Grande parte dos maiores pensadores já se confrontou com a questão crucial
de acreditar ou não em Deus. O século 20 produziu dois homens que, de forma
brilhante, cada qual à sua maneira, levantaram novos argumentos - um, a favor e
o outro, contra - sobre essa questão.
Em Deus em Questão, os argumentos de C.S.Lewis e Sigmund Freud são postos
lado a lado. Ambos refletiram cuidadosamente sobre os pontos fracos e as
alternativas aos seus posicionamentos. Ambos consideraram o problema da dor e
do sofrimento, a natureza do amor e do sexo, e o sentido último da vida e da
morte. Depois de "assistirmos" a todo esse debate, poderemos tomar os
nossos lugares do lado que quisermos, num dos confrontos mais profundos da
história.
Peguei esse livro
emprestado do Edson Fassoni no último encontro com as "Amigas pra
Sempre". Como se eu já não tivesse livros para ler.rsrs
Comecei
a ler no dia 29 de agosto e terminei hoje. O livro possui 286 páginas, e está
assim dividido:
PARTE UM - EM QUÊ ACREDITAR?
1. Os protagonistas: A vida de Sigmund Freud e de C.S.Lewis
2. O criador: Haverá uma inteligência além do universo?
3. Consciência: Haverá uma Lei Moral Universal?
4. A grande transição: Que estrada seguir rumo à realidade?
PARTE DOIS - COMO VIVER?
5. Felicidade: Qual é a fonte dos maiores prazeres da nossa vida?
6. Sexo: A busca de prazer seria o nosso único propósito?
7. Amor: Todo amor seria sexo sublimado?
8. Dor: Como resolver o problema do sofrimento?
9. Morte: Seria a morte o nosso único destino?
Peguei este livro emprestado atraída pelo título e pela sinopse. Confesso
que não conhecia o autor e, sobre os protagonistas — Sigmund Freud e C.S. Lewis
—, sabia apenas os nomes, sem nunca ter lido suas obras ou me aprofundado em
suas biografias. Para mim, foi uma surpresa descobrir o ateísmo de Freud. No
entanto, não fiquei totalmente convencida dessa postura, pois, ao longo da
leitura de suas cartas, notei diversas contradições. Aliás, a correspondência
pessoal de Freud e Lewis com seus amigos foi a minha parte favorita do livro. É
através dessas cartas que conseguimos enxergar quem eles realmente foram.
Acredito sinceramente que, quando escrevemos, colocamos nossa alma nas
palavras. Por isso, senti que me aproximei muito mais da essência dos dois por
meio de seus próprios relatos do que pela narrativa do autor. Ainda assim, isso
não desmerece a obra: falar sobre duas mentes tão brilhantes exige um trabalho
formidável de pesquisa, estudo e dedicação. Para finalizar, destaco abaixo
alguns dos trechos que considerei importantes:
No dia 6 de maio de 1856, na cidade de Freiberg na Morávia, nasceu
Sigismund Schlomo Freud. Durante estudo na Universidade de Viena ele mudou o
nome para Sigmund.
No dia 29 de novembro de 1898, nos subúrbios de Belfast, na
Irlanda, nasceu Clive Staples Lewis.
Lewis acreditava que todas as religiões, todas as mitologias, para
lhes dar o nome adequado, são invenções humanas. pág.40
Freud escreveu que "as religiões da humanidade devem ser
classificadas entre as desilusões de massa", e referia-se à religião como
"a neurose obsessiva universal da humanidade." pág.47
Nos primeiros 30 anos de sua vida, Lewis compartilhou do ateísmo
de Freud. Como membro da faculdade de Oxford Lewis passou por uma mudança
radical, uma mudança do ateísmo para a fé, baseada no Antigo e no Novo
Testamento. pág.48
Da mesma forma que Freud, Lewis se baseia no Novo Testamento para
dizer que "Deus é amor" e nos adverte a ter mais cuidado para não
traduzir isso para "o amor é Deus".
Lewis divide ainda o amor humano em quatro categorias - seguindo a tradição grega: (1) Storge, afeição entre os membros de uma família; (2) Philia, amizade; (3) Eros, amor romântico entre pessoas "apaixonadas"; e (4) Ágape, amor que se tem a Deus e ao próximo. pág.179

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