quinta-feira, 18 de junho de 2026

O papel higiênico da empregada


Quando a gente é criança, acha que todo mundo é legal, que todo mundo é da paz, e de repente começa a crescer e vai descobrindo que não é bem assim. Eu lembro que, ainda menina, foi um choque descobrir que as pessoas mentiam, enganavam, eram agressivas. Porque aquelas pessoas não eram bandidas: eram colegas de aula, gente conhecida. Eu ficava confusa. Fulana era generosa com os amigos e, ao mesmo tempo, extremamente estúpida com a própria mãe. Beltrana ia à missa todo domingo e nos outros dias remexia na mochila dos colegas para roubar material escolar. Sicrana era sua melhor amiga na terça-feira e na quarta não olhava para a sua cara. Eu chegava em casa, pedia explicações pra família e recebia como resposta: bem-vinda ao mundo.

Eu queria o impossível: olhar para uma pessoa e saber o que poderia esperar dela. Seria uma pessoa do bem? Do mal? Viria a me decepcionar? Todas as pessoas decepcionam, todas cometem erros, mas eu queria encontrar alguma espécie de comportamento que me desse uma pista segura sobre com quem eu estava lidando. Até que certo dia fui na casa de uma colega. De repente, precisei ir ao banheiro. Só havia um no apartamento, e ocupado. Eu estava apertada. Apertadíssima. Minha amiga sugeriu que eu usasse o banheiro da empregada, topei na hora. E lá descobri que o papel higiênico da empregada era diferente do papel usado pelos outros membros da família. Era mais áspero. Parecia uma lixa. Muito mais barato.

Era um costume, e talvez seja até hoje: comprar um tipo de papel higiênico para a família e outro, de pior qualidade, para o banheiro de serviço. Ali estava a pista que eu inocentemente buscava para descobrir a índole das pessoas.

Hoje, adulta, sei que descobrir a índole de alguém é um processo muito mais complexo, mas ainda me surpreendo que algumas pessoas façam certas diferenciações. O relacionamento entre empregados e patrões ainda é uma maneira de se perceber como certos preconceitos seguem bem firmes. Não é por economia que se compra papel higiênico mais barato para a empregada, por mais que seja esse o argumento usado por quem o faz. É para segmentar as castas. É para manter a hierarquia. É pela manutenção do poder.

As pessoas querem tanto acabar com as injustiças sociais e às vezes não conseguem mudar pequenas regras dentro da sua própria casa. Cada um de nós tem um potencial revolucionário, que pode se manifestar através de pequenos gestos. Comprar o mesmo papel higiênico para todos, quem diria, também é uma maneira de lutar por um mundo melhor.

Martha Medeiros - 30 de novembro de 2003

Do livro "Liberdade Crônica", pág.231 e 232

quinta-feira, 11 de junho de 2026

16ª aula de Corte e Costura

Vou falar... Hoje fiquei as três horas da aula na manga da camisa. Pode isso? Se pode eu não sei, mas fiquei.rsrs

É que hoje eu estava bem "zen". Inclusive no trabalho, tanto que conseguimos sair no horário. Eu levei algumas bolachas salgadas e um pedaço de bolo de fubá com goiabada. Chegando na escola, comi os dois acompanhados de chá mate.

Quando deu o horário, fui para a a sala. Presentes somente eu, a Tati, a Lucely e a Yasmin. As duas estão na fase dos bolsos. Eu e a Tati colocamos a carcela na manga da camisa e depois encaixamos com alfinetes, a manga na camisa. Em seguida, alinhavamos.

Como sempre, a parte mais demorada é na máquina de costura. Eu fiquei em uma máquina que os pontos estavam bem ruins. E quando a máquina não dava uns trancos, tive a impressão de que ela tinha um jogo para o lado. Ou seja, costurei e descosturei. Aliás, não terminei de descosturar. E a aula acabou.

Mas não fiquei mal. Não me importei de ficar descosturando. Foi uma terapia. O Bruno colocou no notebook dele, músicas daquelas igual quando a gente vai fazer massagem. E eu quero que a minha camisa fique o melhor possível. Sei que após terminar, quando eu falar que foi feita por mim, os olhares serão mais minuciosos.rsrs

Vou tentar terminar de descosturar em casa, e se possível costurar na minha máquina. Assim, na próxima aula eu vou para o passo de fechar a camisa. Que é onde a Tati está.

No final da aula, como sempre, tirei uma foto para registrar nossa presença.



sábado, 6 de junho de 2026

Histórias Cruzadas

Entre os vários DVDs de filmes que estão na estante, hoje decidimos por “Histórias Cruzadas”. Um filme que sempre ouvi falar bem. Até mesmo pelo elenco de primeira. E ele é baseado em livro, que depois fui olhar na minha estante, não tenho. Mas um dia vou ter. Porque após assistir ao filme, vi que ele é realmente muito bom. E se o filme é bom... Quem dirá o livro.

Título original: The Help

Data de lançamento: 03 de fevereiro de 2012 | 2h 26min

Direção: Tate Taylor | Roteiro Tate Taylor

Elenco: Emma Stone, Jessica Chastain, Viola Davis, Octavia Spencer

Gênero: Drama

Sinopse: Histórias Cruzadas se passa em Jackson, pequena cidade no estado do Mississipi, nos anos 60. Skeeter (Emma Stone) é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark (Viola Davis), a empregada da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista, o que desagrada a sociedade como um todo. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

Como todo mundo já deve ter assistido (e isso comprova mais uma vez que eu devo ter problema, pois sempre soube que o filme é bom, e nunca assisti), vou colocar abaixo todo o enredo, que copiei daqui. Então, se você não assistiu e não gosta de spoiler, é bom parar por aqui.rsrs

Em 1963, Jackson, Mississippi, Aibileen Clark (Viola Davis) é uma empregada doméstica negra que trabalha cuidando de crianças brancas depois da morte de seu único filho em um acidente industrial. Ela trabalha para a família Leefolt, tendo principalmente cuidado dos filhos de Elizabeth Leefolt (Ahna O'Reilly), uma jovem que sofreu com depressão pós-parto, que se recusa a dar afeto à sua filha exceto, quando disciplinando-a. A melhor amiga de Aibileen é Minny Jackson (Octavia Spencer), uma empregada negra franca que trabalhou durante muito tempo para a mãe de Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard), a senhora Walters (Sissy Spacek), a tal ponto de serem muito próximas. O temperamento tempestuoso de Minny é tolerado devido ao respeito por suas grandes habilidades culinárias. Eugenia "Skeeter" Phelan (Emma Stone) é uma jovem branca de pensamento independente retornando para a plantação da família depois de se formar pela Universidade de Mississippi, descobre que sua querida empregada de infância, Constantine (Cicely Tyson), partiu enquanto ela estava longe. Ela está perplexa, pois acredita que Constantine não teria ido embora sem escrever, e ela finalmente descobre que sua mãe, Charlotte (Allison Janney), demitiu Constantine no início do ano. 

Enquanto o grupo social de Skeeter frequentou a faculdade para encontrar maridos, Skeeter ganhou uma orientadora e continua a ser única, para grande desgosto de Charlotte, sem marido e que aspira a ter uma carreira de escritora de sucesso.

Skeeter começa a fazer incursões para este objetivo quando consegue um emprego no jornal local como uma colunista com "dicas dona de casa". Ela pede a Elizabeth se Aibileen poderia ajudá-la a responder as cartas. Depois de ganhar a permissão de Elizabeth (que por sua vez "ganhou permissão" de Hilly) e aproximando-se de Aibileen por si mesma, a empregada concorda. Após a passar o tempo com Aibileen, Skeeter torna-se cada vez mais desconfortável com as atitudes de suas amigas socialites brancas, especialmente depois de saber do projeto chamado de "A Ajuda" e a "Iniciativa de Saneamento" de Hilly, um plano para legislar banheiros separados obrigatórios para domésticas negras, porque "as negras são portadoras de doenças diferentes das que acometem as brancas".

Inspirada por seu relacionamento com Constantine, Skeeter pensa em escrever sobre as relações entre brancas e negras, especialmente desde que as crianças criadas por empregadas negras tendem a assumir as atitudes preconceituosas de seus pais quando se tornam adultos. As cozinheiras são relutantes em cooperar, com medo de represálias de seus empregadores, mas Aibileen, eventualmente, concorda. Minny também colabora após Hilly demitir ela por usar o banheiro de hóspedes como instruído pela senhora Walters em vez de sair para usar o banheiro do projeto "A Ajuda" que fica ao ar livre e porque no momento tinha um tornado se aproximando.

Hilly faz Minny ter dificuldades em encontrar um novo emprego, afirmando falsamente que ela havia roubado dela, e Minny por vingança, faz algo "terrívelmente horrível" com Hilly. Como resultado, o marido abusivo de Minny obriga a filha a deixar a escola para trabalhar como empregada doméstica. Minny finalmente encontra trabalho com Celia Foote (Jessica Chastain), que é casada com o rico Johnny Foote (Mike Vogel), o ex-namorado de Hilly, que nunca superou o fim do relacionamento. Celia informa a Minny que ela está grávida. Por causa de sua disposição doce, a ignorância com a casta social tácita e personalidade exuberante, Celia é ignorante sobre como "adequadamente" deve ser o tratamento de Minny como uma empregada em sua casa; muitas vezes ela se junta a Minny na cozinha para aulas de culinária e eles compartilham as refeições que elas fazem em conjunto, proporcionando uma à outra conselhos sobre como lidar com os problemas que cada mulher enfrenta em sua vida. Ao mesmo tempo, Skeeter começou a retirar-se do mesmo círculo por vontade própria, apesar de encontrar-se com Stuart Woodworth (Chris Lowell), o filho do senador estadual local, através de Hilly. A relação de amizade de Skeeter e Stuart agrada Charlotte imensamente. A relação entre Celia e Minny aprofunda ainda mais depois que Celia sofre um aborto e ela informa Minny que ela e Johnny tinham se casado porque ela ficou grávida, mas perdeu o bebê um mês depois; ela também havia perdido dois outros bebês. Durante um evento de caridade em que as socialites zombam ainda mais dela, Celia consome apenas cocktails e tem um confronto infeliz com Hilly.

Skeeter apresenta o projeto do livro para Harper & Row. Sua editora, Elaine Stein (Mary Steenburgen), a aconselha que inclua mais histórias das empregadas, e que tem que ser rápida, pois as férias estão se aproximando e os Direitos Civis em recém desenvolvimento devem ser de curta duração. A culminação acontece com o assassinato do ativista negro Medgar Evers e com Yue May, que substituiu Minny, sendo brutalmente presa por roubar um anel sem valor, o que convence as empregadas a notar que o livro de Skeeter poderia dar-lhes uma oportunidade de mostrar o que elas experimentam na vida. Eventualmente, mais empregadas do que Skeeter jamais poderia ter esperado concordam em contar suas histórias.

Skeeter, Aibileen e Minny percebem ao escreverem o livro, que algumas histórias são muito conectadas com empregadas domésticas e familiares específicos, e começam a se preocupar em serem expostas. Assim, Minny, como uma forma de "seguro", revela a história "terrivelmente horrível" para assegurar que os empregadores não vão retaliar, para que não se confirmem segredos de família. Em um acesso de raiva por Hilly demiti-la e prejudicar sua reputação, Minny cozinha sua famosa torta de chocolate especialmente para Hilly, adicionando suas próprias fezes, tomando cuidado para manter a senhora Walters longe da torta. Hilly come duas fatias de torta antes de Minny dizer a ela o que tinha colocado, fazendo com que a senhora Walters tenha um ataque de riso, pelo qual Hilly posteriormente a envia para um asilo. Minny prevê que colocar a história "terrivelmente horrível" no livro vai manter as outras empregadas domésticas a salvo de retaliações. Já que Hilly preferia morrer do que deixar que alguém saiba que ela era o tema da história "terrivelmente horrível", ela vai exercer sua influência social para convencer qualquer um que a história não aconteceu em Jackson. 

Skeeter, tendo escrito a história "terrivelmente horrível" no projeto, decide adicionar uma última história: a de Constantine. Ela confronta sua mãe para que fale a verdade. Charlotte revela que, durante um almoço com as Filhas da Revolução Americana, a filha de Constantine, Rachel, chegou e desobedeceu à ordem de Charlotte para entrar pela cozinha, envergonhando-a muito no processo. A fim de manter sua reputação, Charlotte demite Constantine e ordena que ela e Rachel saiam imediatamente. Algum tempo depois, Rachel leva Constantine para Chicago. Charlotte tinha a intenção de trazer Constantine de volta, mas com o tempo, o irmão de Skeeter foi à Chicago para trazê-la de volta à Jackson e descobre que ela havia morrido. O livro, publicado anonimamente para proteger Skeeter e as identidades de suas contribuintes, é um sucesso, e os royalties são compartilhados com as empregadas. Stuart toma conhecimento do conteúdo do livro e rompe com Skeeter, sentindo-se traído. Minny confessa sobre a história terrivelmente horrível a Celia, que finalmente vê Hilly como a manipuladora que ela é. Pensando que tudo está seguro com as origens do livro, Hilly fica furiosa quando uma contribuição de Celia a uma das obras de caridade de Hilly é feita para "Duas Fatias (de Torta) para Hilly." Bebendo, humilhada e procurando briga, ela dirige à casa de Skeeter para confrontá-la. Quando Hilly tenta invadir a casa e insulta o jeito "hippie" de Skeeter, Charlotte aparece na varanda, comentando sobre sua aparência abatida e observando que ela deve ter comido "muita torta" - o que implica que ela sabe exatamente sobre quem foi escrito a história "Terrivelmente horrível". Antes de Hilly poder dizer outra palavra, Charlotte ordena que ela saia da propriedade.

Depois da partida de Hilly, Charlotte e Skeeter são capazes de conciliar, com Charlotte expressando o forte espírito independente da filha que realmente é extraordinário e deve ser admirado, especialmente quando ela atende um telefonema destinado a Skeeter de Elaine sobre uma oferta de emprego para escrever para a Harper & Row. Charlotte se oferece para ajudar Skeeter a se preparar para este momento de mudança de vida de Jackson para Manhattan. Celia pensa que ela tem enganado adequadamente seu marido ao trazer Minny para ajudá-la a gerenciar o serviço de limpeza; no entanto, quando Johnny vai até a casa, Minny está andando pelo caminho com os mantimentos, Minny acha que ele vai ficar furioso com ela, e ela corre aterrorizada para a casa. Ele é capaz de alcançá-la a pé e revela que ele não só sabe que Minny tem trabalhado lá o tempo todo, como também descobriu os múltiplos abortos espontâneos de Celia. Johnny também notou que depois de Minny ter chegado, a saúde de Celia começou a melhorar, pelo que ele é profundamente grato. Johnny ajuda Minny levar suas malas para a casa, onde ela é surpreendida por uma mesa cheia de alimentos feitos por Celia, que os preparou inteiramente como resultado de aulas de culinária de Minny. Ambos, Johnny e Celia informam a Minny que ela poderá trabalhar para eles até quando quiser. Esta bondade dá Minny a coragem de deixar o marido abusivo, e ela leva seus filhos para viver com os Footes.

Em conclusão, Hilly está de volta à sua velha maneira: sabendo que ela não pode ter Aibileen presa por seus relatos, sem expor-se, ela então pretende enquadrá-la por roubo de alguns talheres de prata emprestados. Aibileen tenta manter-se firme timidamente no início, enquanto Elizabeth tenta deixar o assunto passar. Hilly pressiona a questão até o ponto onde ela diz a Aibileen que ela será presa. Aibileen se cansou do egoísmo horrendo de Hilly e de cega e arrogantemente tentar de controlar todos ao seu redor, e condená-la como uma mulher sem Deus, vingativa, e nunca em paz. Derrotada e humilhada, Hilly cai em prantos e repensa. Durante a partida, Aibileen tranquiliza a filha triste de Elizabeth, Mae Mobley, com o credo que ela tem dito ("Ser boa, ser esperta, ser importante"), então, obrigada por Elizabeth, sai para uma nova vida, refletindo sobre seu desejo de se tornar uma escritora.

Sábado em Atibaia

Zé falou que eu precisava sair de dentro de casa. Isso porque na quinta-feira, feriado de Corpus Christi não saímos. Sexta-feira trabalhei home-office. Ele não entende que, por ficar fora a semana inteira, quando posso, eu quero mais é ficar em casa.rsrs

Como tem feito frio, pensamos ir almoçar em Atibaia. Comer o delicioso filé à parmegiana do Restaurante Fazendinha. Gostinho de fogão a lenha. Dá água na boca só de lembrar.

Saímos de casa e Zé pegou a estrada, indo por dentro. Passou por Valinhos, Vinhedo... Para apreciarmos a natureza.

Chegamos no restaurante e, logo na entrada a recepcionista perguntou se a gente ia comer “self-service” ou “à la carte”. Ao dizer a segunda opção ela colocou uma pulseira cor rosa no nosso pulso. Entramos e nos acomodamos. Tinha um músico cantando. Muito bom, por sinal.


Ao ver o cardápio, assustei. O prato de filé mignon à parmegiana estava R$ 269,00 (para duas pessoas). Zé perguntou ao garçom se fariam para uma pessoa, e ele falou que não. E fomos informados que o restaurante tinha mudado de dono. A gente tinha percebido que estava um pouco diferente. Para começar, o restaurante estava um pouco vazio. E antigamente não tinha a opção de self-service.

Optamos por mudar e comer self-service que estava R$ 69,90 por pessoa. Mudou também a cor da pulseira para a cor azul.

Peguei arroz, feijão, batata doce frita, um filé de frango à parmegiana e maionese. Não tinha muitas opções. E não tinha sobremesa.

Vou falar que a punica coisa que compensou, foi o músico. Que além de tocar e cantar bem, o couvert foi de somente R$ 5,00 por pessoa.

Enfim, esse é um restaurante que não voltaremos. Para sair de casa e ir tão longe para almoçar, tem que ser muito atrativo. E infelizmente não é mais.

Saindo do restaurante passamos na Livraria Nobel, que fica quase em frente, do outro lado da rua. O Zé comprou uma caixinha com mensagens do Dr.Augusto Cury.


Para voltar Zé foi por dentro de Atibaia. Ele perguntou se eu queria ir à casa da minha mãe. Disse que sim. Estava até com um bolo de fubá com goiabada dentro do carro, que tinha comprado para levar. Mas, no meio do caminho, começou a bater um soninho. Então falei para o Zé que queria ir para casa.

E chegando em casa, escovei os dentes e fui para o sofá. Me enrolei na manta e dormi... Por umas duas horas. Acordei, tomei café – com o bolo – e assistimos um filme. Sobre ele, falarei na próxima postagem.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Trabalho home-office com Henrique

Ontem foi feriado de Corpus Christi, então hoje é dia de trabalho home-office. Sabendo disso combinei com o Danilo que iria trabalhar no apartamento. Para poder ficar com o Henrique.

Mas os planos mudaram. Isso porque, no início da semana ele recebeu um comunicado da CPFL informando que iria fazer manutenção na rede, e a energia elétrica seria interrompida das 9h às 13h.

Então a Letícia levou o Henrique no meu apartamento. Chegaram antes das 8h. Ontem eu fui ao mercado e comprei leite, achocolatado, bisnaguinha, bolacha de chocolate e Bis. Tudo para ele.  

Zé pegou a moto e foi dar umas voltas. Perguntei para o henrique o que ele queria assistir. Ele falou o Enaldinho. Enquanto isso, tirou os brinquedos que levou na mochila. Mostrou, feliz da vida, o Skyline que a Karol fez na impressora 3D. Ajeitou os brinquedos no rack. Eu fiquei na mesa, trabalhando. Henrique ficou brincando e assistindo no YouTube: Enaldinho e Brancoala.


Uma hora ele pediu folha e lapiseira. Ficou no chão fazendo um brinquedo, que eu achei muito interessante. Quando terminou, ele me deu. 😍 


E de vez em quando eu me sentava no chão para bater figurinha com ele. Ou ia dar uns agarros nele.rsrs

Na hora do meu almoço, fui com o Henrique pegar marmita. E comprar figurinhas da Copa. Os restaurantes estavam fechados. O jeito foi fazer miojo para nós dois. Para ele eu fiz dois ovos mexidos.


Almoçamos e fiquei um pouco com ele. Ele abriu os pacotinhos de figurinhas. Colou no álbum dele e as repetidas ele me dava, para eu colar no meu álbum.

Voltei a trabalhar e ele ficou no sofá. E dormiu. Dormiu por mais de duas horas. Quando acordou eu fiz um copo de leite para ele.


Às 18h eu parei de trabalhar. E ficamos brincando de bater figurinhas, até a Letícia passar para pegar o Henrique.

E assim foi o meu dia, de trabalho, com o Henrique. Consegui unir o necessário, ao agradável.