terça-feira, 23 de junho de 2026

Almoço com Jacqueline

Mais um dia que a Jacqueline foi almoçar comigo. Estamos conseguindo marcar uma vez ao mês, que é a nossa meta. E mais uma vez almoçamos na Lanchonete da Ruti. A comidinha caseira da Ruti é imbatível. E o preço também. Não sei se falei por aqui, mas o prato com filé de frango grelhado é R$ 22,00. Vem arroz, feijão, o filé, um acompanhamento, e um pratinho com salada de alface com tomate. Hoje o acompanhamento foi repolho refogado. Delícia, delícia.😋

Estava muito frio. Nos sentamos em uma mesa mais longe da porta. A Jacque me deu um presente de aniversário. Esse 👇jogo de toalha, lindo.💖

Mês passado nós nos vimos no dia do aniversário dela. Ela até queria marcar mais perto do meu, mas ela teve muitos contratempos.

Enquanto almoçamos, conversamos. A gente fala um pouco de tudo. Dos maridos. Dos filhos. Do trabalho. E da vida. Parece pouco, mas a gente fica falando por uma hora e meia e fica assunto para a próxima vez.rsrs

Na saída, como sempre, eu tiro uma foto para registrar o nosso encontro.

domingo, 21 de junho de 2026

Dois anos de Rosário da Madrugada

Dois anos atrás eu comecei a rezar o Rosário da Madrugada, toda sexta-feira, com o Frei Gilson. Só não rezo quando viajo, mas; estando em casa, é sagrado.

Na quinta-feira à noite eu arrumo a mesa com tudo que vou precisar para bem rezar. E na madrugada, ao acordar, faço o café e assim estou prontinha.


A maior parte do tempo, fico sentada. Mas rezo sentada. Em pé. De joelho. Depende do dia. 

Durante o dia eu fico bem de boa. Não fico com sono. Tanto que muitas sextas-feiras a gente emenda um compromisso, que me leva a ir dormir muito tarde.

Mas também, vou falar... Chegando em casa, é escovar o dente, cair na cama e apagar. Na maioria das vezes nem vejo o Zé ir para a cama.rsrs

E deve ter quem pergunta. Para que rezar toda semana? E de madrugada? Eu acho que uma vez por semana é pouco. Deus faz tanto por mim. Mas, por enquanto, é o que me propus. Sou chata. Se me prontificar a fazer mais dias e não conseguir, vou ficar decepcionada e posso até parar o único dia que faço. E de madrugada é maravilhoso, pois consigo me concentrar, pois não tem os barulhos externos e internos.

E quantos milagres escuto nos testemunhos. Eu também recebi milagres. Um deles foi terem aprovado o Plano de Saúde para a minha mãe. O que vivemos no último mês, com a minha mãe. Minha estabilidade emocional acredito que foi devido as orações. O LOAS do meu irmão. E muitas outras situações que coloco nas intenções do Rosário, e sei que Deus age, em nome de Jesus e pelo poder do Espírito Santo.

E por tudo isso, sigo firme e forte!  Graças a Deus!!

AQUI minha postagem do primeiro dia de Rosário!

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Jogo do Brasil com Eliane e Gabriel

Dia de jogo: Brasil X Haiti às 21h30. Logo pela manhã eu perguntei para os filhos onde eles iam assistir. O Danilo eu sabia que ia em uma festa Junina com a Bruna, filhas e Henrique. A Leticia falou que ia em um barzinho na Vila União, com a Karol. O Bruno falou que ia assistir no apartamento mesmo. Estava pensando que ia assistir só eu e o Zé, quando a Eliane mandou mensagem perguntando onde eu ia assistir.

E nos convidou para ir assistir com ela e o Gabriel. O Felipe ia assistir com amigos. Claro que aceitamos o convite. Para comer ela falou que seria hamburguer e batata frita. Ela pediu para o Zé comprar pão de hamburguer e muçarela. Ele comprou cerveja sem álcool para eles e levou duas garrafinhas de vinho para mim.

Eu trabalhei normal e depois fui na academia. Chegando na Eliane troquei de roupa e estava pronta para comer... Ooops, para torcer.rsrs

Ficamos na mesa, comendo, bebendo e conversando, enquanto o jogo não começava.

O jogo começou e assistimos do sofá. Com a Eliane dá para assistir de boa, porque ela grita mais que eu.rsrs Os jogadores jogaram com a camiseta azul. A Eliane disse que não gosta muito quando eles usam essa cor. A gente é mais acostumada com a amarela. Parece mais a cara do Brasil! Mas, enfim; os jogadores jogaram muito e o Brasil ganhou de 3 a 0. 

Jogo terminou e levantamos para ir embora. Gabriel tinha que ir buscar o Felipe. E eu não sei como aguentei, afinal estava acordada desde às 3h40 da madrugada. O que a gente não faz por um jogo, um hamburguer, um vinho, estar em ótimas companhias... Só coisa boa!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

17ª aula de Corte e Costura

Hoje na minha hora do almoço eu fiquei descosturando a manga da minha camisa. Como eu comentei na postagem da semana passada, a máquina que eu usei tinha os pontos apertados. Então foi uma vida para descosturar.



Tinha pão que a Tati tinha comprado. Ela esquentou e comemos antes de irmos para a escola. Chegando na escola eu só tomei um gole de chá mate. 

Hoje a sala estava cheia. Tinha a Lucely, a Yasmin, a Vitória, eu, Tati e Bruno. E teve uma que fez aula experimental. A Tati levou a máquina de costura dela. Ela colocou no canto da mesa que a gente sempre costuma usar. Eu fiquei o tempo todo na máquina de costura, na sala das máquinas. Usando a primeira máquina que eu gosto bastante. Os pontos são bons. E ela tem retrocesso. Enfim, nela o trabalho rendeu.

E a aula fluiu com as meninas fazendo bolsos. Elas são caprichosas. Acho que quando elas chegarem na camisa, vão dar show. A aluna nova ficou fazendo as costuras na mão.



Hoje eu e a Tati fechamos a manga e os lados da camisa. Colocamos a entretela na gola, degolo e pulsos. E costuramos a gola e degolo. Para a próxima aula ficou colocar os pulsos, colocar os botões e fechar a barra. Ou seja, muito provavelmente terminaremos a camisa na próxima aula.

E o Bruno já avisou que vamos cortar a calça – ou bermuda. Segundo ele, a camisa é muito mais demorada. Que a calça a gente vai tirar de letra. Vamos ver.rsrs E para finalizar a nossa tradicional foto 📷


quarta-feira, 17 de junho de 2026

O papel higiênico da empregada


Quando a gente é criança, acha que todo mundo é legal, que todo mundo é da paz, e de repente começa a crescer e vai descobrindo que não é bem assim. Eu lembro que, ainda menina, foi um choque descobrir que as pessoas mentiam, enganavam, eram agressivas. Porque aquelas pessoas não eram bandidas: eram colegas de aula, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com os amigos e, ao mesmo tempo, extremamente estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era sua melhor amiga na terça-feira e na quarta não olhava para a sua cara. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao mundo.

Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria uma pessoa do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que certo dia fui na casa de uma colega. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadíssima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Ali estava a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a índole das pessoas.

Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de se perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja esse o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário, que pode se manifestar através de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor.

Martha Medeiros - 30 de novembro de 2003

Do livro "Liberdade Crônica", pág.231 e 232