quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Depois se vê

Chuva. Nada mais ancestral. Muita água, pouca água, não importa: choverá. Em vários períodos do ano, mais forte, mais fraco: choverá. Em São Paulo, Minas, Rio, Florianópolis. E também na Alemanha, na Nova Zelândia, no Peru. Choveu nos anos 40, chove em 2011, choverá em 2068. Passado, presente e futuro sob uma única nuvem. Só que o país do futuro não pensa no futuro. Somos totalmente refratários à prevenção.

Tudo o que nos acontece de ruim provoca uma chiadeira, vira escândalo nacional - mas depois. Ficamos estarrecidos, mas depois. O antes é um período de tempo que não existe. Investir dinheiro para evitar o que ainda não aconteceu nos soa como panaquice. Se está tudo bem até às 14h30 dessa quarta-feira, por que acreditar que às 14h31 tudo pode mudar? E então não se investe em hospitais até que alguém morra no corredor, não se policia uma rua até que duas adolescentes sejam estupradas, não se contrata salva-vidas até que meia dúzia morra afogada. Somos os reis em tapar buracos, os bambambās em varrer para debaixo do tapete, os retardatários de todas as corridas rumo ao desenvolvimento. Não prevemos nada. Adoramos os astrólogos, mas odiamos pesquisa. Consideramos estupidez gastar dinheiro com tragédias que ainda estão em perspectiva. Só o erro consolidado retém nossa atenção.

A gente se entope de açúcar, não usa fio dental e depois vai tratar a cárie, se sentindo privilegiado por poder pagar um dentista. A gente aplaude a arrogância dos filhos e depois vai pagar a fiança na delegacia. A gente fuma três maços por dia e depois processa a indústria tabagista. A gente corre na estrada a 140 km/h, ultrapassa em faixa contínua e depois suborna o guarda, na melhor das hipóteses. Ou então morre, ou mata - na pior delas.

A gente vota em corrupto, depois desdenha da politica em mesa de bar. A gente joga lixo no meio fio, depois se surpreende em ter a rua alagada. A gente se expõe em todas as redes sociais, depois esbraveja contra os que inva-diram nossa privacidade.

Precisamos de transporte público de qualidade, mas só depois de sediar a Copa do Mundo. A sociedade reclama por profissionais mais gabaritados, mas ninguém investe em professores e em universidades. E os donos de estabelecimentos comerciais só se darão conta de que estão perdendo dinheiro quando descobrirem os pangarés que contrataram para atender seus clientes. Treinamento, nem pensar. Se precisar mesmo, depois.

Precisamos mesmo. De tudo. Só que antes.

Martha Medeiros - 26 de janeiro de 2011

Do livro "Liberdade Crônica", pág. 248 e 249

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O Amor é cego

Título original: Shallow Hal

Data de lançamento: 15 de fevereiro de 2002 | 1h 54min

Direção: Bobby Farrelly, Peter Farrelly | Roteiro Peter Farrelly, Bobby Farrelly

Elenco: Gwyneth Paltrow, Jack Black, Jason Alexander

Gênero: Comédia, Romance

Sinopse: Hal (Jack Black) é um homem que segue à risca o conselho de seu pai e apenas se interessa por mulheres que tenham um físico perfeito. Mas tudo muda quando ele por acaso se encontra com Anthony Robbins, um guru de auto-ajuda que o hipnotiza e faz com que ele apenas possa visualizar a beleza interior das mulheres, em detrimento de seu físico. Sem saber que está sob o efeito de hipnose, Hal então se apaixona por Rosemary (Gwyneth Paltrow), uma mulher obesa que é vista por ele como se fosse uma verdadeira deusa. Até que, após ser retirado da hipnose por seu amigo Mauricio (Jason Alexander), ele passa a ver como Rosemary é de verdade fisicamente e precisa tomar uma decisão sobre seu relacionamento com ela.

Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-28958/




Peguei o DVD do filme "O Amor é Cego" no dia do aniversário do Bruno, logo após ele separá-lo para doação. Decidi levar para assistir novamente. Eu me lembrava da história, mas não recordava exatamente o motivo de o protagonista não conseguir enxergar as pessoas como elas realmente eram.

No longa, o personagem principal passa a ver as pessoas consideradas feias ou gordas como lindas e esbeltas. E o contrário também acontece: quem é puramente bonito por fora, ele passa a enxergar como alguém feio. Dei muita risada assistindo, principalmente nas cenas que destaquei na foto acima. É uma comédia superleve e divertida.

Porém, a grande mensagem da obra é que devemos focar no interior de uma pessoa, em vez de nos prendermos apenas à beleza exterior — que era justamente o ponto fraco do Hal. As mulheres que ele via como perfeitas e maravilhosas eram, na verdade, pessoas de bom coração, que ajudavam o próximo ou defendiam alguma causa social. Passar por essa experiência transformou o Hal para melhor. Afinal, no início do filme, ele era um cara bem escroto, que menosprezava qualquer um desprovido de beleza física.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Mensagens para Isabelle

Título original: Voicemails For Isabelle

Data de lançamento: 19 de junho de 2026 em Netflix | 1h 55min

Direção: Leah McKendrick | Roteiro Leah McKendrick

Elenco: Zoey Deutch, Nick Robinson, Nick Offerman

Gênero: Romance

Sinopse: Em Mensagens para Isabelle, Jill tenta lidar com o luto da perda da irmã deixando mensagens de voz no antigo telefone dela, registrando a vida caótica que leva em São Francisco desde então. Quando, porém, o número é reatribuído sem que ela saiba, um corretor imobiliário reservado passa a receber e acompanhar as mensagens hilárias e confessionais de Jill.

Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-1000024814/

O Zé acabou de chegar de viagem, e eu estou curtindo minhas férias sabáticas. Para completar, chove sem parar desde sábado, com aquele friozinho gostoso.

A combinação perfeita para esse cenário? Um filminho embaixo das cobertas, é claro. Sugeri assistirmos a Mensagens para Isabelle, que dizem ser uma graça de filme. E o melhor de tudo: ele já está disponível no catálogo da Netflix.

O filme é muito gostoso de assistir, mesmo com um enredo clichê. A fotografia é bem bonita e mostra a Ponte Golden Gate em várias cenas. Os atores são rostos novos para mim, mas surpreenderam pela beleza e pelo carisma.

Como eu já assisti a Mensagem para Você, com Tom Hanks e Meg Ryan — que inclusive são citados na nova história —, dá para notar como o cinema mudou. Agora, a trama usa elementos modernos como Instagram, podcasts e mensagens de celular. Às vezes, sinto saudade do estilo antigo, mas é a modernidade presente em todos os lugares. Não tem como fugir! 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Aniversário Bruno

Hoje o Bruno fez 37 anos e quis uma comemoração bem singela.

Disse que compraria uns salgadinhos e um bolo da Cake Now, chamando apenas os irmãos, a cunhada, o sobrinho e os pais. Como eu estava em casa à toa, me ofereci para fazer um pouco de carne desfiada. A ideia combinou perfeitamente com o frio que fazia: um bom pão com carne para esquentar a noite.

Fui para o apartamento deles de Uber pouco antes das 19h. Minutos depois, chegaram o Danilo, a Letícia, a Karol e o Henrique. O Rubens, a Itamara e a Dona Delza não puderam ir — o Rubens havia viajado e não retornou a tempo, enquanto o Zé chega amanhã da Romênia, o último destino da sua viagem de trabalho com o Ricardo, da Voyager Turismo.

Ficamos comendo, bebendo e conversando. Aproveitei para dar ao Henrique os pacotes de figurinhas da Copa que havia comprado na Bienal. Ele ficou abrindo os saquinhos enquanto eu separava tudo por seleções. A alegria foi garantida quando saiu a figurinha do Cristiano Ronaldo para ele e a do James Rodríguez para mim! Não chegamos a colar nada nos álbuns; aliás, acabei dando o meu para o Henrique completar essa missão.


Enquanto isso, a Letícia, o Danilo, o Bruno e o Henrique se divertiram em uma partida animada de videogame de futebol, com direito a torcida vibrante da minha parte. O Victor e a Karol engataram em um papo ótimo logo ao lado.

Antes das 22h, nos reunimos para cantar os parabéns. Levamos um susto hilário quando a vela acendeu: mal conseguimos cantar de tanto rir — na verdade, eu ria era da gargalhada contagiante do Henrique! Depois dos parabéns, registramos o momento com muitas fotos.











Mais tarde, levantamos acampamento. Afinal, hoje é terça-feira e amanhã alguns trabalham, inclusive o aniversariante. Eu não! Tô de férias, lembra?rsrs

Desejo ao Bruno uma vida plena de saúde e alegrias. No que depender de mim, estarei sempre pedindo a Deus, em minhas orações, por ele: "Derrama, Senhor, derrama, Senhor, derrama sobre o Bruno o Seu amor!"

sábado, 5 de setembro de 2026

Pantera Negra

Como amanhã vou com o Bruno e o Victor à Bienal, decidi dormir no apartamento deles hoje. Como não terei tempo de ir à missa amanhã, pesquisei igrejas por perto que tivessem celebrações após as 17h. Encontrei duas opções e optei pela Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim — a mesma onde o Alexandre foi batizado. Assisti à missa das 18h e, quando voltei, jantamos cachorro-quente; o Victor preparou as salsichas com molho e ficou delicioso.


Depois do jantar, fomos para a sala assistir a "Pantera Negra". O Bruno ficou superanimado para ver o filme logo após me mostrar seu novo toca-discos e colocar o LP da trilha sonora para tocar. Eu estava um pouco resistente, já que super-heróis não fazem parte do meu gênero favorito, mas ele garantiu que eu ia gostar.


Título original: Black Panther

Data de lançamento: 15 de fevereiro de 2018 | 2h 15min

Direção: Ryan Coogler | Roteiro Joe Robert Cole, Ryan Coogler

Elenco: Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o

Gênero: Aventura, Ação, Fantasia, Ficção Científica

Gênero: Em Pantera Negra, após a morte do rei T'Chaka (John Kani), o príncipe T'Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T'Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Letitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong'o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás.

Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-130336/




Sou obrigada a concordar com o Bruno: o filme é muito bom! Ele prendeu a minha atenção desde o início. Claro que, em algumas cenas, precisei fechar os olhos — mas os ouvidos continuaram atentos para saber o momento exato de reabri-los. E quando eu não conseguia, o Bruno me avisava (rsrs).

Não vou me estender falando sobre a história, até porque a internet está cheia de gente "boa" deixando comentários por aí. Não sou nenhuma crítica de cinema e, como eu disse, filmes desse gênero não são o meu forte. Então, prefiro me abster para não falar besteira (rsrs).

Como gostei muito, provavelmente vou assistir à sequência, "Pantera Negra: Wakanda para Sempre". Com o Bruno e o Victor, claro! Eles que me colocaram nessa, agora vão ter que me aguentar (rsrs).