sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A Inconveniente Loja de Conveniência

Sinopse: Best-seller na Coréia do Sul, a Inconveniente loja de conveniência, de Kim Ho-Yeon, é um romance sobre segundas chances e sobre como a solução de problemas aparentemente insolúveis pode estar mais perto do que se imagina.

Dok-go mora na Estação Seul e passa seus dias olhando para a mesma loja de conveniência. Ele não tem lembranças do seu passado, mas sabe que daria tudo para beber uma dose de soju. Quando acha uma bolsinha com documentos e uma carteira, ele não faz a menor ideia de que sua vida está prestes a mudar.

A senhora Yeom, uma professora de história aposentada, perdeu sua bolsinha na estação. Mas graças ao bom Deus que sempre a protege, assim que deu falta dos seus pertences, recebeu uma ligação de um telefone público informando que tinham sido encontrados. Ela fica tão grata que resolve levar Dok-go até sua loja de conveniência para lhe dar de comer. Ao ver a felicidade estampada em seu rosto, ela diz que ele pode passar lá todo dia e pegar uma marmita.

Por uma reviravolta do destino, Dok-go acaba salvando a loja de um assalto. E, mesmo que os funcionários não confiem tanto assim nele, a senhora Yeom oferece ao homem com aparência de urso a vaga de turno da noite. Aos poucos Dok-go surpreende a todos e cativa as pessoas ao seu redor.

O problema é que o filho imprestável da senhora Yeom tem outros planos para o lugar. Ele quer vender a loja e, nesse interim, contrata um detetive para descobrir o que Dok-go vem tentando a todo custo esquecer.

Editora: Bertrand Brasil

Ano: 2023

Páginas: 270


Esse livro é da Letícia e já estava há um bom tempo rodando pela família até chegar a mim, que aguardava na fila para pegá-lo emprestado. Peguei-o no dia em que fomos à Expoflora e comecei a leitura no dia 4, há exatamente cinco dias.

Para começar, preciso falar da capa. De vez em quando, escolho um livro pela aparência, e a deste é lindíssima, com cores em tons suaves e desenhos cativantes. O título também é muito instigador. É claro que li a obra esperando encontrar a explicação para ele, e ela surge em dois momentos. O primeiro é pela personagem In-gyeong, uma escritora que decide escrever sobre o lugar e se refere a loja como uma “inconveniente loja de conveniência” (pág. 158 e 159). O segundo é quando a senhora Yeom explica a Dok-go que os vizinhos a chamavam assim porque a loja "tem pouca variedade de produtos, não tem muitos eventos em comparação com outros lugares e não dá para pechinchar como nos comércios locais" (pág. 267).

Sobre o enredo, além de Dok-go e da senhora Yeom, a cada capítulo conhecemos um novo personagem e sua história de vida. Todos eles frequentam o local, e o contato com Dok-go vai transformando suas vidas. No final, é o próprio Dok-go quem reflete sobre o impacto dessas conversas e sua visão diante de cada um deles. O ponto mais impactante é quando ele recobra a memória e decide recomeçar sua antiga vida — agora com mais sabedoria, após todo o sofrimento que passou como morador de rua.

Gostei demais do livro e vi que existe uma sequência, mas sem a presença de Dok-go. Queria tanto saber se ele reencontrou a esposa e a filha, e se elas o aceitaram de volta! Eu me envolvo demais com os personagens e sofro quando o autor não finaliza o romance com o tão esperado "e viveram felizes para sempre". Mas tudo bem, o problema não é dele, é meu, que preciso imaginar o final e pronto!

Provavelmente vou adquirir o combo com os dois volumes para ler e reler.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Cadê a minha Saúde de Ferro?

Vou te falar que, de uns tempos para cá, está difícil manter a saúde impecável. Justo eu, que sempre me gabei de ter uma saúde de ferro! Hoje passei o dia todo da cama para o sofá. Um dos motivos é que estou tomando o xarope Expec para ver se dou um jeito na minha tosse, e ele dá muito sono.

Já venho acordando tarde, pois estou de licença sabática. Antes, eu tinha a preocupação se conseguiria dormir à noite, mas não estou tendo problema nenhum, provavelmente devido o uso desse xarope.

Estou tentando me recuperar de um quadro gripal desde a época em que ainda estava trabalhando. No final de junho, a Tati ficou gripada. Consegui não pegar dela, mas o Zé foi para Tiradentes e, ao voltar, ficou mal. Chegou a ir ao hospital e, por fim, tomou anti-inflamatório e antibiótico. Dividindo o mesmo espaço com ele e dormindo na mesma cama, não escapei: peguei. Lembro que, no feriado de 9 de julho e no dia seguinte, fiquei na base do Naldecon, tomei o anti-inflamatório dele e a Tati me indicou o Expec.

Após voltar da viagem que fez para a Itália e Romênia, no dia 9 de setembro, o Zé ficou mal novamente. Precisou ir ao hospital e foi diagnosticado com faringite. Entrou no anti-inflamatório e antibiótico de novo, e ficou com uma tosse que persistiu por muito tempo. Mais uma vez, peguei dele. Tomei o anti-inflamatório e o Naldecon e tive uma melhora considerável. Isso foi na semana em que estávamos em Foz do Iguaçu.

E agora estou com sintomas gripais e tosse desde que voltei de Caldas Novas. Mas também, vou te falar: ficar mais de doze horas dentro de um ônibus, com gente tossindo e espirrando no banco de trás e da frente, não tem quem aguente! Para ajudar, a Norma, que ficou no quarto comigo e com a Dona Delza, começou a ficar mal da garganta no terceiro dia. Diante de tudo isso, como não ficar doente?

Tomei Naldecon Noite, Naldecon Dia e o Xarope da Vovó que trouxe de Caldas Novas, mas, vendo que a tosse estava tensa, apelei para o Expec. Já sinto melhoras. Espero recuperar minha imunidade, que sempre foi boa. Para dar uma força, estou tomando cápsulas de curcumina que também trouxe de Caldas Novas. O jeito é atacar para não ser atacada! rsrs

O calor e o frio dos outros

Mantenho correspondência por e-mail com algumas pessoas que moram fora de Porto Alegre e fora do Brasil. 

Não há um único e-mail, de ida, ou de volta, em que não se fale rapidamente do tempo. "Aqui está um calor dos infernos". "Pois aqui choveu o dia inteiro e refrescou".

Uma conversa mundana que eu achava típico de pessoas mundanas como eu, mas quando li o livro que traz as cartas que Clarice Lispector trocava com alguns de seus amigos, reparei que 90% delas também continham observações meteorológicas. Por mais filosófico ou intelectual que fosse o teor da carta, sempre havia um momento para falar do sol ou do nublado lá fora. Fico pensando o que significa isso. Que me importa se em Berlim está chovendo ou se no Rio faz 42 graus à sombra, já que não estou de passagem marcada para lá? O que importa para meus amigos forasteiros se em Porto Alegre choveu muito em 2001? Todos os dias chove ou faz sol, está frio ou quente, úmido ou seco, e a cada manhã isso nos parece um fenômeno sobrenatural e espantoso.

Creio que compartilhar as condições climáticas do lugar em que se está é um recurso de aproximação. É uma maneira de nos situar geograficamente, de preparar um cenário visível para quem não está nos enxergando. Lá no hemisfério norte a pessoa está encarangada, congelada e, no entanto, pode nos imaginar bronzeada e suando, vestindo uma leve blusinha de alças. E talvez seja também uma maneira de justificar nosso humor: temos nossas próprias variações de temperatura, somos pessoas nubladas ou ensolaradas, gélidas ou quentes. A meteorologia nos influencia tanto quanto a posição dos astros, e se não estamos muito pra conversa, vai ver é porque tem uma ventania lá fora que está perturbando por dentro também. Não sei se você está lendo este texto na beira da praia ou embrulhado num cobertor. Não sei onde você está. Não sei se há um temporal se armando ou se está um daqueles dias cinza que provocam melancolia na gente. Se eu soubesse, talvez soubesse um pouco de você. É um mistério que a natureza não explica: nossa necessidade de localizar o outro climaticamente. Relatamos em perguntar: você está deprimido hoje? chorando muito? com vontade de cometer uma loucura? com saudades de alguém? Em vez disso, é tão mais fácil: como é que está o tempo aí? 

Aqui, agora, chove, mas acho que vai abrir.

Martha Medeiros - setembro de 2001

Do livro "Felicidade Crônica", págs. 229 e 230

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Se Eu Fosse Você 2

Data de lançamento: 2 de janeiro de 2009 | 1h 40min

Direção: Daniel Filho | Roteiro Adriana Falcão, Daniel Filho

Elenco: Glória Pires, Tony Ramos, Ary Fontoura, Chico Anysio, Maria Luisa Mendonça, Marcos Paulo, Cassio Gabus Mendes, Viviane Pasmanter, Adriane Galisteu

Gênero: Comédia

Sinopse: Em Se Eu Fosse Você 2, Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) estão prestes a se separar, o que faz com que ele passe a morar na casa de Nelsinho (Cássio Gabus Mendes). Porém, após a primeira reunião do divórcio, eles discutem em pleno elevador e, repentinamente, trocam de corpos mais uma vez. Isto faz com que ambos tenham que viver a vida do outro, tendo por experiência o que ocorreu anos antes. Paralelamente há a situação de Bia (Isabelle Drummond), filha do casal, que está grávida e não sabe como contar aos pais.


No domingo, assisti ao primeiro filme dessa trilogia, e hoje assisti ao segundo. Quis ver logo porque o terceiro vai estrear nos cinemas amanhã, ou seja, em breve o Victor vai querer ir assistir.

Neste segundo filme, a parte mais engraçada ficou por conta das reações do Cláudio (no corpo da Helena) ao saber que a filha está grávida — ainda mais porque ele nem sabia que ela estava namorando o Olavinho! Depois, eles ainda tiveram que conhecer os sogros da filha e enfrentar toda a preparação do casamento. Ou seja: muita confusão e boas risadas.

Achei divertido como o filme insere participações especiais ou faz menções a outros personagens. Será que fazem isso para ver se o telespectador está ligado? No primeiro filme, por exemplo, o Daniel Filho faz uma rápida aparição no mictório ao lado do Cláudio, no banheiro do restaurante. Já neste segundo, na cena em que a Helena e o Cláudio vão assinar os papéis do divórcio, o advogado dela - que é também seu primo - é interpretado por Marcos Paulo. O Cláudio até faz uma piada dizendo que a Helena "levou o Primo Basílio", uma referência direta ao papel marcante do ator na famosa minissérie da TV Globo.

Assim como comentei no post do primeiro filme, o saudosismo continua forte aqui, pois temos mais dois grandes artistas que já nos deixaram: Chico Anysio e Marcos Paulo, ambos falecidos em 2012. Coincidentemente, no texto anterior, eu havia mencionado o Dennis Carvalho e a Glória Menezes, que nos deixaram em 2026. Tem ano em que a gente perde muita gente querida!

Para finalizar, vou soltar um baita spoiler: a Helena engravida! Ou seja, ela vai ser vovó e mãe ao mesmo tempo. Quero só ver o que nos aguarda no próximo filme. Me aguardem!

domingo, 4 de outubro de 2026

Se Eu Fosse Você

Data de lançamento: 6 de janeiro de 2006 | 1h 34min

Direção: Daniel Filho

Elenco: Tony Ramos, Glória Pires, Glória Menezes, Ary Fontoura, Thiago Lacerda, Lavínia Vlasak, Danielle Winitz, Maria Gladys, Dennis Carvalho

Gênero: Comédia

Sinopse: Cláudio e Helena são um casal rotineiro, e devido à isso, possuem algumas discussões. Ele, publicitário bem sucedido e ela, professora de música, após discutirem e começarem estranhamente a falar as mesmas palavras juntos, e na mesma hora, quando despertam no dia seguinte após adormecerem logo após tais eventos ocorridos, percebem-se que estão em corpos trocados: Helena está no corpo de Cláudio e vice-versa.

Tendo que enfrentar tal acontecimento inusitado e até então inédito para ambos, juntos terão que assumir a vida um do outro, e aprenderão a ver o ponto de vista de cada qual sob um novo ângulo, que até então fora superficialmente sentidos por eles, e que agora, são intensamente vividos.


Dias atrás, o Victor falou que o filme Se Eu Fosse Você 3 vai estrear nos cinemas e sugeriu de irmos assistir juntos. Eu disse que iria, mas gostaria de assistir aos dois primeiros antes. Como sei que ele tem os DVDs, pedi emprestado. Peguei os dois no dia em que fomos à Expoflora.

O primeiro eu tinha certeza de já ter assistido, mas não me lembrava de como ou por que eles trocaram de corpo, nem de como acontecia a destroca, por isso achei melhor rever. Agora, quanto ao segundo filme, não lembro se cheguei a assistir.

Hoje assisti ao primeiro. É impressionante pensar que o filme é de 2006 e já está completando 20 anos. Bate um super saudosismo ao rever atores e diretores  incríveis que já nos deixaram, como o Jorge Fernando e as perdas marcantes deste ano: o Dennis Carvalho, em fevereiro, e a nossa eterna Glória Menezes em agosto.

O filme é muito divertido por causa das trocas: O Claudio, no corpo da Helena, tendo que lidar com salto alto, menstruação e os desafios da vida dela; e, por outro lado, a Helena, delicada e sensível, em um corpo masculino e tendo que fazer xixi em pé. Foram motivos para muitas risadas.

A destroca acontece quando eles finalmente reconhecem o valor do outro e fazem amor. Ao acordarem no dia seguinte, tudo voltou ao normal. Um filme ótimo, bem como eu me lembrava. Em breve assistirei ao segundo. Me aguardem! rsrs

P.S.: Sabia que tinha assistido. Encontrei a postagem. Veja AQUI!