hipóteses. Ou então morre, ou mata - na pior delas.

A gente vota em corrupto, depois desdenha da politica em mesa de bar. A gente joga lixo no meio fio, depois se surpreende em ter a rua alagada. A gente se expõe em todas as redes sociais, depois esbraveja contra os que inva-diram nossa privacidade.

Precisamos de transporte público de qualidade, mas só depois de sediar a Copa do Mundo. A sociedade reclama por profissionais mais gabaritados, mas ninguém investe em professores e em universidades. E os donos de estabelecimentos comerciais só se darão conta de que estão perdendo dinheiro quando descobrirem os pangarés que contrataram para atender seus clientes. Treinamento, nem pensar. Se precisar mesmo, depois.

Precisamos mesmo. De tudo. Só que antes.

Martha Medeiros - 26 de janeiro de 2011

Do livro "Liberdade Crônica", pág. 248 e 249

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Deus em Questão - C.S.Lewis e Freud debatem Deus, amor, sexo e o sentido da vida.

Grande parte dos maiores pensadores já se confrontou com a questão crucial de acreditar ou não em Deus. O século 20 produziu dois homens que, de forma brilhante, cada qual à sua maneira, levantaram novos argumentos - um, a favor e o outro, contra - sobre essa questão.

Em Deus em Questão, os argumentos de C.S.Lewis e Sigmund Freud são postos lado a lado. Ambos refletiram cuidadosamente sobre os pontos fracos e as alternativas aos seus posicionamentos. Ambos consideraram o problema da dor e do sofrimento, a natureza do amor e do sexo, e o sentido último da vida e da morte. Depois de "assistirmos" a todo esse debate, poderemos tomar os nossos lugares do lado que quisermos, num dos confrontos mais profundos da história.


Peguei esse livro emprestado do Edson Fassoni no último encontro com as "Amigas pra Sempre". Como se eu já não tivesse livros para ler.rsrs

Comecei a ler no dia 29 de agosto e terminei hoje. O livro possui 286 páginas, e está assim dividido:

PARTE UM - EM QUÊ ACREDITAR?

1. Os protagonistas: A vida de Sigmund Freud e de C.S.Lewis

2. O criador: Haverá uma inteligência além do universo?

3. Consciência: Haverá uma Lei Moral Universal?

4. A grande transição: Que estrada seguir rumo à realidade?

PARTE DOIS - COMO VIVER?

5. Felicidade: Qual é a fonte dos maiores prazeres da nossa vida?

6. Sexo: A busca de prazer seria o nosso único propósito?

7. Amor: Todo amor seria sexo sublimado?

8. Dor: Como resolver o problema do sofrimento?

9. Morte: Seria a morte o nosso único destino?

Peguei este livro emprestado atraída pelo título e pela sinopse. Confesso que não conhecia o autor e, sobre os protagonistas — Sigmund Freud e C.S. Lewis —, sabia apenas os nomes, sem nunca ter lido suas obras ou me aprofundado em suas biografias. Para mim, foi uma surpresa descobrir o ateísmo de Freud. No entanto, não fiquei totalmente convencida dessa postura, pois, ao longo da leitura de suas cartas, notei diversas contradições. Aliás, a correspondência pessoal de Freud e Lewis com seus amigos foi a minha parte favorita do livro. É através dessas cartas que conseguimos enxergar quem eles realmente foram. Acredito sinceramente que, quando escrevemos, colocamos nossa alma nas palavras. Por isso, senti que me aproximei muito mais da essência dos dois por meio de seus próprios relatos do que pela narrativa do autor. Ainda assim, isso não desmerece a obra: falar sobre duas mentes tão brilhantes exige um trabalho formidável de pesquisa, estudo e dedicação. Para finalizar, destaco abaixo alguns dos trechos que considerei importantes:


No dia 6 de maio de 1856, na cidade de Freiberg na Morávia, nasceu Sigismund Schlomo Freud. Durante estudo na Universidade de Viena ele mudou o nome para Sigmund.

No dia 29 de novembro de 1898, nos subúrbios de Belfast, na Irlanda, nasceu Clive Staples Lewis.

Lewis acreditava que todas as religiões, todas as mitologias, para lhes dar o nome adequado, são invenções humanas. pág.40

Freud escreveu que "as religiões da humanidade devem ser classificadas entre as desilusões de massa", e referia-se à religião como "a neurose obsessiva universal da humanidade." pág.47

Nos primeiros 30 anos de sua vida, Lewis compartilhou do ateísmo de Freud. Como membro da faculdade de Oxford Lewis passou por uma mudança radical, uma mudança do ateísmo para a fé, baseada no Antigo e no Novo Testamento. pág.48

Da mesma forma que Freud, Lewis se baseia no Novo Testamento para dizer que "Deus é amor" e nos adverte a ter mais cuidado para não traduzir isso para "o amor é Deus". 

Lewis divide ainda o amor humano em quatro categorias - seguindo a tradição grega: (1) Storge, afeição entre os membros de uma família; (2) Philia, amizade; (3) Eros, amor romântico entre pessoas "apaixonadas"; e (4) Ágape, amor que se tem a Deus e ao próximo. pág.179

domingo, 20 de setembro de 2026

Domingo de futebol com Danilo e Henrique

Hoje fui ao campo onde o Danilo joga bola para passar um tempo com o Henrique. Como fazia muito tempo que eu não aparecia por lá, aceitei o convite do Danilo assim que ele perguntou se eu gostaria de ir. Ele até tinha comentado que não iria se chovesse. Acordei às 6h, assim que o celular do Zé despertou para ele tomar o antibiótico, e ao levantar percebi que o asfalto estava molhado por causa de uma chuvinha bem fina. Fiz o café e fiquei esperando o Danilo avisar se haveria jogo ou não. Perto das 7h, ele mandou uma foto mostrando que já estava no campo. Me troquei e fui.

Estava bastante frio e a garoa continuou caindo o tempo todo em que estive lá. Mesmo assim, eu e o Henrique conseguimos jogar bola. O espaço onde costumamos brincar estava trancado e o outro campo já estava recebendo os jogadores do time das 8h. Por isso, o jeito foi nos contentarmos em chutar a bola no espaço entre o campo e a arquibancada.







De vez em quando, o Henrique sentava um pouco e pedia o celular do Danilo para jogar, mas passamos a maior parte do tempo brincando.


A cor da perna.rsrs


Como a partida demorou mais de duas horas, acabei perdendo a missa das 10h, mas fiquei com o Henrique até o momento de irem embora. Ele ainda me perguntou se eu poderia passar no apartamento mais tarde. Respondi que iria se parasse de chover, mas o tempo não abriu o dia todo. No fim das contas, o que importa é que eu fui e aproveitamos muito o nosso tempo juntos.