domingo, 1 de novembro de 2026

Dersu Uzala

Data de lançamento: 1976 | No cinema | 2h 25min |

Direção: Akira Kurosawa | Roteiro Akira Kurosawa, Yuri Nagibin

Elenco: Yuri Solomin, Aleksandr Pyatkov, Maksim Munzuk

Gênero: Aventura, Drama

Sinopse: O capitão Vladimir Arseniev (Yuri Solomin) é enviado pelo governo soviético para explorar e reconhecer as montanhas da Mongólia, juntamente com uma pequena tropa. Em meio a expedição eles encontram Dersu Uzala (Maksim Munzuk), um caçador que vive apenas nas florestas. Percebendo que Dersu conhece bastante o local, o que pode facilitar o trabalho, o capitão lhe oferece que acompanhe a tropa até o término da missão. É o início de uma forte amizade entre o capitão e Dersu, que aos poucos demonstra suas habilidades.




Eu devia ter uns dez anos quando minha tia Janete me levou ao cinema, no centro da cidade, para assistir a esse filme. Nunca mais me esqueci daquela sessão, tampouco de nós duas caminhando pelas ruas vazias e silenciosas da cidade — provavelmente em um fim de semana.

Desde que comecei a garimpar relíquias, sempre procurei por esse DVD; queria muito tê-lo na minha coleção. E não é que o encontrei ontem, em um sebo no centro de Campinas. Imagine a minha felicidade! O Zé me contou que o filme também o havia marcado na juventude e que guardava o desejo de revê-lo. Assim que lhe mostrei a capa, o entusiasmo foi imediato, e escolhemos assistir hoje no final da tarde.

Lançada em 1975, a obra carrega a poesia do que é calmo, livre das parafernálias tecnológicas modernas. O ritmo das tomadas evidencia isso de forma nítida: a câmera permanece longos instantes estática, contemplando um ponto ou uma pessoa. Sem pressa. Sem a ansiedade contemporânea. Uma verdadeira lição para os dias de hoje.

O filme se agiganta nos pequenos gestos. Como na cena em que Dersu repara o telhado de uma cabana isolada e pede ao capitão um pouco de arroz, sal e fósforo, apenas para deixar ali, como mantimento para o próximo viajante que buscar abrigo. Ou no choque cultural de Dersu ao chegar à cidade e ver a água ser comercializada; ele simplesmente não compreende a lógica de se pagar por algo que corre livre nos rios. O mesmo estranhamento se repete diante do comércio de lenha.

A amizade entre Dersu e o capitão — a quem ele chama carinhosamente o tempo todo de "Kapitan" — é de uma sensibilidade comovente.

Que privilégio e que emoção resgatar um filme que transborda tantas memórias e ensinamentos. Precisamos, urgentemente, de mais filmes assim.

sábado, 31 de outubro de 2026

Pantera Negra: Wakanda para Sempre!

Título original: Black Panther: Wakanda Forever

Data de lançamento: 10 de novembro de 2022 | 2h 42min

Direção: Ryan Coogler | Roteiro Ryan Coogler, Joe Robert Cole

Elenco: Letitia Wright, Angela Bassett, Danai Gurira

Gênero: Aventura, Ação, Fantasia

Sinopse: Pantera Negra: Wakanda Para Sempre é a continuação do longa Pantera Negra, da Marvel, dirigido por Ryan Coogler e produzido por Kevin Feige. No filme, o mundo de Wakanda se expande. Após a morte do ator de T'Challa (Chadwick Boseman) o foco de Wakanda Para Sempre são os personagens em volta do Pantera Negra. Rainha Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright), M'Baku (Winston Duke), Okoye (Danai Gurira) e as Dora Milage lutam para proteger a nação fragilizada de outros países após a morte de T'Challa. Enquanto o povo de Wakanda se esforça para continuar em frente neste novo capítulo, a família e amigos do falecido rei precisam se unir com a ajuda de Nakia (Lupita Nyong'o), integrante dos Cães de Guerra, e Everett Ross (Martin Freeman). Em meio a isso tudo, Wakanda ainda terá que aprender a conviver com a nação debaixo d'água, Talokan, e seu rei Namor (Tenoch Huerta).

Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-263242/



Terminei de assistir ao filme A Última Sessão de Freud e o Bruno me chamou para assistir a Pantera Negra: Wakanda Para Sempre. Esse filme estava pendente desde ESTE dia, que assisti com eles o primeiro longa, estrelado pelo inesquecível Chadwick Boseman. Eu já sabia que haveria cenas tristes por conta da homenagem ao ator, que faleceu em agosto de 2020. Eu estava preparada? A gente nunca está, né? rsrs

Gostei bastante do filme! Fechei os olhos em alguns momentos — o que não é de estranhar, até porque aqueles inimigos azuis que brotam da água dão um medo danado. Eles são o povo de Talokan, uma civilização subaquática inspirada na cultura maia. O líder deles se chama Namor. Mas também teve uma hora em que eu ri, porque parecia que estava assistindo a Avatar. rsrs

No geral, o filme me prendeu do início ao fim; gostei muito do enredo e do desfecho. E para quem quiser saber toda a história, sem medo de spoilers, pode conferir AQUI!

E assim foi o meu sábado: começou com garimpos nos sebos — onde encontrei verdadeiras relíquias — e terminou com dois excelentes filmes. E o melhor de tudo: na companhia do Victor e do Bruno, que é sempre maravilhosa.

A Última Sessão de Freud

O filme "A Última Sessão de Freud" (Freud's Last Session, 2023) é um drama dirigido por Matt Brown, baseado na peça de teatro homônima de Mark St. Germain e inspirado no livro "Deus em Questão" (The Question of God), de Armand M. Nicholi Jr.

Elenco Principal: Anthony Hopkins interpreta Sigmund Freud e Matthew Goode interpreta C.S. Lewis; Liv Lisa Fries vive Anna Freud.

Premissa / Trama: O filme retrata um encontro ficcional (os dois reais pensadores nunca se encontraram pessoalmente) em Londres, no dia 3 de setembro de 1939 — o exato dia em que a Grã-Bretanha declara guerra à Alemanha no início da Segunda Guerra Mundial.

O Debate Central: Sigmund Freud (um ateu convicto e envelhecido, lidando com um doloroso câncer de boca) recebe em sua casa o jovem professor de Oxford C.S. Lewis (ex-ateu que se converteu ao cristianismo e, mais tarde, ficaria famoso por criar As Crônicas de Nárnia). O embate gira em torno de duas grandes visões: a existência de Deus, a fé versus a razão, o sentido do sofrimento humano e a moralidade, tendo como pano de fundo a tragédia iminente da guerra e as relações familiares de Freud.

Fiquei sabendo da existência deste filme na noite em que fomos à casa dos amigos Edson e Rose. Eu tinha ido devolver um livro, e o Edson comentou que havia uma peça de teatro e um filme baseados na obra. Como eu tinha gostado muito da leitura, procurei pelos dois na internet assim que pude.

Descobri que a peça já esteve em cartaz em Campinas anos atrás. Já o filme ainda está disponível no catálogo do Prime Video (mas prestes a sair!). Por isso, combinei de assistir na casa do Bruno; estou enfrentando um problema de compatibilidade entre o meu celular e a televisão, o que me impede de espelhar o conteúdo. Poderia ter assistido na tela pequena do celular? Poderia. Mas não queria! 😄

Avisei os meninos que talvez o filme fosse maçante para eles. Deixei claro que não me importaria de assistir sozinha e que eles podiam seguir com a rotina deles, fazendo de conta que eu nem estava ali. O Bruno foi tomar banho e acabou cochilando; já o Victor ficou na sala e acompanhou alguns pedaços.

Mas vamos ao que achei do filme!

Gostei muito de rever o ator Matthew Goode no papel de C.S. Lewis — logo que ele apareceu, lembrei dele na série Downton Abbey. E o Anthony Hopkins nem precisa de elogios, não é mesmo?

A fotografia do filme é bem escura, tanto nos ambientes internos quanto nas ruas. Isso não chega a ser uma surpresa, já que a história se passa em plena Segunda Guerra Mundial. Não é o meu estilo favorito de imagem, mas entendo a escolha artística. O diálogo entre os dois personagens é bastante acirrado, mas fiel ao que li. O diretor soube transpor muito bem o conteúdo do livro para as telas.

Um ponto que me causou estranheza foi o relacionamento entre Anna (filha de Freud) e Dorothy, pois o livro quase não menciona o assunto. Para tirar a dúvida, recorri à internet e descobri o seguinte:

“Durante décadas, biógrafos e os registros oficiais da época descreveram o vínculo entre elas cautelosamente como uma 'amizade íntima' ou 'companheirismo' — um reflexo da época e do contexto da própria família Freud. No entanto, historiadores e psicanalistas contemporâneos reconhecem a união das duas como uma parceria conjugal e um dos primeiros casais homoafetivos registrados na história da psicanálise.” 

Minha estranheza inicial vinha da impressão de que Freud não aceitava a relação delas. Porém, a visão dele era bem diferente:

“Freud NÃO considerava a homossexualidade uma doença, um vício, um crime ou uma degeneração moral, rompendo com a visão patologizante dominante da sexologia do final do século XIX.”

Enfim, gostei muito da experiência. O filme apresenta duas figuras brilhantes que eu adorei conhecer mais a fundo. Agora só falta conseguir assistir à peça! 🎭

Dia de garimpo

Durante a semana, combinei com o Bruno que hoje assistiria ao filme A Última Sessão de Freud na televisão deles, já que na minha não funciona. O plano inicial era ir à tarde com o Zé. No entanto, hoje o Zé decidiu pegar a moto e ir para um Encontro de Motos em São Pedro. Diante disso, mandei uma mensagem para o Bruno dizendo que estava pensando em ir para o centro da cidade e esperar ele sair do trabalho para irmos embora juntos.

Foi então que o Victor me perguntou o que eu achava da ideia de "garimparmos" um pouco. Achei uma excelente iniciativa e combinamos um ponto de encontro.

Encontrei o Victor no Sebo Lebrasil, localizado na Rua Barão de Jaguara. Como cheguei antes dele, fiquei olhando os DVDs e acabei encontrando a 5ª temporada de Downton Abbey — a única que faltava na minha coleção — por apenas R$ 15,00.

De lá, fomos ao Sebo e Lojão, onde achei uma verdadeira relíquia: o filme Dersu Uzala, que eu procurava há anos! Comprei o DVD e também um CD da Diana Ross. Fiquei super feliz ao ver que o álbum incluía a música It's My Turn, que eu amo e que marcou época. Paguei R$ 30,00 pelos dois itens.

Saindo de lá, atravessamos a rua para ir ao sebo em frente, que pertence ao mesmo dono e tem uma promoção de 3 itens (entre livros, CDs, DVDs, LPs ou fitas cassete) por R$ 20,00. Garimpei na banca de livros, de DVDs e CDs. Comprei três CDs que ainda não tenho. 

Depois, subimos em direção ao restaurante, fazendo uma breve parada na outra unidade do Sebo Lebrasil, que fica na esquina com a Barreto Leme, mas lá não encontrei nada.

Esperamos o Bruno sair do trabalho e fomos almoçar em um restaurante diferente. O restaurante fica na Rua Barreto Leme. É bem pequeno, e vi que o pessoal vai mais buscar marmita. Mas tem umas seis mesas com cadeiras. Comemos lá mesmo. O prato custou R$ 20,00 e a refeição estava deliciosa!

Por fim, pegamos um Uber para o apartamento dos meninos e, após alguns minutos de descanso, finalmente me sentei para assistir ao filme.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Big Little Lies - 2ª Temporada

1. Episódio 1: "What Have They Done?" (O Que Eles Fizeram?)

As cinco mulheres tentam retomar suas vidas cotidianas após a morte de Perry, mas a culpa e a tensão aumentam. Para piorar, Mary Louise Wright (mãe de Perry) chega à cidade em busca de respostas sobre a morte do filho.

2. Episódio 2: "Tell Tale Hearts" (Corações Delatadores)

Madeline lida com crises em seu casamento com Ed após segredos virem à tona, enquanto Celeste enfrenta pesadelos e a desconfiança de Mary Louise sobre suas habilidades maternas. Renata sofre pressões financeiras devido aos problemas do marido.

3. Episódio 3: "The End of the World” (O Fim do Mundo)

Jane tenta se abrir para um novo romance com Corey, mas é pressionada por Mary Louise a fazer um teste de paternidade para Ziggy. Bonnie se isola e remoe a culpa pelo que aconteceu na noite do acidente.

4. Episódio 4: "She Knows" (Ela Sabe)

Celeste confronta Mary Louise em uma discussão tensa sobre a guarda das crianças e o verdadeiro caráter de Perry. Madeline tenta consertar seu casamento com Ed e lida com as consequências de suas mentiras passadas.

5. Episódio 5: "Kill Me" (Me Mate)

Renata enfrenta uma grande reviravolta e fúria quando sua família perde tudo financeiramente por culpa de Gordon. Mary Louise continua investigando e se aproximando perigosamente da verdade sobre o grupo.

6. Episódio 6: "The Bad Mother" (A Mãe Ruim)

Celeste vai a julgamento contra Mary Louise pela custódia de seus filhos, em uma batalha acirrada onde seu passado e sua estabilidade emocional são questionados. As amigas se unem para apoiá-la.

7. Episódio 7: "I Want to Know" (Eu Quero Saber)

No episódio final, as mentiras chegam ao limite insustentável. Celeste vence a batalha judicial contra Mary Louise, e as "Cinco de Monterey" tomam uma decisão corajosa e definitiva sobre o destino delas e o caso da morte de Perry



Comprei os DVDs da primeira e segunda temporada dessa série no dia 8 de abril de 2025. E não, eu não tenho uma memória tão boa assim! [rsrs] Só sei disso porque fui pesquisar na minha planilha de despesas. Eu queria muito descobrir a data porque sabia que já tinha esses DVDs guardados há bastante tempo.

O motivo de não ter assistido antes? Não sei direito. Talvez a explicação seja a enxurrada de opções nos streamings, que acaba deixando as mídias físicas para trás. Mas hoje, como ficamos sem conseguir assistir streaming na televisão, resolvi tirá-los da estante. Para ajudar, estou com tempo de sobra para maratonar tudo o que quero, já que estou em pleno período de férias sabáticas.

A primeira temporada eu já tinha visto duas vezes antes mesmo de comprar esses DVDs (inclusive, já falei um pouco sobre isso AQUI). Já a segunda temporada foi devorada de uma vez só. Passei a maior parte dos episódios sozinha; o Zé até assistiu a um pedaço, saiu, mas depois voltou para terminar comigo.

Mesmo tendo visto a primeira parte há mais de sete anos, lembrava de quase tudo. Só tinha esquecido da Tori e do caso da Madeline. De resto, a transição foi supertranquila.

E a abertura? Continuo tão apaixonada pela música e pelas imagens da ponte que quando o Zé perguntou se não podia pular a cena de abertura, nem dei ouvidos.rsrs

Uma coisa que nos chamou a atenção foi a Meryl Streep. Estamos acostumados a vê-la em papéis de musa, mas aqui parece que tentaram "enfeiá-la" (o Zé achou os dentes bem estranhos) para dar um ar meio insano à personagem.

Mas o ponto alto continua sendo a relação entre Celeste, Renata, Madeline, Bonnie e Jane. É lindo ver como a amizade delas se fortaleceu e se blindou após a morte do Perry. Amei a segunda temporada!