A Alice fez aniversário na sexta-feira. Como o pai dela a buscou na
escola para passar o fim de semana lá, onde ganhou uma festinha no sábado, nós
decidimos fazer a nossa comemoração hoje. Assim, unimos o jogo do Brasil com o
aniversário dela.
Tudo foi combinado na própria sexta, logo após a Silvana avisar sobre a
festa no grupo do WhatsApp. Naquele mesmo dia, liguei para a Dona Maria para
saber se ela conseguiria fazer o bolo. Dei sorte: ela topou! No sábado, fechei
os detalhes: tamanho médio e recheio de Leite Ninho com ganache. Como a Silvana
mencionou que a Alice queria o tema do Brasil, a Dona Maria caprichou na
decoração em verde e amarelo. O bolo custou R$ 90,00.
E então o grande dia chegou. Antes de irmos para a casa da minha mãe,
passamos no mercado para comprar o "kit churrasco". Pra quê! O lugar
estava lotado: fila nos frios, fila no açougue e uma espera imensa no caixa. O
Zé até brincou que, se eu não estivesse com ele, teria ido embora. Mas o
problema é que estava tudo assim por ser dia de jogo, e os comércios fechariam
mais cedo. O jeito foi respirar fundo e esperar.
Quando chegamos na minha mãe, a Eliane, Gabriel e Felipe — o Henrique e a
Larissa — já estavam lá. Aos poucos, o restante do pessoal foi chegando. A
Silvana já tinha adiantado o arroz, o feijão, o vinagrete e a salada de rúcula.
Eu cozinhei as batatas e preparei a batatonese, enquanto o Gabriel, como
sempre, assumiu o comando da churrasqueira.
Almoçamos e decidimos cantar o "Parabéns" antes do jogo
começar. Foi a melhor escolha: primeiro porque o Henrique, tio dela, precisava
ir embora; segundo porque, vai que o Brasil perdesse, a animação já não seria a
mesma. A Alice estava linda, radiante e muito feliz. Dava para ver no rostinho
dela o quanto estava aproveitando cada segundo.
O Marcos, a Nilda e a Dani chegaram um pouco depois, quando a partida contra a Noruega já tinha começado. Durante o jogo era um tal de mudar as posições, trocar a camisa, e tudo que pudesse mudar a situação do jogo, a gente fez. Como se fosse adiantar.rsrs Foi um jogo tenso e, infelizmente, o Brasil perdeu.
Bateu aquela tristeza na hora, mas logo o pessoal voltou a colocar a carne na brasa. Continuamos comendo, bebendo, conversando e rindo. Afinal, futebol é futebol, e o mais importante de tudo era celebrar a vida da Alice do jeitinho que ela queria. No fim, todos ficamos felizes. Viva a Alice!














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