domingo, 26 de julho de 2026

Vovó é uma uva

A palavra avó nos remete a infância, quando passávamos o domingo numa casa cheirando a comida, com toalhinhas de crochê decorando todos os ambientes e um quarto sempre na penumbra, com móveis de madeira maciça e uma enorme cadeira de balanço, onde cochilava a matriarca. Parece com a casa da sua avó também? Pois guarde esta imagem na lembrança, pois ela não se reproduzirá tão cedo. Já não se fazem mais avós como antigamente

Os estereótipos não são criados do nada: as avós eram assim mesmo, de cabelo branco e óculos pendurados no nariz. Toda família que se preze teve sua Dona Benta, e a imagem é tão forte que até hoje os comerciais de tevê insistem em caracterizar as vovós como senhoras idosas, rechonchudas, com aventais amarrados na cintura, cabelos presos num coque e aquele ar de quem não faz outra coisa na vida a não ser torta de amoras. E os avôs? Seja na televisão ou no rádio, todos têm voz de Papai Noel, enquanto, na realidade, os avôs da nova era estão mais para Mick Jagger, que aliás já tem um neto. Acorde: os avós de hoje não lembram mais das canções de ninar, mas sabem de cor a letra de Satisfaction. Quer dizer que o lobo mau conseguiu engolir nossa vovozinha? As que usavam touquinha e tinham voz rouca foram papadas, sim, meus pêsames. Mas olha agora, o que vemos? Avós de jeans, dirigindo jipes, cabelo pintado, óculos escuros. Avós que trabalham, que viajam, que dão festas, que namoram. Avós que fazem lipo, aeróbica, jogam vôlei na praia e suspiram não pelo Sean Connery, mas pelo Richard Gere. Será que elas sabem pregar um botão? Não custa tentar, mas se a empreitada der errado, não complique. Ela terá o maior prazer em levar a netinha para comprar uma roupa nova no shopping. E o almoço de domingo? Também mudou. As avós de hoje não andam dispostas a engordar nem um grama com macarronadas familiares e muito menos a quebrar suas garras vermelhas lavando panelas. Que tal um buffet frio, muita água mineral e salada de frutas? Combinado, ela entra com a água.

Netos e netas, não se sintam desamparados. As avós de hoje são muito mais participantes. Podem não lembrar direito das histórias de Gulliver e do Gato de Botas, mas têm histórias pessoais tão encantadoras quanto. São mais divertidas e menos preconceituosas. Têm mais saúde e disposição para enfrentar parques, teatrinhos, zoológicos. E o fato de buscarem a eterna juventude não lhes tirou um pingo do afeto que sentem pela terceira geração. Ao contrário: nunca vi tantas avós apaixonadas por seus netos. É um amor enorme, desinteressado, sem o ônus do compromisso, só do prazer. Sempre foi assim, mas agora há um fator novo: hoje as mulheres têm menos filhos, e em consequência, menos netos. Antigamente a família era gigantesca, e não havia memória que chegasse para lembrar no nome de toda a criançada. Hoje são só dois ou três, dá até para providenciar um mini hotelzinho em casa para hospedá-los no final de semana. Tem mais: o limite de idade para engravidar foi muito ampliado, e hoje uma mulher pode ser mãe e avó quase ao mesmo tempo, encurtando as diferenças entre uma e outra. Se por um lado estamos perdendo a imagem romântica da avó que cozinha, faz tricô e tem roseiras no quintal, por outro estamos ganhando uma avó bonitona, que tem o maior orgulho ao falar dos netos para as amigas e que sempre estará disposta a nos dar um colo. Desde que esteja com uma roupa que não amasse, claro.

O amor, que é o que interessa, não mudou. Mas mudaram as avós. Danuza Leão, Baby Consuelo, Constanza Pascolato e tantas outras mulheres que falam gíria, bebem cerveja estão sempre prontas para uma novidade são avós tanto quanto as nossas saudosas velhinhas de casaquinho nos ombros. Atrizes que foram capa da Playboy e tantas outras gatas da tevê também já tem filhos adolescentes que não tardarão a procriar. Passarão, como toda mulher, pela menopausa, pelos osteoporose e por outros distúrbios da idade, mas certamente não aceitarão o papel de uma avó caseira, bordadeira e sem outra ambição que não seja cuidar dos netos. Sempre se disse que a avó era uma segunda mãe. Pois ela nunca esteve tão parecida com a primeira.

Martha Medeiros - novembro de 1995

Do livro "Felicidade Crônica", págs. 157 a 159

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Amigas para Sempre

Uma boa amiga: a melhor coisa que se pode querer, e a mais difícil de encontrar. Mesmo sendo leais, gostando e torcendo pela gente, ninguém é perfeito, e existem umas que às vezes só matando. Exemplo: a que nunca deixa você voar muito alto para evitar desilusões futuras.

Cheia de entusiasmo porque conseguiu aquele trabalho maravilhoso com que sempre sonhou (e já escolhendo no armário os modelitos que vai usar), ouve um "cuidado, quanto mais alto o coqueiro, maior o tombo". Com uma só frase, corta o seu barato, mas que legal!

Em se tratando de namorado novo, o mesmo tipo de incentivo. "Já vi esse filme, e não dou um mês para você enjoar, te conheço." Essa frase tira qualquer um do sério, dá vontade de entrar para um Convento ou para a Máfia, só para produzir um choque, surpreender. Ouvir isso fazendo a sacola para o primeiro fim de semana que vão passar juntos é uma ducha de água gelada, e você não sabe o que te irrita mais: se a pretensão de te conhecer tão bem ou a memória implacável.

Outro tipo torturante é a que te analisa. Quando você telefona aos prantos porque cortou o cabelo além da conta, responde sempre com um "claro, estava tão bonita que não aguentou e teve que se punir". Ela não consegue entender um desejo simples, como querer ficar parecida com Sigourney Weaver, e só porque passou 12 anos num divã, acha que sabe mais do que Freud. Se você está sem vontade de ir à festa, ou diz que adiou a pintura da casa para setembro, responde de bate-pronto: "É a culpa".

Quando, esperando um telefonema, você tira o telefone do gancho para ver se está funcionando (coisa mais do que normal), ela não perdoa e fulmina com um "olha a ansiedade". Para essas, a fogueira de Joana d'Arc é refresco.

A que te adora e se preocupa com todos os seus problemas, costuma fazer esse tipo de pergunta insuportável:

Ele telefonou?

Afinal, Renatinha, passou de ano?

A viagem está de pé?

A butique aceitou o blazer de volta?

Conseguiu o apartamento?

A resposta a todas as perguntas é não, claro, e ela já sabia. A lei de Murphy (para quem não sabe: qualquer situação com alguma chance de não dar certo provavelmente não dará certo) está aí mesmo, e ter que responder te arrasa. Cuca fresca, você já tinha até dado a volta, mas ela consegue te lembrar de tudo que podia ter acontecido de bom e não aconteceu. Em matéria de corte, nem Isabel (a do vôlei) faria melhor.

Tem também a que aconselha, orienta, e sabe, com total segurança, o que vai acontecer se você tomar este ou aquele rumo. E quando por acaso acerta não deixa, jamais, de dizer: "Eu avisei". Haja.

Outro tipo, muito em moda ultimamente: a que não se envolve; ela não perde uma só chance de encaixar frases do tipo "problema seu", "só você pode saber". Se faz a pergunta mais banal, tipo "que vestido ponho hoje, vou de pantera ou de fina?" a resposta costuma ser um "depende, você é quem sabe como está por dentro (ai!), prefiro não opinar". Quando a amiga comum fica cochichando com seu namorado pelos cantos, ela procura ser objetiva: não tira sua razão, mas também não diz o que você mais precisava ouvir naquela hora: que a outra é uma desavergonhada, que isso não se faz, que o fogo do inferno é pouco pra gente dessa laia, que nunca mais vai cumprimentar quando encontrar.

Uma amiga que toma seu partido, que palpita (pouco) só quando perguntada, é tudo o que se quer, e a coisa mais rara de encontrar.

Quem tem uma desse quilate não vai se sentir sozinha, jamais.

Danuza Leão 

Do livro "Danuza, Todo Dia", Capítulo "Ser Humano" págs.168 e 169

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Festa Julina na Ivezoon

Tivemos um dia junino na Ivezoon. Dias atrás o pessoal do marketing comunicou a data, e junto com o comunicado anexou uma planilha, para cada um colocar o que ia levar de prato. Eu coloquei bolo de milho e de fubá. 

Ontem fui à Casa de Bolos encomendar. Fui buscar hoje às 9h30. Os bolos estavam quentinhos.

Nem todos estavam vestidos a caráter. A Tati como sempre tinha uns laços e tiara que emprestou para quem quisesse usar. Tiago colocou a tiara. E ficou com ela o dia inteiro. O que estava mais a caráter foi o Renan, que até chapéu usou.

A Jéssica chegou de manhã e decorou a mesa. Quando o Leonardo chegou, foi convocado a colocar as bandeirinhas. Ele é o mais alto, por isso.rsrs


Paramos para começar a comer e beber um pouco antes do meio-dia. 

Estava tudo muito gostoso. Pessoal estava bem descontraído. Apesar de alguns serem novos na empresa, são bem soltos. Inclusive o Affonso, que é vendedor do Rio de Janeiro

E este ano teve até bingo. A Giuliana e Mariana que coordenaram. Os prêmios foram: três quinas valendo 50 reais cada. E a cartela cheio 150 reais. Os valores foram no Caju.  Os ganhadores foram: Giovana, Lucas, Nicholas e Leonardo.

E com tanta coisa para comer ninguém almoçou. Ficamos o dia inteiro beliscando as guloseimas. E deu até para levar um pouco para casa.rsrs

quinta-feira, 16 de julho de 2026

20ª aula de Corte e Costura

Dia de curso... Dia de comermos algo antes, afinal são três horas de curso. A Tati ainda é jovem. Come quando chega na casa dela. Eu, raramente.

E hoje foi dia de bolacha salgada com chá. Apesar do frio, a gente não estava com muita fome, então não pensamos em nada mais sustancioso.

Antes de começarmos a colocar a mão na massa — digo, a mão nos tecidos, como havia prometido —, o Bruno colocou um vídeo de uma confecção para assistirmos: um lindo vestido da Dior. É impressionante tudo o que envolve o processo: o tempo, o número de profissionais e os detalhes. Vendo, a gente entende o preço.

Terminamos de assistir o vídeo e voltamos para a sala. A Yasmin está na fase de tirar as medidas. A Lucely, continua fazendo bolsos. Como nem eu, nem a Tati fizemos a lição de casa, continuamos na aula. Passamos o molde para outra folha e fomos para a outra sala cortar no tecido. 


Fechar a bermuda vai ficar para a próxima aula. A última aula. E com professora substituta. será que vamos conseguir? 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Almoço em boa companhia

Almoço combinado de última hora é que dá certo. Ontem o Bruno falou para a Silvana que tinha livros de História, no sebo, para doar. Falou que eram muitos. Ou seja, a sacola estaria pesada. Então ela falou que queria e que ia ver com a Adriana para irem juntas. E aproveitou para convidar o Bruno para almoçar. Ela gostou do almoço do Suco de Praia.rsrs

E como ela sabe que eu trabalho perto, falou para o Bruno me chamar também. É claro que eu aceitei. Combinamos às 13h. Saí do trabalho às 12h20. Enquanto estava lá a Andressa chegou. Também tinha combinado com eles. Não tinha a intenção de comprar nada, mas olha aqui, olha ali, veja só o que comprei.rsrs

Paguei R$ 40,00 em tudo isso 

Eu tive que ir à farmácia comprar lenço para assoar meu nariz, que estava escorrendo o tempo todo.

Encontrei com eles no restaurante. Já tinham feito o pedido, inclusive o meu. O mesmo prato para todos. Parmegiana de frango. Só variou os sucos. Fiquei surpresa ao ver eles sentados. Achei que a gente ia ter que esperar para conseguir lugar para se sentar. Normalmente o restaurante está cheio, mas hoje demos sorte.

Enquanto o almoço não chegava, mostrei minhas comprinhas para elas. E falamos sobre o filme que elas foram assistir no cinema ontem - Dia D

O almoço, como sempre, estava delicioso. E almoçar na companhia das irmãs, sobrinha e filho foi maravilhoso.  

Terminado o almoço, eu e Bruno voltamos ao trabalho. E elas foram passear nos sebos e depois foram no Bazar Nosso Lar. Aproveitaram o dia!