domingo, 24 de maio de 2026

A tecnologia sendo mal usada

Enquanto eu e Zé tomamos café, ele falou: Nossa, está nevando em Campos do Jordão. Acho que viu algo na internet. Então falei: Hoje em dia, com a IA (Inteligência Artificial) a gente não sabe mais se é verdade. Para ter certeza, só indo até lá.

E comentei com ele sobre o dia, há muitos anos atrás, quando foi anunciado no Fantástico que a gente ia poder ver em tempo real como estava o tempo em outra cidade. Outro país. Foi o começo da revolução tecnológica. O repórter estava em um país e estava nevando. Ele virou a câmera e nós vimos a neve. Foi uma loucura na época.

E hoje... Anos depois, a própria tecnologia está dando tiro no pé. As pessoas estão simulando tudo. São vídeos, fotos e áudios com celebridades. Não dá para acreditar quando a gente vê ou ouve algo. Tempestade a gente não sabe se foi tudo isso mesmo, ou se aumentaram para ganhar visualizações. Pessoal não tem mais filtro. Enfim, a gente já não sabe mais o que é real. Não sabe mais em que acreditar. Difícil isso.

E falando disso lembrei que eu caí numa dessa na sexta-feira. Vi no status do WhatsApp uma foto da Roseli (manicure) e o namorado e ao fundo, a Torre Eiffel. Dei os parabéns a ela pela viagem. Ela então me falou que o namorado dela tinha feito no ChatGPT. Ela ainda foi sincera. A maioria sustenta a mentira.

No fim da conversa Zé falou que ouviu ou viu em algum lugar que existe a previsão de que a humanidade vai regredir. Em algumas coisas. Não é de duvidar. Assim como eu, já tem muita gente que não usa redes sociais. Que não dá mais ibope para o que vê ou ouve.

Sei que a culpa não é bem da tecnologia: IA, do ChatGPT, mas de quem não sabe usá-las. Mas, como em tudo nessa vida... Alguém tem que pagar o pato.

sábado, 23 de maio de 2026

Sábado frio e chuvoso

Hoje a programação era fazer passeio de moto para Socorro com o grupo da Japauto. Mas o Zé ficou acompanhando a meteorologia durante a semana e até ontem à noite a gente não sabia se iria ou não. Pagamos a reserva de R$ 20,00 cada um. Deixamos as roupas e bolsa pronta. Combinamos caso o Zé acordasse e visse que a previsão do tempo tinha mudado – não fosse chover – iria me acordar. Mas, na madrugada começou a chover. Não fomos.

Mesmo assim o passeio aconteceu. Tem corajoso pra tudo. Pelos comentários no grupo o pior foi a volta. Muitos chegaram ensopados. 

Só não vou falar que dormi gostoso, até tarde, porque logo cedo tinha barulho no prédio. Era no apartamento do vizinho do andar abaixo do nosso. Que raiva!😤 Resolvemos ir na casa da minha mãe hoje. Amanhã vou deixar para fazer Declaração de Imposto de Renda. Tenho várias para fazer, inclusive a minha.😣

Após almoçar no Restaurante Espaço Nobre, fomos à casa da minha mãe. Tinha avisado a Silvana e sabia que a Alice estava lá. Chegando, descarregamos o que levamos e eu desci no quintal para queimar meu caderninho de "Intenções de Orações". A Alice desceu para ver. Depois desceu a Silvana e o Zé. Ficamos conversando.



Nisso a Shirlei e Marquinhos chegaram. Ele carregando em uma das mãos uma cartela de ovos. E desceu segurando a cartela, para nosso desespero. Vai que ele cai. E deixa os ovos caírem. A gente nao sabia se cumprimentava ele, ou se pegava a cartela de ovos.rsrs Foi só risada. Subimos. Zé e Marquinhos ficaram conversando na sala. Eu, Silvana, Shirlei e Alice ficamos na copa. Tomando café, comendo e conversando.


A Shirlei chegou com uma sacola distribuindo presentes. Me deu uma toalhinha que comprou no domingo, dia 10, que ela foi para “Águas de São Pedro”. Deu também uma caneca que a Patrícia deixou com ela do Koden da tia Susie (mãe dela).


Quando anoiteceu fomos embora. Seguimos o Marquinhos pela Estrada do Mão Branca, pois eu tinha combinado de ir na Vila União.

Queria ver o pessoal. Ver o Henrique. Pegar meu álbum e figurinhas da Copa. Ver a Impressora 3D e os objetos que eles estão confeccionando. Fizeram chaveirinhos de tudo quanto é tipo: de bola, do Batman, do Gorillaz, do CR7😍 (Danilo me deu). Porta figurinhas da Copa. Letícia colocou para fazer uma lixeirinha para o Zé ver o funcionamento da impressora. Impressionante o que ela faz!

Enquanto isso o Danilo fez uma deliciosa torta de frango. E a Bruna – namorada dele – fez uma torta de limão. Eu fiquei fazendo um pouco de cada coisa. Menos cozinhar, claro. Fiquei ajudando Henrique colar figurinhas. Fiquei olhando-o jogar vídeo game. Bebi vinho tinto suave. Comi. E comi.

Passava das 23h quando decidi ir embora. Levando marmita, é óbvio.rsrs

E ainda passei no Bruno e Victor para deixar um LP que eles compraram e chegou em casa.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

O Primo Basílio

Eu achando que demorei demais para ler. Até que não! Comecei no dia 13 de abril. Terminei ontem à noite. Não conseguia ler todo dia e nem todo final de semana. Meu tempo é apertado. E o livro é longo - 463 páginas. Mas até que li rápido. Pouco mais de um mês.

Essa não foi uma leitura fácil, confesso. Quantas palavras difíceis. Tinha hora que eu pesquisava no Google o significado da palavra. E a maioria eu sabia o que o autor estava dizendo pelo contexto. Minha primeira leitura de uma obra de Eça de Queirós, que é um autor conhecido pelo vocabulário rebuscado do século XIX, pela grande quantidade de descrições detalhadas e pelas críticas sociais e ironias profundas. Isso tudo exige do leitor familiaridade com o contexto histórico da época. O que eu não tenho. E não tive muito tempo para pesquisas. O que eu acho que deveria ter feito, para uma melhor compreensão.

E por que resolvi ler esse romance? Porque eu comprei o DVD da minissérie "O Primo Basílio". E vi que a Silvana tinha o livro. Então pedi emprestado para ler, antes de assistir a minissérie. Agora vou assistir conhecendo o enredo e os personagens. E fazer comparações, é óbvio.rsr

Para quem não sabe do que se trata esse romance (assim como eu não sabia), é basicamente isso: "O Primo Basílio" é um clássico romance realista do escritor português Eça de Queirós, publicado originalmente em 1878. A obra satiriza a burguesia lisboeta do século XIX através da história de Luísa, uma mulher entediada com o casamento que se envolve em um caso extraconjugal com o primo Basílio, sendo vítima de uma chantagem cruel por parte de sua empregada, Juliana".

O legal desse livro é que nas dez páginas finais está publicada a seção: É Help! - Para Entender Primo Basílio, destinada aos estudantes, traz dados sobre a vida e a obra de Eça de Queirós e um estudo detalhado sobre este título: O Cenário, O Enredo, Os Personagens, Luísa - uma burguesinha da Baixa (Lisboa, Cidade Baixa), Basílio - um maroto sem paixão, Juliana - ódio e chantagem, Jorge - o marido traído, Personagens Secundários: Conselheiro Acácio, Dona Felicidade, Sebastião, Estilo e Linguagem.

Lembro que na época que eu estudei a gente era obrigado a ler livros de literatura brasileira. Eu odiava. Li alguns. Não lembro de nenhum. Ler obrigado dá nisso! 

Mas não me lembro de, nos livros ter seção É Help!. Ia ajudar muito.

Eu achei que não ia conseguir ler até o final, mas fiquei envolvida com a situação. Luísa não merecia o fim que teve. No fim, todo mundo se deu mal. Menos Basílio. Que para mim se mostrou um tremendo cafajeste. 

Na terra do se

Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.

Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.

Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.

Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de seus devotos.

Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor (e isso não inclui o ciúme e a posse) tem cem por cento de chance de gerar boas reações e resultados positivos.

Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.

Se fôssemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismos.

Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.

Se todos lessem bons livros.

Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro dos armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.

Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.

Se mudássemos o foco e concluíssemos que infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.

Se percebéssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.

Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.

Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida.

Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.

Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.

Se.

Martha Medeiros - 19 de setembro de 2010

Do livro "Liberdade Crônica", pág. 246 e 247

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Criaturas Extraordinariamente Brilhantes

Na última sexta-feira, a Valéria da academia deu a dica desse filme, que está na Netflix. Ela gostou tanto e estava tão empolgada que pegou o celular e mandou a foto, para eu não esquecer. Ontem não saímos. Choveu a tarde inteira. E esfriou. Eu fiquei fazendo Imposto de renda. E no início da noite eu e Zé resolvemos assistir um filme. Falei dessa sugestão da Valéria. Ele topou. 

Título original: Remarkably Bright Creatures

Data de lançamento: 08 de maio de 2026 em Netflix | 1h 51min

Direção: Olivia Newman | Roteiro Olivia Newman, John Whittington (V)

Elenco: Sally Field, Lewis Pullman, Colm Meaney

Gênero: Drama

Sinopse: Em Criaturas Extraordinariamente Brilhantes, uma viúva chamada Tova (Sally Field) trabalha num aquário e forma uma parceria improvável com o ranzinza polvo-gigante Marcellus, que vive em um dos tanques, e com um jovem rapaz que acaba de chegar na cidade em busca de uma família. Juntos, eles irão desvendar um mistério, que levará a uma descoberta que mudará suas vidas, restabelecendo a capacidade de encantamento e curando, principalmente, o coração de Tova.

Que filme maravilhoso! A Valéria tinha toda razão em ficar empolgada e ao mesmo tempo, sem palavras ao me indicar esse filme.

Muito diferente de tudo que tenho visto. Afinal não é sempre que temos criaturas, no caso desse filme “um polvo” narrando a história. Um polvo que mantém uma amizade com uma pessoa. Um polvo que quer ajudar essa pessoa. Um polvo sensitivo.

E o final foi surpreendente. Preciso ver de novo para me atentar em alguns detalhes que passaram. Muito bom! Terminei de assistir e coloquei no grupo de WhatsApp, recomendando. O que é bom a gente passa pra frente, não é mesmo?