Este é um romance emocionante, envolvente, que nos cativa logo nas primeiras páginas. O caçador de pipas é uma narrativa insólita e eloquente sobre a frágil relação entre pais e filhos, entre os seres humanos e seus deuses, entre os homens e sua pátria. Uma história de amizade e traição, que nos leva dos últimos dias da monarquia do Afeganistão às atrocidades de hoje.
Sinopse: Amir e Hassan cresceram juntos, exatamente como seus pais.
Apesar de serem de etnias, sociedades e religiões diferentes, Amir e Hassan
tiveram uma infância em comum, com brincadeiras, filmes e personagens. O laço
que os une é muito forte: mamaram do mesmo leite, e apenas depois de muitos
anos Amir pôde sentir o poder dessa relação.
Amir nunca foi o mais bravo ou nobre, ao contrário de Hassan, conhecido
por sua coragem e dignidade. Hassan, que não sabia ler nem escrever, era muitas
vezes o mais sábio, com uma aguda percepção dos acontecimentos e dos
sentimentos das pessoas. E foi esse mesmo Hassan que decidiu quem Amir seria,
durante a batalha da pipa azul, uma pipa que mudaria o destino de todos. No
invade 1975, Hassan deu a Amir a chance de ser um grande homem, de alterar sua
trajetória e se livrar daquele enjoo que sempre o acompanhava, a náusea que
denunciava sua covardia. Mas Amir não enxergou sua redenção.
Muito depois de desperdiçada a última chance, Hassan, a calça de veludo cotelê marrom e a pipa azul o fizeram voltar ao Afeganistão, não mais àquele que ele abandonara há vinte anos, mas ao Afeganistão oprimido e destruído pelo regime Talibã. Amir precisava se redimir daquele que foi o maior engano da sua vida, daquele dia em que o inverno foi mais cruel.
Editora Nova Fronteira - 2003 - 365 páginas.
Comecei a ler esse livro na noite da terça-feira, dia 06. Terminei hoje! Quis ler o
livro antes de outros que estão esperando a vez, porque assisti ao filme (comentei
sobre o filme aqui!).
Queria ler para comparar os dois. Eu acho que eu já li o livro, mas não
tenho certeza, uma vez que não tenho postagem sobre isso.
No livro como era de se esperar, tem mais detalhes e cenas, do que o filme. E
alguns personagens também. Vou citar alguns:
No filme quando Amir e Baba estão fugindo de Cabul, vemos eles no
caminhão, onde o guarda quer ter uns minutos com uma mulher que estava entre os
fugitivos. E Baba intervém, quase perdendo a vida por essa atitude. Cena tensa!
Depois a cena já pula para os fugitivos entrando no caminhão tanque.
No livro, após o episódio do guarda com a mulher, os fugitivos chegam em
uma casa onde ficam escondidos em um porão durante dias. Isso porque o caminhão
que ia levá-los até o destino tinha quebrado e precisavam aguardar ele ser
consertado. No porão, entre os fugitivos está Kamal - um dos amigos de Assef -
e seu pai. Como o caminhão que ia levá-los não ficou pronto, surgiu a ideia de
serem transportados no caminhão tanque. O cheiro de dentro do caminhão foi
narrado por Amir, de um jeito que até pra mim, a respiração ficou difícil. Eles
terminam a viagem. Amir sai de dentro desesperado e agradecendo aos deuses por
estar respirando um ar puro novamente. Mas nem todos conseguiram. Kamal morreu
e seu pai comete suicídio. Outra cena tensa!
No livro conta que a vó de Sohrab – a mãe de Hassan – reaparece, quando
eles estão morando em Cabul, na mesma casa que moraram quando Amir e Hassan
eram crianças. Ela vive com eles até morrer.
No livro vemos uma burocracia enorme vivida por Amir para conseguir levar
Sohrab para San Francisco. Inclusive a tentativa de suicídio de Sohrab.
Diante de tudo que vemos, não tem como ficar indiferente a essa triste história, vivida por Amir e Hassan. E que situação triste, deplorável
e apavorante que vive aquele povo do Afeganistão. E pior é saber que sobre o
país é uma realidade. E não só uma história para impactar o romance. Eu fiquei
com raiva de Amir, mesmo ele sendo uma criança (pois eu tenho pra mim, que
crianças são anjos), pelas mentiras ou omissões. Mas depois vi que ele pagou
(apanhou muito), se redimiu do seu erro (levando Sohrab para viver com ele).
Enfim, O caçador de pipas, é um livro que a gente não cansa de ler. Com certeza daqui uns anos vou reler.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Olá. Ficarei muito feliz com seu comentário. Só peço que coloque seu nome para que eu possa responder, caso necessário. Obrigada!